domingo, 22 de março de 2026

Evangelho do dia 24 março terça feira 2026


24 março -
É preciso procurar em São José as próprias inspirações, ele que foi na terra o primeiro a cuidar dos interesses de Jesus; tratou dele quando criança, protegeu-o menino, fez-lhe papel de pai nos primeiros trinta anos de sua vida na terra. (L 76). São José Marello


João 8,21-30

"Jesus disse outra vez: Eu vou embora, e vocês vão me procurar, porém morrerão sem o perdão dos seus pecados. Para onde eu vou vocês não podem ir. Os líderes judeus disseram: Ele diz que nós não podemos ir para onde ele vai! Será que ele vai se matar? Jesus continuou: Vocês são daqui debaixo, e eu sou lá de cima. Vocês são deste mundo, mas eu não sou deste mundo. Por isso eu disse que vocês vão morrer sem o perdão dos seus pecados. De fato, morrerão sem o perdão dos seus pecados se não crerem que "EU SOU QUEM SOU". Quem é você? Perguntaram a Jesus. Ele respondeu: Desde o começo eu disse quem sou. Existem muitas coisas a respeito de vocês das quais eu preciso falar e as quais eu preciso julgar. Porém quem me enviou é verdadeiro, e eu digo ao mundo somente o que ele me disse. Eles não entenderam que ele estava falando a respeito do Pai. Por isso Jesus disse: Quando vocês levantarem o Filho do Homem, saberão que "EU SOU QUEM SOU". E saberão também que não faço nada por minha conta, mas falo somente o que o meu Pai me ensinou. Quem me enviou está comigo e não me deixou sozinho, pois faço sempre o que lhe agrada. Quando Jesus disse isso, muitos creram nele."

Meditação:

Na semana passada, a liturgia nos levou a meditar o capítulo 5 do evangelho de João. Esta semana nos apresenta o capítulo 8 do mesmo evangelho. Como o capítulo 5, também o capítulo 8 traz profundas reflexões sobre o mistério de Deus que envolve a pessoas de Jesus.
O evangelho usa a linguagem cifrada, polêmica e simbólica. Deste texto ressaltamos alguns aspectos que chamam a atenção: em primeiro lugar, a oposição que estabelece o autor entre acima e abaixo; Jesus pertence ao mundo de cima, quer dizer, ao mundo de Deus; os judeus e seguidores de Jesus pertencem ao mundo de baixo, mundo limitado, temporal e imperfeito.
Por isso, os do mundo de baixo não podem entender a mensagem que Jesus anuncia, porque este pertence ao mundo de cima. Em segundo lugar, Jesus se declara como “Eu Sou” que nos remete ao livro do Êxodo 3, onde Deus revela seu nome a Moisés “Eu sou o que sou”. Desta maneira, Jesus se identifica com o próprio Deus.
Aparentemente, trata-se de diálogos entre Jesus e os fariseus (Jo 8,13). Os fariseus querem saber quem é Jesus. Eles o criticam porque dá testemunho de si sem nenhuma prova ou outro testemunho para se legitimar diante do povo (Jo 8,13). Jesus responde que não fala por si mesmo, mas sempre pelo Pai e em nome do Pai (Jo 8,14-19).
Na realidade, os diálogos são sempre a expressão de como era feita a transmissão catequética da fé nas comunidades do discípulo amado nos últimos anos do primeiro século da nossa era. Espelham a leitura orante que os cristãos faziam das palavras de Jesus, considerando-as expressão da Palavra de Deus.
O método de pergunta e resposta ajudava a encontrar a resposta aos problemas que, no final do século, os judeus levantavam aos cristãos. Era uma maneira concreta de ajudar a comunidade a aprofundar sua fé em Jesus e em sua mensagem.
João enfrenta um tema novo ou outro aspecto que interessa a pessoa de Jesus. Jesus fala de sua partida e afirma que aí onde ele for os fariseus não poderão segui-lo. "Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado".
Eles procurarão Jesus, mas não o encontrarão, porque não o conhecem e os procuram com critérios errados. Eles vivem no pecado e morrerão no pecado.
Viver no pecado é viver longe de Deus. Eles imaginam deus de um modo, mas Deus é diferente daquilo que eles imaginam.
Por isso não são capazes de reconhecer a presença de deus em Jesus. Os fariseus não entendem o que Jesus quer dizer e entendem tudo à letra: "Por acaso, vai-se matar?"
Os fariseus se orientam em tudo pelos critérios deste mundo. "Vós sois de baixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo!" O que orienta Jesus em suas palavras e gestos é p mundo alto, isto é, Deus, o Pai, e a missão que recebeu do Pai.
A referência dos fariseus é o mundo daqui, sem abertura, fechado em seus critérios. Por isso vivem no pecado. Viver no pecado é não ter o olhar de Jesus sobre a vida.
O olhar de Jesus é totalmente aberto a Deus até ao ponto de Deus estar todo nele com toda sua plenitude (cfr. Cl 1,19). Nós afirmamos: "Jesus é Deus". João nos convida a dizer: "Deus é Jesus!"
Por isso, Jesus afirma: "Se não acreditais que EU SOU, morrereis nos vossos pecados". EU SOU é a afirmação com a qual Deus se apresenta a Moisés na hora de libertar seu povo da opressão do Egito (Ex 3,13-14).
É a máxima expressão da certeza absoluta do fato que Deus está em nosso meio na pessoa de Jesus. Jesus é a prova definitiva do fato que Deus está conosco, o Emanuel.
O mistério de Deus em Jesus não entra nos critérios com os quais os fariseus olham Jesus. Novamente perguntam: "Quem tu és?" Não entendem porque não entendem a linguagem de Jesus.
Jesus fazia questão de lhes falar tudo o que experimentava e vivia em contato com o Pai e pela consciência que ele tinha de sua missão.

Jesus não faz autopromoção. Simplesmente afirma e expressa o que ouve do Pai. Ele é a pura revelação porque é pura e total obediência.
Os fariseus não entendem Jesus; em tudo o que ele faz e afirma, é a expressão do Pai. O entenderão só depois que o Filho do Homem for levantado. "Então sabereis que EU SOU". A palavra levantar tem um duplo sentido de levantar sobre a Cruz e ser elevado à direita do Pai.
A Boa Nova da morte e ressurreição revela quem é Jesus, e eles saberão que Jesus é a presença de Deus no meio deles.
O fundamento desta certeza da nossa fé é duplo: de um lado, a certeza que o Pai está sempre com Jesus e ele jamais ficar sozinho e, do outro, a radical e total obediência de Jesus ao Pai, que se torna abertura total e total transparência do pai para nós.
Quem se fecha em seus critérios e pensa saber já tudo, jamais poderá entender o outros. Assim eram os fariseus diante de Jesus. E eu como me comporto diante do outros? Jesus é obediência radical ao Pai e por isso é revelação total do Pai. E qual é a imagem que eu transmito de Deus?

Reflexão Apostólica: 
O Pai é quem revelou todas as coisas ao Filho; por isso, se não acreditarem em Jesus, tampouco podem crer em Deus. A alegria de Jesus está em fazer totalmente a vontade do Pai.
Quem é este Homem cujo nome é o mais procurado nas mídias virtuais, cujo tempo cronológico corre antes e depois do seu nascimento?
Quem é Ele que é o alfa e o ômega, o princípio e o fim, o servo e o Senhor?
Jesus é o Filho do Homem, Aquele cuja divindade de Deus está presente na sua humanidade. Ele é Deus e é Homem. Não é meio Deus e nem meio Homem. É Deus por inteiro no Homem por inteiro, totalmente humano e totalmente divino. É Aquele pelo qual Deus se dá a conhecer.
O homem é imanente e somente Deus é transcendente, e Jesus é tanto um quanto outro. A humanidade imanente busca a Deus transcendente, mas a transcendência não cabe na imanência, e é aqui que mora o mistério que não consegue ser revelado, porque Deus não cabe na compreensão do homem.
Jesus, o Filho do Deus vivo, é aquele que sempre existiu como Deus, mas que nasceu Homem, gerado no ventre de uma mulher pela vontade do Seu Pai, e isso é mistério.

Ele não é deste mundo, Ele é do alto, é o próprio Deus que se encarnou para nos ensinar a viver a plenitude do Amor e abrir os céus para nossa morada eterna.
Se Ele é Deus, Deus está nele como Homem, e Ele não está nunca sozinho e faz tudo o que é do agrado do Pai.
Chegar à comunhão com Deus através de Jesus é a missão principal de todo cristão. Quem chega a essa comunhão plena buscará sua felicidade na realização da vontade de Deus.

Você O conhece?

Propósito: Responder e também perguntar a outras pessoas: "quem é Jesus para você?

Dia 24

Você já reparou que existem pessoas que falam muito em doenças, dores, tragédias e morte?

Evite abordar esses assuntos, para não atrair energias negativas.

Em vez disso, cultive a saúde, a alegria, uma vida mais saudável.

Confie sempre no Senhor, que está com você em todas as circunstâncias da vida.

Diariamente, ouça com amor a Palavra de Deus.

A despeito de qualquer circunstância que lhe ocorrer, considere somente o lado bom da vida.

“Por outro lado, precisais renovar-vos, pela transformação espiritual de vossa mente, e vestir-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade”. (Ef 4,23-24).

 

 

Evangelho do dia 23 março segunda feira 2026


23 março -
Que o nosso Santo Patriarca obtenha de Deus para todos, as graças mais necessárias. (L 205). São José Marello


João 8,1-11

"Depois todos foram para casa, mas Jesus foi para o monte das Oliveiras. De madrugada ele voltou ao pátio do Templo, e o povo se reuniu em volta dele. Jesus estava sentado, ensinando a todos. Aí alguns mestres da Lei e fariseus levaram a Jesus uma mulher que tinha sido apanhada em adultério e a obrigaram a ficar de pé no meio de todos. Eles disseram: 
- Mestre, esta mulher foi apanhada no ato de adultério. De acordo com a Lei que Moisés nos deu, as mulheres adúlteras devem ser mortas a pedradas. Mas o senhor, o que é que diz sobre isso? 
Eles fizeram essa pergunta para conseguir uma prova contra Jesus, pois queriam acusá-lo. Mas ele se abaixou e começou a escrever no chão com o dedo. Como eles continuaram a fazer a mesma pergunta, Jesus endireitou o corpo e disse a eles: 
- Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher! 
Depois abaixou-se outra vez e continuou a escrever no chão. Quando ouviram isso, todos foram embora, um por um, começando pelos mais velhos. Ficaram só Jesus e a mulher, e ela continuou ali, de pé. Então Jesus endireitou o corpo e disse: 
- Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para condenar você? 
- Ninguém, senhor! - respondeu ela. 
Jesus disse: 
- Pois eu também não condeno você. Vá e não peque mais! "

Meditação:

O centro da narrativa não é o pecado, mas o coração de Deus que quer que nós vivamos. É esta a imagem de Deus amor que Jesus quer dar a conhecer: que a mulher experimente que Deus a ama assim como ela é. Deste modo, a mulher, sentindo-se respeitada, amada e protegida, é capaz de acolher o convite de Jesus a não voltar a pecar (v.11). O amor é o primeiro, o único mandamento. Deus salva amando. Só o amor é capaz de converter e salvar! 
Este texto ‘incômodo do Evangelho teve uma histórica difícil: é omitido em vários códices antigos, e é deslocado em outros. Há mesmo quem pense que o autor não seja João, mas Lucas, dado o seu estilo e a mensagem muito semelhante à “parábola do pai misericordioso” (ver Lucas 15), no Evangelho do 14 passado), com vários personagens: a mulher, no papel do filho mais novo; os escribas e os fariseus em linha com o filho mais velho; e Jesus que entra perfeitamente no papel do Pai. Tal possibilidade é sublinhada também por um autor moderno: “Texto insuportável, que falta em vários manuscritos. A consciência moral e também a consciência religiosa dos homens não pode admitir que Cristo se recuse a condenar a mulher... Foi surpreendida em flagrante delito; cometeu um dos pecados mais graves que Lei conheça... Cristo confunde os acusadores recordando-lhes a universalidade do mal: também eles, espiritualmente, são adúlteros; também eles, de um ou de outro modo atraiçoaram o amor. ‘Quem estiver sem pecado...’ Ninguém está sem pecado, e ele conclui dizendo: «Vai, e não voltes a pecar»: uma frase que abre um futuro novo” (Ollivier Clément).
Este texto evangélico constitui uma página intensa de metodologia missionária para o anúncio, a conversão, a educação à fé e aos valores da vida. O amor gera e regenera a pessoa, torna-a livre; Jesus educa ao amor vivido na liberdade e na gratuidade. Somente com estas condições se compreende porque devemos deixar cair as pedras que trazemos nas mãos para atirar contra os outros. O fato que sejam os mais velhos quem começa a ir embora (v. 9) revela neles um sentido de culpa, de vergonha, mostra que entenderam a lição? Enfim, fica bem claro que quem luta pela igualdade de oportunidades entre a mulher e o homem, seja qual for o contexto específico, encontra em Jesus um precursor ideal, um pioneiro e um aliado. 

Vemos, neste Evangelho que os líderes da igreja, traiçoeiros, com hipócrita manifestação de respeito, com fingida reverência, que encobria uma trama astutamente urdida para Sua ruína, trouxeram uma mulher, arrastada por eles, apanhada em adultério, e ela estava apavorada. Eles a acusaram de ter violado a lei de Moisés que dizia que uma mulher apanhada em adultério deveria ser apedrejada. E perguntou a Jesus o que Ele dizia do caso.
"Se Jesus absolvesse a mulher, seria acusado de desprezar a lei de Moisés. Se a declarasse digna de morte, poderia ser acusado aos romanos como alguém que pretendia autoridade que unicamente a eles pertencia."

A saída de Jesus diante do espinhoso dilema apresentado pelos doutores da lei não podia ser mais inteligente e clara: quando todos esperavam por uma resposta que o comprometesse, Jesus os leva, a eles próprios, a darem a solução, de acordo com sua própria consciência e justiça.

Se a morte era a pena prevista para a pecadora, poderiam começar o castigo, mas sob a condição de que o aplicassem somente aqueles que não tivessem pecado. Mas os ouvintes se foram retirando, um a um, começando pelos mais velhos até o último.

Todos os acusadores se retiram, deixando claro a qualidade de suas consciências; somente fica a mulher ao lado de Jesus, que age com ela de forma incrivelmente compreensiva e misericordiosa.

Poder-se-ia dizer que aquela mulher “voltou a nascer”; libertou-se das mãos de pecadores talvez piores do que ela, mas também ficou libertada em sua consciência por Jesus, que somente podia transmitir-lhe a vida, o amor, a misericórdia e o perdão divinos.

Os desvios ou faltas de nossos semelhantes nunca podem ser motivo para condená-los; essas atitudes nos devem recordar que talvez sejam mínimos se os compararmos com os nossos, e que, portanto, tanto eles como nós necessitamos do amor e da misericórdia divinos. A posição de Deus para com o pecado é a rejeição, mas para com o pecador é o perdão e a restauração.

Reflexão Apostólica:

Mais uma vez Jesus mostra que a pessoa humana está acima de qualquer lei. Os homens não podem julgar e condenar, porque nenhum deles está isento de pecado. O próprio Jesus não veio para julgar, pois o Pai não quer a morte do pecador, e sim que ele se converta e viva.

Cristo é aquele que «sabe o que há no homem» (cf.Jo 2, 25), no homem e na mulher. Conhece a dignidade do homem, o seu valor aos olhos de Deus. Ele mesmo, Cristo, é a confirmação definitiva deste valor. Tudo o que diz e faz tem o seu cumprimento definitivo no mistério pascal da redenção.

O comportamento de Jesus a respeito das mulheres, que encontra ao longo do caminho do seu serviço messiânico, é o reflexo do desígnio eterno de Deus, o qual, criando cada uma delas, a escolhe e ama em Cristo (cf. Ef 1, 1-5) … Jesus de Nazaré confirma esta dignidade, recorda-a, renova-a e faz dela um conteúdo do Evangelho e da redenção, para a qual é enviado ao mundo…

Jesus entra na situação concreta e histórica da mulher, situação sobre a qual pesa a herança do pecado. Esta herança exprime-se, entre outras coisas, no costume que discrimina a mulher em favor do homem, e está enraizada também dentro dela.

Deste ponto de vista, o episódio da mulher «surpreendida em adultério» (cf. Jo 8, 3-11) parece ser particularmente eloquente. No fim Jesus lhe diz: «não tornes a pecar»; mas, primeiro ele desperta a consciência do pecado nos homens … Jesus parece dizer aos acusadores: esta mulher, com todo o seu pecado, não é talvez também, e antes de tudo, uma confirmação das vossas transgressões, da vossa injustiça «masculina», dos vossos abusos?

Esta é uma verdade válida para todo o gênero humano… Uma mulher é deixada só, é exposta diante da opinião pública com «o seu pecado», enquanto por detrás deste «seu» pecado se esconde um homem como pecador, culpado pelo «pecado do outro», antes, corresponsável do mesmo. E, no entanto, o seu pecado escapa à atenção, passa sob silêncio…

Quantas vezes a mulher paga pelo próprio pecado, mas paga ela só e paga sozinha! Quantas vezes ela fica abandonada na sua maternidade, quando o homem, pai da criança, não quer aceitar a sua responsabilidade? E ao lado das numerosas «mães solteiras» das nossas sociedades, é preciso tomar em consideração também todas aquelas que, muitas vezes, sofrendo diversas pressões, inclusive da parte do homem culpado, «se livram» da criança antes do seu nascimento. «Livram-se»: mas a que preço?

Todos nós conhecemos a história da mulher adúltera e ficamos sempre na mesma idéia: Jesus acolheu a pecadora que fora surpreendida em flagrante adultério. Todos já sabiam que ela teria que ser apedrejada, segundo a lei de Moisés. Estava escrito e não poderia ser diferente, mas Jesus nem precisou argumentar muito nem debater com os acusadores.

Somente com o gesto de escrever no chão e de falar aos circunstantes: “quem dentre vós não tiver pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”, conseguiu com que o povo se afastasse, a começar pelos mais vividos, mais experientes.

Nós pensamos que somente adultera o homem ou a mulher que trai um ao outro. Olhamos para os “adúlteros” e as “adúlteras” públicos e nos sentimos superiores a eles (as) porque não fazemos o mesmo. Porém, existe o adultério espiritual, quando negamos a Deus a origem da nossa criação, quando damos ouvidos de mercador aos Seus mandamentos, quando recusamos a Jesus o Seu Senhorio e prevaricamos em busca de outros deuses para tentar preencher o nosso vazio espiritual.

Jesus falou para todos de uma maneira bem clara: “quem não tiver pecado”, isto é, quem não for pecador atire a primeira pedra. O pecado, seja ele qual for é uma traição a Deus.

Somos, sim, homens e mulheres adúlteros e necessitados de misericórdia. Precisamos ter consciência disso. Quando Jesus escreveu no chão Ele estava pensando também em nós!

Com quem você tem traído a confiança de Deus? Qual o seu menor pecado? Será que o pecado tem tamanho? Como você se sente no seu dia a dia diante das suas injustiças?

Propósito:

Pai, tira do meu coração a maldade e a hipocrisia que me tornam juiz iníquo do meu semelhante, não me permitindo ver a necessidade de pôr em ordem a minha vida.

23

«A conversão nunca é de uma vez para sempre, mas é um processo, um caminho interior de toda a nossa vida. Este itinerário de conversão evangélica certamente não pode limitar-se a um período particular do ano: é um caminho de cada dia, que deve abraçar toda a existência, todos os dias da nossa vida. Nesta óptica, para cada cristão e para todas as comunidades eclesiais, a Quaresma é a estação espiritual propícia para se treinar com maior tenacidade na busca de Deus, abrindo o coração a Cristo. Santo Agostinho certa vez disse que a nossa vida é uma única prática do desejo de nos aproximarmos de Deus, de nos tornarmos capazes de deixar entrar Deus no nosso ser». (Bento XVI)

 

quinta-feira, 19 de março de 2026

EVANGELHO DO DIA 22 MARÇO 2026 - 5º DOMINGO DA QUARESMA


22 março - São José nos ensine o modo de cuidar de nossos alunos, aliás, seja ele mesmo o seu Cuidador. (L 170). São José Marello


Evangelho da ressurreição de Lázaro
- João 11,1-45

Ora, havia um doente, Lázaro, de Betânia, do povoado de Marta e de Maria, sua irmã. As irmãs mandaram avisar Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. Disse Jesus: “Esta doença não leva à morte, mas é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. [...] E acrescentou: “Nosso amigo Lázaro está dormindo. Vou acordá-lo”. Os discípulos disseram: “Senhor, se está dormindo, vai ficar curado”. [...] Jesus então falou abertamente: “Lázaro morreu! E, por causa de vós, eu me alegro por não ter estado lá, pois assim podereis crer. Mas vamos a ele”. [...] Jesus disse então: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês nisto?” Ela respondeu: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que deve vir ao mundo”. [...] “Onde o pusestes?” Responderam: “Vem ver, Senhor!” Jesus teve lágrimas. Os judeus então disseram: “Vede como ele o amava!” Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma gruta fechada com uma pedra. Jesus disse: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, disse-lhe: “Senhor, já cheira mal, é o quarto dia”. Jesus respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” Tiraram então a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o alto, disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste! Eu sei que sempre me ouves, mas digo isto por causa da multidão em torno de mim, para que creia que tu me enviaste”. Dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” O que estivera morto saiu, com as mãos e os pés amarrados com faixas e um pano em volta do rosto. Jesus, então, disse-lhes: “Desamarrai-o e deixai-o ir!” Muitos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

 

Reflexão para o 5° Domingo da Quaresma - João 11, 1-45 (Ano A) 22 março 2026

 


Com a liturgia deste quinto domingo da quaresma, concluímos a sequência de três domingos de leitura de episódios exclusivos do Quarto Evangelho. O texto proposto hoje é o relato do sétimo e último sinal cumprido por Jesus nesse Evangelho: a reanimação de Lázaro, seu amigo – Jo 11,1-45. Esse é um episódio muito significativo para toda a obra joanina, pois é a conclusão do ciclo dos sinais realizados por Jesus. É importante recordar que João não chama as obras extraordinárias de Jesus de milagres, mas de sinais. Como se trata de um texto de grande extensão, totalizando quarenta e cinco versículos, não analisaremos todos os versículos, mas procuramos colher a mensagem central e destacar apenas os versículos principais. Os sete sinais narrados por João foram criteriosamente escolhidos, como ele mesmo afirma no final do Evangelho, para despertar a fé em Jesus e transmitir a vida em plenitude que dessa emana (cf. Jo 20,30-31), sendo esse da reanimação de Lázaro o maior de todos. Por isso, é o sétimo, cuja número evoca perfeição, e prefigura a ressurreição do próprio Jesus, o sinal por excelência.

Convém recordar que o sinal narrado não se trata propriamente de uma ressurreição, mas de uma “reanimação”, considerando que ressurreição é a passagem da morte para uma vida definitiva e plena, graças à ressurreição de Cristo. O que João narra é Jesus realizando a reanimação de um corpo que já se encontrava em estado de decomposição, foi recuperado, mas que continuou corruptível. Jesus apenas prolongou os dias de Lázaro com esse sinal extraordinário. Esse não é o único milagre do gênero narrado na Bíblia. Ainda no Antigo Testamento, Elias e Eliseu realizaram prodígios semelhantes: Elias restituíra a vida ao filho da viúva de Sarepta (cf. 1Rs 17,17-24), e Eliseu fizera o mesmo com o filho da sunamita (cf. 2Rs 4,8-37). Nos demais evangelhos temos outros dois episódios semelhantes: Jesus reanima o filho da viúva de Naim (cf. Lc 7,11-17) e a filha de Jairo (cf. Mc 5,22-43).

Como sempre, não dispensamos a contextualização, mesmo que breve, para que o texto possa ser melhor compreendido. Esse relato da reanimação de Lázaro está inserido entre duas ameaças de morte a Jesus da parte dos dirigentes ou chefes da religião oficial. Daí, já surge um dado interessante: à morte, Jesus responde com o dom da vida. No capítulo anterior, por ocasião da festa da dedicação do templo, os judeus quiseram apedrejar Jesus, acusando-o de blasfemador (cf. Jo 10,31-33), mas Ele conseguiu escapar e fugiu (cf. 10,39-40). Após restituir a vida de Lázaro, os chefes judeus, incluindo o Sumo Sacerdote, fizeram o plano definitivo para o aniquilamento de Jesus, pois Ele tinha ido longe demais dessa vez (cf. Jo 11,46-54). Portanto, em meio a duas situações de morte, Jesus manifesta a vida e a apresenta como resposta a toda e qualquer situação em que essa é ameaçada.

Voltemos agora o nosso olhar para o texto partindo do primeiro versículo, muito significativo, por sinal: “Havia um doente, Lázaro, de Betânia, povoado de Maria e de sua irmã Marta” (v. 1). O evangelista apresenta Betânia, cujo nome significa “casa da aflição”, como o espaço de uma comunidade cristã ideal, onde a fraternidade, de fato, reinava. Essa fraternidade é evidenciada pela apresentação que o evangelista faz de seus membros: Lázaro, Maria e Marta são apresentados apenas como irmãos, não há hierarquia entre eles, não há pai nem mãe, marido ou esposa, mas apenas pessoas irmão e irmãs, ou seja, pessoas iguais; essa é a comunidade ideal para o cultivo do amor e das relações fraternas e sinceras. Embora a comunidade de Betânia fosse ideal, ao mesmo tempo era vulnerável por dois motivos, principalmente: primeiro, por ser um povoado; segundo, porque estava próxima a Jerusalém (v. 18). Ora, o povoado na linguagem dos evangelhos (em grego κώμη kôme), é sinônimo de mentalidade fechada, resistência e conservadorismo, pois é o lugar de preservação da tradição, onde a novidade não é bem recebida.

O segundo motivo para a vulnerabilidade da comunidade de Betânia só é apresentado no versículo 18, mas já adiantamos aqui: “Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém”. Infelizmente, a tradução litúrgica omite o advérbio “perto” (em grego: εγγύς enghys), presente no texto original; a tradução mais justa seria, portanto, “Betânia estava perto de Jerusalém cerca de três quilômetros”. Para a proximidade geográfica, a indicação dos três quilômetros (quinze estádios) seria suficiente. O advérbio faz falta porque a ênfase que o evangelista está dando é à proximidade ideológica. Estando próxima a Jerusalém, essa comunidade era facilmente influenciada pela ideologia e o poder dominantes, ou seja, pelo judaísmo oficial. A influência de Jerusalém sobre a comunidade de Betânia se evidencia ao longo de todo o texto pela reação dos personagens diante do fenômeno da morte (vv. 19.21.24.31.33.37), e diante de Jesus. Diz o texto que “Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão” (v. 19), quer dizer que a morte era vista como causa de desespero e medo, e Jesus não era conivente com essa mentalidade. Por isso, Ele prefere não entrar no povoado: Marta vai ao encontro dele e, depois, também Maria, pois Jesus a tinha chamado (vv. 20.28.30).

No povoado, concebia-se a morte com o respaldo da religião oficial: as irmãs choravam desesperadamente, sendo consoladas pelos judeus que tinham ido de Jerusalém. Por isso, Jesus fica fora do povoado (v. 30), porque somente saindo das antigas estruturas e mentalidade é possível vivenciar o triunfo da vida: de fora do povoado, Jesus chama as irmãs a saírem; Ele não entra e as conduz tomando-as pela mão, mas dá a liberdade de escolha; ao seu convite, as irmãs de Betânia e os cristãos de todos os tempos podem responder positiva ou negativamente. De Lázaro, o doente-morto-vivo, pouco se diz, pois, o objetivo do evangelista não é apresentar uma biografia sua, mas convidar a comunidade a escapar das estruturas de morte e despertá-la para Aquele que é “a Ressurreição e a Vida” (vv. 25-26), Jesus. Como o significado do nome Lázaro é “Deus ajuda”, podemos compreender o episódio narrado em torno da sua pessoa como um convite de Jesus à comunidade a buscar ajuda e consolo fora da Lei e das antigas instituições, por isso, Ele diz: “essa doença é para que o Filho de Deus seja glorificado por ela” (v. 4). Em Lázaro, Deus está ajudando a comunidade a sair da antiga mentalidade.

Como o texto é também um pré-anúncio da paixão, morte e ressurreição de Jesus, o evangelista ressalta alguns aspectos importantes da sua vida, sobretudo, no que diz respeito à sua humanidade: um homem de afetos e emoções! Cultivava amizade (v. 5), amava e se deixava ser amado, a ponto de ter o amor como a característica maior das relações recíprocas com seus discípulos: “Senhor, aquele que amas, está doente” (v. 3a); aqui, o evangelista apresenta Lázaro como o discípulo ideal, cuja relação com o Senhor é simplesmente o amor. Ser discípulo é sentir-se amado por Jesus e amar ao próximo com a mesma intensidade do amor recebido de Jesus. O afeto e a seriedade de Jesus nas relações com seus discípulos são muito bem apresentados por João nesse relato. Não poderia passar despercebido em nossa reflexão o registro marcante do versículo 35: “E Jesus chorou”. A interpretação para essa expressão tem sido muito questionada e variada ao longo do tempo. É inegável que foi uma demonstração de afeto e prova do seu amor pelo discípulo ideal, Lázaro.

Aqui, se faz necessária mais uma observação semântica. As irmãs choravam (vv. 31.33) e certamente outros amigos que foram ao encontro delas em solidariedade. Há, no entanto, uma distinção entre as duas maneiras de chorar, o que não se percebe na tradução litúrgica. Em relação a Maria, o evangelista emprega um verbo que significa chorar desesperadamente e com lamentos (em grego: κλαίω klaío). Para afirmar o choro de Jesus, o evangelista emprega um outro verbo, que significa simplesmente derramar lágrimas, lacrimejar (em grego: δακρύω dakryo), e expressa uma reação natural, sem desespero. Portanto, enquanto os demais, principalmente as irmãs, choravam desesperadamente, derretendo-se em prantos e lamentações, Jesus apenas derramou lágrimas porque, para Ele, a morte nunca é o fim. As lágrimas de Jesus causam admiração entre os judeus: “Então os judeus disseram: Vede como ele o amava” (v. 36). Ora, eles não conheciam a gratuidade do amor nas relações; viviam aprisionados pelo rigor da Lei; concebiam a relação com Deus a partir do modelo patrão-servo, dominador-dominado. Por isso, a Boa-nova de Jesus não tinha boa aceitação no povoado. Por onde Jesus passa, o amor o acompanha e só quem ama e se sente amado pode acolhê-lo.

Jesus foi ao encontro das irmãs porque não abandona sua comunidade aflita e amava incondicionalmente Lázaro, a ponto de derramar lágrimas por ele (v. 35), mesmo não compactuando com a mentalidade delas. Porém, sua ida é pedagógica. Ao invés de alimentar aquela mentalidade, ainda influenciada pela religião oficial, Ele a combate: chega somente no quarto dia após a morte (v. 39) e não entra no povoado. A chegada no quarto dia foi proposital: Ele tinha consciência do que deveria fazer e já tinha expressado isso aos discípulos mais próximos: “o nosso amigo Lázaro dorme” (v. 11). Merece atenção aqui o possessivo plural: tudo o que Ele tinha e tem é compartilhado com os seus, inclusive as amizades e todas as relações. Na sua comunidade não há espaço para o individualismo: bens e afetos existem para a partilha. A chegado após quatro dias tinha como objetivo desmascarar uma falsa crença judaica de que até três dias após a morte, ainda era possível que o defunto voltasse a viver, pois acreditava-se que o espírito do morto ainda sobrevoava ao redor do cadáver. A partir do quarto dia, começava a decomposição e, portanto, o espírito ia embora. Realizando o sinal até o terceiro dia, a “glória do Filho de Deus” não seria manifestada, pois os presentes reconheceriam como algo natural, conforme a crença.

A ida de Jesus teve, portanto, um objetivo muito claro: libertar a comunidade da morte física, por um momento, e principalmente, da doença e morte ideológica, da qual a comunidade estava ameaçada. Chamou Lázaro para fora do túmulo (v. 43), ordenando que fosse retirada a pedra (v. 39). A pedra representa aqui, tudo o que separa a vida da morte: o medo, a violência, a opressão e tudo o que a Lei causava de mal no seio da comunidade. Para Jesus, a antiga Lei era sinal de morte. A ordem “Lázaro, vem para fora” (v. 43) é o convite final que Jesus faz para a liberdade. É necessário “desatar” (v. 44) o ser humano de tudo o que o impede de caminhar livremente em busca da vida plena e da dignidade. É necessário sair dos povoados e dos túmulos para caminhar com Jesus em busca de um mundo novo onde, de fato, reine o amor e a vida triunfe!

Dia 22

Lembre-se de que a existência humana é construída dia a dia.

Deus concede suas dádivas aos seres humanos, por isso cabe a cada pessoa usá-las com sabedoria, para que se transformem em dons a serviço dos irmãos.

Seja, pois, semeador do bem e da paz!

Todas as pessoas recebem sementes de Deus; no entanto, cabe a cada uma a missão de preparar o terreno, semear, irrigar e fazer que dê frutos.

“E o que semeias não é a planta já desenvolvida – como será mais tarde - mas um simples grão, digamos, de trigo ou de qualquer outro cereal; e, de acordo com sua vontade, Deus dá um corpo e esse grão, como dá o seu corpo particular”.  (1Cor 15,37-38).



Evangelho do dia 21 março sábado 2026


21 - À semelhança do grande Patriarca São José, se tu tivesses que servir Jesus em trabalhos modestos e inferiores aos de São Pedro, pensa que o humilde Guarda de Jesus está mais alto no Céu do que o grande Apóstolo. (L 248). São Jose Marello


João 7,40-53

"Muitas pessoas que ouviram essas palavras afirmavam: De fato, este homem é o Profeta! Outros diziam: Ele é o Messias! E ainda outras pessoas perguntavam: Mas será que o Messias virá da Galiléia? As Escrituras Sagradas dizem que o Messias será descendente de Davi e vai nascer em Belém, onde Davi morou. Então o povo se dividiu por causa dele. Alguns queriam prender Jesus, mas ninguém fez isso. Os guardas voltaram para o lugar onde estavam os chefes dos sacerdotes e os fariseus, e eles perguntaram: Por que vocês não trouxeram aquele homem? Eles responderam: Nunca ninguém falou como ele! Então os fariseus disseram aos guardas: Será que vocês também foram enganados? Por acaso alguma autoridade ou algum fariseu creu nele? Essa gente que não conhece a Lei está amaldiçoada por Deus. Mas Nicodemos, que era um deles e que certa ocasião havia falado com Jesus, disse: De acordo com a nossa Lei não podemos condenar um homem sem ouvi-lo primeiro e descobrir o que ele fez. Por acaso você também é da Galiléia? perguntaram eles. Estude as Escrituras Sagradas e verá que da Galiléia nunca surgiu nenhum profeta."

Meditação

O profeta Jesus se tornou uma ameaça para o poder e para os privilégios dos dirigentes, sustentados sobre a base da injustiça e da opressão. Eles buscam matá-lo e mandam guardas para prendê-lo. A violência é a maneira como os poderosos respondem à verdade e assim manifestam o endurecimento de seu coração.
Não podem tolerar sua mensagem, porque isso significaria o fim de seus privilégios. A opinião do povo está dividida. Jesus é sinal de contradição.

O poder de sua palavra tem uma força impressionante. Até os guardas reconhecem que “jamais homem algum falou como este homem”.

O que dá força e autoridade à palavra de Jesus não é um saber teórico, mas um conhecimento que nasce do Espírito e está carregado com a força do amor do pai e do serviço à vida do povo.
Esta é a base e fundamento dessa nova sociedade que Jesus chamava de Reino de Deus. Como ressoa a palavra de Jesus em nossas vidas? Deixamo-nos transformar por ela ou endurecemos nosso coração?
As palavras de Jesus levam naturalmente a uma tomada de posição. Trata-se, de fato, de uma revelação que o Cristo faz de si, em ordem à salvação de cada um de nós.
Quem tem a pretensão de ser mestre, certamente não está disposto a fazer-se discípulo e aceitar uma revelação que subverte toda teoria ou sistema preconcebido.
É a situação dos fariseus, estudiosos da Escritura, incapazes, entretanto, de receber a mensagem de vida nela contida e que é o próprio Cristo. Na realidade, não somos nós que o descobrimos; é ele que se nos apresenta como doador de luz e de vida.
As discussões que surgem da diversidade de opiniões a respeito do Cristo não se resolvem se não houver, da parte de todos, sincero e profundo desejo de esclarecimento, o que raramente se dá, pois cada um costuma querer que prevaleça sua opinião. E sobre a identidade de Cristo, só a fé pode levar à união.

Reflexão Apostólica: 
Jesus é causa de divisão e controvérsia até mesmo para os seus adversários. Sua sabedoria, sua coerência de vida confundem os que o depreciam e o perseguem.

 O povo o admira, os dirigentes o temem, muitos o evitam, porque suas palavras são fortemente questionadoras; elas tocam no interior; desfazem falsas seguranças; derrubam estruturas mentais que impedem a transparência da verdade do evangelho. O mesmo acontece conosco quando a mesma mensagem é assumida com fidelidade e radicalidade.
Muitas vezes nos sentimos divididos entre uma coisa ou outra. E isso envolve opinião, credo, valores, sentimentos que são a essência do nosso ser.
Estar numa encruzilhada é comum no nosso dia a dia e, ter que tomar uma atitude faz parte de vida desde quando somos responsáveis por nós mesmos.
O que diferencia um caminho do outro que vamos seguir é apenas um passo: aquele que escolhemos dar. Mas, pra que lado seguir?
Jesus provoca divisão. Ou se está com Ele, ou está contra Ele. Não há meio termo! Não tem como seguir pelo caminho da Verdade com mentiras.

Não tem como percorrer o caminho da Luz na intenção de escondê-la. Não tem como desejar a Vida quando se nega qualquer tipo de vida ao outro.

Estar com Ele é estar ao lado do Amor e de tudo aquilo que leva para o bem comum, que não provoca discriminação, morte, tristeza, revolta e nem arrependimento. Decidir sempre por Ele, não tem erro. O Caminho é certo!

Oremos ao Senhor para que cada uma de nossas comunidades paroquiais, Equipes e Grupos sejam verdadeiros focos de testemunho e profetismo, pois somente assim podemos recuperar a credibilidade da fé cristã diante de tanta corrupção e abusos de poder da parte de muitos de nossos dirigentes.

Sejamos transparência do crucificado e ressuscitado para que o evangelho volte a ser um horizonte, um sentido de vida para muitos homens e mulheres.

Propósito: Tratar as pessoas sem preconceitos, mas, como filhas de Deus.

Dia 21

Somente Deus pode curar.

Tudo pode ser restaurado e regenerado pelo Espírito Santo.

Mesmo que, muitas vezes, seus problemas, traumas, carências e feridas emocionais pareçam não ter solução,

lembre-se da infinitude do amor de Deus por você.

Peça diariamente que ele envie o Espírito Santo sobre você, e maravilhas ocorrerão em seu interior e em sua vida.

Pela força do Espírito Santo, Deus cura, liberta e dá vida nova a todas as pessoas.

“E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (Rm 5,5).



Evangelho do dia 20 março sexta feira 2026


20 março- Pede ao nosso grande Patriarca São José que te obtenha de Deus o que te convém, ou melhor, o que mais convém. (L 86).São Jose Marello


João 7,1-2.10.25-30

"Depois disso, Jesus começou a andar pela Galiléia; ele não queria andar pela Judéia, pois os líderes judeus dali estavam querendo matá-lo. Aconteceu que a festa dos judeus chamada Festa das Barracas estava perto. Depois que os seus irmãos foram à festa, Jesus também foi, mas fez isso em segredo e não publicamente. Algumas pessoas que moravam em Jerusalém perguntavam: Não é este o homem que estão querendo matar? Vejam! Ele está falando em público, e ninguém diz nada contra ele! Será que as autoridades sabem mesmo que ele é o Messias? No entanto, quando o Messias vier, ninguém saberá de onde ele é; e nós sabemos de onde este homem vem. Quando estava ensinando no pátio do Templo, Jesus disse bem alto: Será que vocês me conhecem mesmo e sabem de onde eu sou? Eu não vim por minha própria conta. Aquele que me enviou é verdadeiro, porém vocês não o conhecem. Mas eu o conheço porque venho dele e fui mandado por ele. Então quiseram prender Jesus, mas ninguém fez isso porque a sua hora ainda não tinha chegado."

Meditação

No Evangelho de hoje, João mostra-nos, como diferentemente do que os sinóticos fazem, o grande destaque ao conflito entre Jesus e os judeus em geral pois, naqueles, Jesus se restringe aos dirigentes, fariseus, escribas e sacerdotes. A razão será por que este Evangelho tem como base a comunidade cristã samaritana? Talvez sim, mas talvez não.
Estamos diante da expressão do tradicional conflito entre Israel, reino do norte, e Judá, reino davídico do sul. O messias esperado pelo judaísmo seria um líder que conquistaria a liberdade nacional dos judeus e imporia ao mundo sua religião.
Portanto, trata-se de uma salvação que atingirá a todos os homens e mulheres do mundo inteiro já que os destinatários da salvação o rejeitam.

Ao longo dos capítulos 1 a 12 do Evangelho de João, descobre-se a progressiva revelação que Jesus faz de si mesmo a seus discípulos e ao povo.

Ao mesmo tempo e na mesma proporção, aumenta o fechamento e a oposição das autoridades contra Jesus, a ponto de decidirem a sentença de morte (Jo 11,45-54).

O Capítulo 7, que meditamos no Evangelho de hoje, é uma espécie de balanço no meio do caminho. Ajuda a prever qual será a decisão final.
A geografia da vida de Jesus no Evangelho de João é diferente da geografia nos outros três evangelhos. É mais completa.

De acordo com os outros Evangelhos, Jesus foi para Jerusalém apenas uma vez, quando ele foi preso e sentenciado à morte.

 De acordo com o Evangelho de João, Jesus foi, pelo menos, duas ou três vezes a Jerusalém para a festa da Páscoa. Por isso sabemos que a vida pública de Jesus durou cerca de três anos. O Evangelho de hoje informa que Jesus foi para Jerusalém, mais de uma vez, mas não publicamente. Às escondidas, porque na Judéia os judeus queriam matá-lo.
Aqui no capítulo 7, bem como nos outros capítulos, João fala de "judeus", e de "vós judeus", como se ele e Jesus não fossem judeus.

Esta maneira de falar reflete a situação do trágico fracasso que se deu no final do primeiro século entre os judeus (Sinagoga) e cristãos (Ecclesia).

Ao longo dos séculos, essa forma de falar do Evangelho de João contribuiu para o crescente anti-semitismo. Hoje, é muito importante se afastar dessa polêmica para não alimentar o anti-semitismo. Nós nunca podemos esquecer que Jesus é judeu. Nasceu judeu, viveu como judeu e morreu como tal. Toda sua formação vem da religião e da cultura dos judeus.
A festa dos Tabernáculos era a mais popular de todas as festas celebradas em Jerusalém. Os chefes judeus procuravam Jesus para matá-lo, por isso ele não podia ir abertamente, mas sim como um desconhecido. Ele se apresenta no Templo quando a multidão lhe serve de escudo protetor.
E, desafiando a instituição, proclama solenemente que vem de Deus e que, caso não seja reconhecido, não é por culpa dele, mas porque seus detratores abandonaram os mandamentos de Deus para seguir preceitos humanos. Os seus inimigos sim, têm má vontade e são repressores, por isso o povo tem medo e não se atreve a expressar o que pensa de Jesus.
Ele ensina no Templo e anuncia dois critérios para distinguir quem é de Deus e quem se aproveita do nome de Deus para oprimir o povo: todo aquele que serve à vida e busca o bem para as pessoas, vem de Deus. Todo aquele que oprime e busca ganhar prestigio pessoal não é de Deus. De que lado nós estamos?
Por isso buscam eliminar Jesus. Como aconteceu no passado com os profetas, Jesus, como autêntico profeta e Messias, converteu-se em uma pessoa sumamente fastidiosa e maléfica para os interesses dos chefes do povo.
É urgente que esse tipo desapareça, antes que as pessoas tomassem consciência e provocassem uma revolta que seria fatal e lamentável.

Hoje, como ontem, os profetas que defendem a dignidade do povo excluído e empobrecido e que denunciam a corrupção dos dirigentes sociais, políticos e econômicos, podem ter a mesma sorte: ser eliminados, desaparecidos e exilados.
O preço de uma vida cristã autêntica pode ser a perseguição, o desterro e o martírio. A fidelidade ao seguimento de Jesus tem seu preço.

É aí que se prova a consistência da proposta evangélica de Jesus. Autenticidade e coerência são sinais de saúde. Faz bem pra nós e para os outros também.
Reflexão Apostólica: 
No Evangelho de hoje percebemos descrença gera frutos de morte. Vemos também quantas negativas, quantas vezes com as nossas atitudes e com as nossas palavras também dizemos não ao Senhor, vemos que os escribas dizem muitas vezes sim a eles mesmo e glória que recebiam uns dos outros e não buscavam a glória do Deus vivo, pois para isso temos que renunciar a glória deste mundo

 As pessoas que acreditaram em Jesus procuraram seguir seus ensinamentos e viver uma nova forma de relacionamento com Deus baseado na confiança e na intimidade e isso gera fruto vida em abundância.

Os que não aceitavam as palavras de Jesus não só se privavam desta vida como também procuravam tirar a vida de Jesus. Mas o nosso Deus é o Deus da vida.
O evangelista nos mostra a dificuldade que o ser humano tem para reconhecer Jesus em sua vida, em sua comunidade, em seus semelhantes pobres e sofridos: "mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde é".
Nossa expectativa é por uma presença marcante e majestosa, quando na realidade Ele está operando em nosso cotidiano, nos pequenos atos que praticamos, nos acontecimentos quase que insignificantes aos nossos olhos.

Aguardamos intervenções rápidas e radicais em nossas vidas, quando sua ação é lenta e consistente, conforme nosso acolhimento e fidelidade aos seus ensinamentos.
Não valorizamos e manifestamos gratidão a graças rotineiras como nossa saúde física, a oportunidade de trabalho que temos, a harmonia em nossa família, ao dom da vida que é renovada e sustentada em nosso dia a dia. Só damos importância a esses fatores quando enfrentamos alguma dificuldade.
Nas horas mais difíceis e angustiosas por que passamos, quando somos fiéis a Deus, não devemos nunca perder a esperança e a certeza da proteção divina que sempre estará presente

O que mais você espera acontecer na sua vida para que você diga: realmente Ele está no meio de nós? Você deseja colaborar com a edificação do reino de Deus no mundo? A quem você tem ouvido? As pessoas sabem que você também é enviado (a) de Deus?

Façamos a nossa escolha e, hoje, digamos sim à glória do Deus vivo renunciando a toda bajulação e glória deste mundo.

Propósito: Descobrir, a cada instante, a proposta nova de Jesus, para cada situação. 
Dia 20

Saiba viver da melhor maneira, buscando atualizar-se constantemente.

Se você parar de aprender, buscar, descobrir e progredir, dará início a um doloroso processo de estagnação.

Por isso, aproveite as oportunidades para adquirir conhecimentos e aprimorar sua inteligência, desenvolvendo ao máximo seu potencial humano.

A vida é um eterno aprendizado.

“Revelará a ele os seus segredos e lhe confiará o tesouro do conhecimento e a compreensão da justiça”. (Eclo 4,21).



terça-feira, 17 de março de 2026

Evangelho do dia 19 março quinta feira 2026


19 março - No dia do nosso grande Patriarca, rezemos para que, começando a exaltá-lo em nosso coração, nos tornemos dignos de vê-lo exaltado por toda a Cristandade. (L 62). SÃO JOSE MARELLO


Mateus 1,16.18-21.24a (ou São Lucas 2,41-51a)

"Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado."

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 2,41-51a

"Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: 'Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura'. Jesus respondeu: 'Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?' Eles, porém, não compreenderam as Palavras que lhes dissera. Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente."

Meditação:

Enquanto no evangelho de Lucas o anúncio do anjo é feito a Maria, no evangelho de Mateus este anúncio é feito a José. A narrativa de Mateus, com caráter teológico, se fosse interpretada historicamente, levaria à tristeza ao pensar-se nas dúvidas e sofrimentos de José.
Mateus apresenta José como que tendo uma ascendência genealógica remontando a Davi. Por outro lado, os três evangelistas sinóticos, Marcos, Lucas, e o próprio Mateus (13,53-58), mencionam que Jesus foi desprezado em sua própria terra de origem por ter uma origem humilde, o que não condiz com aquela origem davídica, a qual lhe teria proporcionado prestígio.
José, de estirpe davídica conforme a genealogia, tinha Maria em promessa de casamento. Dela, que está fora da genealogia, nascerá Jesus, virginalmente. José, um justo, representa os judeus sinceros.

Maria representa a novidade de Jesus nas comunidades cristãs. Porém, o novo que surge escapa à compreensão de José. Para não a denunciar, resolve romper o vínculo que os unia. Contudo, iluminado pelo anjo, percebe que se trata de obra de Deus e resolve acolhê-la.

Lucas, no início de seu evangelho, com as narrativas de infância, apresenta a presença de Jesus em Jerusalém e, no fim, após a ressurreição, apresenta a recomendação da permanência dos discípulos em Jerusalém (Lc 24,49-52).

Sua intenção teológica é apresentar o cristianismo como um novo Israel, que se irradia a partir da velha Jerusalém. Os demais evangelistas apresentam a Galiléia, e não Jerusalém, como o centro da retomada da missão depois da ressurreição.

Nesta cena do menino Jesus entre os doutores do Templo, vemos a autonomia de Jesus em relação a seus pais e a sua ascendência no tocante aos mestres do Templo. Acima da paternidade de José e da sabedoria dos mestres está a paternidade e a sabedoria do Pai celestial. 

A mensagem teológica de Mateus é que os judeus devem aceitar as novas comunidades cristãs, vendo nelas a obra de Deus.
A Sagrada Família, José, Maria, e Jesus, em sua humildade e simplicidade corresponde ao projeto de Deus de "exaltar os humildes e depor os poderosos de seus tronos", conforme proclamado por Maria (Lc 1,52).

Mateus, em sua narrativa, parece apresentar José como representante dos israelitas sinceros, e Maria como as novas comunidades surgidas em torno de Jesus, sugerindo que estes israelitas acolham estas novas comunidades, unindo-se a elas.

Reflexão Apostólica

Assim como São José, temos que nos colocar nas mãos de Deus, para que Suas promessas sejam cumpridas na nossa vida e na de muitos. Também nós sejamos testemunhas da fidelidade de Deus, retribuindo a ela por uma vida santa, agradável a Ele, reconhecendo-O como nosso Pai, como nosso rochedo, firmes na aliança de amor que selou conosco por meio de Seu Filho, encarnado no ventre de Maria.
Para que, a exemplo do pai adotivo de Jesus, correspondamos aos planos do Altíssimo, tenhamos uma fé semelhante a sua, pois, é ela que nos leva a uma vida justa como a dele. Foi pela fé que o esposo de Maria se tornou, em Cristo, pai de muitos povos, sendo reconhecido como padroeiro universal da Igreja. Cultivando uma fé assim, animados pelo seu testemunho, geraremos muitos filhos para Deus.
 Aprendamos com São José a esperar contra toda a humana esperança, confiando plenamente no Senhor, expressando esta nossa esperança sobrenatural com verdadeiras atitudes de fé, que nos garantam, assim como ele, tomarmos posse da herança eterna que nos está reservada.
O marido da Virgem Santíssima, o justo José, nos ensina a estarmos atentos à voz de Deus e a deixarmos que Ele reoriente a nossa vida de acordo com a Sua santa e soberana vontade, de modo que acolhamos a salvação e permitamos que ela alcance a muitos. Como José, o filho de Davi, obedeçamos prontamente a Deus, sem demora, fazendo tudo conforme Ele nos manda.
Peçamos a Jesus a disponibilidade, a fé e a obediência de seu pai, São José. Busquemos o auxílio de Nossa Senhora, para que ela nos ajude a sermos íntimos de seu castíssimo esposo, de modo que também desfrutemos da sua amizade e proteção.

Lembremos de que a fé e a obediência testemunhadas por José são frutos de uma vida de intimidade com o Senhor. Sigamos o modelo de vida do pai de Jesus e seremos, como ele, um canal de bênçãos para todos, sendo plenamente recompensados pelo nosso Pai do Céu. 

Oração: Pai, teu Filho encarnou-se para salvar a humanidade e reconduzi-la à comunhão contigo. Torna-me solícito para acolher o caminho da salvação aberto por ele. Ajuda-me a contemplar tua ação maravilhosa em relação à concepção de teu Filho Jesus. Que eu reconheça nela tua oferta gratuita de salvação para toda a humanidade. "Lembrai-vos de nós, São José, e intercedei com as vossas orações junto do vosso Filho; tornai-nos também propícia a Virgem vossa Esposa, que é a Mãe d’Aquele que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos sem fim! Amem!"

Propósito: Procurar ver tudo, hoje, com olhar de fé e disponibilidade a Deus. 

 Oração a São José pelas famílias

São José, protetor da família de Nazaré e de nossas famílias,

ensina-nos a nos relacionar, respeitar, falar, trabalhar e amar,

como ensinaste a Jesus no lar de Nazaré.

Peço-te especialmente por estas famílias: (........).

Abençoa a todas as pessoas destas famílias

e alcança-nos a graça de cumprir o Projeto de Deus,
como a Família de Nazaré. Amém.

 


Evangelho do dia 24 março terça feira 2026

24 março - É preciso procurar em São José as próprias inspirações, ele que foi na terra o primeiro a cuidar dos interesses de Jesus; tratou ...