02 de fevereiro - Aprendamos a nos desprender inteiramente de nós mesmos, de nossos gostos, de nossa vontade, de nosso ponto de vista. Em todas as nossas ações não visemos senão fazer a santa vontade de Deus do modo mais perfeito possível. (S 359). São Jose Marello
2
Fevereiro 2026
Esta
festa já era celebrada em Jerusalém, no século IV. Chamava-se festa do
encontro, hypapántè , em grego. Em 534, a festa estendeu-se a Constantinopla e,
no tempo do Papa Sérgio, chegou a Roma e ao Ocidente. Em Roma, a festa incluía
uma procissão até à Basílica de S. Maria Maior. No século X, começaram a
benzer-se as velas.
José
e Maria levam o Menino Jesus ao templo, oferecendo-o ao Pai. Como toda a oferta
implica renúncia, a Apresentação do Senhor é já o começo do mistério do
sofrimento redentor de Jesus, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário.
Maria e José unem-se à oferta do seu divino Filho estando a seu lado e
colaborando, cada um a seu modo, na obra da Redenção.
EVANGELHO DO DIA
Lucas 2,22-40
"Chegou
o dia de Maria e José cumprirem a cerimônia da purificação, conforme manda a
Lei de Moisés. Então eles levaram a criança para Jerusalém a fim de
apresentá-la ao Senhor. Pois está escrito na Lei do Senhor: "Todo primeiro
filho será separado e dedicado ao Senhor." Eles foram lá também para
oferecer em sacrifício duas rolinhas ou dois pombinhos, como a Lei do Senhor
manda.
Em
Jerusalém morava um homem chamado Simeão. Ele era bom e piedoso e esperava a
salvação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele, e o próprio
Espírito lhe tinha prometido que, antes de morrer, ele iria ver o Messias
enviado pelo Senhor. Guiado pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais
levaram o menino Jesus ao Templo para fazer o que a Lei manda, Simeão pegou o
menino no colo e louvou a Deus. Ele disse:
-
Agora, Senhor, cumpriste a promessa que fizeste e já podes deixar este teu
servo partir
Pois
O
pai e a mãe do menino ficaram admirados com o que Simeão disse a respeito dele.
Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus:
-
Este menino foi escolhido por Deus tanto para a destruição como para a salvação
de muita gente
Havia
ali também uma profetisa chamada Ana, que era viúva e muito idosa. Ela era
filha de Fanuel, da tribo de Aser. Sete anos depois que ela havia casado, o seu
marido morreu. Agora ela estava com oitenta e quatro anos de idade. Nunca saía
do pátio do Templo e adorava a Deus dia e noite, jejuando e fazendo orações.
Naquele momento ela chegou e começou a louvar a Deus e a falar a respeito do
menino para todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Quando
terminaram de fazer tudo o que a Lei do Senhor manda, José e Maria voltaram
para a Galiléia, para a casa deles na cidade de Nazaré.
O
menino crescia e ficava forte; tinha muita sabedoria e era abençoado por Deus."
Meditação:
Hoje, a Palavra de Deus nos convida a contemplar a vida familiar.
Vivemos em um mundo em que todas as instituições estão sendo relativizadas.
Também a família, como lugar da vida digna, passa por uma séria crise de
identidade e de sentido.
No evangelho, vemos toda a família de Nazaré no cumprimento dos preceitos
religiosos; mas o mais importante é ver a família unida, realizando o plano de
Deus.
Ontem vimos o ancião Simeão bendizendo a Deus pela presença do Salvador. Hoje,
no mesmo ato da apresentação, a família encontra-se com Ana, uma profetisa.
Ela, assim como Simeão, envelheceu esperando ver a glória de Deus. Em Jesus
ocorre algo especial: o menino é a vida nova, o cumprimento da promessa
libertadora de Deus.
Ana é uma mulher excluída por ser mulher, por ser viúva e por ser anciã; como
Simeão, perseverou muitos anos esperando o Salvador para conhecê-lo antes de
morrer.
Ela sabe ler os sinais dos tempos, descobrindo a ação de Deus na
história e na realidade cotidiana. Jesus é o Messias esperado e desejado por
muitos que estão em condições de pobreza, para que surja uma nova ordem social.
Ana, cujo significado é "graça", que assim como Simeão personifica a
espera do Senhor e a libertação de seu povo. A dupla formada por Simeão e Ana
se relaciona com a formada por Zacarias e Isabel, os pais de João Batista; demonstrando
o interesse de Lucas em destacar a importância do homem e da mulher no projeto
de Deus.
O evangelho conclui dizendo que Jesus, o menino antes apresentado no Templo, de
quem falavam o profeta Simeão e a profetisa Ana, que nos veio do pobre, do humilde,
do simples, de quem não conta, "ia crescendo e se fortificava: estava
cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele".
Ele crescia integralmente no seio familiar; algo que vale a pena
ressaltar hoje. Jesus configura seu ser no lar, com sua família, é ali onde
aprende a amar, servir, trabalhar e lutar por justiça.
Assim como Jesus ia crescendo em sabedoria e graça de Deus, nós,
como seus seguidores, também somos chamados a continuar nosso crescimento como
cristãos autênticos.
Crescer em autenticidade cristã é viver plenamente em Cristo; e
este viver se concretiza na aplicação de seu projeto de vida para que todos
tenham vida
Agora, já crescidos e encaminhados na fé, com nossos próprios passos e nossa
própria palavra, apresentemo-nos a Deus, a cada dia, comprometendo-nos em dar
um santo testemunho de vida e fé.
Sejamos sempre luz, cumpramos sempre a promessa de Deus, buscando o Amor. Viver
com Deus, para Deus e por Deus. Sejamos espelho para que o próximo nos veja
como sinais de Deus. E busquemos também esses sinais nas pessoas que nos
cercam.
Por fim, que Deus nos dê o discernimento para entender as Suas promessas nas
nossas vidas.
A palavra de Deus se fez carne para satisfazer a esperança de um povo
oprimido por dimensões políticas, econômicas, culturais e religiosas.
Ao final do relato, termina a vigem que José e Maria fizeram em terras da
Judéia, e regressam a Nazaré na Galiléia. É nesse último contexto, em um lugar
simples, pobre e solitário, onde Jesus crescia e se fortalecia em sabedoria e
onde o favor de Deus o acompanhava.
Oremos hoje por todas as famílias do mundo, para que sejam verdadeiras escolas
de vida nas quais o amor, a escuta e a compreensão sejam as principais
características.
Estou descobrindo a ação de Deus nos sinais dos tempos? Em que
rostos estou reconhecendo a chegada de Jesus? Com que feitos concretos o estou
recebendo e quais são meus compromissos reais para com os que esperam
libertação de todo tipo de morte, de injustiça e desigualdade (não confundir
isto com aberrações do tipo "casamento" entre pessoas do mesmo sexo)?
Reflexão Apostólica:
Como não admirar a Sagrada Família?! Portadores da graça, mas
simples adoradores a servir e obedecer às leis. Num momento tão ímpar de suas
vidas, se preocupavam primeiramente em cumprir, passo-a-passo as tradições de
sua lei.
E hoje, temos o mesmo zelo? Nossos filhos vão a catequese, à crisma? E melhor
que isso, os acompanho? O que adianta catequizar os filhos se não vou à missa,
as reuniões periódicas, se não participo (…)?
Diz um ditado popular que o exemplo arrasta, sendo assim, pouco adianta o
esmero dos mais talentosos catequistas em duas ou três horas semanais se o
restante do tempo os pais não se empenham e regar a semente plantada. É uma
dura e injusta luta: educar e ensinar duas horas e nas outras 22 horas
deseducar. Não extingamos o Espírito Santo pela omissão.
O corre-corre nos fez um tanto omisso com a criação dos nossos filhos. Queremos
o melhor para eles, mas esse melhor não podemos dar, pois trabalhamos o dia
inteiro.
Tão cedo os colocamos na escola, para os ensinar o que é segundo a pedagogia,
obrigação nossa. É um testemunho pessoal, pois apesar de escrever todo dia,
quem ensinou o sinal da cruz para meu filho foi minha esposa.
Sim, graças a Deus, Ele sempre zela pelos nossos, mas isso não nos credencia a
fugir de nossas responsabilidades. É tão fácil acender a lareira, mas é preciso
ter uma motivação diária em buscar lenha para manter o fogo aceso.
É duro dizer isso, mas dá-se impressão que muitos pais acham que as obrigações
pela fé pelos costumes e hábitos são dos professores e catequistas e não
nossas.
Terrível é imaginar que a condição de eu ir a missa é que não me contrariem,
não me cobrem, não me digam verdades. Que ao primeiro sinal de cobrança paro de
ir, fico em casa, troco de religião…
O engraçado é que muitos que trocam de religião justificadas pelo excesso de
regras e zelo da igreja acabam se rendendo a regras ainda mais severas em
outras igrejas. Passam a não cortar os cabelos, saias cumpridas.
Graças a Deus nossa igreja não se rende a vontade das pessoas, pois se isso
acontecesse imagino o que seria, pois temos a ingrata mania de escolher as
regras e convicções que melhor nos agradam.
Descobri recentemente que durante o ofertório e comunhão não fazemos “filas” e
sim procissões. Parece ser a mesma coisa, mais “procissão” denota de vontade
própria, espontânea, que aguardará a espera, pois algo importante está a
frente, (…).
Nossa fé e dos nossos filhos não pode ser encarada uma fila e sim uma
procissão. Se temos pouco tempo, planejemos então novas estratégias. Apesar de
toda vontade de Deus em se revelar a nós é preciso que Ele não precise mendigar
pelo nosso amor, nosso interesse…
Como a Sagrada Família, temos algumas obrigações a serem cumpridas: “(…) E vós, pais, não provoqueis
revolta nos vossos filhos; antes, educai-os com uma pedagogia inspirada no Senhor
“. (Ef 6, 4)
Propósito:
Pai,
a exemplo de Simeão e de Ana, faze-me penetrar no mais profundo do mistério de
teu Filho Jesus, e torna-me proclamador da salvação presente na nossa história.
Senhor Jesus Cristo, tu restauraste a família humana, restabelecendo a primitiva
unidade, vivendo com Maria, tua Mãe, e são José, o pai adotivo, durante 30 anos
Dia 02
Cada pessoa
recebe de acordo com o que oferece.
Se der
atenção e carinho, receberá o mesmo.
Se for
atencioso, colherá bondade e amor.
Quando
espalhar amor, alegria e bondade, todos se sentirão bem perto de você.
Lembre-se
de que ninguém se aproxima do espinheiro por causa dos espinhos, mas todos
apreciam e gostam de ficar perto das flores, porque exalam beleza e perfume.
Cada
pessoa recebe de acordo com o que oferece.
“O Senhor
mantém-se longe dos ímpios, mas ouve as orações dos justos.”
(Pr
15,29).



Nenhum comentário:
Postar um comentário