domingo, 15 de fevereiro de 2026

Evangelho do dia 19 fevereiro quinta feira 2026

 


19 fev - Nós sabemos por experiência que, no momento oportuno, as dificuldades desaparecem, muda o ânimo de quem as provocava e a obra de Deus prossegue abençoada com novos favores. (L 253). São José Marello


Lucas 9,22-25
"- O Filho do Homem terá de sofrer muito. Ele será rejeitado pelos líderes judeus, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da Lei. Será morto e, no terceiro dia, será ressuscitado.
Depois disse a todos:
- Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira e ser destruído?
"

Meditação:

Ontem, no Dia das Cinzas, começamos o Tempo da Quaresma, e iniciamos a preparação para a nossa maior festa litúrgica: a Páscoa.

No Evangelho de hoje, Jesus tem uma mensagem muito séria. Primeiro fala do sofrimento que Ele mesmo vai passar, por toda a rejeição, negação, humilhação, morte, e por fim, ressurreição.

O centro do evangelho de Lucas, bem como o de Marcos, é marcado pela revelação da identidade de Jesus. Jesus rejeita ser identificado com um messias ("cristo") restaurador do reinado de Davi. É chegado o momento de deixar isto claro.

O anuncio da paixão, por parte de Jesus a seus discípulos, não é apenas um episodio pontual e passageiro, que fica no tempo e no espaço, mas um verdadeiro itinerário de vida.

A entrega da vida não se faz de um momento para outro, mas implica percorrer um caminho de fidelidade à missão do Pai. A morte de cruz é a plena manifestação da missão cumprida, da vida entregue e do amor doado “até as últimas conseqüências”.
Por isso, a proposta de Jesus é exigente, radical e sem meias medias. Não se pode ser cristão, discípulo, missionário de Jesus se não se está disposto a entregar a vida minuto a minuto para que a obra de Deus seja transparente no mundo.
A salvação integral e total da humanidade passa, necessariamente, pela doação oblativa da própria vida. Tampouco se trata de fazer ações espetaculares e fantásticas.

Às vezes uma existência ofertada em silencio e na simplicidade de vida ordinária fala mais forte e é mais efetiva para que o Reino de Deus se faça presente na sociedade e no mundo. Você está disposto a percorrer este caminho?
Maldita seja a cruz!” Esta frase, atribuída ao bispo Casaldáliga, é dirigida às cruzes impostas por uma sociedade injusta sobre os ombros sobrecarregados do povo pobre. Denuncia a injustiça, e também a resignação à qual foi levado o povo para justificar o julgo que lhe impunham os poderosos.
Não é esta a cruz que Jesus nos convida a levar. Pela contrário, a cruz que Jesus quer que abracemos é a sua própria cruz.

Ela nos é dada quando nos empenhamos a trabalhar para acabar com a cruz dos crucificados pela maldita opressão e injustiça.

Por isso, o anúncio da paixão é acompanhado de uma proposta de vida, realizada no seguimento de Jesus, que não termina na morte, mas na ressurreição.
Quem não compreende o Messias crucificado não compreende a missão de Jesus. Porém, quanto nos custa aceitar a cruz como força de vida!

A religião do poder e a facilidade da lei do menor esforço nos atraem muito mais. Por elas deixar e só deixar-se levar comodamente observando as normas de um culto estabelecido, no qual tramitamos sem sobressalto. Que o evangelho nos ajude a despertar de nossa modorra espiritual e de nossa indiferença!
A propósito, é sempre bom lembrar que Deus não nos tira em momento algum o direito de escolhermos o que queremos para nossa vida. Mas o tempo passa e as coisas do mundo ao qual muito vezes nos apegamos, também passam.

Então, chegará o momento em que nos restará o amor verdadeiro, o primeiro amor, o amor de Deus e a única boa opção será a escolha pela vida eterna, pela salvação e nossa santificação junto a Deus nos céus.

Aí, então, é que nos será concedido a vida que entregamos a Deus, a vida que renunciamos pelas coisas do alto. Se a tivermos entregue sempre a Deus, ela estará intacta e herdaremos o Reino, mas se ela tiver ficado o tempo todo em nossas mãos e longe do alcance de Deus como é que nossa vida estará?

Quem assume o anúncio e a luta libertadora despertará, necessariamente, a ira dos poderes constituídos, que procurarão destruí-lo. Porém, Jesus revela que ao "humano" foi dada, por Deus, a vida eterna.

Quem quiser unir-se ao destino de Jesus, renuncie ao sucesso e à glória do status social e econômico. E não fuja das adversidades e dos sofrimentos que os poderes político e religioso lhe imporão.

Renunciemos a tudo e a todos por Deus e nos entreguemos a Ele, pois, sua promessa é CERTA e não falha.

Reflexão Apostólica

Entramos na Quaresma e qual foi o compromisso assumido para esses 40 dias de renúncia, oração e meditação? Jejum? Abstinência de algo (carne, refrigerante, doce, cigarro…)?

Certa vez, um SCE da nossa Equipe de Nossa Senhora trouxe-nos um questionamento bastante pertinente, mais ou menos com estas palavras: Por que estou fazendo jejum? O que quero mudar? E o que preciso deixar Deus dominar, que não estou conseguindo? O jejum precisa transformar a vida, submeter o corpo à oração, combater a gula, que é causa de muitas paixões desordenadas (…)”. O compromisso deve repercutir em algum tipo de mudança inclusive quando me comprometo a abdicar de algo.

Na Quaresma, nossa igreja oferece e investe algumas formas de meditar ou buscar nosso eu interior. O jejum, a mortificação, (…), que muitos procuram desmerecer e até mesmo fazer chacotas, advém de três aspectos importantes: o voto, o propósito e a promessa.

Não é apenas deixar de comer algo ou diminuir a ingestão de alguma coisa, mas abandonar-se. (…) se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como eu vou morrer e me acompanhe

Essa mortificação não visa maltratar o corpo, mas provar pra nós que estamos aptos e dispostos a também nos sacrificar para que algo mude ou se realize, pois encostar as nádegas na cadeira, sentado, apenas pedindo, é extremamente cômodo. A Quaresma nos permite um reencontro com nosso próprio batismo, um reencontro com nosso ser cristão.

(…) Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo”. (Bento XVI)

O que ainda não estamos preparados para fazer é ver que algo surge de bom mesmo que o pedido não tenha dado certo. Quando fazemos uma nova faculdade, a outra não ficou perdida, pois o conhecimento se integra ao novo saber, portanto o sacrifício de hoje, mesmo aos olhos de alguns, desnecessário, faz alicerçar em nós colunas de maturidade na fé.

O que ganho com a fé?

(…) Então os discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsar este demônio? Jesus respondeu-lhes: Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível. Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum”. (Mt 17,19-20)

Quaresma também me lembra coisas interessantes quem sempre ocorrem:

Queremos fazer abstinência de carne e nos empanturramos de bacalhau. Queremos abster de refrigerante e somos convidados para várias festas de criança.

Queremos bater-papo com amigos (as), mas o tempo é propicio para o silêncio, reflexão... Tentamos explicar, mas não dá certo! Já preciso confessar de novo, pois meu pensamento não conseguiu ser domesticado ainda!

Quaresma é um tempo de respeito e sobriedade e não de tristeza e cara fechada! É tempo de renovar o que é velho e fazer um homem (mulher) novo (a) renascer. É fazer tudo isso sem pensar em si mesmo, mas no bem maior que esse ser renovado pode ajudar a construir na sua comunidade, na sua Equipe, no seu grupo, na sua pastoral, em sua casa (…).

Viver a Quaresma é poder relembrar que alguém, um inocente galileu, deu sua vida por aqueles que correram, se amedrontaram, se esconderam, lhe negaram, lhe aclamaram, que viram seus milagres, que provaram do seu amor e aos quais chamou de “Filhinhos” (Jo 13,33). Tudo isso em troca de sua conversão e salvação, ou como diria o papa, com a aceitação do seu batismo.

Portanto: Faça força! Empenhe-se! Proponha algo nesse período! Que tal deixar de fumar? Que tal ser mais ético, honesto, educado e cortez nas relações com as pessoas? Que tal cuidar mais da sua saúde, de seus familiares e de todos aqueles que lhe procuram em busca  de ajuda?

A proposta acima é apenas uma sugestão…

Oração: Pai, dá-me a firme disposição de renunciar a todos os meus projetos pessoais, para abraçar unicamente o projeto de Jesus, mesmo devendo passar por sofrimentos. 

Propósito: Esquecer-se de si, abrir mão da própria vontade, do próprio orgulho. Encarar sua responsabilidade de ser sal da terra e luz do mundo, apesar das dificuldades (cruzes). Ter a consciência tranqüila e estar pronto para seguir Jesus.

Dia 19

Além de suavizar a vida, a alegria contagia a todos.

Embora o trabalho e a responsabilidade sejam muito importantes à realização pessoal, nunca se esqueça de viver de maneira alegre e acolhedora.

Os momentos de lazer são edificantes e recarregam as energias.

Contagie a todos com seu otimismo e alegria.

“Possa eu alegrar-me e exultar por tua bondade, por teres olhado para minha miséria e acudido às angústias da minha alma.” (Sl 31[30],8).

 

Evangelho do dia 18 fevereiro quarta feira 2026


 18 fev - Tudo proceda por princípios de fé, com ilimitada confiança nos auxílios do Céu e sentimento indestrutível de gratidão ao Senhor e somente a Ele, tanto na abundância como na carestia, lembrados sempre de que "sufficit diei malitia sua!” a cada dia basta a sua aflição". (L 76). São José Marello


Mateus 6,1-6,16-18

"- Tenham o cuidado de não praticarem os seus deveres religiosos em público a fim de serem vistos pelos outros. Se vocês agirem assim, não receberão nenhuma recompensa do Pai de vocês, que está no céu.
- Quando você der alguma coisa a uma pessoa necessitada, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas sinagogas e nas ruas. Eles fazem isso para serem elogiados pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando ajudar alguma pessoa necessitada, faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo fique sabendo do que você fez. Isso deve ficar em segredo; e o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.
- Quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas para serem vistos pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.
- Quando vocês jejuarem, não façam uma cara triste como fazem os hipócritas, pois eles fazem isso para todos saberem que eles estão jejuando. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando jejuar, lave o rosto e penteie o cabelo para os outros não saberem que você está jejuando. E somente o seu Pai, que não pode ser visto, saberá que você está jejuando. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa."

Meditação:

Começamos o tempo da Quaresma. Tempo da Quaresma é tempo de conversão. Esta conversão se dá por uma mudança profunda nos nossos valores, assumidos na sociedade discriminatória em que vivemos, com sua compreensão do mundo. Supõe novos valores e uma nova prática em vista de promover a vida plena para todos. 

Em alguns templos católicos talvez se faça longas filas para a imposição da cinza. Talvez para muitas pessoas seja a única ocasião de participar de uma cerimônia ou de um ato religioso, que pode durar pouco tempo e não passar de um gesto.
Para outros pode ser um motivo de superstição ou de costume tradicional de família ou de ambiente social. E para você, o que significa esse gesto das cinzas?
Vejamos o que diz a Palavra de Deus: Parece que para Jesus, segundo o evangelho de Mateus, os sinais externos não tem nenhum sentido se não nascem do coração, de uma “reta intenção”, de uma autêntica atitude de conversão, de um compromisso real com o Reino de Deus.
A esmola, a oração e o jejum devem estar intimamente conectados com um compromisso de vida que contribua para transformar o ambiente em que vivemos.
A solidariedade, a justiça, a honradez e o trabalho em favor da paz são expressão de uma autêntica conversão que nasce do profundo do ser humano.
Em todo caso, tradicionalmente foi considerado, dentro do ano litúrgico, um “tempo forte”, junto com o Advento e o tempo pascal. Um tempo com sua peculiaridade própria, seu sentido de preparação da Páscoa, centro do ano litúrgico.

O que há de diferente na Quaresma? O que deve representar em nós esse tempo tão propício de reflexão e conversão? Que sentido devo adotar em minha conduta nesses próximos quarenta dias? “Rasgar o coração e não as vestes”!

Os Judeus, no tempo de Cristo, possuíam diversos métodos de purificação da alma e da expiação dos pecados que ao longo do tempo foram se modificando.

No entanto muitos chefes da lei tornavam esse momento de purificação um “show a parte”, ou seja, uma vitrine de si mesmo. “(…) Tenham o cuidado de não praticarem os seus deveres religiosos em público a fim de serem vistos pelos outros”.

Jesus chamava a atenção para que esse tempo, costume e momento não se desvirtuassem e que o verdadeiro motivo fosse preservado. O que fazemos da quaresma hoje? Como a tratamos? O sentido dela ainda vive em nossa casa?

É importante frisar que viver a quaresma é também sentir na pele o quanto Ele nos faz bem e não somente a resumindo em suprimir algum tipo de alimento ou gosto. A quaresma só terá valor se ao final acontecer uma tomada de atitude interior. Repare a Campanha da Fraternidade: que adianta tantas reflexões se ao fim não haver uma mudança de pensamento?

E as cinzas? Como nossa liturgia é repleta de símbolos! Elas também têm um significado.

Ao recebermos esse sinal em nossas testas, a igreja nos lembra que tudo isso que vivemos passará, e um dia voltaremos a ser pó. Que nossas vidas poderiam ser melhor aproveitadas em relação as pessoas e com nós mesmos. Que o tempo e a juventude, hoje desprezados com coisas que pouco ou nada edificam, poderá nos fazer falta um dia.

Andamos muito depressa para agora se preocupar com isso. Nem nosso corpo consegue acompanhar nossos pensamentos. Estou aqui, mas minha cabeça já está em outro lugar; acordo, tomo banho e minha cabeça já esta no serviço; no trabalho, já estou pensando na hora de buscar os filhos na saída da escola; lendo isso, já estou imaginando o que farei em seguida (…).

Na Quaresma somos convidados a diminuir o ritmo para que corpo e mente se encontrem. Entender que em paralelo a isso, caminha o reino de Deus e a renovação da esperança, que esperam por aqueles que, na velocidade certa, consigam vê-lo e apreciá-lo.

Convertei-vos e crede no evangelho”! Esse é um tempo favorável!

Reflexão Apostólica: 
Lembram-se desse ditado: "Por fora bela viola, por dentro pão bolorento… "? Ele se refere a pessoas que são supérfluas, que não são sinceras, que aparentam ser uma coisa, mas são outra na realidade.
Ninguém gosta de pessoas que têm essa conduta, nem Jesus, por isso ele exorta seus discípulos a não se deixarem levar pelo Velho Farisaísmo que se preocupa muito com aquilo que as pessoas vão pensar a meu respeito, e que por isso, sempre querem posar de “bonzinhos”, cristãos exemplares, só que aqui há um problema muito sério. As pessoas só nos vêm por fora mas Deus nos vê por dentro. Vende-se uma imagem falsa, daquilo que não se é,
Isso chama-se propaganda enganosa, e na relação com as pessoas até que a gente consegue, mas com Deus não tem jeito, somos o que somos….
Qualquer prática religiosa deve exteriorizar algo que está no mais íntimo de nós, lá em nosso coração, aliás, isso é o mais importante, diz esse evangelho, pois um salmo muito bonito diz que Deus nos conhece quando estamos sentados ou em pé, de frente e por trás, no alto da montanha ou no fundo do abismo, estamos sempre diante dele.
Deus nos pede sinceridade e coerência naquilo que fazemos, principalmente em nossas práticas religiosas, tudo tem que sair do coração, a oração, o jejum e a esmola, feitos para Deus e não para os homens.
Claro que hoje em dia os cristãos não ficam nas praças públicas rezando em alta voz para que todos o vejam, mas há certas orações bem arrogantes, aquelas nas quais determinamos a Deus o que e como queremos.
Quanto a esmola, o problema é o modo como a damos, se não sabemos o nome da última pessoa que ajudamos, nem quem é ela, nem como chegou aquela situação, pode ter certeza de que Deus nem tomou conhecimento dessa esmola, “Eu estava no pobre e você não me reconheceu”, há certas esmolas que damos apenas para nos vermos livres de quem pede.
E o Jejum, há algo que possamos hoje em dia dizer sobre ele? Sim, o jejum que agrada a Deus é aquele em que, afirmamos com a nossa atitude, que nossa maior necessidade é TER DEUS em nossa vida, o resto a gente pode se virar… e um segundo ponto, quando o nosso jejum é solidário com quem nada tem, sendo precedido de uma obra de caridade na promoção humana, aliás, se o Jejum não estiver ligado á oração e a esmola, de nada valerá…. sendo um puro Farisaísmo…

Em todas as circunstâncias façamos então a opção singela pelo silêncio. Seria essa a síntese do evangelho do dia de hoje?

Ao rezar, que nossa oração chegue ao céu como a fumaça do incenso que sobe; ao construir um prédio, não esperemos ganhar um apartamento para lá morar. Ao dar, não esperar pelo “obrigado”. No sofrimento, buscar um aprendizado…

Jesus, mais uma vez, demonstra ter razão ao afirmar, em outro momento, que não estamos ainda preparados para conhecer a verdade sobre a vida.
Sim, AINDA não suportaríamos hoje viver assim. Somos seres sociais, adoramos contar o que acontece conosco e por vezes abusamos e nos vangloriamos; gostamos de chamar atenção para nós; precisamos que o mundo e as decisões tomadas gravitem ao redor dos nossos quereres e vontades…
Somos seres sociais e não gostamos de ficar sozinhos, detestamos o isolamento. Alguns chamam de auto-afirmação a necessidade que temos de sermos vistos; amamos “tapinhas nas costas”. Precisamos ser lembrados até compramos presentes pra nós mesmos por medo que ninguém se lembre do nosso aniversário.
Se nós, normais, sociais e sem medos, vivemos assim e ainda precisamos aprender a fazer as coisas em silêncio, como será que é viver tendo medo do silêncio?
Uma criança que teme o escuro dorme com um abajur ou a TV ligado; um jovem sozinho a noite em casa deixa o máximo de luzes acesas tentando não deixar espaços escuros onde possam habitar fantasmas de sua própria imaginação.

Pessoas que temem o silêncio não conseguem se afastar após longos anos liderando; não conseguem ver o correto, para sempre ser necessária a sua opinião; quando adoecem “publicam” o tamanho SUPER do que ela tinha; em suas orações aumentam palavras e não dizem nada.
Temerosos do silêncio! Louvem sempre a Deus no tom que quiser e que sua intimidade permitir, mas saiba que Ele não é surdo! NOSSA dor TALVEZ não seja a metade da do vizinho; NOSSA fé TALVEZ seja a décima parte daquele que em silêncio roga. NOSSA angústia DE REPENTE não é NADA perto daquele que realmente tem um problema.
Se temos a Deus por que nos apegamos a recompensa? Por que ainda somos tão imaturos na fé? Pagamos por um milheiro de uma graça alcançada, mas colaboro concretamente com uma só palavra para que um irmão se salve. Se vendessem velas de cem dias tenho certeza que seria um tremendo sucesso, mas como não se indignar com quem toparia com isso, mas não consegue passar (em silêncio) uma hora escutando a palavra numa missa dominical?
Aí do padre que não ler a intenção de dez anos e cinco dias pelo falecimento do fulano de tal! Como diz um padre amigo: "Oh povo de chagas abertas!"

Deixemos no silêncio, que insistimos em NÃO fazer, Deus agir. “(…) Dizia também: O REINO DE DEUS é como um homem que lança a semente à terra. Dorme, levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota E CRESCE, SEM ELE O PERCEBER. Pois a terra por si mesma produz, primeiro a planta, depois a espiga e, por último, o grão abundante na espiga. Quando o fruto amadurece, ele mete-lhe a foice, porque é chegada a colheita”. (Mrc 4, 26-29)

Oração: Pai, só te agradam as ações feitas na simplicidade e no escondimento. Que eu procure sempre agradar-te, enveredando por este caminho.

Dia 18

Não se deixe derrotar em nenhuma circunstância.

Tanto a vitória como a derrota dependem do modo como as situações são encaradas.

Por isso, caminhe sempre adiante, com a coragem e a força de Deus.

Somente os que não desistem na metade do caminho conseguem alcançar a vitória.

Desânimo, jamais. Derrotas, jamais.

Com Deus, tudo é possível!

Que as derrotas da vida jamais o entristeçam.

Lute, hoje e sempre, pois só assim será um vencedor.

“Quem nos separará do amor de Cristo?

Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada? Pois está escrito: ´Por tua causa somos entregues à morte, o dia todo; fomos tidos como ovelhas destinadas ao matadouro`.

Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou.” (Rm 8,35-37).

 

 

 

 

 

 

 

 

Evangelho do dia 17 fevereiro terça feira 2026

 


17 fev - Aniversário da Sagração Episcopal de São José Marello (Roma, 1889).

Nenhum crédito deve ser concedido às riquezas, às proteções, à estima e aos incentivos do mundo. (L 76). SÃO JOSE MARELLO


Marcos 8,14-21

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”.
16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lem­brais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?”
Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”   

Meditação:

O texto de Marcos lido hoje contém uma dupla advertência de Jesus aos seus discípulos: guardar-se do fermento dos fariseus e de Herodes. Na Bíblia o fermento tem um significado ambíguo.

Trata-se evidentemente de algo bom, uma substância sem a qual não se pode preparar o pão. Assim aparece, com um significado bom na parábola do fermento (Mt 13, 33 e paralelos). Mas o fermento pode também significar a corrupção do pecado, como no texto lido hoje e em outras passagens (1Cor 5,6-8).
O fermento ou a malícia dos fariseus era a hipocrisia legalista. Julgavam-se perfeitos e desprezavam os outros que não seguiam suas regras. Pretendiam que Deus fosse obrigado a reconhecer suas boas obras, feitas mais por interesse do que por verdadeira piedade, e muito menos por amor aos irmãos.

O fermento de Herodes era o despotismo com que governava seu povo. Ele tinha repartido o reino de Herodes, o Grande (seu pai), em duas províncias: a Galiléia e a Peréia. Manteve-se no poder desde o ano 4 a.C. até o ano de 39 d.C. Foi um longo governo de 43 anos, submetido aos governantes romanos com os quais sempre tinha que estar bem, ainda que fosse às custas da felicidade e do bem estar de seu povo. Exibia uma grande astúcia, uma enorme capacidade diplomática e a hipocrisia igual à dos fariseus. Não foi sem motivo que Jesus o chamou de “raposa” (Lc 13,31-33), o animal da astúcia proverbial.
Um terceiro aspecto do texto de Marcos que hoje lemos é o da incompreensão dos discípulos: Jesus lhes fala do fermento dos fariseus e de Herodes e eles pensam que não trazem consigo pães na barca. Jesus recorda-lhes o acontecimento da multiplicação dos pães. Eles não devem estar preocupados em ajuntar provisões. É para não se contaminar com a hipocrisia dos fariseus e não serem vítimas da astúcia despótica de Herodes Antipas.

Marcos apresenta Jesus na barca com seus discípulos, que não entendem os milagres realizados. Só tinham um pão com eles no barco. Esta frase não é primitiva uma vez que Mateus 16,5 não a conhece e porque está em contradição com o v. 16, no qual o próprio Marcos diz claramente que os apóstolos não tinham nenhum pão. Mas cabe aqui pensar que, antecipando-se já à interpretação de João 6,26-27, Marcos pensa, no v. 14b, no pão simbólico, que é o próprio Jesus.

Os discípulos temem ficar sem provisões, e se esquecem de que tinham com eles o pão por excelência. Assim se compreende a discussão que se segue, na qual Jesus procura fazê-los compreender quem é ele.

Os discípulos devem estar atentos para não se deixar contagiar por aquele fermento da incompreensão e incredulidade que os rodeia. Sua escolha como depositários do mistério do reino de Deus não os torna invulneráveis à cegueira a seu redor.

Jesus os adverte sobre o perigo que correm, procurando levá-los a refletir mediante sucessivas repreensões. Têm que abrir seu coração e reconhecer com os olhos da fé a verdadeira identidade de quem, na multiplicação dos pães, se revelou como o pastor messiânico e o portador da salvação definitiva.

Jesus alerta o grupo dos discípulos sobre o plano que os fariseus e os herodianos estão tramando contra ele. Jesus sabe que o projeto do Reino que ele veio pregando de cidade em cidade, está incomodando os líderes do poder religioso e político de Jerusalém. Por isso Jesus diz ao grupo de seus amigos que se cuidem do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes, pois esses dois fermentos podem corromper a massa.

Também, nós, vinte séculos depois, corremos o perigo de nos tornarmos como os fariseus, de crermos que somos bons, de impor nossas normas aos pequenos e aos humildes, de tratar despoticamente os que vêm até nós. Deste fermento que contamina é que devemos nos guardar. E o Senhor nos alimentará abundantemente com sua Palavra e com seu pão de vida.

Frente à chamada de atenção feita por Jesus, seus apóstolos não lhe dão atenção, pois estão preocupados com a falta de alimento e dessa forma distorcem a mensagem de alerta que o Mestre estava dando. O pão não é o problema fundamental.

Sempre que ele faltou houve alguma maneira de consegui-lo para matar a fome do grupo e da multidão faminta. Jesus desejava que seus seguidores caíssem na conta do complô que estavam preparando contra ele.

Para abraçar a causa de Jesus, ou seja, para assumir o projeto do Reino, a perseguição é uma das realidades que acompanham todos aqueles que assumem com radicalidade a obra libertadora iniciada pelo Mestre. Os poderosos sempre estarão descontentes com as propostas de humanizar esta história e de equilibrar este mundo desequilibrado pelo egoísmo institucionalizado.

A missão é difícil, mas devemos ser capazes de continuá-la para tornar possível o Reinado de Deus em nosso mundo. A utopia do Reino continua nos interpelando e chamando para que nos desinstalemos e deixemos de lado as seguranças que nos impedem de por-nos a caminho para viver como Jesus viveu.

A Igreja tem um compromisso com o Reino de Deus. Nós que somos membros da Igreja somos chamados a combater com nosso próprio testemunho o poder de domínio e instaurar em nosso mundo uma realidade alternativa, mesmo que nos persigam e caluniem.

Reflexão Apostólica:

O evangelho de Marcos, de maneira mais acentuada, insiste em registrar que os discípulos de Jesus não chegaram a compreender claramente a sua novidade durante os anos de convívio com ele.

Nesta narrativa vemos os discípulos repreendidos severamente. Jesus adverte os discípulos contra a doutrina (fermento) dos fariseus e dos herodianos. Eles queriam um messias poderoso que se manifestasse com sinais portentosos.

Jesus abre os olhos dos discípulos sobre o fermento dos fariseus e de Herodes: a desconfiança, a falta de fé e a falsidade. Eles não entendiam bem das coisas espirituais e pensavam que Jesus estava se referindo ao pão, alimento material.

No entanto, Jesus replica: “Por que discutis sobre falta de pão? Ainda não entendeis nem compreendeis? Tendes o coração endurecido?” Porém, eles não compreendiam do que Jesus estava falando porque não O escutavam com o coração.

Mesmo depois dos milagres da multiplicação dos pães eles continuavam inseguros quanto á sua sobrevivência. Jesus se referia aos milagres dos pães quando dos 5 pães divididos para 5.000 pessoas – sobraram 12 cestos; dos 7 pães repartidos para 4.000 pessoas, sobraram 7 cestos. Sete é o número da perfeição; doze é o número da abrangência.

O poder de Deus não tem limites, no entanto, nós temos a tendência de nos apegar com o pouco que temos e com aquilo que nós conseguimos ver e tocar, por isso, só acreditamos no que está sob o nosso controle. Esquecemos do poder misterioso de Deus.

Quantas coisas maravilhosas já aconteceram na nossa vida e nós, às vezes nos apegamos à situação do momento e desconfiamos de que Ele, o Senhor, tem poder para fazer por nós muito mais do que imaginamos. O fermento dos fariseus era a desconfiança, a falta de fé e a falsidade.

Assim também nós podemos estar vivendo: “tendo olhos, nós não vemos e tendo ouvidos, nós não ouvimos”. Temos também, como os fariseus o coração endurecido porque somos limitados e não queremos enxergar mais além das aparências, das nossas necessidades materiais e emergenciais. Não enxergamos o poder que Deus tem para providenciar tudo de que precisamos na nossa vida.

A pergunta do evangelho também pode ser dirigida a nós, como aos discípulos; nós temos mais ou menos familiaridade com Jesus: com sua palavra, com sua maneira de agir e com sua pregação, inclusive temos compartilhado não somente uma ou duas vezes o Pão, mas muitas e, contudo, não entendemos Jesus nem a advertência que faz, talvez moralizamos e cremos que o fermento dos fariseus se refere a coisas espirituais, não compreendemos que Ele nos ama e que nos chama a uma nova vida.
Às vezes, ante suas advertências e exigências, nós vamos pelas beiradas, não chagamos ao centro do assunto, a dureza de nossa mente e do coração para entender o estilo típico de Jesus faz repetir hoje essa pergunta: Ainda não entenderam? E o que é que tínhamos que entender? Algo simples e claro que estamos falando nos últimos dias nos evangelhos, o amor incondicional de Deus, sua pedagogia, sua ternura e a absoluta liberdade com que nos quer para que vivamos essas relações com ele e com os outros.
Entender inclusive que os momentos difíceis e penosos são momentos para nos aproximar de Deus e construir comunidade. E entender que somos chamados a à generosidade para com os necessitados, a controlar nossos impulsos de inveja e egoísmo. Definitivamente temos que entender o chamado para construir uma vida mais feliz e justa.

Qual é o pão que você precisa para alimentar a sua vida? Quem pode dá-lo? – Há sinceridade na sua oração a Deus? Você tem medo de passar necessidades no futuro? Você acredita na providência de Deus?

Propósito:

Pai, reforça minha fé na tua providência paterna que se manifestou de tantos modos em minha vida, e livra-me de colocar minha esperança nas coisas deste mundo.

Dia 17

Mesmo se o dia estiver ensolarado, se não houver paz interior, de nada adianta.

Quando existe paz, mesmo que o clima esteja chuvoso, as gotas que caem se tornam uma suave melodia para os ouvidos.


Além disso, o sol adquire um novo brilho, e a natureza se torna resplandecente.

A paz no mundo e, sobretudo, a de coração, é mais preciosa que o ouro e a prata.

“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou.

Não se perturbe, nem se atemorize o vosso coração.” (Jô 14,27).

 

Evangelho do dia 16 fevereiro segunda feira 2026


16 fev - Nas obras de Deus, qualquer conselho de prudência humana redundará mais em estorvo do que em ajuda. (L 76). São José Marello


Marcos 8,11-13

Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem. 

Meditação

Os fariseus voltam outra vez a atacar Jesus e sua mensagem. Desta vez pedem um sinal para crer. Não era suficiente tudo o que tinham visto? Não é verdade que às vezes também nós pedimos sinais a Jesus? E que sejam "sinais do céu"! Em todos os tempos a dureza, a soberba, a vaidade, o orgulho, a auto-suficiência e o egoísmo atrapalham o reconhecimento de Jesus como Messias, o Filho de Deus (tema central do Evangelho de Marcos, chamado o Segredo Messiânico). Tudo isso era e é feito para colocar em prova a divindade, com o agravante de que, ainda que realize o sinal, não consiga credibilidade.
É preciso cuidado para não acontecer conosco o mesmo que acontecia com os fariseus: o perigo é perder tudo e ficar de mãos vazias enquanto a graça e o Messias passam longe. Além de perder a oportunidade, perdemos tudo e ficamos com as mãos e a vida vazias. Se não queremos que Jesus passe longe, basta ter uma fé simples, sensível e viva; crer naquele que tem palavras de vida eterna; tenhamos, pois, um pouco de fé e busquemos descobrir os milagres do cotidiano pela presença de Jesus. E para nossa maior edificação, recordemos que hoje somos depositários dessa bem aventurança expressa em outro evangelho: "Bem aventurados os que crêem sem ter visto!".

O texto bíblico nos coloca frente à negativa de Jesus de manifestar aos fariseus os sinais e os milagres que ele realizava no meio do povo simples e pobre. Jesus sabia que os fariseus jamais entenderiam o seu modo de agir, nem o ato libertador de seu ministério.

Jesus sabe que o projeto do Reino de Deus não deve basear-se no poder nem nos portentos extraordinários, antes pelo contrário, para que o Reino chegue a sua máxima expressão é necessário que seja gerado na simplicidade, no ordinário da vida e no anonimato.

Com a atitude que toma frente aos que lhe põe a prova, Jesus está negando abertamente o poder de domínio. Sabe que a via para que Deus aconteça na vida dos simples, não é o protagonismo nem a demonstração de poder para ficar bem perante aqueles que o detêm.

O projeto de Deus se realiza em outra esfera e com outros parâmetros. A misericórdia e o amor são as formas mais concretas e reais para que o plano-projeto de Deus seja assumido por aqueles que escutam a palavra de Jesus e para os que coerentemente adequaram o seu agir com essa mesma palavra.

O Reino de Deus não tem porque favorecer aos grandes desta terra e desta história. O Reino de Deus sempre deve estar a serviço dos pequenos, dos que não tem poder, dos que não tem autoridade nem voz neste mundo em convulsão. Por isso também nós somos chamados a abandonar o poder, as estruturas de poder em que estamos montados, tornando-nos capazes de abraçar os valores do Reino em nossa vida e com todas as suas conseqüências.

Reflexão Apostólica:

Depois da multiplicação dos pães e ter feito uma viagem de barco, Jesus inicia uma viva discussão com os fariseus ‘cegos’ que lhe pedem um sinal. O fio condutor desse episódio é, uma vez mais, a incredulidade dos interlocutores de Jesus.

Da parte dos fariseus é cegueira. Marcos se mantém, portanto, fiel a seu propósito inicial: acentuar a falta de autêntica acolhida à mensagem de Jesus. Com esse propósito não reluta em introduzir algumas modificações na narrativa.

A discussão com os fariseus deve ter girado provavelmente em torno do sinal de Jonas (Mateus 16, 1-4), sinal da Ressurreição mediante a qual Jesus triunfaria, por sua vez, do mar da morte. Mas Marcos suprimiu a alusão a Jonas, porque ainda não tem a preocupação de sublinhar as alusões à Paixão de Jesus, e, sobretudo, porque quer atrair a atenção de seus leitores somente para a cegueira dos fariseus.

Limita-se, então, à análise das reações negativas das diferentes camadas da população ante a mensagem de Jesus. Diante da incredulidade de seus interlocutores, Jesus se retira dando  por terminado o diálogo que não produz resposta positiva em relação a ele. Porque o único sinal válido é sua própria pessoa. E nós, necessitamos de sinais ou de milagres para apoiar nossa fé? Basta-nos a própria pessoa de Jesus?

Pedir sinal é prova de falta de fé e de desconfiança na pessoa que nos fala. Quem crê em Jesus não precisa de sinais para assumir as Suas promessas como verdadeiras.

Só a Sua Palavra já é motivo para que permaneçamos firmes na fé. Nós também gostamos de pedir “um sinal do céu” para as nossas inquietações! Jesus também depois de dar um suspiro profundo nos diz: “Por que você pede um sinal”? Jesus veio definitivamente cortar em nós o costume do “só vou vendo”, do “quero um sinal para poder acreditar.” A Cruz é o sinal.

A Palavra de Deus é a prova fiel do Seu amor por nós e o Espírito Santo é o grande motivador da nossa fé! O sinal do céu que nós pedimos demonstra também a nossa falta de paciência e de esperança nas promessas do Senhor que já morreu por nós, pagou as nossas dívidas e ressuscitou para nos dar a vida nova. Isto nos basta! 

Você também tem pedido sinais a Deus? Qual é o grande sinal do amor de Deus por você? Você confia em Jesus sem que precise de algum sinal? Você tem sofrido as demoras de Deus?

A necessidade de sinais vindos do céu revela uma atitude de fechamento, incredulidade desafiante dos fariseus frente a ação de Jesus. A exigência de sinais expressa também o desagrado das autoridades do povo de Israel pela maneira de viver e sentir Deus por parte de Jesus, concretizada em uma solidariedade total pelos marginalizados da sociedade.

Os milagres que ele realiza têm como finalidade última tornar presente o reinado de Deus, e demonstrar a proximidade amorosa do Pai que vem libertar os pobres da opressão. Desperta atenção o fato de os fariseus pedirem sinais, se todo o anúncio da Boa Nova, proclamada por Jesus, está ligado intimamente aos milagres, à prática do Reino em seu momento histórico.

De modo que os milagres não são sinais realizados por Jesus para produzir admiração na multidão ou para aumentar seu grupo de seguidores, mas uma resposta efetiva à fé dos cristãos. Enfim, são sinais de esperança a favor dos que crêem.

Propósito:

Pai, dá-me sensibilidade para reconhecer a messianidade de teu filho Jesus manifestada no bem que ele fez ao povo e no seu modo simples de ser.

Dia 16

Você tem esperança em um mundo melhor?

De que o amor reinará no coração das pessoas?

De que a justiça e a bondade triunfarão sobre injustiças e desigualdades?

De que o amor e a bondade de Deus podem libertar e curar?

Qual é a qualidade de sua esperança?

De acordo com um ditado popular, “Quando se fecha uma porta, logo se abre uma janela”.

“Estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que pedir.

Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência.

Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo”. (1Pd 3,15c-16).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

EVANGELHO DO DIA 15 FEVEREIRO 2026 - 6º DOMINGO DO TEMPO COMUM



15 fev - Realizando as obras de Deus em silêncio, sem confiar nos homens e nem em nós mesmos, mas cheios de esperança nos auxílios sobrenaturais, tudo se encaminhará para o bem. (L 95). São José Marello


Mateus 5,17-37 (5,27-32)

- Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei - nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o fim de todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor mandamento e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem obedecer à Lei e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado grande no Reino do Céu. Pois eu afirmo a vocês que só entrarão no Reino do Céu se forem mais fiéis em fazer a vontade de Deus do que os mestres da Lei e os fariseus. 
- Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: "Não mate. Quem matar será julgado." Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Quem disser ao seu irmão: "Você não vale nada" será julgado pelo tribunal. E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno. Portanto, se você estiver oferecendo no altar a sua oferta a Deus e lembrar que o seu irmão tem alguma queixa contra você, deixe a sua oferta ali, na frente do altar, e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e ofereça a sua oferta a Deus. 
- Se alguém fizer uma acusação contra você e levá-lo ao tribunal, entre em acordo com essa pessoa enquanto ainda é tempo, antes de chegarem lá. Porque, depois de chegarem ao tribunal, você será entregue ao juiz, o juiz o entregará ao carcereiro, e você será jogado na cadeia. Eu afirmo a você que isto é verdade: você não sairá dali enquanto não pagar a multa toda. 
- Vocês ouviram o que foi dito: "Não cometa adultério." Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração. Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. Se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno. 
- Foi dito também: "Quem mandar a sua esposa embora deverá dar a ela um documento de divórcio." Mas eu lhes digo: todo homem que mandar a sua esposa embora, a não ser em caso de adultério, será culpado de fazer com que ela se torne adúltera, se ela casar de novo. E o homem que casar com ela também cometerá adultério. 
- Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: "Não quebre a sua promessa, mas cumpra o que você jurou ao Senhor que ia fazer." Mas eu lhes digo: não jurem de jeito nenhum. Não jurem pelo céu, pois é o trono de Deus; nem pela terra, pois é o estrado onde ele descansa os seus pés; nem por Jerusalém, pois é a cidade do grande Rei. Não jurem nem mesmo pela sua cabeça, pois vocês não podem fazer com que um só fio dos seus cabelos fique branco ou preto. Que o "sim" de vocês seja sim, e o "não", não, pois qualquer coisa a mais que disserem vem do Maligno. 

Reflexão para o 6º domingo do tempo comum - Mateus 5, 17-37 (Ano A)

Neste sexto domingo do tempo comum, continuamos a leitura do discurso da montanha, o principal e mais longo dos cinco grandes discursos que Mateus atribui a Jesus em seu Evangelho, compreendendo três capítulos inteiros (cc. 5 – 7). O texto proposto para hoje – Mt 5,17-37 –é bastante longo, o que nos impede de comentar versículo por versículo. Procuraremos, portanto, colher a mensagem central, embora seja indispensável evidenciar alguns versículos em particular. Só é possível compreender qualquer trecho do discurso da montanha tendo em mente a sua introdução, ou seja, as bem-aventuranças (Mt 5,1-12), que correspondem ao programa de vida realizado plenamente por Jesus e proposto também para os discípulos. Tudo o que é apresentado ao longo do discurso da montanha é, portanto, desdobramento das bem-aventuranças.

A vivência das bem-aventuranças pressupõe uma maneira nova de interpretar a Lei de Moisés, bem como todo o conjunto das Escrituras hebraicas, sintetizadas no evangelho de hoje pela expressão “a Lei e os Profetas” (v. 17). De acordo com o evangelista, no discurso da montanha, Jesus apresenta uma interpretação nova de seis casos ou aspectos concretos da Lei, apresentados em sequência, diferente das interpretações vigentes na época, superando o mero legalismo e a interpretação literal tão defendida pelos fariseus. Destes seis casos, quatro são lidos hoje, enquanto os outros dois serão lidos no próximo domingo, o sétimo do tempo comum. É oportuno recordar que, assim como em todo o Evangelho de Mateus, a interpretação da Lei atribuída a Jesus e as controvérsias com os fariseus refletem mais as questões da época da redação do evangelho (década de 80 do primeiro século) do que propriamente o tempo do ministério de Jesus.

A sequência dos casos ou aspectos concretos da Lei tratados no discurso da montanha, logo após Jesus ter conferido aos discípulos a responsabilidade de “dar sabor ao mundo e iluminá-lo”, através das imagens do sal e da luz (cf. o evangelho do domingo passado, Mt 5,13-16) é precedida de uma pequena introdução (vv. 17-20) que, de certo modo, ajuda a compreender o contexto de todo o texto. Eis o primeiro versículo: “Não penseis que eu vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento” (v. 17). Essa afirmação dá a entender que tanto Jesus quanto os cristãos da comunidade de Mateus eram acusados pelo judaísmo oficial de relativizarem a Lei e até de a revogarem. Para os grupos mais rígidos do judaísmo, Jesus com a sua práxis tinha destruído a Lei. Diante disso, a comunidade de Mateus reage afirmando que, com a sua atividade libertadora, Jesus levava a Lei à plenitude, uma vez que sua interpretação colocava o bem do ser humano acima de qualquer legalismo. É importante observar que “cumprimento”, aqui, não se refere à simples execução de uma tarefa, mas tem o sentido de aperfeiçoamento, tornar algo pleno e perfeito. Ou seja, Jesus não veio ao mundo para destruir a Lei, e nem tampouco para cumprir preceitos e executar normas, mas para tornar perfeita a Lei de Deus; é isso que significa o verbo grego empregado pelo evangelista: plerôo (πληρόω) = aperfeiçoar, dar acabamento, tornar pleno.

Na sequência, ainda em preparação à apresentação dos casos concretos da interpretação da Lei, temos mais afirmações que reforçam o apreço de Jesus pela Lei, afirmando inclusive a sua perenidade (v. 18), bem como a exclusão do Reino a quem deixar de observá-la e ensinar os outros a fazer o mesmo (v. 19), culminando com o confronto direto com os mestres da Lei e os fariseus: “Porque eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus” (v. 20). Ora, os mestres da Lei e os fariseus eram exemplo de fidelidade à Lei, obedecendo, quase cegamente, preceito por preceito. Para eles, a Lei era um fim em si mesma, pouco importando o bem das pessoas e as situações concretas do dia-a-dia. Dos discípulos de Jesus, espera-se muito mais, começando por uma adesão interior à vontade de Deus, o que corresponde à verdadeira justiça: conformidade à vontade de Deus, compreendendo a predileção pelos pecadores, pobres e marginalizados; é fazer o bem em qualquer circunstância, independentemente se há ou não um preceito que determine, e sem deixar de fazer, mesmo quando for necessário contrariar certos preceitos.

Os seis exemplos (casos concretos) que seguem, dos quais leremos somente quatro hoje, mostram como é que a justiça dos discípulos e discípulas de Jesus deve superar a dos mestres da Lei e dos fariseus. Conforme o evangelista, Jesus apresenta um ponto específico da Lei que os fariseus interpretavam literalmente, e em seguida apresenta a sua interpretação pessoal que ultrapassa a interpretação convencional. Alguns comentadores intitulam estes casos de “antíteses”, já que são construídos segundo a fórmula “Vós ouvistes o que foi dito...; Eu, porém vos digo...”. No entanto, não se trata propriamente de antíteses, pois o ensinamento de Jesus não contradiz o convencional, mas alarga o horizonte, inclusive, propondo uma interpretação até mais radical, ao invés de relativizar a Lei.

O primeiro caso diz respeito ao quinto mandamento do decálogo (cf. Ex 20,13): “Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal” (v. 21). De acordo com uma interpretação literal, como faziam os fariseus, bastava não cometer homicídio para observar este mandamento. Para Jesus e a dinâmica do seu Reino, não é suficiente não tirar a vida de outra pessoa para transgredir o mandamento, mas há muitas maneiras, as quais devem ser radicalmente observadas para agir em conformidade com a vontade de Deus, superando, assim, a justiça dos fariseus e mestres da Lei. Alimentar ódio e preconceitos contra o próximo, bem como dirigir-lhe palavras ofensivas (v. 22), são também maneiras de transgredir o mandamento; na verdade, são maneiras diferentes de ameaçar a vida e a dignidade do outro e, por isso, é inadmissível que aconteça, especialmente na comunidade cristã. Uma boa relação com Deus passa necessariamente pela relação com o próximo. Na verdade, a relação com o próximo é tão indispensável, que tem primazia até mesmo sobre o culto e os ritos religiosos (vv. 23-24). Portanto, não basta não matar; é necessário amar, respeitar e viver reconciliado com o outro para estar bem com Deus. Assim, de um mandamento que apenas proibia assassinatos, Jesus amplia o seu significado e faz uma ampla catequese sobre a importância de se cultivar relações harmoniosas e fraternas na comunidade.

O segundo caso também parte de um mandamento do decálogo, o sexto (cf. Ex 20,14): “Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração” (vv. 27-28). Novamente, a interpretação de Jesus excede a prescrição, superando, assim, a justiça dos fariseus e dos mestres da Lei. Para Jesus, o adultério não consiste somente na consumação do ato, mas os pensamentos e desejos, mesmo que não levem a nenhuma ação concreta, são também transgressão do mandamento. Novamente, é evidenciada a necessidade de relações saudáveis entre todas as pessoas, com pureza de coração, segundo o espírito das bem-aventuranças (cf. Mt 5,8). A perspectiva de Jesus também denuncia a cultura machista e patriarcal predominante na época; a mulher não pode ser tratada como um objeto de consumo. O reconhecimento da dignidade da mulher é indispensável na comunidade cristã. Os olhares e pensamentos maliciosos devem ser evitados. É necessário cortar o mal pela raiz; a ordem para arrancar ou cortar os membros do corpo que levam a pessoa a pecar é simbólica (vv. 29-30), uma vez que é do coração que saem os desejos e as más intenções. Significa que a vida não tem sentido quando é marcada pelo mal.

O terceiro caso está relacionado ao segundo. Não é tirado do Decálogo, mas do chamado “código deuteronômico” (Dt 12 – 26), precisamente da lei sobre o divórcio (cf. Dt 24,1-4), que dava liberdade ao homem para divorciar-se da mulher por qualquer motivo, inclusive se a achasse “sem graça”, ou seja, “feia” (cf. Dt 24,1). Era uma lei totalmente favorável ao homem e danosa para a mulher. De todos os exemplos levantados por Jesus, esse é de mais difícil compreensão, pois não é muito claro: “Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério” (v. 32). Aqui, infelizmente, a tradução litúrgica não favorece uma interpretação adequada; ao invés da expressão “faz com que ela se torne adúltera”, o correto seria “faz com que ela cometa adultério”, sendo o homem culpado por isso. Dando a certidão de divórcio por qualquer motivo, o culpado pelo adultério da mulher é o homem, na perspectiva da comunidade de Mateus, contrariando a interpretação dos fariseus e as práticas vigentes na época. Visando manter a sacralidade do matrimônio, a interpretação de Jesus alivia o peso e a culpabilidade da mulher, responsabilizando também o homem. Em outras palavras, o homem deixa de ter poderes absolutos no matrimônio.

O último caso lido hoje diz respeito aos juramentos. No mundo antigo, onde prevalecia a cultura oral, como em Israel, os juramentos tinham muita importância. Embora não esteja diretamente no Decálogo, havia muitas prescrições sobre os juramentos em toda a Lei (cf. Lv 19,12; Nm 30,3-15; Dt 5,20; 23,21), sobretudo exigindo fidelidade e cumprimento da palavra quando fosse feito um juramento. Era uma prática recorrente fazer juramentos como sinal de compromisso com Deus e com o próximo, em Israel. Isso acontecia em todos os âmbitos da vida: relações interpessoais, política, negócios e religião. A posição de Jesus é de total repúdio à prática dos juramentos: “Vós ouviste também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus” (v. 34). É importante recordar que a Lei não determinava que as pessoas jurassem; porém dava permissão para tal, exigindo, no entanto, que, uma vez feitos, os juramentos fossem cumpridos. A necessidade de jurar, porém, pressupõe a desconfiança. Por isso, Jesus repudia completamente essa prática (vv. 35-37). Ora, na comunidade cristã, embrião do Reino dos céus, cuja regra de vida é as bem-aventuradas, todas as relações devem ser sinceras. Necessita-se de juramentos onde não há confiança absoluta; onde predomina a fraternidade, as relações são todas transparentes, fala-se somente a verdade em todas as circunstâncias. Por isso, não há necessidade de juramentos, pois todos devem viver segundo o amor recíproco.

No próximo domingo teremos a continuidade da leitura dos casos ou exemplos concretos que Jesus apresenta como demonstração de como a justiça dos seus discípulos e discípulas deve superar a dos fariseus e mestres da Lei. Como vimos, isso não se faz cumprindo com mais rigor os mínimos detalhes da Lei, mas superando-a, indo além daquilo que é prescrito, considerando sempre que o bem do ser humano deve estar acima de tudo. A assimilação das bem-aventuranças torna as normas da Lei até desnecessárias; é a vivência delas que permite faz a Lei chegar à sua plenitude, a ponto de não ser mais transgredida, pois, interiorizando as bem-aventuranças, já não há mais necessidade sequer de olhar para as normas e regras da Lei. Quem absorve no coração os ensinamentos de Jesus, torna-se incapaz de fazer o mal, por isso, nada lhe pode ser proibido.

Dia 15

Assim como as demais pessoas, você possui dons e talentos.

Nenhum obstáculo físico, mental ou emocional é capaz de destruir suas energias criativas inatas.

Para canalizá-las, procure estar disposto a explorar seus interesses e aptidões.

A persistência vai ajudá-lo a utilizar seu potencial ao máximo.

As atitudes e reações em relação a si mesmo e aos outros criam suas experiências pessoais.

Procure sempre pensar de modo positivo.

Lembre-se de que a perseverança faz a diferença em qualquer situação.

“Pois os pensamentos perversos afastam de Deus, e seu poder, posto à prova, confunde os insensatos” (Sb 1,3a).

“A Sabedoria é um tesouro inesgotável para a humanidade” (Sb 7,14 a).

 


Evangelho do dia 19 fevereiro quinta feira 2026

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