quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

EVANGELHO DO DIA 22 FEVREIRO 2026 - 1º DOMINGO DA QUARESMA


22 fev - Rezemos e curvemo-nos resignados diante da vontade do Deus Providência. (C 51). São José Marello


Mateus 4,1-11

Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo. Ele jejuou durante quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. O tentador aproximou-se e disse-lhe: "Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!" Ele respondeu: "Está escrito: 'Não se vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus'". Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe: "Se és Filho de Deus, joga-te daqui abaixo! Pois está escrito: 'Ele dará ordens a seus anjos a teu respeito, e eles te carregarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra'". Jesus lhe respondeu: "Também está escrito: 'Não porás à prova o Senhor teu Deus'!" O diabo o levou ainda para uma montanha muito alta. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua riqueza, e lhe disse: "Eu te darei tudo isso, se caíres de joelhos para me adorar". Jesus lhe disse: "Vai embora, Satanás, pois está escrito: 'Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele prestarás culto'". Por fim, o diabo o deixou, e os anjos se aproximaram para servi-lo.

REFLEXÃO PARA O 1º DOMINGO DA QUARESMA – MATEUS 4,1-11 (ANO A) 22 fev 2026 

Após uma sequência de seis domingos, a liturgia interrompe o tempo comum para viver e celebrar um de seus tempos mais fortes, a Quaresma, iniciada na Quarta-Feira de Cinzas, com o convite à conversão, em preparação à Páscoa do Senhor. Hoje, celebramos o primeiro domingo deste tempo especial. Como acontece todos os anos, o evangelho do primeiro domingo da Quaresma compreende a narrativa das tentações pelas quais passou Jesus no deserto, logo após ser batizado, como preparação para o início de seu ministério. Esse é um episódio presente nos três evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), um dado que confirma a sua grande importância para as primeiras comunidades cristãs. Neste ano, por ocasião do ciclo litúrgico A, nós lemos a versão das tentações do Evangelho de Mateus –  4,1-11. Se trata de um texto bastante rico, muito bem elaborado, tanto do ponto de vista literário quanto teológico, com uso abundante de linguagem simbólica. 

Marcado por forte simbologia, o evangelho de hoje corre o sério risco de ser mal compreendido, devido a nossa tendência equivocada de considerar os evangelhos como livros de crônicas exatas da vida de Jesus, esquecendo o aspecto simbólico que predomina neste tipo de relato. Por isso, é necessário, a nível de introdução, fazer algumas considerações importantes para uma adequada compreensão. A fonte original deste relato é o Evangelho de Marcos, e não dá nenhum detalhe sobre o nível e a modalidade das tentações. Marcos apenas diz que «Jesus esteve no deserto durante quarenta dias sendo tentado por Satanás» (Mc 1,13); dessa informação simples e vaga, o evangelista Mateus, com muita criatividade, e atendendo às necessidades da sua comunidade, ilustrou a história que lemos hoje na liturgia, como fez também Lucas (cf.  Lc 4,1-13).

A nível de contexto, é imprescindível recordar que o relato das tentações segue, imediatamente, ao relato do batismo – cf. Mt 3,13-17 – e, por isso, ambos estão intrinsecamente relacionados. Ainda antes do batismo, João tinha anunciado Jesus como o Messias, em sua pregação. Ora, no batismo o Espírito Santo desceu sobre Jesus e, do céu, o próprio Pai o declarou como o seu “Filho Amado”. Logo, o principal objetivo do evangelista com este episódio de hoje é apresentar o comportamento de Jesus como o enviado de Deus, ou seja, o “Filho amado do Pai”, conforme a revelação no batismo, cena anterior ao texto de hoje. E ele vai mostrar que Jesus permanecerá fiel aos propósitos do Pai, rejeitando todas as propostas que não condizem com os valores do Reino, sintetizadas aqui pelas três tentações apresentadas pelo diabo. Portanto, esse é um texto programático para a comunidade cristã, pois indica como deve agir e resistir ao mal quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo, missão comum a todos os batizados e batizadas.

Iniciamos nossa reflexão considerando os dois primeiros versículos do texto: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, sentiu fome» (vv. 1-2). Ora, o mesmo Espírito Santo que desceu em forma de pomba (cf. Mt 3,16) no batismo, acompanhará Jesus em todos os seus passos e ações; com o batismo, foi inaugurada sua vida pública, e essa, do início ao fim, será marcada pela presença do Espírito Santo, e não apenas quando Ele vai ao deserto. Aqui, o deserto não é um indicativo geográfico, mas teológico. A ida de Jesus ao deserto, antes de tudo, indica que ele está inserido na história do povo de Israel, fazendo parte desse e, portanto, estará sujeito aos mesmos riscos pelos quais Israel passou, desde a saída do Egito até a conquista da terra. Logo, também o caminho de Jesus, do nascimento à ressurreição, será marcado por riscos, perigos e provas, uma vez que Ele, mesmo sendo o “Filho Amado” de Deus, é verdadeiramente ser humano, assumiu a humanidade em todas as suas dimensões. Embora o deserto evoque a provação e a dificuldade, é também o lugar ideal para o bom relacionamento com Deus, por isso, quando o povo demonstrava infidelidade, os profetas apresentavam a necessidade de retornar ao deserto para voltar a viver o ideal da aliança (cf. Os 2,14; 9,10; 13,5; Am 2,10; 5,25). Uma vez que o deserto também é sinônimo de provação e perigo, o evangelista quer dizer que aquele que tem a sua vida conduzida pelo Espírito, não está imune aos perigos da vida, não é uma pessoa blindada. O autor das tentações é o diabo (em grego: διαβολος – diábolos), palavra grega que literalmente significa aquele que divide e atrapalha, como é tudo o que se opõe à concretização do Reino de Deus e ao caminho de Jesus. Logo, o diabo não é uma pessoa ou um ser específico, mas todo percalço posto diante do projeto de Deus; muitas vezes é a própria estrutura das comunidades que teimam em ofuscar o Evangelho.

Se o deserto não é um dado geográfico, assim também os “quarenta dias” que Jesus lá passou não podem ser considerados como um dado cronológico exato. Mais uma vez, trata-se de um dado teológico, e de grande relevância. São muitas as ocorrências do número quarenta relacionado ao tempo no Antigo Testamento: a duração do dilúvio foi de quarenta dias e quarenta noites (cf. Gn 7,4.12.17); Moisés passou quarenta dias sobre a montanha, antes de receber a Lei (cf. Ex 32,28); a caminhada do povo de Deus no deserto durou quarenta anos, sendo esse um tempo de fidelidade e infidelidade, idolatria e prova (Ex 44,28); e o profeta Elias caminhou durante quarenta dias rumo ao monte Horeb (cf. 1 Rs 19,8). Além de evocar acontecimentos e personagens importantes da história de Israel, esse número quer dizer também uma etapa completa, ou seja, uma vida inteira, uma geração (quarenta anos). Quando se trata de dias, é o tempo necessário para assimilar um grande ensinamento. Portanto, significa que toda a vida de Jesus foi marcada pela prova e, assim, é também a vida da comunidade cristã. Isso deve levar os cristãos e cristãs a uma vida vigilante sem, jamais, cair nos comodismos que podem surgir. Quer dizer que a Igreja não pode, em momento algum da história, aceitar qualquer sinal de conforto, principalmente quando ofertado pelos detentores do poder.

A primeira tentação diz respeito à maneira de relacionar-se com as coisas; a lógica do império incentivava o consumo e a satisfação dos desejos, o que Jesus rejeita. Eis o que diz a primeira tentação: «Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: ‘Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães! Mas Jesus respondeu: ‘Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’» (vv. 3-4). Embora faminto, Jesus percebe que não é suficiente saciar-se de pão naquele momento, pois a vida pede muito mais do que pão. Por isso, com base na Escritura (cf. Dt 8,3), Ele não dispensa o pão, mas diz que o homem não pode viver “somente” dele. A vida digna e plena não depende somente do alimento material, mas de todos os valores do Reino contidos na “Palavra que sai da boca de Deus”, que será explicitada no dec0rrer do seu ministério. O messianismo da época previa um messias milagreiro, ao que Jesus se opõe radicalmente; Ele não veio ao mundo para resolver os problemas de maneira fácil e cômoda, como queriam e ainda querem muitos grupos e movimentos religiosos. Por sinal, essa é única vez em que o evangelista Mateus dá ao diabo o nome de “tentador” (em grego: πειράζων – peirazón), uma derivação do verbo tentar (em grego: πειράζω – peirázo), o mesmo verbo que ele aplica aos líderes religiosos, especialmente os fariseus, que põe Jesus à prova durante o evangelho (16,1; 19,3; 22,18.35).

A segunda tentação chama a atenção para a relação com Deus: «Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: ‘Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, mas para que não tropeces em alguma pedra’. Jesus lhe respondeu: ‘Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’» (v. 5-7). Ora, no templo de Jerusalém, onde a religião dizia que Deus morava, o que mais se podia esperar era milagres! Jesus resiste à tentação do milagre fácil, rejeitando o Deus vendido pelo templo; o seu Deus não é aquele que distribui anjos por todas as partes para guiar e proteger os seus “filhos bons” e castigar os maus, como afirmava a religião da época, não é o Deus das visões e aparições nem dos espetaculares prodígios, mas é o Deus da simplicidade, das coisas pequenas, porque age a partir de dentro do ser humano.

A terceira tentação diz respeito à relação com o próximo, sobretudo quanto à maneira de conceber e exercer o poder: «Novamente, o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória, E lhe disse: ‘Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar’. Jesus lhe disse: ‘Vai-te embora, Satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor, teu Deus, e somente a ele prestarás culto’» (vv. 8-10). A lógica religiosa-imperial incentivava a busca constante por prestígio e poder e, consequentemente, de domínio sobre o outro. Cada vez mais alimentavam-se as expectativas de um messias glorioso e poderoso, capaz de julgar e condenar todos os ‘inimigos’ de Israel. Para decepção de muitos, Jesus apresentou-se como messias servo e sofredor. Por isso, rejeita toda e qualquer forma de poder, pois, mesmo que esse seja exercido em nome de Deus, será sempre de origem diabólica, uma vez que impede a concretização de uma fraternidade universal. O diabo apresenta a Jesus todos os reinos do mundo; significa que há muitos, enquanto Jesus falará de um único Reino, o Reino dos Céus, como sinal de unidade e fraternidade. A multiplicidade de reinos do mundo significa a falta de concórdia e harmonia, decorrente das formas tirânicas e ilegítimas do exercício do poder.

Ao invés de poder, Jesus escolherá o serviço como meio de exercício de sua autoridade, e fruto de suas convicções de Filho Amado do Pai. Ele não quis e nem quer o domínio do universo; quis e quer apenas que o seu amor chegue, através dos seus seguidores e seguidoras, em todos os confins da terra e, assim, que a humanidade seja transformada por esse amor. É claro que o evangelista não descreve o diabo como dono do mundo; mas está denunciando que o poder exercido até então, em todos os reinos, marcado pela exploração, injustiça e opressão, segue a lógica diabólica, à qual o Evangelho se contrapõe com o Reino dos Céus anunciado por Jesus, marcado pelo amor, pelo serviço, a justiça e a fraternidade. 

Na conclusão, diz o evangelista: «Então o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus» (v. 11). O diabo se afastou porque não encontrou em Jesus um aliado. Devido à sua comunhão de amor com o Pai, Jesus sabia discernir e fazer opção pelo lado do amor e da justiça, inclusive, foi para isso que o Pai lhe enviou ao mundo. Ao falar do serviço dos anjos a Jesus, o evangelista emprega um verbo que significa especificamente o serviço de mesa, ou seja, o serviço do pão. É esse o sentido do verbo grego “diakonêo” (διακονέω), do qual deriva o termo diácono (em grego: διάκονος – diáconos). Ao invés de comer um pão fruto de uma mera demonstração de poder, Jesus recebe o pão como dom gratuito; e aquilo que é dom deve ser partilhado, como ele mesmo fará, seja partilhando o pão com as multidões famintas (cf. Mt 15,32-39), seja doando a sua própria vida como alimento (cf. Mt 26,26-30).

As três tentações ou provas relatadas no evangelho de hoje são proposta e contraproposta de como o ser humano deve relacionar-se com as coisas, com Deus e com o próximo. São como uma parábola da vida de Jesus. O diabo apresenta a lógica da ordem vigente, seja religiosa ou política, e Jesus propõe um caminho alternativo, o que vai caracterizar o Reino dos Céus como uma sociedade alternativa a todas formas de organização social até então experimentadas pela humanidade, amparadas ou não pela religião. Diante disso, parece haver um debate ou disputa de conhecimento da Escritura entre o diabo e Jesus. É uma nítida antecipação do que ocorrerá em toda a vida de Jesus, sobretudo quando terá de enfrentar os líderes religiosos do seu tempo.

A resistência de Jesus, recorrendo sempre à Palavra de Deus é uma indicação para as comunidades cristãs de todos os tempos: a perseverança e a fidelidade ao projeto de Jesus dependem essencialmente da atenção à Palavra. Ao mesmo tempo, há uma clara denúncia ao perigo do uso fundamentalista das Escrituras e tradições religiosas, pois também os argumentos do diabo são fundamentados na Palavra de Deus. É um alerta de que o mal age na história camuflado de diversas aparências, inclusive de pessoas muito religiosas.

Dia 22

É preciso conquistar a felicidade dia a dia, minuto a minuto, meã a mês, ano a


ano; enfim, por toda a vida.

Esse sentimento é encontrado principalmente na paz de coração.

Mas, para chegar à felicidade, é preciso lutar muito, transpor obstáculos, possuir obstinação, vencer barreiras e, em especial, ter paciência.

Esperar sempre, com fé e perseverança, contando com dias melhores.

Cabe a você conquistar a felicidade passo a passo.

“O instruído na palavra encontrará a felicidade; quem espera no Senhor, esse é feliz.” (Pr 16,20).

 

Evangelho do dia 21 fevereiro sábado 2026


21 fev - Deus nos visita, mas não desdenha as nossas orações, com as quais lhe suplicamos que nos trate com amor de Pai, dando-nos antes a força da resignação e depois a graça da consolação. (L 224).
SÃO JOSÉ MARELLO


Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 5,27-32

Depois disso, Jesus saiu e viu um publicano, chamado Levi, sentado na coletoria de impostos. Disse-lhe: "Segue-me". Deixando tudo, levantou-se e seguiu-o. Levi preparou-lhe um grande banquete na sua casa. Lá estava um grande número de publicanos e de outras pessoas, sentadas à mesa com eles. Os fariseus e os escribas dentre eles murmuravam, dizendo aos discípulos de Jesus: "Por que comeis e bebeis com os publicanos e com os pecadores?" Jesus respondeu: "Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes. Não é a justos que vim chamar à conversão, mas a pecadores". 

Meditação:

Jesus convida um pecador a segui-lo e, além disso, entra em sua casa para fazer uma refeição com ele. O que é que ele ganha com isso, se sabe que a única coisa que está arranjando é juntar cada vez mais provas contra si, quando o acusarem formalmente em Jerusalém diante do poder romano? (Lc 23,5).

Aí está o segredo de seu modo de proceder: enquanto “perde pontos” com o judaísmo oficial, ganha na tarefa de instauração do reino de Deus; enquanto vai perdendo sua própria vida diante dos que lhe podem matar o corpo (Mt 10,28), vai ganhando vida cada vez que pessoas como estas que o acompanham à mesa se convertem e se abrem àquele acontecimento novo que era a presença do Noivo (vv. 34-35) e do reino, que subverte absolutamente toda a ordem estabelecida e mantida por um frio legalismo dos fariseus e doutores da lei.

Quantas vezes damos as costas aos “pecadores públicos”, deixando-nos levar por preconceitos ou pelo temor de sermos criticados! Jesus nos está demonstrando com fatos reais que eles são na realidade os que precisam dessa presença, desse acompanhamento que lhes fazemos.

Esta passagem descreve a refeição que reúne Jesus e seus discípulos com alguns pecadores, imediatamente depois do convite de Jesus a Mateus. Afirma-se que o próprio Mateus organiza o banquete, e Lucas acentua que o fez de maneira suntuosa.

Alguns fariseus se assombram diante dos discípulos de que seu Mestre coma com pecadores. Jesus declara então que veio para os doentes e os pecadores, e não para os sadios e justos.

Jesus pensa, sem dúvida, nesses “justos” que são incapazes de transcender a noção de justiça para chegar a reconhecer a misericórdia de Deus. Sua atitude lembra a dos operários da vinha que reclamaram do pagamento dos que tinham trabalhado menos, ou a do filho mais velho com ciúmes da bondade do pai para com o filho pródigo que mais precisava dela; ou a do fariseu que se vangloriava de pagar com justiça até o mais insignificante dízimo, mas desprezava o pedido de misericórdia do publicano.

Jesus opõe então, a uma atitude reduzida à mera justiça do homem, outra baseada na misericórdia. Lembra que os profetas já tinham rejeitado o valor dos ritos, declarando-os inclusive totalmente nulos em proveito de uma fé fundamentada no amor e na misericórdia.

A Palavra de Deus é um esteio para a nossa caminhada aqui na terra. Precisamos colocá-la na nossa vida e encarná-la a fim de que possamos produzir frutos bons que alimentem a quem está necessitando.

Assim como viu Levi, Jesus também nos vê, “sentados (as)” no nosso posto de trabalho, na nossa vidinha acomodada fazendo apenas o que nos interessa e quem sabe, somente murmurando e reclamando das coisas que não estão muito boas!

Jesus também nos chama para segui-Lo! Seguir a Jesus é assumir a vida e enfrentar os encargos do dia a dia com o compromisso de construir um mundo novo, não somente esperando que os outros façam, mas participando das ações de justiça e fraternidade.

Os novos discípulos de Jesus devem anunciar o reino a partir do critério fundamental da inclusão, sobretudo para com aqueles que foram marginalizados pelos homens e pelas estruturas sociais, políticas e religiosas.

Ao optar por seguir Jesus, Levi não esqueceu os seus “amigos” do passado. Pelo contrário preparou um banquete para Jesus e convidou-os para que eles também, pudessem ter uma vida comprometida e renovada.

Assim também, nós precisamos fazer quando somos chamados para uma vida nova em Jesus Cristo. Mãos a obra, porque há muitos (as), pecadores (as), como nós, que precisam sentar-se à mesa com o Mestre e também participarem de uma vida nova.

Como Levi, sejamos obedientes ao Mestre que nos chama para a sua missão. Saiba que a obediência ao chamado de Jesus é o único caminho de que dispõe a pessoa humana – ser inteligente e livre – para se realizar plenamente. Quando diz “não” a Deus o ser humano compromete o projeto divino e se diminui a si mesma, destinando-se ao fracasso. Digamos sim ao projeto de Deus em nossas vidas e vivamos eternamente.

Reflexão Apostólica:

O evangelho deste sábado nos apresenta Jesus sentado à mesa com pecadores. Não importa as críticas de seus opositores, Ele não tem dúvidas em se sentar e compartilhar à mesa. Afinal de contas ele veio chamar os pecadores e com eles se senta, sabe qual é sua missão, que para ele é clara e a realiza. 
Podemos fazer uma leitura complementar com Isaias que, prevendo os tempos messiânicos, exige uma preparação para esse tempo de salvação: "Quando tirares de ti a opressão, o gesto ameaçador e a maledicência, quando compartilhar teu pão com o faminto e saciar o estômago do indigente, brilhará tua luz nas trevas, tua escuridão se tornará meio dia". 
Jesus nos acolhe no banquete do Reino, mas exige que tenhamos uma veste de libertação, pessoal e comunitária, gestos e fatos, pão partido, compartilhado e repartido com o faminto. É uma exigência, o tíquete de entrada do banquete e a possibilidade de ver brilhar a luz de Deus. A justiça e a bondade com os demais tornam possível essa luz. 
Quaresma também é tempo propício de conversão e o evangelho de hoje nos dá um modelo de conversão. Sejamos como Mateus, publicano e pecador reconhecido e criticado por seu povo, mas atento e aberto à mudança. Façamos como ele, abramos a porta de nossa casa e a do coração. 
A maior condição para que nós possamos usufruir da misericórdia de Deus é justamente a de nos sentirmos pecadores e necessitados de perdão. Jesus Cristo veio ao mundo para nos revelar o grande amor do Pai por cada um de nós e nos fazer participar do reino dos céus cuja porta é a Sua Misericórdia. 
A cada um a quem Jesus diz, “segue-me” Ele dá oportunidade de conversão e de vida nova. Os fariseus, no entanto, não entendiam assim, pois queriam ser justos com suas próprias forças. O grande segredo de Levi (Mateus), cobrador de impostos, pecador público foi o de reconhecer a sua condição de miséria e mesmo sendo considerado “um caso sem jeito” acolheu o convite de Jesus e O seguiu. 
Quando nós caminhamos aqui na terra seguindo as concepções do mundo, isto é, de como a maioria das pessoas pensam e age, a Palavra de Deus nos confunde porque fala justamente o avesso do que todos pregam. Ao contrário do que todos nós imaginamos, Jesus vem nos dizer que não veio chamar os justos, mas os pecadores e é a estes que Ele procura. Portanto, precisamos nos reconhecer a nossa condição de pecador para que Jesus também nos diga: “segue-me” 
Assim, Ele nos dará oportunidade de conversão e de vida nova. Quanto mais doente estiver uma pessoa maior será a sua cura, por isso Jesus nos diz: “os que são sadios não precisam de médicos, mas sim os que estão doentes!” 
A nossa necessidade de conversão é perene e nós nunca podemos nos contentar com o que já progredimos. A cada dia precisamos ouvir o chamado do Senhor, necessitamos recebê-Lo na nossa casa e sentar-nos na mesa com Ele. Quanto mais reconhecermos a nossa enfermidade mais nós teremos Jesus como médico da nossa alma e conseguiremos a cura do nosso coração. 
Você também se considera doente e necessitado (a) de salvação e de cura? Você já experimentou levar Jesus para sua casa e apresentá-Lo à sua família e aos seus amigos? Os seus amigos são também doentes como você? Há alguém que você conheça que é considerado pelo mundo como um caso sem jeito? Convide-o para cear com Jesus na sua casa.

Propósito:

Pai, estou certo de que, mesmo sendo pecador, sou amado por ti, e posso contar com a tua solidariedade, que me descortina a misericórdia e a justiça como jeito novo de ser.

Dia 21

A vida humana é muito preciosa para ser desperdiçada inutilmente.

Por isso, viva sempre a verdade; lembre-se de que ninguém pode enganar a si mesmo, o tempo todo.

Faça um exame de consciência; se, em seu interior, perceber que existe o predomínio da mentira sobre a verdade, liberte-se!

Somente depois de encarar a verdade é possível encontrar a si mesmo.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres.” (Jô 8,32).



Evangelho do dia 20 fevereiro sexta feira 2026


20 fev - Alegremo-nos por não terem cessado as contradições e por não faltarem os adversários que fazem aumentar em nós a confiança em Deus.(L 253). São José Marello


Mateus 9,14-15

Aproximaram-se de Jesus os discípulos de João e perguntaram: "Por que jejuamos, nós e os fariseus, ao passo que os teus discípulos não jejuam?" Jesus lhes respondeu: "Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão. 
Meditação: 

O evangelho de hoje nos fala da presença. A presença de Deus no Antigo Testamento quando Isaias nos assegura que somente temos que invocá-la para que se faça presente e a presença de Jesus na comunidade que deve suscitar a alegria. Quando essa presença faltar, teremos que assumir outra atitude, mas deixemos para quando esse momento chegar.

Os discípulos de João, atrelados aos dos fariseus, ficavam incomodados com o comportamento dos discípulos de Jesus no tocante à prática do jejum. Ao supervalorizar este ato de piedade, imaginavam estar dando mostras de santidade e de seriedade de vida. Não acontecendo o mesmo com o grupo de Jesus, concluíam faltar-lhes profundidade. Quiçá os considerassem levianos e desregrados.

Estas considerações não chegaram a influenciar a pedagogia de Jesus, no trato com os discípulos. Servindo-se da metáfora da festa de casamento, estabeleceu uma clara distinção entre o tempo de alegrar-se e o tempo de jejuar.

O primeiro corresponderia ao tempo de sua presença, qual um noivo, junto dos que escolhera para estar consigo. Seria o tempo de festejar, comemorar, desfrutar de uma presença tão querida.

O segundo diz respeito ao tempo de sua ausência, a ser consumada por meio da morte de cruz. Figurativamente, seria o tempo da ausência do noivo, no qual todos se preparam para sua chegada, e se privam de alimentos, em vista do banquete que será oferecido.

Portanto, os discípulos não jejuavam simplesmente pelo fato de terem ainda Jesus junto de si. O tempo em que o esposo lhes seria tirado estava se aproximando. Aí, sim, o jejum seria uma exigência, em vista de preparar-se para acolher a segunda vinda do
Senhor.

A passagem evangélica de hoje descreve o banquete que Mateus, o publicano, ofereceu a Jesus e a seus discípulos por causa do convite que o Mestre lhe tinha feito para segui-lo.

Os fariseus, nos versículos 11-13, criticam-no por sentar à mesa com pecadores; os vv. 14-15 tocam no tema do jejum. Entretanto, os interlocutores de Jesus já eram outros. Na passagem de hoje, são os “discípulos de João” que substituem os fariseus.

Estranham que Jesus e seus discípulos não jejuem como eles mesmos o fazem, de uma maneira rigorosa que supera amplamente as observâncias judaicas relativas aos jejuns.

A resposta de Jesus evidencia que os discípulos de João Batista não haviam descoberto ainda em Jesus o “noivo” messiânico. Porque, se tivessem levado isso em conta, teriam compreendido que de agora em diante o jejum não teria o mesmo significado.

Ele quis dizer aos discípulos de João Batista, e todos aqueles que ainda estavam presos ao passado que, jejum é feito em casos específicos, quando queremos servir melhor a Deus, quando estamos passando por tribulações, perseguições, doenças e calamidades, nos arrependimentos de pecados por nós e pelo povo, e conversões em massa.

Alías, Jejum, oração e boas obras são mencionados frequentemente por ambos judeus e cristãos. Oração não fica a frente do jejum, e boas obras, independente deles, mas como algo que os liga de dentro. O mais completo entendimento da oração é particularmente oferecido em conexão com o jejum.

Quando nós olhamos o que é dito sobre a oração, e como ela é definida, nós podemos ver que a ênfase é naturalmente mais no estado do coração e alma que no corpo, como possível expressão da oração em geral.

Segundo são João Damasceno: “Oração é a subida da mente e do coração de alguém a Deus ou o pedido das boas coisas de Deus”.

Primariamente, a conversa com Deus como atividade espiritual é enfatizada. Todavia, há também a prática e a experiência de que não apenas pensamentos, conversa e atos espirituais por si só estão inclusos na oração, mas também é o corpo.

A oração torna-se mais completa por meio do corpo e do movimento, que acompanha as palavras da oração. O corpo e seu movimento tornam a oração mais completa e expressiva para que ela possa mais facilmente envolver a pessoa inteira.

A unificação do corpo e da alma na oração é particularmente manifestada em jejuar e orar. O jejum físico torna a oração mais completa. Uma pessoa que jejua reza melhor e uma pessoa que reza, jejua mais facilmente. Desta forma, a oração não permanece somente uma expressão ou palavras, mas cobre o ser humano inteiro.

O jejum físico é uma admissão para Deus diante dos homens que alguém não pode fazer sozinho e necessita de ajuda. Uma pessoa experimenta sua impotência mais facilmente quando ela jejua, e por isso, por meio do jejum físico, a alma está mais aberta a Deus. Sem jejum, nossas palavras na oração permanecem sem uma fundação verdadeira.

No Antigo Testamento, os crentes jejuavam e rezavam individualmente, em grupos e em várias situações da vida. Por causa disso, eles sempre experimentavam a ajuda de Deus. Jesus confere uma força especial ao jejum e a oração, especialmente na batalha contra os espíritos do mal.

O jejum é um tipo de penitência no qual abrimos mão de algo que nos agrada, e oferecemos esse “sacrifício” por alguma boa intenção. E aqui entra um detalhe: só Deus precisa saber desse jejum! Não precisa sair por aí se gabando de jejuar, ou se mostrando abatido por causa do jejum! Pelo contrário, o verdadeiro jejum é feito escondido, para que somente o nosso Deus, que vê o que está escondido, tome conhecimento.

No evangelho de hoje, Jesus justificou que os seus discípulos não estavam em jejum porque Ele próprio estava presente, e isso era motivo de festa! E festa não combina com jejum! Chegaria o dia em que Jesus não estaria mais com eles. E aí sim, eles jejuariam. Querendo, pois fazer uma caminhada de penitência, sigamos.

Reflexão Apostólica:

Deus conhece o nosso coração e sabe das nossas motivações, portanto quando jejuamos devemos fazê-lo com muita disposição e por amor, sem lamentos nem justificativas.

Jesus Cristo veio dar sentido a todas as nossas ações, assim, Ele nos ensina a praticar os atos religiosos de coração, e não por obrigação. Há momentos na nossa vida que não nos cabe jejuar nem fazer sacrifícios, mas sim aproveitar a ocasião que nos é oferecida.

De que adianta para nós o jejum se o nosso coração não está contrito no sacrifício? Um coração ressentido, vingativo, revoltado não consegue amar nem fazer nada por amor. Para os cristãos o jejum deve ter um significado de vida e de alegria.

Deve haver uma razão de ser para o jejum. Não nos basta jejuar somente por jejuar, sem um motivo que toque o nosso coração. Os discípulos de Jesus partilhavam com Ele de todos os eventos com alegria e submissão à Sua vontade e aos Seus ensinamentos. Eles estavam perto de Jesus e usufruíam da Sua presença e da Sua companhia, portanto, não tinham clima para jejuar, nem precisavam disso.

Há que se ter uma causa nobre e sincera para que nós pratiquemos o jejum e o sacrifício. 

Quando você jejua você se sente em paz? Você gosta de mostrar aos outros que está jejuando? O que Jesus acha do seu jejum? Você é uma pessoa que sabe curtir o momento presente como um presente de Deus?

Hoje somos convidados à alegria; é assim que devemos estar na Quaresma, tempo que tradicionalmente adornamos a espiritualidade com penitências e jejuns. Na primeira sexta da Quaresma, dia penitencial, a liturgia nos apresenta Jesus defendendo seus discípulos que não jejuam; é um convite a buscar o sentido mais profundo de nossos "jejuns e abstinências".
Por um lado poderemos permanecer nos sinais externos e seguir com nossos ritos, sem refletir muito, o que é mais seguro, é mais fácil; ou procuramos nos tornar mais conseqüentes e buscar no amor e na justiça a vontade de Deus: abrir prisões injustas, libertar oprimidos, romper barreiras, partilhar o pão com quem tem fome, hospedar os sem teto, vestir o desnudo, não nos fechar e procurar que chegue a luz e a glória de Deus ao mundo. Deixemos de lado nossa vaidade para que este jejum nos leve a sermos realmente autênticos e verdadeiros cristãos. 

Hoje é o dia esta é a hora da prática do jejum. Abrindo mão de certos prazeres, ou até oferecendo as nossas dores e sofrimentos a Deus, a fim de que Ele amenize o sofrimento nosso ou de outras pessoas.

Propósito:

Pai, desejo preparar-me bem para celebrar a Páscoa, tempo de reencontro com o Ressuscitado. Que o jejum me predisponha, do melhor modo possível, para este momento.

Dia 20

Perdoar a si mesmo é um grande princípio de sabedoria.

Esqueça o que passou e siga em frente.

Não se culpe pelos erros do passado.

O importante é admitir os próprios erros e, a partir daí, tentar mudar seu modo de ser.

Aceite as próprias limitações, para que a vida seja encarada de maneira mais positiva.

O ato de perdoar a si mesmo e aos irmãos é importante para seu crescimento pessoal.

Tenha paciência em relação a si mesmo. Perdoe e será perdoado.

“Vendo a fé que tinham, disse Jesus: ´Homem, teus pecados são perdoados´.” (Lc 5,20).

 


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Evangelho do dia 19 fevereiro quinta feira 2026

 


19 fev - Nós sabemos por experiência que, no momento oportuno, as dificuldades desaparecem, muda o ânimo de quem as provocava e a obra de Deus prossegue abençoada com novos favores. (L 253). São José Marello


Lucas 9,22-25
"- O Filho do Homem terá de sofrer muito. Ele será rejeitado pelos líderes judeus, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da Lei. Será morto e, no terceiro dia, será ressuscitado.
Depois disse a todos:
- Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira e ser destruído?
"

Meditação:

Ontem, no Dia das Cinzas, começamos o Tempo da Quaresma, e iniciamos a preparação para a nossa maior festa litúrgica: a Páscoa.

No Evangelho de hoje, Jesus tem uma mensagem muito séria. Primeiro fala do sofrimento que Ele mesmo vai passar, por toda a rejeição, negação, humilhação, morte, e por fim, ressurreição.

O centro do evangelho de Lucas, bem como o de Marcos, é marcado pela revelação da identidade de Jesus. Jesus rejeita ser identificado com um messias ("cristo") restaurador do reinado de Davi. É chegado o momento de deixar isto claro.

O anuncio da paixão, por parte de Jesus a seus discípulos, não é apenas um episodio pontual e passageiro, que fica no tempo e no espaço, mas um verdadeiro itinerário de vida.

A entrega da vida não se faz de um momento para outro, mas implica percorrer um caminho de fidelidade à missão do Pai. A morte de cruz é a plena manifestação da missão cumprida, da vida entregue e do amor doado “até as últimas conseqüências”.
Por isso, a proposta de Jesus é exigente, radical e sem meias medias. Não se pode ser cristão, discípulo, missionário de Jesus se não se está disposto a entregar a vida minuto a minuto para que a obra de Deus seja transparente no mundo.
A salvação integral e total da humanidade passa, necessariamente, pela doação oblativa da própria vida. Tampouco se trata de fazer ações espetaculares e fantásticas.

Às vezes uma existência ofertada em silencio e na simplicidade de vida ordinária fala mais forte e é mais efetiva para que o Reino de Deus se faça presente na sociedade e no mundo. Você está disposto a percorrer este caminho?
Maldita seja a cruz!” Esta frase, atribuída ao bispo Casaldáliga, é dirigida às cruzes impostas por uma sociedade injusta sobre os ombros sobrecarregados do povo pobre. Denuncia a injustiça, e também a resignação à qual foi levado o povo para justificar o julgo que lhe impunham os poderosos.
Não é esta a cruz que Jesus nos convida a levar. Pela contrário, a cruz que Jesus quer que abracemos é a sua própria cruz.

Ela nos é dada quando nos empenhamos a trabalhar para acabar com a cruz dos crucificados pela maldita opressão e injustiça.

Por isso, o anúncio da paixão é acompanhado de uma proposta de vida, realizada no seguimento de Jesus, que não termina na morte, mas na ressurreição.
Quem não compreende o Messias crucificado não compreende a missão de Jesus. Porém, quanto nos custa aceitar a cruz como força de vida!

A religião do poder e a facilidade da lei do menor esforço nos atraem muito mais. Por elas deixar e só deixar-se levar comodamente observando as normas de um culto estabelecido, no qual tramitamos sem sobressalto. Que o evangelho nos ajude a despertar de nossa modorra espiritual e de nossa indiferença!
A propósito, é sempre bom lembrar que Deus não nos tira em momento algum o direito de escolhermos o que queremos para nossa vida. Mas o tempo passa e as coisas do mundo ao qual muito vezes nos apegamos, também passam.

Então, chegará o momento em que nos restará o amor verdadeiro, o primeiro amor, o amor de Deus e a única boa opção será a escolha pela vida eterna, pela salvação e nossa santificação junto a Deus nos céus.

Aí, então, é que nos será concedido a vida que entregamos a Deus, a vida que renunciamos pelas coisas do alto. Se a tivermos entregue sempre a Deus, ela estará intacta e herdaremos o Reino, mas se ela tiver ficado o tempo todo em nossas mãos e longe do alcance de Deus como é que nossa vida estará?

Quem assume o anúncio e a luta libertadora despertará, necessariamente, a ira dos poderes constituídos, que procurarão destruí-lo. Porém, Jesus revela que ao "humano" foi dada, por Deus, a vida eterna.

Quem quiser unir-se ao destino de Jesus, renuncie ao sucesso e à glória do status social e econômico. E não fuja das adversidades e dos sofrimentos que os poderes político e religioso lhe imporão.

Renunciemos a tudo e a todos por Deus e nos entreguemos a Ele, pois, sua promessa é CERTA e não falha.

Reflexão Apostólica

Entramos na Quaresma e qual foi o compromisso assumido para esses 40 dias de renúncia, oração e meditação? Jejum? Abstinência de algo (carne, refrigerante, doce, cigarro…)?

Certa vez, um SCE da nossa Equipe de Nossa Senhora trouxe-nos um questionamento bastante pertinente, mais ou menos com estas palavras: Por que estou fazendo jejum? O que quero mudar? E o que preciso deixar Deus dominar, que não estou conseguindo? O jejum precisa transformar a vida, submeter o corpo à oração, combater a gula, que é causa de muitas paixões desordenadas (…)”. O compromisso deve repercutir em algum tipo de mudança inclusive quando me comprometo a abdicar de algo.

Na Quaresma, nossa igreja oferece e investe algumas formas de meditar ou buscar nosso eu interior. O jejum, a mortificação, (…), que muitos procuram desmerecer e até mesmo fazer chacotas, advém de três aspectos importantes: o voto, o propósito e a promessa.

Não é apenas deixar de comer algo ou diminuir a ingestão de alguma coisa, mas abandonar-se. (…) se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como eu vou morrer e me acompanhe

Essa mortificação não visa maltratar o corpo, mas provar pra nós que estamos aptos e dispostos a também nos sacrificar para que algo mude ou se realize, pois encostar as nádegas na cadeira, sentado, apenas pedindo, é extremamente cômodo. A Quaresma nos permite um reencontro com nosso próprio batismo, um reencontro com nosso ser cristão.

(…) Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo”. (Bento XVI)

O que ainda não estamos preparados para fazer é ver que algo surge de bom mesmo que o pedido não tenha dado certo. Quando fazemos uma nova faculdade, a outra não ficou perdida, pois o conhecimento se integra ao novo saber, portanto o sacrifício de hoje, mesmo aos olhos de alguns, desnecessário, faz alicerçar em nós colunas de maturidade na fé.

O que ganho com a fé?

(…) Então os discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsar este demônio? Jesus respondeu-lhes: Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível. Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum”. (Mt 17,19-20)

Quaresma também me lembra coisas interessantes quem sempre ocorrem:

Queremos fazer abstinência de carne e nos empanturramos de bacalhau. Queremos abster de refrigerante e somos convidados para várias festas de criança.

Queremos bater-papo com amigos (as), mas o tempo é propicio para o silêncio, reflexão... Tentamos explicar, mas não dá certo! Já preciso confessar de novo, pois meu pensamento não conseguiu ser domesticado ainda!

Quaresma é um tempo de respeito e sobriedade e não de tristeza e cara fechada! É tempo de renovar o que é velho e fazer um homem (mulher) novo (a) renascer. É fazer tudo isso sem pensar em si mesmo, mas no bem maior que esse ser renovado pode ajudar a construir na sua comunidade, na sua Equipe, no seu grupo, na sua pastoral, em sua casa (…).

Viver a Quaresma é poder relembrar que alguém, um inocente galileu, deu sua vida por aqueles que correram, se amedrontaram, se esconderam, lhe negaram, lhe aclamaram, que viram seus milagres, que provaram do seu amor e aos quais chamou de “Filhinhos” (Jo 13,33). Tudo isso em troca de sua conversão e salvação, ou como diria o papa, com a aceitação do seu batismo.

Portanto: Faça força! Empenhe-se! Proponha algo nesse período! Que tal deixar de fumar? Que tal ser mais ético, honesto, educado e cortez nas relações com as pessoas? Que tal cuidar mais da sua saúde, de seus familiares e de todos aqueles que lhe procuram em busca  de ajuda?

A proposta acima é apenas uma sugestão…

Oração: Pai, dá-me a firme disposição de renunciar a todos os meus projetos pessoais, para abraçar unicamente o projeto de Jesus, mesmo devendo passar por sofrimentos. 

Propósito: Esquecer-se de si, abrir mão da própria vontade, do próprio orgulho. Encarar sua responsabilidade de ser sal da terra e luz do mundo, apesar das dificuldades (cruzes). Ter a consciência tranqüila e estar pronto para seguir Jesus.

Dia 19

Além de suavizar a vida, a alegria contagia a todos.

Embora o trabalho e a responsabilidade sejam muito importantes à realização pessoal, nunca se esqueça de viver de maneira alegre e acolhedora.

Os momentos de lazer são edificantes e recarregam as energias.

Contagie a todos com seu otimismo e alegria.

“Possa eu alegrar-me e exultar por tua bondade, por teres olhado para minha miséria e acudido às angústias da minha alma.” (Sl 31[30],8).

 

Evangelho do dia 18 fevereiro quarta feira 2026


 18 fev - Tudo proceda por princípios de fé, com ilimitada confiança nos auxílios do Céu e sentimento indestrutível de gratidão ao Senhor e somente a Ele, tanto na abundância como na carestia, lembrados sempre de que "sufficit diei malitia sua!” a cada dia basta a sua aflição". (L 76). São José Marello


Mateus 6,1-6,16-18

"- Tenham o cuidado de não praticarem os seus deveres religiosos em público a fim de serem vistos pelos outros. Se vocês agirem assim, não receberão nenhuma recompensa do Pai de vocês, que está no céu.
- Quando você der alguma coisa a uma pessoa necessitada, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas sinagogas e nas ruas. Eles fazem isso para serem elogiados pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando ajudar alguma pessoa necessitada, faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo fique sabendo do que você fez. Isso deve ficar em segredo; e o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.
- Quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas para serem vistos pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.
- Quando vocês jejuarem, não façam uma cara triste como fazem os hipócritas, pois eles fazem isso para todos saberem que eles estão jejuando. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando jejuar, lave o rosto e penteie o cabelo para os outros não saberem que você está jejuando. E somente o seu Pai, que não pode ser visto, saberá que você está jejuando. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa."

Meditação:

Começamos o tempo da Quaresma. Tempo da Quaresma é tempo de conversão. Esta conversão se dá por uma mudança profunda nos nossos valores, assumidos na sociedade discriminatória em que vivemos, com sua compreensão do mundo. Supõe novos valores e uma nova prática em vista de promover a vida plena para todos. 

Em alguns templos católicos talvez se faça longas filas para a imposição da cinza. Talvez para muitas pessoas seja a única ocasião de participar de uma cerimônia ou de um ato religioso, que pode durar pouco tempo e não passar de um gesto.
Para outros pode ser um motivo de superstição ou de costume tradicional de família ou de ambiente social. E para você, o que significa esse gesto das cinzas?
Vejamos o que diz a Palavra de Deus: Parece que para Jesus, segundo o evangelho de Mateus, os sinais externos não tem nenhum sentido se não nascem do coração, de uma “reta intenção”, de uma autêntica atitude de conversão, de um compromisso real com o Reino de Deus.
A esmola, a oração e o jejum devem estar intimamente conectados com um compromisso de vida que contribua para transformar o ambiente em que vivemos.
A solidariedade, a justiça, a honradez e o trabalho em favor da paz são expressão de uma autêntica conversão que nasce do profundo do ser humano.
Em todo caso, tradicionalmente foi considerado, dentro do ano litúrgico, um “tempo forte”, junto com o Advento e o tempo pascal. Um tempo com sua peculiaridade própria, seu sentido de preparação da Páscoa, centro do ano litúrgico.

O que há de diferente na Quaresma? O que deve representar em nós esse tempo tão propício de reflexão e conversão? Que sentido devo adotar em minha conduta nesses próximos quarenta dias? “Rasgar o coração e não as vestes”!

Os Judeus, no tempo de Cristo, possuíam diversos métodos de purificação da alma e da expiação dos pecados que ao longo do tempo foram se modificando.

No entanto muitos chefes da lei tornavam esse momento de purificação um “show a parte”, ou seja, uma vitrine de si mesmo. “(…) Tenham o cuidado de não praticarem os seus deveres religiosos em público a fim de serem vistos pelos outros”.

Jesus chamava a atenção para que esse tempo, costume e momento não se desvirtuassem e que o verdadeiro motivo fosse preservado. O que fazemos da quaresma hoje? Como a tratamos? O sentido dela ainda vive em nossa casa?

É importante frisar que viver a quaresma é também sentir na pele o quanto Ele nos faz bem e não somente a resumindo em suprimir algum tipo de alimento ou gosto. A quaresma só terá valor se ao final acontecer uma tomada de atitude interior. Repare a Campanha da Fraternidade: que adianta tantas reflexões se ao fim não haver uma mudança de pensamento?

E as cinzas? Como nossa liturgia é repleta de símbolos! Elas também têm um significado.

Ao recebermos esse sinal em nossas testas, a igreja nos lembra que tudo isso que vivemos passará, e um dia voltaremos a ser pó. Que nossas vidas poderiam ser melhor aproveitadas em relação as pessoas e com nós mesmos. Que o tempo e a juventude, hoje desprezados com coisas que pouco ou nada edificam, poderá nos fazer falta um dia.

Andamos muito depressa para agora se preocupar com isso. Nem nosso corpo consegue acompanhar nossos pensamentos. Estou aqui, mas minha cabeça já está em outro lugar; acordo, tomo banho e minha cabeça já esta no serviço; no trabalho, já estou pensando na hora de buscar os filhos na saída da escola; lendo isso, já estou imaginando o que farei em seguida (…).

Na Quaresma somos convidados a diminuir o ritmo para que corpo e mente se encontrem. Entender que em paralelo a isso, caminha o reino de Deus e a renovação da esperança, que esperam por aqueles que, na velocidade certa, consigam vê-lo e apreciá-lo.

Convertei-vos e crede no evangelho”! Esse é um tempo favorável!

Reflexão Apostólica: 
Lembram-se desse ditado: "Por fora bela viola, por dentro pão bolorento… "? Ele se refere a pessoas que são supérfluas, que não são sinceras, que aparentam ser uma coisa, mas são outra na realidade.
Ninguém gosta de pessoas que têm essa conduta, nem Jesus, por isso ele exorta seus discípulos a não se deixarem levar pelo Velho Farisaísmo que se preocupa muito com aquilo que as pessoas vão pensar a meu respeito, e que por isso, sempre querem posar de “bonzinhos”, cristãos exemplares, só que aqui há um problema muito sério. As pessoas só nos vêm por fora mas Deus nos vê por dentro. Vende-se uma imagem falsa, daquilo que não se é,
Isso chama-se propaganda enganosa, e na relação com as pessoas até que a gente consegue, mas com Deus não tem jeito, somos o que somos….
Qualquer prática religiosa deve exteriorizar algo que está no mais íntimo de nós, lá em nosso coração, aliás, isso é o mais importante, diz esse evangelho, pois um salmo muito bonito diz que Deus nos conhece quando estamos sentados ou em pé, de frente e por trás, no alto da montanha ou no fundo do abismo, estamos sempre diante dele.
Deus nos pede sinceridade e coerência naquilo que fazemos, principalmente em nossas práticas religiosas, tudo tem que sair do coração, a oração, o jejum e a esmola, feitos para Deus e não para os homens.
Claro que hoje em dia os cristãos não ficam nas praças públicas rezando em alta voz para que todos o vejam, mas há certas orações bem arrogantes, aquelas nas quais determinamos a Deus o que e como queremos.
Quanto a esmola, o problema é o modo como a damos, se não sabemos o nome da última pessoa que ajudamos, nem quem é ela, nem como chegou aquela situação, pode ter certeza de que Deus nem tomou conhecimento dessa esmola, “Eu estava no pobre e você não me reconheceu”, há certas esmolas que damos apenas para nos vermos livres de quem pede.
E o Jejum, há algo que possamos hoje em dia dizer sobre ele? Sim, o jejum que agrada a Deus é aquele em que, afirmamos com a nossa atitude, que nossa maior necessidade é TER DEUS em nossa vida, o resto a gente pode se virar… e um segundo ponto, quando o nosso jejum é solidário com quem nada tem, sendo precedido de uma obra de caridade na promoção humana, aliás, se o Jejum não estiver ligado á oração e a esmola, de nada valerá…. sendo um puro Farisaísmo…

Em todas as circunstâncias façamos então a opção singela pelo silêncio. Seria essa a síntese do evangelho do dia de hoje?

Ao rezar, que nossa oração chegue ao céu como a fumaça do incenso que sobe; ao construir um prédio, não esperemos ganhar um apartamento para lá morar. Ao dar, não esperar pelo “obrigado”. No sofrimento, buscar um aprendizado…

Jesus, mais uma vez, demonstra ter razão ao afirmar, em outro momento, que não estamos ainda preparados para conhecer a verdade sobre a vida.
Sim, AINDA não suportaríamos hoje viver assim. Somos seres sociais, adoramos contar o que acontece conosco e por vezes abusamos e nos vangloriamos; gostamos de chamar atenção para nós; precisamos que o mundo e as decisões tomadas gravitem ao redor dos nossos quereres e vontades…
Somos seres sociais e não gostamos de ficar sozinhos, detestamos o isolamento. Alguns chamam de auto-afirmação a necessidade que temos de sermos vistos; amamos “tapinhas nas costas”. Precisamos ser lembrados até compramos presentes pra nós mesmos por medo que ninguém se lembre do nosso aniversário.
Se nós, normais, sociais e sem medos, vivemos assim e ainda precisamos aprender a fazer as coisas em silêncio, como será que é viver tendo medo do silêncio?
Uma criança que teme o escuro dorme com um abajur ou a TV ligado; um jovem sozinho a noite em casa deixa o máximo de luzes acesas tentando não deixar espaços escuros onde possam habitar fantasmas de sua própria imaginação.

Pessoas que temem o silêncio não conseguem se afastar após longos anos liderando; não conseguem ver o correto, para sempre ser necessária a sua opinião; quando adoecem “publicam” o tamanho SUPER do que ela tinha; em suas orações aumentam palavras e não dizem nada.
Temerosos do silêncio! Louvem sempre a Deus no tom que quiser e que sua intimidade permitir, mas saiba que Ele não é surdo! NOSSA dor TALVEZ não seja a metade da do vizinho; NOSSA fé TALVEZ seja a décima parte daquele que em silêncio roga. NOSSA angústia DE REPENTE não é NADA perto daquele que realmente tem um problema.
Se temos a Deus por que nos apegamos a recompensa? Por que ainda somos tão imaturos na fé? Pagamos por um milheiro de uma graça alcançada, mas colaboro concretamente com uma só palavra para que um irmão se salve. Se vendessem velas de cem dias tenho certeza que seria um tremendo sucesso, mas como não se indignar com quem toparia com isso, mas não consegue passar (em silêncio) uma hora escutando a palavra numa missa dominical?
Aí do padre que não ler a intenção de dez anos e cinco dias pelo falecimento do fulano de tal! Como diz um padre amigo: "Oh povo de chagas abertas!"

Deixemos no silêncio, que insistimos em NÃO fazer, Deus agir. “(…) Dizia também: O REINO DE DEUS é como um homem que lança a semente à terra. Dorme, levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota E CRESCE, SEM ELE O PERCEBER. Pois a terra por si mesma produz, primeiro a planta, depois a espiga e, por último, o grão abundante na espiga. Quando o fruto amadurece, ele mete-lhe a foice, porque é chegada a colheita”. (Mrc 4, 26-29)

Oração: Pai, só te agradam as ações feitas na simplicidade e no escondimento. Que eu procure sempre agradar-te, enveredando por este caminho.

Dia 18

Não se deixe derrotar em nenhuma circunstância.

Tanto a vitória como a derrota dependem do modo como as situações são encaradas.

Por isso, caminhe sempre adiante, com a coragem e a força de Deus.

Somente os que não desistem na metade do caminho conseguem alcançar a vitória.

Desânimo, jamais. Derrotas, jamais.

Com Deus, tudo é possível!

Que as derrotas da vida jamais o entristeçam.

Lute, hoje e sempre, pois só assim será um vencedor.

“Quem nos separará do amor de Cristo?

Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada? Pois está escrito: ´Por tua causa somos entregues à morte, o dia todo; fomos tidos como ovelhas destinadas ao matadouro`.

Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou.” (Rm 8,35-37).

 

 

 

 

 

 

 

 

EVANGELHO DO DIA 22 FEVREIRO 2026 - 1º DOMINGO DA QUARESMA

22 fev - Rezemos e curvemo-nos resignados diante da vontade do Deus Providência. (C 51). São José Marello Mateus 4,1-11 Jesus foi condu...