segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

EVANGELHO DO DIA 01 MARÇO 2026 - 2º DOMINGO DA QUARESMA

 


01 março – Vamos parar um pouco para podermos ouvir a voz de São José: estamos no seu lindo mês. (L 208). São José Marello


Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 17,1-9

"Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, ... a uma alta montanha. E foi transfigurado diante deles: seu rosto brilhou como o sol e suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro, então... lhe disse: "Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias". Ainda estava falando, quando uma nuvem... os cobriu com sua sombra. E, da nuvem, uma voz dizia: "Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado: escutai-o!" Ouvindo isto, os discípulos caíram com o rosto em terra e ficaram muito assustados. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: "Levantai-vos, não tenhais medo". Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser Jesus. Ao descerem da montanha, Jesus recomendou-lhes: "Não faleis a ninguém desta visão, até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos". "  

REFLEXÃO PARA O 2º DOMINGO DA QUARESMA – Mateus 17,1-9 (Ano A)  - 01 março 2026

Todos os anos, a liturgia do segundo domingo da Quaresma utiliza um dos relatos do episódio chamado, tradicionalmente, de “Transfiguração do Senhor”. Esse é um episódio narrado pelos três evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), o que possibilita à liturgia oferecer um texto para cada ano, conforme o ciclo litúrgico (A, B e C), sem necessariamente repetir, uma vez que, mesmo se tratando do mesmo episódio, cada evangelista o narra à sua maneira, conforme as suas intenções teológicas, suas habilidades literárias e, sobretudo, respondendo às necessidades de suas respectivas comunidades. Isso faz com que os três relatos apresentem diferenças, apesar de serem muito parecidos. Por ocasião do ciclo litúrgico A, o texto proposto para este ano é o relato de Mateus: 17,1-9. É um texto muito rico em teologia e simbologia, o que torna indispensável uma breve contextualização, para uma compreensão mais adequada.

A nível de contexto, é importante recordar a localização do texto na estrutura do evangelho. Esse episódio é precedido por três importantes momentos interligados: a confissão de fé de Pedro (Mt 16,13-20); o primeiro anúncio da paixão (Mt 16,21-23) e a declaração das exigências para o discipulado (Mt 16,24-28). Se trata de uma sequência narrativa reveladora da messianidade e do destino de Jesus, cuja conclusão é exatamente o episódio da transfiguração. Ora, com o primeiro anúncio da paixão, Jesus deixou os discípulos assustados, pois a concepção de messias que eles tinham em mente não era compatível com o sofrimento e a cruz, como Jesus havia predito (Mt 17,21). Os discípulos esperavam um messias glorioso, valente e guerreiro, conforme as expectativas da época, fruto da ideologia nacionalista davídica, enquanto Jesus anunciou a doação da vida, comportando sofrimento e cruz, se necessário, para alcançar a glória e a vida em plenitude. Inclusive, impôs a disposição para carregar a cruz e doar a própria vida como condição para fazer parte do seu discipulado. A transfiguração é, portanto, a resposta de Jesus à incompreensão dos discípulos acerca da sua identidade, e uma demonstração de que cruz e glória fazem parte de um mesmo caminho: o destino do ser humano é a glória, mas essa passa pela cruz.

Uma vez contextualizados, vamos olhar para o texto, começando pelo primeiro versículo: «Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha» (v. 1). Aqui, a versão litúrgica omitiu um indicativo temporal importante, substituindo-o pela genérica expressão “naquele tempo”. O texto original começa com a indicação cronológica “seis dias depois”, como sinal de relação e continuidade com o último episódio narrado: o primeiro anúncio da paixão e a contestação de Pedro, com as exigências para o discipulado (cf. Mt 16,21-28). Ora, Pedro professou sua fé em Jesus como Messias, mas ao mesmo tempo não aceitou o caminho doloroso da cruz, fazendo Jesus repreendê-lo duramente, chamando-o de satanás, por tornar-se um empecilho à realização do projeto de Deus. Portanto, “Seis dias depois” de ter anunciado a sua morte, Jesus mostra aos discípulos a vida em plenitude; o sexto dia foi o dia da criação do homem e da mulher (Gn 1,26-31), e é nesse dia que Jesus manifesta o ser humano em sua máxima dignidade e realização. Logo, ele é o modelo de humanidade.

Jesus tomou consigo três discípulos: Pedro, Tiago e João. A escolha desses três discípulos não significa privilégio, como às vezes se diz, mas necessidade. Eles não eram os melhores, mas sim os três mais difíceis de lidar e os que mais tinham dificuldade de assimilar os ensinamentos de Jesus enquanto Messias sofredor. Pedro é sinônimo de dureza e fechamento; é o discípulo que Jesus mais repreende durante todo o seu itinerário. Como ele sempre se antecipa, sendo o primeiro a responder às perguntas de Jesus, é aquele que mais se expõe e, por isso, é o primeiro a ser corrigido. João e Tiago, conhecidos como “filhos do trovão” (Mc 3,17), eram os mais fanáticos, ambiciosos (Mc 10,35-45; Mt 20,20-28), de temperamento difícil, eram também os mais intolerantes. Pouco tempo após este episódio da transfiguração, Jesus repreenderá João por proibir a um homem que não fazia parte do grupo de pregar e expulsar demônios em seu nome (Mc 9,38-39). Os dois, João e Tiago, também foram repreendidos quando quiseram tocar fogo nos samaritanos que os rejeitaram (Lc 9,51-55). Portanto, Jesus os chama para estarem mais perto de si pela necessidade de cada um e por não desistir do ser humano, apesar das fraquezas e debilidades. Eles necessitavam estar mais próximos a Jesus e aprender mais com ele, como de fato estarão. Na Paixão, esses três – Pedro, João e Tiago – serão as testemunhas de Jesus durante a agonia no Getsêmani (Mt 26,36-37). Isso significa que eles mudaram com o tempo, não se tornando perfeitos, mas aprendendo a cada dia com Jesus, à medida em que conviviam com ele e ouviam seus ensinamentos.

Na tradição hebraica, a montanha é, por excelência, o lugar do encontro do ser humano com Deus. Tanto em Israel quanto nas culturas circunvizinhas, imaginava-se que para comunicar-se com a divindade, o ser humano precisava escalar um monte. Assim, a montanha funcionava como um espaço intermediário e necessário: o ser humano era incapaz de subir aos céus, e Deus grande demais para descer até a terra; daí a necessidade de um lugar intermediário para os dois se comunicarem. Por isso, a montanha tornou-se o lugar da revelação no Antigo Testamento (Ex 19,16; 24,15). Embora a tradição tenha identificado essa montanha com o monte Tabor, esse dado não possui fundamento nos evangelhos. Essa denominação começou com Cirilo de Jerusalém e foi consolidada por São Jerônimo, mas hoje é considerada sem fundamento. É preferível mantê-la anônima, como fizeram os evangelistas, porque não se trata de um dado geográfico, mas teológico; toda ocasião de encontro e intimidade com Deus é uma subida à montanha.

E é justamente no Evangelho de Mateus que a montanha tem mais relevância no Novo Testamento, sendo o lugar onde ele diz que Jesus viveu momentos importantes do seu ministério: proclamou as bem-aventuranças (5,1), multiplicou os pães (15,29), e como Ressuscitado, aparecerá aos discípulos pela primeira vez (28,16). O texto de hoje diz que, no alto da montanha, Jesus «foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz» (v. 2). quer dizer que passou por uma transformação no seu aspecto, uma metamorfose. É esse o significado do verbo empregado pelo evangelista (em grego: μεταμορφόομαι metamorfóomai). Diante da incredulidade e resistência dos discípulos em aceitar a morte, Jesus antecipa para eles o resultado da paixão: a manifestação gloriosa do Filho do Homem e, portanto, de Deus nele. Não apenas o rosto brilhou, mas todo o seu ser, inclusive suas vestes. As mesmas imagens e cores da glória de Deus ao longo da história são reveladas em Jesus; a luz é também sinal do que é novo: à medida em que o Reino de Deus vai sendo implantado, o universo todo se renova.

Os personagens do Antigo Testamento mais venerados na tradição judaica entram em cena: «Nisto, apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus» (v. 3). Estes personagens representam a Lei e os Profetas, obviamente. Temos, com isso, mais uma iniciativa de Deus para conscientizar os discípulos de que o ensinamento de Jesus está em consonância com tudo o que a Lei e os Profetas tinham afirmado a respeito do Messias. Embora o programa de Jesus seja repleto de novidades, não contradiz as Escrituras; é o seu pleno cumprimento. Os discípulos contemplam, mas somente Jesus conversa com Moisés e Elias. Esse é mais um dado de grande importância revelado pelo texto. Ora, a comunidade cristã, representada no episódio pelos três discípulos, não depende mais do Antigo Testamento; em Jesus, a Lei e os profetas encerram-se, chegam ao fim enquanto cumprimento e plenitude. Jesus é o critério de interpretação da Escritura: o Antigo Testamento só tem sentido se passar por Ele. Por isso, Moisés e Elias nada tem a dizer para a comunidade cristã senão através de Jesus. Moisés e Elias entregam a Jesus a revelação parcial que tinha recebido, própria da antiga aliança, e Jesus aperfeiçoa, completa. Por isso, é necessário passar por ele.

Pedro, ousado como sempre, tomou a palavra e, mais uma vez, disse coisas reprováveis, apesar das boas intenções: «Então, Pedro tomou a palavra e disse: ‘Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias’» (v. 4). Três elementos são reprováveis na fala de Pedro: a primeira, é a nova tentação sugerida a Jesus através do comodismo; permanecer na montanha é ignorar o mundo real com seus problemas e contradições, é mostrar-se indiferente às situações desafiadoras e fechar os olhos às injustiças que assolam o mundo. Mais uma vez, Pedro procura uma maneira de tirar a cruz do caminho de Jesus; na primeira vez, foi Jesus quem o repreendeu, agora será o próprio Pai, ao interrompê-lo. O segundo elemento reprovável na fala de Pedro é o seu apego à tradição e o não reconhecimento de Jesus como o centro da vida: «uma para ti, uma para Moisés, e outra para Elias». Jesus ainda não ocupava o centro da vida de Pedro, mas sim Moisés. Para a tradição hebraica, o personagem mais importante é aquele que é citado em posição central; Pedro insiste com a antiga tradição: está seguindo Jesus, mas ainda coloca Moisés e a Lei no centro da vida; resiste em aceitar Jesus e o seu evangelho como centro. O terceiro elemento reprovável na fala de Pedro é o não reconhecimento de Jesus como a verdadeira tenda. Ora, no Antigo Testamento, sobretudo no contexto do êxodo, a tenda é a o lugar do encontro com Deus, o que agora é a pessoa de Jesus. A ideia de fazer tendas revela incompreensão e não aceitação de Jesus como o pleno revelador e lugar do encontro com Deus.

Diante do absurdo da fala de Pedro, o próprio Deus intervém e interrompe: «Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: ‘Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!’» (v. 5). A nuvem luminosa, ao longo da tradição bíblica é também sinal da manifestação e presença de Deus. Essa cena é, praticamente, uma repetição da cena do batismo de Jesus: o Pai se manifesta, fala e dá testemunho do Filho. Diante das dúvidas e falta de convicção nos discípulos sobre a identidade de Jesus, quem tem mais propriedade para esclarecer é o seu Pai. Essa voz reitera a autoridade de Jesus: o Pai o credencia como o único que tem autoridade para falar e ser ouvido pela comunidade. Pedro ainda estava propenso a ouvir Moisés e Elias e o Pai lhe corrige. Moisés e Elias já disseram o que tinham de dizer; à comunidade cristã, só interessa o Evangelho, ou seja, o que Jesus ensina e vive.

A primeira reação dos discípulos diante das palavras do Pai é de completa falência: «Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra» (v. 6). Ao longo da Bíblia, é normal o medo e o temor dos seres humanos diante da presença Deus. Mas nesse caso o medo tem outra causa: as implicações e consequências de escutar. Ora, escutar Jesus significa aderir plenamente ao seu projeto de vida e libertação, o que comporta até mesmo a doação da vida. É isso o que causa medo nos discípulos que imaginavam seguir um messias guerreiro e glorioso. Diante do medo dos discípulos, eis a reação de Jesus: «se aproximou, tocou neles e disse: ‘Levantai-vos e não tenhais medo’» (v. 7). É próprio de Jesus dar força aos caídos e encorajar os amedrontados. O gesto de tocar é o mesmo que ele faz ao curar os enfermos, restituindo-lhes vida e saúde (8,3.15; 9,25.29). O medo de assimilar e viver o Evangelho torna a comunidade doente, necessitada da força de Jesus que a impele a levantar-se. Para superar o medo, duas coisas são necessárias: escutar Jesus, como o Pai ordenou, e deixar-se tocar por ele.

O toque de Jesus, que é a sua própria palavra, levanta e transforma a comunidade dos discípulos: «Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus» (v. 8). Moisés e Elias desapareceram para que a atenção dos discípulos se voltasse somente para Jesus, o centro da vida e da comunidade que já não precisa mais deles, mas somente de Jesus. Já não sai mais nenhuma voz de Deus pela nuvem, porque quem vê Jesus, vê o Pai (cf. Jo 14,9) e, portanto, quem o escuta, escuta também ao Pai! A comunidade precisa sempre olhar em volta de si mesma e perceber que seu único referencial é Jesus Cristo com seu evangelho. Não vendo mais ninguém como referencial além de Jesus, a comunidade renovada é convidada a descer da montanha e novamente encarar a realidade, continuar o caminho com seus percalços e desafios até enfrentar o maior deles: a cruz! A ideia do comodismo não combina com a comunidade cristã, como soou absurda para Deus a sugestão das tendas por Pedro.

Jesus pede que não contem nada a ninguém daquilo que experimentaram (v. 9), por respeito aos propósitos do Pai, pois deveriam esperar a Ressurreição, e também por prudência, pois se a notícia daquela experiência se espalhasse, novamente grandes multidões emotivas e curiosas se aproximariam dele em busca de sinais e milagres, quando na verdade o verdadeiro sinal estava se aproximando: a cruz e a ressurreição. Eles deveriam anunciar Jesus, o Evangelho, mas da maneira certa, sem alimentar falsas ilusões, nem omitir as suas verdades. E somente à luz da ressurreição é que esse anúncio se torna eficaz e perfeito. É melhor silenciar do que anunciar de modo equivocado. O anúncio distorcido é, sem dúvidas, consequência de uma escuta superficial. Aqui está um dos ensinamentos mais importantes para as comunidades de todos os tempos: a necessita da escuta de Jesus, o Filho Amado.

Dia 01

Com gestos concretos e palavras, podemos ajudar os irmãos e valorizar a vida.

Existem diversas pessoas desanimadas, tristes, sem fé nem esperança, que não conseguem encontrar um verdadeiro sentido para a existência.

O bálsamo para aliviar seu sofrimento pode estar em uma palavra amiga, um pouco de amor e carinho, um sorriso ou um abraço fraterno.

Leve Jesus às pessoas!

Mostre-lhes o verdadeiro caminho, a verdadeira luz e a verdadeira vida.

Ilumine a vida dos irmãos com palavras e sobretudo com seu testemunho.

“Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”. (Mt 5,16).

Evangelho do dia 28 fevereiro sábado 2026


28 fev - Se Deus nos pede o sacrifício de alguma bela flor do nosso jardim, conforte-nos o pensamento de que Ele nos recompensará com juros fazendo brotar muitas outras graças ao orvalho celeste e defendendo-as com carinho das geadas e do frio, até o dia em que as queira transplantar para o Céu. (L 271).
SÃO JOSE MARELLO


Mateus 5,43-48

"Vocês ouviram o que foi dito: "Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos." Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu. Porque ele faz com que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus e dá chuvas tanto para os que fazem o bem como para os que fazem o mal. Se vocês amam somente aqueles que os amam, por que esperam que Deus lhes dê alguma recompensa? Até os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam! Se vocês falam somente com os seus amigos, o que é que estão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu."
E Jesus terminou assim:
- Portanto, estes irão para o castigo eterno, mas os bons irão para a vida eterna."

Meditação:

A grande novidade do Evangelho não é tanto o fato de que Deus é Fonte de bondade, mas que os homens podem e devem agir à imagem do seu Criador: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso!» (Lc 6,36).
Através da vinda do seu Filho até nós, esta Fonte de bondade está agora acessível. Tornamo-nos, por nosso lado, «filhos do Altíssimo» (Lc 6,35), seres capazes de responder ao mal com o bem, ao ódio com amor.
Vivendo uma compaixão universal, perdoando aos que nos fazem mal, damos testemunho de que o Deus de misericórdia está no coração de um mundo marcado pela recusa do outro, pelo desprezo em relação àquele que é diferente.
Impossível para os humanos entregues às suas próprias forças, o amor pelos inimigos testemunha a atividade do próprio Deus no meio de nós.

Nenhuma ordem exterior o torna possível. Só a presença, nos nossos corações, do amor divino em pessoa, o Espírito Santo, permite amar assim.

Este amor é uma conseqüência direta do Pentecostes. Não é em vão que Estêvão, «cheio do Espírito Santo» termine com estas palavras: «Senhor, não lhes atribua este pecado.» (At 7,60)
Esta sexta, e última, antítese da seqüência de Mateus exprime uma das mais fortes contradições com a doutrina dos escribas e fariseus: o amor ao inimigo.
A comunidade de Mateus era formada por convertidos do judaísmo. E estavam sendo perseguidos pelos compatriotas da sinagoga.
A atitude de amor ao inimigo era a coerente maneira de testemunhar a sua fidelidade a Jesus e ao seu projeto. Com o refrão: "Ouvistes o que foi dito... Ora, eu vos digo..." fica afirmada a autoridade de Jesus em substituir a doutrina excludente do judaísmo por sua prática amorosa e libertadora.
Cultivamos a atitude da não-violência, do perdão e reconciliação, para chegar à perfeição que é “O AMOR”. Jesus propõe algo que é difícil de levar a termo: “amar nossos inimigos”, em contraposição do “odiar nossos inimigos”, que é mais instintivo e, aparentemente mais lógico.
Por que perdoar a quem me fez tanto mal? Vivemos em um mundo onde a guerra, a violência, a morte nos ronda buscando a quem devorar.
Continua a proposta de mudança para este tempo de Quaresma. Hoje o modelo apresentado é o do Pai e sua perfeição. Aqui somos convidados a considerar as mudanças que devemos fazer.
Para o amor temos o modelo de Jesus: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei"; para nosso comportamento: trate aos demais como gostaria de ser tratado. São os modelos que devemos seguir e são assim mesmo, o espelho no qual devemos olhar.
A partir desta perspectiva, o mandamento do amor chega ao seu ponto alto: desinteresse, amor sem limites, orar pelos inimigos e perdão para todos.

São as coisas práticas que hoje nos ensina Jesus e que devem estar na ordem do dia nesta quaresma e na comunidade. Não façamos projetos altruístas e gerais com "todos os homens e mulheres do mundo". Não.
Perdoemos um erro de um companheiro, desse que está ao nosso lado, deixemos de lado um comentário maldoso feito a nosso respeito, justifiquemos a pessoa ainda que não estejamos de acordo com a ação, saudemos o que passa ao nosso lado. Isto é mais difícil do que todo mundo, amamos os amigos, os vizinhos, "este" ou "esta" pessoa concreta. Os inimigos nem os vemos, nem cruzam nosso caminho.
Voltemos, porque somente quem ama seu irmão que vê, sem buscar recompensa, realiza o projeto de Deus em sua vida e em sua comunidade, mesmo parecendo impossível.
A proposta do Reino se baseia no amor. O Reino de Deus se constrói na força do amor, não na violência ou na agressividade.
Quem ama é capaz de dar até sua própria vida pelos demais, perdoando inclusive o perseguidor, o que hostiliza, maltrata e o assassino. Este é o milagre do amor: o amor aos inimigos.
Essa é a proposta do Mestre. “Amar os inimigos” torna possível, no seguidor de Cristo, a relação filial com o Pai. Somente assim seremos filhos, sendo semelhantes a Jesus, e sermos misericordiosos como é Deus, nosso Pai.
A exortação de Jesus ao amor aos inimigos é justificada: "Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus". Esta sutil afirmação nos revela que Deus se manifesta como nosso Pai e que a nós cabe a responsabilidade e a iniciativa de assumirmos esta filiação.
Em conclusão nos é feita a exortação imperativa de seguirmos o modelo de perfeição do Pai. Esta perfeição não está no cumprimento das incontáveis observâncias da Lei, mas na prática do amor e da misericórdia.
Este amor, longe de ser um simples sentimento, reconcilia as oposições e cria uma comunidade fraterna a partir dos mais diversos homens e mulheres, da vida desta comunidade sai uma força de atração que pode agitar os corações. É este o amor que eu chamo de perfeito, o amor que perdoa até aqueles que nos podem tirar a vida.

Reflexão Apostólica

A mensagem do monte teria um tremendo impacto se fosse aplicada em nosso meio. O que seria o mundo se Israel parasse de atacar a faixa de Gaza ou se os Talibãs esquecessem a guerra religiosa contra o ocidente?
Pensamos muito no MACRO, mas o que ela (a palavra) pode fazer num MICRO mundo chamado PESSOA? O que aconteceria se cada um se empenhasse de todo coração de toda sua alma como foi sugerido por Jesus em outro momento? Creio eu que o mundo mudaria.
Uma questão: Será que fazer o bem, sem nada querer em troca, passou a ser uma virtude de poucos abnegados que o mundo prefere chamar de TOLOS?
Contam que certa vez um grande homem chamado Ghandi deparou-se com algo extraordinário: Conheceu a história, e bem mais que isso, os ensinamentos de um Jovem Galileu que propunha uma mudança radical no paradigma de como viver e de viver numa determinada época. Ouviu que Ele pregava que o mundo mudaria através de uma transformação, chamada conversão, de única pessoa. Talvez o franzino homem indú tenha dado mais valor a mensagem do monte que nós mesmos.
Se eu mudar hoje talvez o mundo não mude de imediato, mas a conseqüência da minha transformação será análoga a ação de uma pequena pedra no lago, que ao produzir um  impacto local, transforma a realidade e a tranqüilidade ao seu redor visível nas ondas que poderão fazer mover quem vive a vida pairando na superfície, ou seria melhor dizer, já resignado com que vê, ouve e constata.
Minha ação será pequena se eu pensar no MACRO? Ao lembrar agora de uma antiga fábula ou conto de sabedoria, me fez meditar: a estrelinha do mar que voltou para o oceano, lançada por aquele que a escolheu entre tantas outras, mudará o mundo?
Num contexto sócio-político, o que esperar de alguém que não mede esforços para se eleger num cargo eletivo? Como não se lembrar das pessoas que após eleitas tomam conta apenas dos seus (e principalmente dos SEUS interesses) amigos? Como deitam nas suas camas ao saber que milhões ficaram sem merenda porque não votei a favor de uma emenda que não foi proposta por meu partido?
Creio eu que se votássemos num candidato que não me oferecesse nada em troca (um favor, um cargo, uma ajuda) e sim propostas, trabalho e honestidade teríamos mais chance de ver menos gente nas ruas ou morando em favelas. Agora de repente entendo o porquê uma atitude MICRO pode mudar o paradigma de uma MACRO.

Fecho com a reflexão proposta pela CNBB: “(…) Um dos valores mais determinantes da nossa vida é a justiça, mas na maioria das vezes deixamos de lado a justiça de Deus para viver a justiça dos homens, fundamentada na troca de valores e não na gratuidade de quem de fato ama. Quem ama verdadeiramente reconhece que Deus é amor e tudo o que somos e temos vem dele, como prova desse amor gratuito. Assim, as nossas atitudes não podem ser determinadas pelas diferentes formas de comportamento das pessoas que nos rodeiam, mas pelo amor gratuito de Deus que deve fazer com que sejamos capazes de superar toda forma de vingança em nome da justiça e procurar dar a nossa contribuição para que o mundo seja cada vez melhor”.

Pensando somente nos MEUS não mudamos a vida dos SEUS e tão pouca a DELES.

(…) Portanto, sejam perfeitos, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu”.

Dia 28

Que seus dias tenham espaço para novos interesses e experiências, expectativas e oportunidades, sonhos e ideias.

Que estejam suficientemente preenchidos de alegria, paz e amor.

Saiba que o tempo é um mistério; nele são realizados todos os projetos pessoais.

Preste atenção a seus atos.

O ontem já lhe fugiu das mãos, o amanhã ainda não chegou.

Portanto, viva o presente!

“As coisas que ele fez são todas boas a seu tempo.

Além disso, entregou o mundo ao coração deles.

No entanto, o ser humano jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza”. (Ecl 3,11).

 


Evangelho do dia 27 fevereiro sexta feira 2026


27 fev - Ao sofrer por vontade de Deus em alguns de seus membros, a Congregação reflorescerá com maior saúde em todo o corpo. (L 167).
 São Jose Marello

EVANGELHO DO DIA

Mateus 5,20-26
"Pois eu afirmo a vocês que só entrarão no Reino do Céu se forem mais fiéis em fazer a vontade de Deus do que os mestres da Lei e os fariseus.
- Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: "Não mate. Quem matar será julgado." Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Quem disser ao seu irmão: "Você não vale nada" será julgado pelo tribunal. E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno. Portanto, se você estiver oferecendo no altar a sua oferta a Deus e lembrar que o seu irmão tem alguma queixa contra você, deixe a sua oferta ali, na frente do altar, e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e ofereça a sua oferta a Deus.
- Se alguém fizer uma acusação contra você e levá-lo ao tribunal, entre em acordo com essa pessoa enquanto ainda é tempo, antes de chegarem lá. Porque, depois de chegarem ao tribunal, você será entregue ao juiz, o juiz o entregará ao carcereiro, e você será jogado na cadeia. Eu afirmo a você que isto é verdade: você não sairá dali enquanto não pagar a multa toda."

Meditação:

O Reino é dom gratuito, mas não de liquidação. Se ao ouvir falar sobre a gratidão do Reino, pensamos em ficar livres do esforço, nos enganamos.

Se acreditarmos que a Lei era exigente e importante e o evangelho uma ninharia, nos equivocamos. O reino é gratuito e jamais o mereceremos, mas exige todo o esforço que brota do coração que ama, com generosidade e alegria.
Onde a sociedade propõe esforço em busca de méritos, êxito ou dinheiro, os discípulos de Jesus dobram o esforço por “urgência retributiva”. Enquanto alguns se esforçam por cumprir uma legislação, os discípulos de Jesus ativam todas as forças na direção do amor, já que Deus está chamando o irmão para ser tratado sem ressentimento, sem inveja ou competição.
Essa é a radicalidade do Reino, jugo suave que o amor torna uma urgência. E, como se isto fosse pouco, Jesus ensina que nos reconciliemos com o irmão ofendido antes de apresentar oferenda no altar.

O perdão é muito mais que uma experiência religiosa, é uma experiência profundamente humana e libertadora, que ajuda a amadurecer, a crescer na consciência de nossos limites e a libertar nossas potencialidades de amar.
O texto do evangelho de hoje está dentro da unidade maior de Mt 5,20 até Mt 5,48. Nela Mateus mostra como Jesus interpretava e explicava a Lei de Deus. Por cinco vezes ele repetiu a frase: "
Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados..., mas eu lhes digo..." (Mt 5,21.27.33.38.43).
Na opinião de alguns fariseus, Jesus estava acabando com a lei. Mas era exatamente o contrário. Ele dizia: “Não pensem que vim acabar com a Lei e os Profetas. Não vim acabar, mas sim dar-lhes pleno cumprimento (Mt 5,17).
Frente à Lei de Moisés, Jesus tem uma atitude de ruptura e de continuidade. Ele rompe com as interpretações erradas que se fechavam na prisão da letra, mas reafirma categoricamente o objetivo último da lei: alcançar a justiça maior que é o Amor.
Nas comunidades para as quais Mateus escreve o seu Evangelho havia opiniões diferentes frente à Lei de Moisés. Para alguns, ela não tinha mais sentido. Para outros, ela devia ser observada até nos mínimos detalhes. Por isso, havia muitos conflitos e brigas. Uns chamavam os outros de imbecil e de idiota.
Mateus tenta ajudar os dois grupos a entender melhor o verdadeiro sentido da Lei e traz alguns conselhos de Jesus para ajudar a enfrentar e superar os conflitos que surgem dentro da família e dentro da comunidade.

Um dos pontos em que o Evangelho de Mateus mais insiste é a reconciliação, pois nas comunidades daquela época, havia muitas tensões entre grupos radicais com tendências diferentes, sem diálogo.
Ninguém queria ceder diante do outro. Mateus ilumina esta situação com palavras de Jesus sobre a reconciliação que pedem acolhimento e compreensão. Pois o único pecado que Deus não consegue perdoar é a nossa falta de perdão aos outros (Mt 6,14). Por isso, procure a reconciliação, antes que seja tarde demais!

O novo ideal que Jesus propõe é este: "Ser perfeito com o Pai do céu é perfeito!" (Mt 5,48). Isto quer dizer: eu serei justo diante de Deus, quando procuro acolher e perdoar as pessoas da mesma maneira como Deus me acolhe e me perdoa gratuitamente, apesar dos meus muitos defeitos e pecados.

Jesus nos indica, de uma maneira direta, a necessidade de superar comportamentos farisaicos. Convida-nos a superar alguns modelos canonizados ou que nos foram propostos como ideais. Temos fixado normas de conduta e comportamento que precisam de revisão e que precisam ser superadas a partir da comunidade cristã.
Quaresma é um momento propicio para fazer esta revisão e para que nos comprometamos a fazer essa mudança. Esta Quaresma de 2026 deve proporcionar mudanças radicais, de acordo com o evangelho de Jesus e as exigências da comunidade. E ainda que o evangelho de hoje pareça redigito em chave pessoal, não exclui que as mudanças sejam feitas em tom comunitário ou grupal, uma forma de considerar que os outros também tem propostas de mudança em sua vida.
Isto dizemos porque qualquer coisa que fazemos ou dizemos tem seu eco e repercussão na família, no grupo, na comunidade, no ambiente. E é precisamente na comunidade ou no grupo que temos a responsabilidade e missão de sermos criadores de harmonia e paz, recompondo relações tortas e abandonando tensões e discórdias.

A vivência da reconciliação, do perdão, com os irmãos contribui fundamentalmente para a consolidação da vida e para a construção da Paz a que todos aspiramos.

Reflexão Apostólica:

Permitam-me resgatar o último parágrafo da reflexão de ontem: Estamos na Quaresma… Quantos pedidos, promessas e renúncias fazemos e o que será de mudança concreta em nós, apenas as palavras e lindas orações? Estamos refletindo "A Fraternidade e a Saúde Pública", e eu o que faço?”.

Diz a programação neurolinguística que o corpo “fala”. E como fala! Vamos então aproveitar o que ela diz e casarmos com a afirmação que o Senhor nos apresenta: ” (…) Pois eu afirmo a vocês que só entrarão no Reino do Céu SE FOREM MAIS FIÉIS EM FAZER A VONTADE DE DEUS do que os mestres da Lei e os fariseus”.

O que seria ser MAIS FIEL? Talvez seja o que João um dia mencionou em uma das suas cartas (I Jo 4, 20-21):  (…) Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. E este é o mandamento que dele recebemos: quem ama a Deus, ame também seu irmão”.

Dureza não é?  Mais creio que ainda temos mais a ver.

O corpo não esconde o que de fato pensamos. Você já reparou, quando, em uma reunião, não dá pra esconder nossa insatisfação se nosso corpo torce a boca, franze a testa, se viramos o rosto ou bocejamos?

Não dá pra fingir que prestamos atenção no irmão, no chefe, no colega se nosso corpo insiste em ficar com os braços cruzados, procurando defeitos…

Por outro lado também nosso corpo não consegue esconder as preocupações que se revelam nos cabelos brancos, na cara abatida, no ar cansado…

Fidelidade também é não envelhecer pelo que não é pra nós. Digo isso pelas pessoas que lidam com pessoas, em especial nossos irmãos de comunidade que sofrem com os irmãos “abençoados”, que também são cristãos e que toda comunidade tem. Pessoas que Jesus nos pede pra amar, mas que ainda não amadureceram para amar as pessoas.

Ser AINDA mais fiel é não perder o dia com discussões pequenas e fundamentadas em picuinhas. É ser devoto, se necessário, de SÃO GRECIN (aquele shampoo) e não cultivar sentimentos nocivos e tão poucos cabelos grisalhos por causa deles. É perda de tempo procurar soluções que só virão com o tempo.

Ser AINDA MAIS FIEL é exercer a paciência. É entender o que padre Jonas disse certa vez: "O sentimento é seu, mas a cara é dos outros! Como convencerei que esse mundo que sonhamos vale a pena com cara de abatidos?"

Precisamos estar dispostos e sempre apresentáveis e em dia com a nossa saúde. Criticados, aporrinhados, citados, apontados sempre seremos, pois ao abraçar a cruz estamos sujeitos a levar por Cristo as chicotadas do percurso. O cordeiro não levantou a voz! Ser fiel é prosseguir!

(…) Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião. ELE NÃO GRITA, NUNCA ELEVA A VOZ, NÃO CLAMA NAS RUAS. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. ANUNCIARÁ COM TODA A FRANQUEZA A VERDADEIRA RELIGIÃO; NÃO DESANIMARÁ, NEM DESFALECERÁ, até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos”. (Is 42, 1-4)

Reanime e continue!

Propósito: Procurar acolher e perdoar as pessoas, da mesma maneira como Deus me acolhe e me perdoa gratuitamente, apesar dos meus muitos defeitos e pecados.

Dia 27

A vida é um caminho entremeado de sonhos, esperanças, alegrias, tristezas, vitórias, fracassos, amor, ilusões.

O encanto da vida, a alegria de viver, vem da multiplicidade de fatos, quando se sabe extrair o principal, que é aprender a ser feliz...

Ser feliz, apesar das dificuldades, dos problemas, das tristezas...

Sentir Deus em cada segundo, em cada minuto da vida...

Quando colabora para a felicidade do próximo, você também se torna feliz.

A verdadeira fonte de felicidade está em Deus e nos pequenos gestos do dia-a-dia

“Felizes os que procedem com retidão, Os que caminham na lei do Senhor.”

(Sl 119[118]).

 


Evangelho do dia 26 fevereiro quinta feira 2026


26 fev -
Repitamos sempre: “Omnia cooperantur in bonum” tudo coopera para o bem, até nas menores coisas, como já há tempo a experiência nos tem ensinado. (L 167). SÃO JOSE MARELLO


Mateus 7,7-12

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! 8Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate a porta será aberta.
9Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? 10Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? 11Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! 12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas”.

Meditação:

Se tivéssemos consciência do que Jesus nos fala neste Evangelho e percebêssemos realmente a profundidade das Suas palavras, com certeza nós nunca desanimaríamos diante dos desafios da nossa vida.

O pedir o procurar e o bater são ações de caráter imprescindível da nossa existência humana. Vivemos continuamente este movimento no nosso dia a dia.

Normalmente, no entanto, nós pedimos, procuramos e batemos em busca das coisas que nós consideramos essenciais e absolutamente necessárias para saciar a nossa fome de prazer, de possuir e de poder.

Esta sequência de exortações são um estímulo à perseverança na consecução de um objetivo e, particularmente, à oração perseverante a Deus. Elas são apresentadas por Lucas praticamente com as mesmas palavras, no contexto do estímulo à oração.

Duas comparações com o pai ou mãe que sabem dar coisas boas aos filhos, mostram que se o amor humano é limitado o amor de Deus é infinito. A afirmação: "vós que sois maus..." indica um certo pessimismo da tradição apocalíptica.

Na conclusão, a máxima de comportamento: "Tudo quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles", é um patrimônio da cultura universal. Ela exprime uma experiência universalmente reconhecida como válida.

A comunidade de Mateus se depara com o problema de definir sua posição a respeito da Lei de Moisés. Já no sermão da montanha, Jesus tinha dado pistas novas que definiam o autêntico caminho do discípulo; talvez os ouvintes não vissem mais a necessidade de sequer recorrer à lei mosaica para orientar sua conduta e suas relações interpessoais; contudo, Jesus se pronuncia de um modo contundente: “Não pensem que vim para abolir a Lei ou os Profetas...” (5,17), uma maneira de referir-se a toda a Escritura.

Para Jesus, o cumprimento da Lei de Moisés e da nova Lei que ele mesmo está propondo, vai muito além do mero apego e do simples apelo a normas e preceitos de uma maneira externa e desumanizada: Este é o modelo dos escribas e fariseus, que constituíam o paradigma do legalismo: a lei pela lei.

O discípulo de Jesus, através da Nova Lei, tem que demonstrar com sua vida e seus atos o modelo de homem novo, criatura nova, renovada graças à recuperação do genuíno espírito da lei antiga, que era fundamentalmente o serviço e a opção pela justiça e pela vida.

A nós cristãos é feito o convite nas leituras para que invoquemos a presença de Deus em nossas vidas e comunidades e o melhor é que podemos fazê-lo nas mais distintas circunstancias. 

O exemplo de Ester, a concubina de Asuero: "Não tenho outro defensor fora de ti, Senhor." (Ester 14, 1-3.5.12-14), o salmo: "Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor! " (Sl 137,1-3.7-8) e as belíssimas palavras do evangelho nos animam a isso. Só nos falta uma atitude muito confiante, segura e sincera para que nos aproximemos do Deus da vida.
Fica, pois, esse grande comentário, feito no sentido positivo (nós o sabemos e aplicamos aos demais quase sempre em formulação negativa) de "tratar aos demais como gostaríamos de sermos tratados".

É um elemento de convivência e de construção comunitária que nos faz muita falta para evitar uma série de vivências que tornam opacos os valores do evangelho.

Estejamos atentos aos modelos oferecidos nos próximos dias em relação à perfeição e ao amor aos demais, neles estará a chave para completar, como em um grande mosaico, a presença de Deus em nossos grupos com os valores que o Reino requer.
E estejamos atentos quando pedirmos "coisas" a Deus, porque podemos nos enganar. Jesus nos convida a pedir, mas não garante que nos será dado exatamente o que pedimos, mas sim "coisas boas".

Neste tempo de conversão, somos desafiados a empenharmo-nos, assiduamente, na oração a Deus e a assumirmos que o bem que eu faço aos outros é o meu próprio bem.

 

Reflexão Apostólica:

Antes de começar esta reflexão... vamos parar um pouquinho rezar e pedir a presença de Deus nessa meditação, nessa oração... 
É um evangelho que tantas vezes já escutamos....e muitas vezes lemos correndo por já conhecer... Mas hoje Deus nos convida a olharmos com calma para este trecho....
Muitas vezes ao ouvir ou ler este evangelho nos questionamos... É pedir e receber... parece tão simples, tão fácil... mas quantas coisas pedimos e não recebemos? 
Várias vezes já nos explicaram que "precisamos saber pedir", "que não sabemos rezar" e que é preciso rezar como Jesus rezava "seja feita a tua vontade". E muitas vezes rezamos: "Senhor, se for da tua vontade...."
 Mas mesmo assim, mesmo pedindo para que aconteça a vontade de Deus, quantas vezes rezamos e nada acontece e esse trecho "Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! 8Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate a porta será aberta", ainda muitas vezes parece fora da nossa realidade cotidiana....
 Refletindo com mais calma sobre o trecho vemos que em nehum momento Jesus disse quando será dado, quando será achado, quando a porta será aberta.

Ele apenas diz: "Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta". A nossa mentalidade é que já está programada pra pensar que o tempo entre pedir e receber tem que ser curto.."pra ontem". Como quase tudo na sociedade moderna tem que ser "pra ontem", tem que ser em alta velocidade, tem que apresentar resultado rápido
Mas precisamos lembrar que o tempo é criatura de Deus, que Deus é o Senhor do tempo, e sua ação em nossas vidas não precisa respeitar a cronologia humana, e sim a nossa cronologia precisa respeitar, mesmo muitas vezes sem compreender, o "tempo de Deus".
O nosso "Pedir", o "Procurar", o "Bater" precisam ser constantes, de cristão que entendem que é a vontade de Deus e não a nossa...que também é o tempo de Deus e não o nosso...

Na verdade, nós nos submetemos diante dos reis e dos governantes da terra por um punhado de sucesso, de reconhecimento do nosso potencial humano ou então nos degradamos e nos corrompemos para conquistar um lugar ao sol ou ainda nos humilhamos para nos apossar do coração de alguém.

Fazemos mil e uma piruetas para buscar, fora, o pão que mata a nossa fome de amor. Porém, não percebemos que o que poderá alimentar a nossa alma e o nosso corpo está escondido dentro de nós e faz parte da essência da nossa alma, pois vem da fonte que jorra dentro de nós.

 Dentro de nós há uma fonte de amor para qual nós devemos nos voltar a fim de pedir, procurar e bater em busca das “coisas” de que nós precisamos realmente.

A fé no amor de Deus é o alimento imprescindível da nossa existência humana. Deus sabe que nós precisamos do Seu amor como alimento, todavia, Ele espera a nossa livre vontade, o nosso querer e o nosso desejar para abrir as comportas e nos conceder tudo o que nós queremos alcançar.

O Pai está no céu do nosso coração e espera a nossa adesão e o nosso desejo de possuir tudo o que Ele já designou para nos presentear. Pedir, procurar, bater, é perseverar na vivência do Evangelho com esperança e determinação. Não podemos nos escusar nem perder a grande chance da nossa vida buscando fora de nós pedra e cobra quando o Pai nos oferece pão e peixe, hoje.

Por isso, também não podemos deixar para pedir, procurar e bater somente amanhã o que hoje nos é oferecido. Todo aquele que pede recebe, quem procura acha, e a quem bate, a porta se abre.

Alimentados com o pão do amor nós conseguiremos também cumprir o que a lei e os profetas nos propõem: fazer aos outros tudo aquilo que nós desejamos que façam a nós. 

O que você tem pedido a Deus: pão ou pedra; peixe ou cobra? O que na verdade você precisa pedir a Deus? Aonde você tem buscado alimento e proteção? Você tem batido nas portas dos homens para receber o que está à sua disposição dentro do seu coração?

Propósito:

Pai, dá-me um coração grande, capaz de demonstrar um amor imenso ao meu semelhante, na total gratuidade e sem interpor restrições.

Dia 26

Quando estiver triste ou desanimado, lembre-se de que existe um só remédio: confiar em Deus.

Nos momentos difíceis de angústia, impaciência, revolta, preocupação, depressão, abandono e solidão, doença e morte, é fundamental entregar-se nas mãos de Deus, para que Ele tome conta da situação.

Tudo é possível para aquele que acredita em Deus.

“O meu Deus proverá magnificamente, segundo a tua riqueza, no Cristo Jesus, a todas as vossas necessidades”. (Fl 4,19).

 

evangelho do dia 25 fevereiro quarta feira 2026


25 fev - “Sunt bona mixta malis”. Há coisas que satisfazem os gostos humanos, misturadas com outras que parecem más, se a razão não busca a sua luz na fé. (L 167). 
São José Marello


Lucas 11,29-32
"Quando a multidão se ajuntou em volta de Jesus, ele começou a falar e disse o seguinte:
- Como as pessoas de hoje são más! Pedem um milagre como sinal de aprovação de Deus, mas nenhum sinal lhes será dado, a não ser o milagre de Jonas. Assim como o profeta Jonas foi um sinal para os moradores da cidade de Nínive, assim também o Filho do Homem será um sinal para a gente de hoje. No Dia do Juízo a rainha de Sabá vai se levantar e acusar vocês, pois ela veio de muito longe para ouvir os sábios ensinamentos de Salomão. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Salomão. No Dia do Juízo o povo de Nínive vai se levantar e acusar vocês porque, quando ouviram a mensagem de Jonas, eles se arrependeram dos seus pecados. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Jonas."

Meditação:

"Para muitas pessoas, Deus deve manifestar-se constantemente para todos, pois somente assim o mundo poderá crer. Na verdade, essas pessoas querem uma demonstração evidente da existência de Deus e da sua presença no nosso dia a dia, porém o Evangelho de hoje nos mostra que assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, Jesus é um sinal para nós, e Jonas foi um sinal para os ninivitas apenas por suas palavras, que os ninivitas ouviram e creram. Deste modo, Jesus é um sinal para nós por sua palavra e é nela que devemos crer e não ficar exigindo que ele fique realizando “milagres” para que fundamentemos a nossa fé." (CNBB)
O evangelho de hoje nos apresenta uma acusação muito forte de Jesus contra os fariseus e os escribas. Eles queriam que Jesus lhes mostrasse um sinal, porque não acreditavam nos sinais e nos milagres que estava realizando. Esta acusação de Jesus continua nos evangelhos dos próximos dias.
Meditando estes evangelhos devemos fazer muita atenção a não generalizar a acusação de Jesus como fosse dirigida ao povo hebreu.
No passado a ausência desta atenção, contribuiu infelizmente para aumentar em nós cristãos o anti-semitismo que causou tantos males à humanidade ao longo dos séculos.
Em lugar de levantar o dedo contra os fariseus do tempo de Jesus, é melhor espelharmo-nos nos textos para descobrir neles o fariseu que vive escondido em nossa Igreja e em cada um de nós, e que merece esta crítica pro parte de Jesus.
Naquele tempo, enquanto a multidão se apinhava, Jesus começo dizendo: ‘Esta geração é uma geração perversa; ela procura um sinal, mas não lhe será sinal algum a não ser o sinal de Jonas’”.
O evangelho de Mateus informa que eram os fariseus e os escribas os que pediam um sinal (Mt 12,38). Queriam que Jesus realizasse para eles um final, um milagre, de modo que pudesses ter a prova irrefutável se era o enviado de Deus, como eles o imaginavam.
Queriam que Jesus se submetesse aos critérios deles. Queriam inseri-lo no esquema do messianismo deles. Neles não havia uma qualquer abertura para uma possível conversão. Mas Jesus não se submeteu a este pedido.
O evangelho de Marcos afirma que Jesus, diante dos pedidos dos fariseus, suspirou profundamente (Mc 8,12), provavelmente de desgosto e de tristeza diante de tamanha cegueira. Porque de nada serve apresentar um quadro muito bonito a quem não quer abrir os olhos.
O único sinal que será dado é o sinal de Jonas. “Porque como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também o Filho do homem o será para esta geração”. Como será este sinal do Filho do homem?
O evangelho de Mateus responde: “De fato, como Jonas ficou três dias e três noites no ventre do peixe, assim o Filho do Homem ficará três dias e três noites no ventre da terra” (Mt 12,40).
O único sinal será a ressurreição de Jesus. Este é um sinal que, no futuro, será dado aos escribas e aos fariseus. Jesus, condenado a morte e a uma morte de cruz, será ressuscitado por Deus e continuará a ressuscitar de muitas maneiras naqueles que acreditam nele. O sinal que converte não são os milagres, mas o testemunho de vida!
A alusão à conversão do povo de Nínive associa e lembra a conversão da Rainha de Sabá: “A rainha do sul levantar-se-á no juízo junto com os homens desta geração e os condenará; porque ela veio da extremidade da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis, aqui está alguém mais que Salomão!
Esta lembrança quase ocasional do fato da Rainha de Sabá que reconhece a sabedoria de Salomão, faz ver como era utilizada naquele tempo a Bíblia. Era por associação. A regra principal da interpretação era esta: “A Bíblia se explica com a própria Bíblia”. Até hoje, esta é uma das normas mais importantes para a interpretação da Bíblia, sobretudo para a Leitura da Palavra de Deus num clima de oração.
Depois da digressão sobre Salomão e sobre a Rainha de Sabá, Jesus volta a falar sobre o sinal de Jonas: “O povo de Nínive se levantará no juízo junto com esta geração e a condenará: porque ele à pregação de Jonas se converteu”.
Os habitantes de Nínive se converteram diante do testemunho da pregação de Jonas e denunciam a incredulidade dos escribas e dos fariseus. Porque “aqui esta alguém mais do que Jonas”. Jesus é maior que Jonas, mais que Salomão. Para nós cristãos, é a chave principal da escritura (2Cor 3,14-18).
Nínive se converte à pregação de Jonas. Os escribas e os fariseus não se converteram. Hoje os apelos da realidade provocam mudanças e conversões nos povos do mundo inteiro: a ameaça ecológica, a urbanização que desumaniza, o consumismo que massifica e aliena, as injustiças, as violências etc. Muitos cristãos vivem distante destes apelos de Deus que nascem da realidade.

Jesus veio anunciar a conversão, não somente aos judeus, mas também aos pagãos, oferecendo a todos o perdão universal de Deus.

Os contemporâneos de Jesus estão com o coração endurecido diante do chamado de Deus à conversão. Eles possuem um sinal. A não conversão indica a condenação no juízo final.

Precisamos transformar nossa vida. Aproveitemos ao máximo este tempo de quaresma para reconhecer os sinais de salvação de Jesus, escutar e digerir suas palavras de vida e abrir o ouvido e o coração à sua proposta de salvação. Dia estranho e peculiar, este dia 29 de fevereiro que somente se apresenta a cada quatro anos e não sempre...

 Como vimos, Jesus critica os escribas e os fariseus que conseguiam negar a evidência, tornando-se incapazes de reconhecer o chamado de Deus nos acontecimentos. E nós cristãos hoje, e eu: merecemos a mesma crítica de Jesus?

Reflexão Apostólica:

Uma “polêmica” seqüência de afirmações! Deve ter sido isso que pensaram os que ouviram Jesus no evangelho de hoje. Tão polemica que foi narrada por três dos quatro evangelistas. Trazendo à nossa realidade poderíamos perguntar: quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

Um fato: Nossa fé é muito frágil e alicerçada no que podemos ver e não deveria ser assim. Reparem um fato real do nosso dia-a-dia.

“(…) Vamos a uma loja, escolhemos uma TV das mais modernas, de uma marca boa e confiável. Verificamos se o preço está ao nosso alcance e, antes de concluir a compra, pedimos para que o vendedor abra a caixa e ligue o aparelho. É triste só saber em casa que esses novos aparelhos LCD não funcionam sem antena externa, exceto aqueles que já vêm com conversor embutido.

Ao chegar em casa, abrimos a caixa, colocamos a TV num lugar de destaque, compramos uma antena do Paraguai (porque é baratinha), ligamos a TV e… cadê a imagem que aparecia na loja? Não nos damos por vencidos! Fazemos umas bolinhas de Bombril (risos, fazendo propaganda da marca de graça), colocamos na ponta da antena, mas... a TV insiste ainda em não ter a imagem da loja”.

Só agora descobrimos que precisamos da antena externa que, em conjunto com a mão de obra, cabos, conexões, nos custará em torno de cento e cinqüenta reais. Não temos dinheiro para o serviço, mas conhecemos um amigo que sabe fazer um “gato” na TV a cabo e pronto! Agora, resolvemos o problema da TV!"

Ai está o grande problema da Fé – Nela não dá pra fazer GATO

Acertamos quando procuramos por Deus, mas erramos quando esperamos uma retribuição pelo encontro, pela fidelidade, pelo tempo de convívio… Conseguimos, porventura, imaginar o caos que seria se tudo que queremos fosse atendido por Ele, somente porque queremos e não porque realmente precisamos?

Precisamos aprender a meditar antes de comprar (tomar uma atitude, fazer algo), saber que precisaremos da antena, ter o dinheiro. Isso leva tempo, mas não gostamos de planejar nossos passos. Tomamos muitas atitudes por impulsos, sem a razão, por pura emoção e, depois, olhamos para o céu, pomos nossos joelhos no chão, fazemos um “GATO” de oração e ainda culpamos Deus por não termos visto um milagre!

“(…) A oração é uma busca por Deus. É não se contentar de vê-lo passar sem o tocá-LO. Portanto O FOCO DA ORAÇÃO NÃO É O PEDIDO E SIM A CONVERSA”.

É difícil entender um povo (nós) que deseja ver o peixe engolindo Jonas e não ver a baleia que nos engole todo dia…

“(…) Vejo meu filho indo pra escola e mal leva um caderno – Deus! Ajuda meu filho a passar de ano; “(…) vejo meu filho adolescente andando com uma turminha difícil – Oh Deus! Pede pro meu filho voltar pra casa cedo! “(…) Sei que o emprego de política dura três meses – Meu Senhor! Ajuda meu candidato vencer e eu ganhar um DAS (cargo de confiança). Deus se apresenta a nós, no entanto já nos encantamos pelo doce preguiça, pela omissão, pela mediocridade.

Se nossa oração é como o Bombril (quebra galho) na antena dos nossos problemas, infelizmente temos o que merecemos. Deus conhece nossas lutas, aflições, sofrimento. Ele não é um Deus perverso ou sádico. Talvez precisemos hoje reconhecer que, se vivemos uma situação de aflição momentânea, foi porque fizemos da vida um GATO, mas ainda é tempo de voltar a crer. Atrever-nos a mudar.

Quando sentamos e rezamos o que pedimos? Coisas visíveis ou Invisíveis?

Pedimos que Ele nos ajude a pagar a conta que vence hoje ou que apareça uma nova oportunidade de emprego, um novo serviço, (…)? Pedimos pelo filho que se enveredou nas drogas ou que Ele nos conceda a sabedoria de como lidar com a situação existente ou que surjam?

Na oração é que Deus conversa. Conversar é dialogar. É ouvir e falar. Vou pedir, mas vou ter que também escutar.

Que Deus nos abra os olhos para ver sinais e ouvidos para acolher e entender a Palavra do Seu Filho, Jesus Cristo nosso Senhor.

Portanto! Façamos nossa parte do milagre! Sem “GATOS”

Dia 25

Na vida, existem dias em que a jornada se torna muito pesada.

Então, a tendência natural do ser humano é enxergar tudo de modo menos positivo.

Nesses momentos, lembremo-nos de Jesus.

Quando estava na cruz, havia motivos para amaldiçoar os que zombavam dele; tinha o poder para fazer o que quisesse.

No entanto, adotou uma atitude que provoca uma profunda reflexão: perdoou a todos os que fizeram sofrer.

Isso mesmo! Perdoou a todos!

Na vida, se algo não estiver bem, não perca tempo! Pratique sempre o perdão!

“Jesus dizia: ´Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem! ´”

(Lc 23,34).

 

 


EVANGELHO DO DIA 01 MARÇO 2026 - 2º DOMINGO DA QUARESMA

  01 março – Vamos parar um pouco para podermos ouvir a voz de São José: estamos no seu lindo mês. (L 208). São José Marello Leitura do ...