domingo, 8 de fevereiro de 2026

EVANGELHO DO DIA 11 FEVEREIRO QUARTA FEIRA 2026 - NOSSA SENHORA DE LOURDES - PADROEIRA DE APUCARANA - PARANÁ

 


11 fevereiro - - Nossa Senhora de Lourdes.

A humildade de Maria Santíssima é quase infinita e não podemos sequer imaginá-la. Ela se rebaixou tanto na humildade que só um Deus feito homem pode superá-la. E, depois de Jesus Cristo, a criatura mais humilde foi certamente Maria. (S 358). São Jose Marello


Marcos 7,14-23
"Jesus chamou outra vez a multidão e disse:
- Escutem todos o que eu vou dizer e entendam! Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, mas o que sai de dentro, isto é, do coração da pessoa, é que faz com que ela fique impura. [Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam.]
Quando Jesus se afastou da multidão e entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram o que queria dizer essa comparação. Então ele disse:
- Vocês são como os outros; não entendem nada! Aquilo que entra pela boca da pessoa não pode fazê-la ficar impura, porque não vai para o coração, mas para o estômago, e depois sai do corpo.
Com isso Jesus quis dizer que todos os tipos de alimento podem ser comidos.
Ele continuou:
- O que sai da pessoa é o que a faz ficar impura. Porque é de dentro, do coração, que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas consequências. Tudo isso vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras."

Meditação:

Os escribas e fariseus vindos de Jerusalém haviam entrado em conflito com Jesus porque seus discípulos comiam com mãos impuras, isto é, não praticavam as abluções rituais. Então Jesus dirige-se à multidão e aos discípulos explicando: não é o que está fora que torna a pessoa impura, mas sim o que sai da pessoa.
O choque se dá no dualismo "sagrado" e "profano", criado pelas religiões e muito presente na tradição do judaísmo. O mundo não se divide em duas zonas: uma, sagrada, onde se encontra tudo que goza do favor de Deus; e outra, profana, da qual Deus está ausente.
Jesus vem afirmar a bondade fundamental da criação e o amor universal de Deus. Não é o espaço exterior que define a presença de Deus, mas sim nossas ações.
A passagem evangélica revela um elemento fundamental para a vida de todo cristão: o importante não é o comportamento religioso exterior, manifestado em rituais e normas, mas sim o que habita no coração do ser humano. O que importa é ter boa vontade, consciência e o coração desejoso de fazer o bem.
Hoje, Marcos nos mostra que o processo de contaminação pela impureza era uma questão grave! E ultrapassava toda a imaginação dos escribas e fariseus. Eles temiam tornarem-se impuros pelo contato físico com coisas e pessoas. Assim conduzidos pelo pensamento tão equivocado estavam impedidos de perceber os verdadeiros agentes de contaminação.

Era urgente que Jesus apontasse para eles onde estavam e em que consistiam os elementos contaminadores. Desta maneira, para Jesus o que contamina o homem não está fora de si. Mas sim está radicado no mais intimo do coração humano.

Infelizmente, não é fácil se precaver quando não se tem um coração puro. Dai provêm às impurezas que incapacitam o ser humano para um relacionamento adequado com Deus.

É relativamente fácil segregar-se das coisas e pessoas tidas como transmissoras de impureza. Pelo contrário, é extremamente difícil manter a devida distância do que saí de dentro da pessoa e tem o poder de contaminar.

Vigilância e discernimento são duas atitudes imprescindíveis. Sem elas, a hipocrisia apodera-se da ação humana. Não raro, a pessoa fiel às regras de purificação acaba sendo a mesma que nutre maus pensamentos contra o próximo.

O discípulo do Reino previne-se contra esta falta de autenticidade. Dele se exige, em primeiro lugar, a purificação das motivações de sua ação.

Seu agir deve brotar de um coração puro, sem dolo nem má-fé e buscar unicamente o bem do próximo. Esta é a pureza requerida por Deus. A outra se reduz à mera questão de higiene, sem a menor relevância.

Portanto, e como dizia no ontem, só se é verdadeiro discípulo, quando trazemos e nutrimos no coração uma experiência inspirada nos sentimentos do coração de Deus.

A interioridade é, na verdade, a força sustentadora da autêntica experiência de fé, de culto a Deus e de sinceridade no relacionamento com os outros.

Jesus pede dos seus discípulos esta construção e esta conquista. O de fora se sustenta autenticamente a partir do que está no fundo do coração. Manter as aparências e enganar é hipocrisia.

 O discípulo de Jesus não pode descarrilar e viver na superficialidade, nas coisas externas. Isto só é possível na medida em que o discípulo compreende que o impuro não é o entra nele vindo de fora, explicou Jesus chamando para perto de si à multidão.

Impuro é o que sai do interior. Ele recorda em linguagem bem direta que o que sai do interior é que é impuro: as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Jesus conclui: "Tudo isso vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras.".

É fácil colocar capas, roupas e cores que indicam outras coisas, até nobres. O que vale é verificar o fundo do coração, diante de Deus e da própria consciência.

Deus, não se engana. Ele, mais do que qualquer outro, mesmo a própria pessoa, conhece o mais escondido do coração. Ao discípulo só resta uma alternativa.

Passar a limpo a própria interioridade, permanentemente, e escolher sempre o caminho do amor que resgata, nos recria, nos perdoa e nos reconcilia com Deus. Outra opção de que devemos a todo custo fugir é hipócrita. Isto é, a condição de um povo que ‘louva com os lábios, mas o coração está longe de Deus’

 "A mais longa jornada é a jornada interior”, escreveu Dag Hammerskjold. Como isto é verdade! Jesus entendeu as condições do coração humano. O que é em nossos corações pode realmente nos fazer necessitar uma cirurgia espiritual do coração.

De nossos corações vêm os maus pensamentos, imoralidade sexual, crimes, violência, cobiça, más intenções, fraudes e muito mais. Corramos ao cirurgião de todos os tempos para que Ele faça um novo transplante do nosso coração.

Tire-nos o de pedra e nos dê o coração de carne! Tire-me o coração velho e me revista do teu sempre novo, capaz de amar e perdoar até os meus inimigos e perseguidores.

Capaz de compreender, acolher, dialogar e, sobretudo a não olhar somente pelo exterior, mas sim para o meu interior, preocupando-me com a sua purificação continua.

 

JESUS, MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO, FAZEI O MEU CORAÇÃO SEMELHANTE AO VOSSO. FAZEI-ME VIVER O AMOR E A RECONCILIAÇÃO!

Reflexão Apostólica:
Ontem refletimos da quantidade de justificativas que damos ao invés de ouvirmos ou assumirmos nossas falhas e esse evangelho de hoje trás uma dura e profunda conclusão do que começamos a conversar ontem: reconhecer nossa covardia!
Vamos reler o evangelho de hoje para podermos conceber a natureza e o poder da exortação de suas palavras. Notaremos que elas resumem aquilo que mais tentamos ocultar: QUE TEMOS MUITA “CULPA NO CARTÓRIO” SOBRE NOSSOS ATOS. “(…) Porque é de dentro, do coração, que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas conseqüências.”.
A vontade de prevalecer sobre as situações que provocamos ou que não temos domínio coloca-nos de frente com um profundo dilema: AMADURECER E RECONHECER OU JUSTIFICAR E PROCURAR ALGUÉM QUE RECEBA A CULPA. É dessa covardia que falo
Nenhum de nós têm tratamento diferente perante o Pai e tão pouco, são marcadas por ele por seus erros, mas sim pela vontade insistente que querer entender sua vontade.
Preocupamo-nos demais com coisas que às vezes são tão passageiras nos esquecendo assim daquilo que pode durar para sempre como os gestos. Rezamos, louvamos, fazemos novenas e preces, mas de fato pedimos nessas preces a coisa certa?
Muitas vezes nossos louvores e suplicas conseguem tocar ao céu e ai de fato somos agraciados por Ele com um milagre, uma cura, uma benção (…), mas o que muda em mim como pessoa após tão profundo contato com o Senhor?
Sentamos, ajoelhamos, nos prostramos obstinados a trazer o Senhor à nossa causa, mas não o convidamos a ficar em nossa companhia.
Como estava escrito ontem: “(…) Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus
Ano passado discutíamos numa reunião a o quanto as pessoas perderam ou abandonaram pelo caminho a essência da Quaresma, do santo, do sagrado.
Valorizamos o quanto conseguimos ficar sem comer carne, mas não o quanto estou disposto a mudar. As pessoas cada vez menos se entregam a compromissos (principalmente de mudança pessoal) e sim a realizações de objetivos pessoais, que geralmente não passam de necessidades pequenas.
Vejo e acompanho pessoas indo em “igrejas” que prometem a salvação e milagres extraordinários pagando valores que variam de R$ 50,00 a R$ 100,00 para que alguém reze por ele e consiga pagar uma dívida impagável no banco.
Pagam para ver “milagres” sem compromisso e sem fé. Buscam um deus comercial de realizações de quimera e que “ama” fazer suas ações ao vivo pela TV. O mais chato é que muitos desejam copiar esses modelos em seus grupos, movimentos e em suas vidas…
Milagres extraordinários custam a acontecer talvez por nos tornamos iguais aos fariseus e aos discípulos: justificativas e covardias
Padre Joãozinho muito sabiamente afirma sobre algumas situações não dá para “lutar com as mesmas armas”; nosso trabalho de evangelizador não é comercio ou uma lojinha de shopping que “vence” a “concorrência” por promoções melhores e longos pagamentos. Jesus nunca disse que seria fácil a vida dos seus seguidores. O convite era ser pescador de homens e não comerciantes da graça.
Para que tudo isso mude eu preciso mudar minha concepção sobre as pessoas. Preciso assumir meus erros e de fato corrigi-los. Preciso buscar a santidade de pensamentos principalmente quanto aos pré-julgamentos que afastam meu irmão da graça de Deus.
Peçamos a Jesus que purifique nossos corações de qualquer impureza, dos pensamentos ruins... Que Ele nos dê um coração puro, um coração novo que saiba amar, perdoar, acolher. Um coração que não critica, que não julgue e não persegue. Peçamos um coração justo, que respeite o próximo, que saiba dialogar e compreender os necessitados, os excluídos. Peçamos um coração humilde, misericordioso e agradável a Deus.
Propósito: Abraçar o bem que está dentro de nós e prestar mais atenção naquilo que sai do nosso coração.

Dia 11

Felicidade... fé... confiança... amor... esperança...

Tenha fé em si mesmo, porque Deus habita em seu coração.

Confie em sua capacidade pois, com a graça de Deus, você vai superar os obstáculos!

Tenha a certeza de que pode corresponder à confiança que Deus em você depositou quando entregou os talentos para que fossem desenvolvidos e colocados em prática.

Plante sempre as sementes do amor por onde passar.

Alimente a esperança e tenha a certeza de que sua vida vai mudar para a melhor!

“Feliz aquele que encontrou a Sabedoria, e que alcançou grande prudência.”  (Pr 3,13).

 


Evangelho do dia 10 fevereiro terça feira 2026


10 Fevereiro - Que Deus nos inspire e nos assista, pois ai de nós se formos soldados despreparados no campo de batalha. (L 15).
 São Jose Marello


Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 7,1-13

"Alguns fariseus e alguns mestres da Lei que tinham vindo de Jerusalém reuniram-se em volta de Jesus. Eles viram que alguns dos discípulos dele estavam comendo com mãos impuras, quer dizer, não tinham lavado as mãos como os fariseus mandavam o povo fazer. (Os judeus, e especialmente os fariseus, seguem os ensinamentos que receberam dos antigos: eles só comem depois de lavar as mãos com bastante cuidado. E, antes de comer, lavam tudo o que vem do mercado. Seguem ainda muitos outros costumes, como a maneira certa de lavar copos, jarros, vasilhas de metal e camas.)
Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram a Jesus:
- Por que é que os seus discípulos não obedecem aos ensinamentos dos antigos e comem sem lavar as mãos?
Jesus respondeu:
- Hipócritas! Como Isaías estava certo quando falou a respeito de vocês! Ele escreveu assim:
"Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração
está longe de mim.
A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus."
E continuou:
- Vocês abandonam o mandamento de Deus e obedecem a ensinamentos humanos.
E Jesus terminou, dizendo:
- Vocês arranjam sempre um jeito de pôr de lado o mandamento de Deus, para seguir os seus próprios ensinamentos. Pois Moisés ordenou: "Respeite o seu pai e a sua mãe." E disse também: "Que seja morto aquele que amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe!" Mas vocês ensinam que, se alguém tem alguma coisa que poderia usar para ajudar os seus pais, mas diz: "Eu dediquei isto a Deus", então ele não precisa ajudar os seus pais. Assim vocês desprezam a palavra de Deus, trocando-a por ensinamentos que passam de pais para filhos. E vocês fazem muitas outras coisas como esta."

Meditação:

Temos aqui um longo texto de contestação das observâncias judaicas. O questionamento é sobre a lei de pureza no comer com mãos impuras. A resposta de Jesus é abrangente, removendo o mérito das leis de pureza e das demais tradições opressoras. Abandonam a lei de Deus, lei do amor, pelas tradições dos homens, isto é, tradições ideologizadas, criadas para garantir interesses pessoais.

Hoje nos encontramos com duas classes de pessoas: Jesus, um homem livre e libertador, e alguns fariseus e mestres da lei que criticam a conduta dos discípulos de Jesus.

Marcos nos apresenta o problema que alguns fariseus e mestres da Lei vindos de Jerusalém colocaram a Jesus.  Estamos ante uma polêmica da época de Jesus, mas também de nossos dias.

A intenção dos fariseus era descobrir se, na formação dada por Jesus a seus discípulos, ele os incitava à não-observância da Lei. A fama do Mestre havia chegado à capital onde se supunha que a prática da religião fosse irrepreensível. Pelo que se dizia dele, parecia que seu ensinamento não se enquadrasse nos padrões religiosos da época, e suas orientações rompiam com o sistema religioso estabelecido.
Quem tinha se aproximado do Mestre com o intuito de desmascará-lo, acabou sendo desmascarado por ele. Tudo começou com a crítica feita aos discípulos: Por que se sentam à mesa sem antes terem lavado cuidadosamente as mãos?

Era um costume fundado numa série de preconceitos. Um deles é que o contato exterior com as coisas pode tornar impuro o coração humano. Outro era o medo de ter tido contato com algum pagão e, por isso, ter contraído alguma impureza. A impureza interior explicava-se, pois, por um gesto puramente exterior.

Jesus pôs-se a demonstrar como a tradição considerada exemplar era, em última análise, caduca, e podia ser inescrupulosamente manipulada. Exemplo disso era a forma desumana como muitos mestres da Lei e fariseus “piedosos” tratavam seus pais, distorcendo a Lei, a ponto de interpretá-la a seu favor. A impiedade era, assim, acobertada por uma falsa piedade. O Mestre Jesus procurava evitar que seus discípulos fossem contaminados por esta mentalidade.
É muito grave quando Deus não apenas faz advertências a respeito da conduta do seu povo, mas o acusa da gravidade de suas escolhas.

Quando Jesus diz que ‘vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens’ está apontando o núcleo inspirador de atitudes comprometedoras de um povo que se apresenta como religioso, guardião da prática religiosa correta.

 No entanto, desloca, friamente, e com uma convicção inquestionável, a Deus do seu lugar insubstituível de centro da vida dos que crêem. Nada é tão grave. Nada é tão grave quando o coração humano e sua inteligência passam a ser a única medida correta de arbitragem do que é certo e do que é errado.

Tudo é possível quando cada pessoa, ancorada em práticas religiosas, ritualmente obedecidas com rigor, se torna a medida única e última de tudo.

 Os resultados são arbitrariedades e insolências, impiedades e maldades que eliminam tudo e todos os que não se localizam no enquadramento estreito desta pretensão humana.

O absurdo deste procedimento alcança o ápice de pretender envolver a Deus, colocando-se ao seu redor, como os conterrâneos religiosos de Jesus fizeram com Ele, certos de sua condição moral questionável, para apresentar questionamentos de tal modo a assumirem o próprio lugar de Deus quando o julga e aos seus como incorretos, desrespeitosos e sem autoridade.

O centro da questão para a disputa estabelecida com Jesus Mestre, fruto da posição pretensiosa assumida pelos fariseus e mestres da lei, é o fato de os discípulos de Jesus comer sem lavar as mãos.

 A tradição incluía abluções rituais. Havia um escrúpulo de se ter tocado coisas impuras antes da refeição com o conseqüente risco de contaminação.

É bom entender que a higiene focalizada não se refere àquela necessária para que não se corra o risco de comprometimentos sanitários.

 A preocupação e a ritualidade assumida se deve a uma concepção de puro e impuro, segundo critérios muito próprios que chegam às raias de doentios e até perversos, criando preconceitos e transformando a vivência religiosa em maldosa consideração dos outros para verificar a quem condenar ou criar condições de desmoralizações.

Jesus reage à tentativa de desmoralização que buscar aplicar sobre ele. Na verdade, em Israel um Mestre não tinha autoridade se não conseguisse que os seus discípulos obedecessem à risca todos os preceitos e ritos previstos pela prática religiosa.

Certamente, com satisfação, que é o sentimento dos perversos e dos convencidos de sua oca dignidade moral, os interlocutores de Jesus pensavam ter encontrado um meio de desmoralização do Mestre e condenação dos seus discípulos.

 Este é o único caminho comum e sempre muito explorado dos hipócritas. Buscam conquistar autoridade e validar suas posições com a desmoralização dos outros, ainda que seja fruto de suas perversas e obscuras pretensões.

Os honestos, de verdade, não necessitam atacar, destruindo os outros, para encontrar o seu próprio lugar de autoridade e reconhecimento.

 Jesus chama todos estes de hipócritas. Não são poucos. A hipocrisia se vence com algo mais que ultrapassa o simples cumprimento de ritos e normas que encobrem mentiras e interesses pessoais.

Hipócrita é, pois, uma condição que define aquele que é capaz de fazer e falar sem deixar transparecer os enganos, critérios perversos e mentiras que estão sempre guardadas com força de cálculo no fundo do coração.

A hipocrisia é uma verdadeira cultura que muitos dela vivem sem perceber, outros a adotam como artimanha para conseguir seus propósitos e não poucos se gabam das práticas que engambelam os outros para se alcançar os próprios interesses, tantas vezes imorais, prejudiciais ao bem comum, perversos e maldosos para com os outros.
Jesus contrapõe a proposta de prática religiosa dos seus conterrâneos. Não é uma simples contestação dos ritos, menos ainda um desleixo e ou uma atitude de simplesmente contestar e desconsiderar, como ato de insolência e de arbitrariedade.

O coração de Deus é misericórdia, amor, sinceridade a toda prova. Deus não usa artimanhas. Quem usa artimanhas não é capaz de amar de verdade. Interessa alcançar os próprios propósitos, mesmo que estes sejam destrutivos e comprometedores do bem de instituições e de pessoas.

 Jesus reorienta o sentido da prática religiosa mostrando que sua essência, para dar vida aos ritos de não os deixar cair numa complicada esterilidade, supõe um cuidado especial com o próprio coração.
O discípulo, então, é aquele que nutre no coração uma experiência inspirada nos sentimentos do coração de Deus. A interioridade é, na verdade, a força sustentadora da autêntica experiência de fé, de culto a Deus e de sinceridade no relacionamento com os outros. Jesus pede dos seus discípulos esta construção e esta conquista.

 O de fora se sustenta autenticamente a partir do que está no fundo do coração. Manter as aparências e enganar é hipocrisia.

 O discípulo de Jesus não pode descambar na direção da hipocrisia. Isto só é possível na medida em que o discípulo compreende que o impuro não é o entra nele vindo de fora, explicou Jesus chamando para perto de si a multidão. Impuro é o que sai do interior.

Ele recorda em linguagem bem direta que o que sai do interior é que é impuro: as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo.

 Jesus conclui: ‘Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem’. É fácil colocar capaz, roupas e cores que indicam outras coisas, até nobres.

O que vale é verificar o fundo do coração, diante de Deus e da própria consciência. Deus, não se engana. Ele, mais do que qualquer outro, mesmo a própria pessoa, conhece o mais escondido do coração. Ao discípulo só resta uma alternativa.

Passar a limpo a própria interioridade, permanentemente, e escolher sempre o caminho do amor que resgata, nos recria, nos perdoa e nos reconcilia com Deus. Outra opção, de que devemos a todo custo fugir, é hipócrita. Isto é, a condição de um povo que ‘louva com os lábios, mas o coração está longe de Deus’. O nosso coração como os Apóstolos deve ser verdadeiramente íntimo de Deus.

Reflexão Apostólica:

Quantas vezes lemos esse evangelho, mas como é interessante vê-lo ser novo todo dia.

Vocês já repararam a quantidade de justificações que damos e temos dado sem ninguém ter pedido? Parece estranho, mas é uma coisa importante a ser observada hoje.

Um irmão exclama: “você andou sumido”! Reparemos que não é uma pergunta que ele nos fez, mas rapidamente a justificamos: “Sim! Mas foi por causa disso e disso” …

A justificativa parece brotar como um meio natural de se defender do que achamos que pensarão ou falarão de nós, mas viver se justificando pode parecer que somos inseguros, imaturos ou neuróticos.

Um segundo exemplo: recebendo uma crítica construtiva!

Esse mesmo irmão diz que ficou perfeito o que fizemos, mas deixamos passar despercebido um ou outro detalhe, que no fim, ninguém viu ou reparou.

Nossa percepção imatura, insegura ou neurótica, esquece o elogio recebido primeiro passando a se defender do pequeno erro visto, pois é inadmissível que haja algo a melhorar.

O padre, o pregador, o músico que não aceita um comentário relevante sobre seu trabalho; o chefe que se abraça ao orgulho para não reconhecer uma falha; uma mãe ou pai que descarrega o cansaço do dia nos filhos e mesmo assim orgulhosos não pede desculpas; o funcionário que se esqueceu de fazer uma tarefa; o troco dado errado; a trombada dentro do ônibus lotado; a batida por desatenção no trânsito…

Jesus não incomodava a ninguém, mas era preciso encontrar defeitos para atacá-lo. As mãos sujas eram a justificativa que precisavam para ocultar de suas mentes os milagres, os prodígios, os ensinamentos. Para o medíocre não é preciso muito para tampar os olhos – um dedo basta.

Um dedo era suficiente para ocultar toda a bondade realizada e operada naquele povo. Um grão de areia e suficiente para cegar um cético, um descrente, um invejoso que não precisa de muitos argumentos para difamar, caluniar… basta um grão chamado QUERER para poder seu cérebro VER APENAS O QUE DESEJA VER.

Os fariseus bordavam ou estampavam em suas vestes as leis que seguiam, mas o que estava escrito nem sempre era seguido.

Vale aqui lembrar as pessoas que ainda hoje pegam a Bíblia e "sorteiam" palavras que lhes agradam. Retiram a mensagem que lhes convém ou agrada e que muitas vezes pode agredir aos irmãos.

Quem não conhece alguém que parece conhecer a Bíblia de “trás pra frente”, mas usa suas mensagens apenas para justificar seus atos, inclusive os errados?

Às vezes parece que estamos no caminho certo, mas Deus sempre nos convida a olhar novamente onde já havíamos procurado, lançar novamente as redes onde já havíamos jogado e nos surpreender com o resultado.

Justificar é normal, mas é preciso ter disciplina também quanto a isso. Sejamos mais humildes às correções e menos "doutores" em algum assunto, ousemos a jogar novamente a rede.

Não fechemos nossos olhos facilmente. Limpemos constantemente o que limita nosso olhar.

Precisamos saber se somos cristãos de palavras ou de coração. O cristão de palavras é aquele que vive uma religiosidade de cumprimento de preceitos, normas e rituais, que em nada difere dos rituais de alquimia e bruxaria que existem por aí; o que muda é que no lugar de abracadabra, fala frases bonitas com efeitos especiais.

O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno. 

Propósito: Servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. Ser mais misericordioso (a) para com o meu semelhante, a partir da minha própria casa.

Dia 10

A existência humana é somente uma passagem para a verdadeira vida com Deus no céu.

Embora sinta saudades de um ente querido que partiu, não fomente uma tristeza exagerada.

As pessoas são dignas de esperança, pois crêem naquele que deu a vida para salvar a humanidade e ressuscitou para lhes mostrar o caminho.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Ninguém vai ao Pai, se não for por mim”, disse Jesus (cf. Jo 14,6).

A única certeza da vida é que, um dia, todos morrerão e viverão em Deus.

Deus preparou para todos um lugar no céu.

“Na cada de meu Pai há muitas moradas.

Não fosse assim, eu vos teria dito.

Vou preparar um lugar para vós.

E depois que eu tiver ido e preparado um lugar para vós, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós.”

(Jo 14,2-3).


 

Evangelho do dia 09 fevereiro segunda feira 2026


09 fevereiro - Preparemos as armas, fortaleçamos o espírito, purifiquemos os afetos, treinemo-nos para qualquer tipo de luta, para que, na hora do aperto, a nossa coragem não vacile e não vacilem as nossas forças no confronto com as armas do inimigo. (L 31). São Jose Marello


Marcos 6,53-56
"Jesus e os discípulos atravessaram o lago e chegaram à região de Genesaré, onde amarraram o barco na praia. Quando desceram do barco, o povo logo reconheceu Jesus. Então, eles saíram correndo por toda aquela região, começaram a trazer os doentes em camas e os levavam para o lugar onde sabiam que Jesus estava. Em todos os lugares aonde ele ia, isto é, nos povoados, nas cidades e nas fazendas, punham os doentes nas praças e pediam a Jesus que os deixasse pelo menos tocar na barra da sua roupa. E todos os que tocavam nela ficavam curados."

Meditação:

As pessoas que procuravam chegar ao lugar onde ouviam falar que Jesus estivesse eram tocadas por Ele e curadas das suas enfermidades.
O lugar onde Jesus está é o local aonde as coisas acontecem, por isso, nós agimos com sabedoria quando buscamos coerentemente estar presentes nos ambientes em que se vivencia o Evangelho.
Muitas pessoas pregam que todos os caminhos considerados bons nos levam a ter uma experiência com Deus, porém, quando conhecemos a Jesus e temos acesso a Sua Palavra nós descobrimos que Ele é o Único Caminho que nos leva ao Pai.
Esta experiência com Jesus nos faz ter um conhecimento Dele e do Seu amor que cura, que liberta e que dá sentido a tudo, até ao nosso sofrimento.
Assim como no tempo em que Jesus pregava a boa nova do reino e os doentes eram curados de toda espécie de enfermidades, hoje também, nós recebemos a cura e a libertação interior dos males que nos escravizam.

Este pequeno relato é uma síntese, formada por três elementos fundamentais no ministério de Jesus: a pregação, o anúncio da Boa Nova, a cura das enfermidades e os exorcismos, a libertação dos oprimidos por espíritos imundos ou espíritos do mal. O texto narra que os moradores de Genesaré reconheceram Jesus assim que chegou no lugar.

Será que conseguimos dimensionar o tamanho do desespero dessas pessoas? Conseguimos imaginar o quanto a pessoa de Jesus fazia renascer a esperança em quem já se dava por vencido, derrotado, desiludido? Entretanto é preciso destacar um fato que antecede toda essa narrativa de hoje.

Um pouco antes das pessoas praticamente se acotovelassem POR TÊ-LO RECONHECIDO ao aportar, seus próprios discípulos, momentos antes, não o haviam reconhecido caminhar pelas águas durante o mar revolto.

As pessoas SIMPLES e as mais SEDENTAS conseguem reconhecê-lo com maior facilidade em suas vidas do que aqueles que andam ao “seu lado”.

Os SIMPLES sempre foram exaltados POR Jesus. São pessoas cuja fé parece cercá-los, torná-los repletos… conseguimos ficar bem perto deles mesmo no olho da tempestade. Geralmente são pessoas serenas, sorridentes, espontâneas que muitas vezes não tiveram as oportunidades que tivemos de estudar; vêem beleza onde vemos falhas; conseguem ver Deus mesmo acamadas, doentes, limitadas… Nas missas tentam ajudar no que podem; muitos são desafinados ao cantar (mas para Deus isso pouco interessa), e o que melhor os caracteriza é que raramente caem! Passam-se anos e anos e olha ele (a) lá ainda!
Os SEDENTOS buscam por algo que a sacie! Isso parece óbvio, mas o fazemos? Os sedentos não são aqueles que esperam o maná cair do céu e sim que como Moisés “rufam” o cajado na rocha e fazem brotar água pela fé em Deus.

Os que tem sede são aqueles que cercam o Senhor de todos os lados e dele se revestem; são pessoas que abandonam as vaidades, as picuinhas, as discussões de lado e abraçado ao irmão que discorda, continuam a caminhar juntos; são aqueles que batem boca pelo caminho, mas não desistem de caminhar naquela direção.

Sedento não é aquele que mortifica sua alma na quaresma em busca de um milagre que novamente o torne puro, mas aquele que purifica sua alma na quaresma e faz o tempo comum um milagre; sedentos são aqueles que ainda têm a “roupa de missa”; que não trocam um encontro semanal com o Senhor, que insistem mesmos cansados, a rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria antes de dormir; são aqueles que ainda acreditam na catequese, na crisma, no casamento. Sedento não é o que apenas planta, é o que zela, cuida, monitora, (…) mesmo que veja outra colher.?
Tem uma canção que resume esse sentimento sobre quem conseguirá reconhecer o Senhor ao vê-lo chegar: “(…) Senhor, quem entrará no santuário pra te louvar? Quem tem as mãos limpas, e o coração puro, quem não é vaidoso, e sabe amar…”.

Reflexão Apostólica: 
Cada dia mais, as relações humanas vêm se tornando superficiais, formais; as pessoas se comunicam pela internet, telefone, mas quando a conversa é olho no olho, as palavras somem.
Nesta Palavra de hoje, Jesus deixa-se tocar, Ele vai na ferida de todos que o buscavam, sem medo, sem restrições. Doentes, marginalizados, excluídos, todos queriam chegar perto daquele Homem que não discriminava, mas ao contrário, acolhia a todos dando-lhes a cura e mais que isso, oferecia-lhes a libertação do mal que os retirava da sociedade, pois naquela época os doentes eram vistos como os castigados por Deus, pelos seus pecados ou pecados de seus antepassados.
Jesus mostra que devemos ir para o meio da multidão, tocar as pessoas, mostrar afetuosidade; hoje em dia, nas escolas os professores são proibidos de tocar nos alunos, os chefes não se aproximam de seus funcionários, porque tudo é muito distorcido e para a sociedade que se acostuma cada vez mais com o virtual, o toque muitas vezes é interpretado com malícia.
Se Jesus vivesse nos tempos de hoje, Ele certamente se deixaria ser tocado por prostitutas, travestis, moradores de rua e mais uma vez seria mal interpretado, julgado erroneamente.
Não podemos deixar a frieza limitar nosso comportamento. Precisamos "chegar junto" daquele que sofre, seja com um abraço, com um tapinha nas costas, uma palavra de força, mas sempre utilizando a generosidade de nossos atos para abençoar, curar, perdoar.
O Cristo que é verdadeiro Homem viveu os sentimentos humanos e se compadeceu e Ele que também é verdadeiro Deus, amou com Amor divino, curando a todos que o buscavam com fé.
Que o Senhor nos dê a Graça de ir além das relações superficiais, que nos dê a sensibilidade de se aproximar dos irmãos que necessitam de um toque de Amor.

Propósito: Demonstrar, pela vida, que o amor de Deus se revela no amor ao próximo.

Dia 09

Cada pessoa é única e recebe de Deus dons inigualáveis.

Trabalhe com aquilo que você possui, com suas habilidades, capacidades e talentos naturais.

Utilize tudo isso plenamente e seja determinado a alcançar as metas.

Procure sempre ter objetivos espirituais e profissionais.

Faça tudo com muito amor e viva um dia de cada vez, mudando e acreditando em si mesmo.

Procure aprimorar o que existe de bom em você, caminhando rumo à perfeição.

“Teu coração não inveje os pecadores, mas persevera no temor do Senhor o dia inteiro: assim tens a descendência garantida, e a tua esperança não se frustrará.” (Pr 23,17-18).

 


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

EVANGELHO DO DIA 08 FEVEREIRO 2026 - 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM


08 fev - Coragem, coragem, o tempo urge. Ai de nós se nos encontrarmos desprovidos para o dia da batalha! (L 26). São José Marello


Mateus 5,13-16

 Vocês são o sal para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelas pessoas que passam.
- Vocês são a luz para o mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto. Pelo contrário, ela é colocada no lugar próprio para que ilumine todos os que estão na casa. Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu.

 

REFLEXÃO PARA O 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 08 fev 2026 MATEUS 5,13-16 (ANO A)

 Na liturgia deste quinto domingo do tempo comum, continuamos a leitura do grande discurso programático de Jesus no Evangelho de Mateus, conhecido como o “discurso da montanha” (Mt 5–7). No domingo passado, fora lida a introdução desse discurso, que corresponde às bem-aventuranças (Mt 5,1-12), um texto que é considerado o coração do primeiro evangelho. O texto proposto para hoje – Mt 5,13-16 – é exatamente o que sucede imediatamente às bem-aventuranças. De acordo com o evangelista Mateus, continuando um ensinamento vital para a comunidade de seus seguidores, Jesus emprega duas imagens bastante fortes e interpelantes, o sal e a luz, para demonstrar o quanto a vivência das bem-aventuranças é indispensável na vida dos seus discípulos e, consequentemente, para a comunidade cristã. Por isso, é importante recordar que tudo o que é desenvolvido ao longo do discurso da montanha é, na verdade, consequência ou desdobramento das bem-aventuranças.

Consideradas pela maioria dos exegetas como o autorretrato de Jesus, as bem-aventuranças são, ao mesmo tempo, o programa de vida que ele propõe para os seus discípulos e discípulas de todos os tempos. A vivência delas devem ter um efeito transformador no mundo, comparável aos efeitos do sal e da luz, empregados para suas finalidades mais básicas: dar sabor e iluminar, respectivamente. Ora, é da vivência das bem-aventuranças que depende a instauração do Reino dos Céus na terra. Para que esse Reino, de fato, aconteça, é necessário que as pessoas, começando pelos discípulos, assumam um estilo de vida semelhante ao de Jesus, ou seja, que pratiquem as bem-aventuranças. Por isso, o emprego das imagens do sal e da luz são seguidos de advertência sobre o perigo de que estes elementos não sejam bem utilizados.

As imagens do sal e da luz são, assim, uma síntese da missão dos seguidores de Jesus e, ao mesmo tempo, uma demonstração do efeito dessa missão. Eis, pois, a primeira imagem com a consequente advertência: «Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens» (v. 13). Embora seja possível identificar diversas funções para o sal, sobretudo na antiguidade, o texto deixa muito claro que faz referência ao seu uso para a alimentação, seja como condimento, quanto como conservante. Mesmo assim, é importante recordarmos também outras funções atribuídas ao sal ao longo da Bíblia. Era símbolo de qualquer coisa duradoura e preciosa, tornando-se, inclusive, sinal da indissolubilidade da aliança, de modo que uma aliança eterna era chamada de “aliança de sal” (cf. Nm 18,19). Outro significado para o sal é a purificação, sendo um elemento utilizado nos sacrifícios cultuais (cf. Lv 2,13; Ez 43,24), e empregado também por Eliseu para purificar as águas das fontes de Jericó (cf. 2Rs 2,19-22).

Aqui no texto de Mateus, no entanto, como já acenamos anteriormente, e considerando o inteiro versículo, a referência ao sal está relacionada ao seu uso no alimento, pois o texto indica o dar sabor como função primordial. É importante perceber também o universalismo atribuído aos seguidores de Jesus: ser sal de toda a terra, ou seja, marcar presença e fazer a diferença em todo o mundo, e não apenas dentro das fronteiras de Israel. Essa dimensão universalista da missão cristã será evidenciada ao longo de todo o Evangelho de Mateus, e encontrará o seu ápice no envio missionário pós-pascal, quando o Ressuscitado ordenará que seus discípulos devem ir a todas as nações para ensinar, batizar e discipular (cf. Mt 28,19-20). Seja para dar sabor, seja para conservar alimentos, o sal é indispensável na vida dos ser humano. Assim também é indispensável a presença de cristãos e cristãs no mundo, para que o projeto libertador de Jesus seja realizado e o Reino se instaure. Ao falar do risco de o sal tornar-se insosso e, consequentemente, inútil, se faz uma advertência ao risco de omissões e falta de testemunho dos cristãos no mundo. Assim como não tem sentido um sal sem sabor, também não tem sentido cristãos sem a prática das bem-aventuranças, ou seja, sem fome e sede de justiça, sem mansidão no coração, sem misericórdia e sem amor.

A segunda imagem empregada ocupa todo o restante do texto e, aparentemente, é mais simples ou, pelo menos, mais compreensível, já que é uma imagem mais frequente ao longo da Bíblia: «Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte» (v. 14). A imagem da luz, de fato, atravessa toda a Bíblia, muito mais do que a do sal, bem como o seu efeito é muito mais visível. Inclusive, a própria missão de Jesus na Galileia foi apresentada por Mateus como luz, como refletimos há dois domingos (cf. evangelho do terceiro domingo do tempo comum: Mt 4,12-23). Como extensão e continuação da missão de Jesus, também a missão dos seus discípulos é apresentada como luz. Isso mostra que a missão dos discípulos é a mesma de Jesus. Novamente, a dimensão universalista da missão é recordada: os cristãos não devem ser luz somente para um determinado grupo de pessoas ou de uma determinada região, mas de todo o mundo. A segunda parte do versículo é, certamente, uma crítica à cidade de Jerusalém e às autoridades de Israel, como um todo. Ora, Jerusalém fora construída sobre um monte (cf. Is 2,1) exatamente para de lá resplandecer a luz de Deus; porém, fora corrompida pelos poderes religioso e político, ofuscando a luz de Deus. Temos aqui, portanto, uma clara denúncia a Israel e, especialmente, a Jerusalém que falhara na sua missão de ser luz das nações (cf. Is 42,6; 49,6). Por isso, Deus transferiu sua luz para a marginalizada Galileia, onde Jesus iniciou seu ministério como uma luz que brilha nas trevas (cf. Mt 4,12-23). Como consequência, Jesus transfere a missão que outrora fora de Israel para os seus discípulos.

Na continuidade do texto, vemos novamente o tom de advertência, como no uso do sal: «Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos, que estão na casa» (v. 15). Tão inútil quanto um sal sem sabor e uma lâmpada escondida é a vida cristã sem testemunho, ou seja, sem a prática das bem-aventuranças. Aliás, isso nem vida cristã seria, mas apenas um teatro, um fingimento. Seria hipocrisia, como Jesus vai mostrar, com outras palavras, ao advertir a comunidade dos seus seguidores sobre a necessidade de diferenciar-se dos fariseus. Temos aqui mais um alerta sobre o risco da omissão dos cristãos no mundo, diante das injustiças e de todas as formas de manifestação do mal. O cristão não pode se omitir onde há trevas, onde há negação da vida.  Uma lâmpada debaixo da mesa é a imagem do discípulo omisso e medroso, incapaz de denunciar as injustiças que estão ao seu redor, e conivente com as situações de opressão e negação da vida. Uma vez que a luz acesa não tem outra função que não seja iluminar, também os cristãos não podem omitir-se de testemunhar o Evangelho, cuja condição é a vivência das bem-aventuranças, que são o programa de Jesus.

O versículo conclusivo consiste em mais uma exortação e advertência. Assim como houve com Israel, também havia na comunidade cristã uma tendência ao envaidecimento e ao orgulho, o que é totalmente incompatível com o ensinamento de Jesus. É necessário que os discípulos sejam sinal de luz diante das outras pessoas, mas que não sejam recompensados ou elogiados por isso, pois é ao Pai que está nos céus que devem ser dirigidos todos os louvores; é esse o sentido do versículo: «Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus» (v. 16). Os cristãos de todos os tempos devem cumprir boas obras, devem “fazer o bem” como fez Jesus (cf. At 10,38), de modo que revelem o Deus em quem acreditam. Em outras palavras, o versículo quer dizer que o reconhecimento e o louvor de Deus pela humanidade dependem essencialmente do estilo de vida dos cristãos. E isso é uma grande responsabilidade. O mundo conhece Deus à medida em que os cristãos dão sabor ao mundo e o iluminam com as ações e os gestos concretos que praticam. O Deus que é Pai, portanto, não se torna conhecido pelo ensino de uma doutrina, e sim pelo testemunho dos cristãos.

Dia 08

Às vezes, os seres humanos correm tanto e ficam tão absortos em seus problemas que não enxergam o próximo.

Não é preciso muito esforço para oferecer um sorriso ou uma palavra amiga aos demais.

É impossível calcular quanta alegria essa atitude pode trazer ao dia de uma pessoa.

Esforce-se para que seu sorriso envolva os que o rodeiam.

Um sorriso franco e sincero tem o poder de animar os semelhantes.

“O insensato, quando ri, levanta a voz; o sábio apenas sorri calmamente.”

(Eclo 21,23).

 


Evangelho do dia 07 fevereiro sábado 2026


07 fevereiro -
Quando te sentires cansado, levanta os olhos, coloca a mão no coração; tu estás diante do Senhor, estás com os amigos, estás com a catolicidade: a comunhão dos Santos é uma grande verdade de fé... Pai, filhos, irmãos, uma corrente única de amor. (L 23). São José Marello


São Marcos 6,30-34

Os apóstolos voltaram e contaram a Jesus tudo o que tinham feito e ensinado. Havia ali tanta gente, chegando e saindo, que Jesus e os apóstolos não tinham tempo nem para comer. Então ele lhes disse:
- Venham! Vamos sozinhos para um lugar deserto a fim de descansarmos um pouco.
Então foram sozinhos de barco para um lugar deserto. Porém muitas pessoas os viram sair e os reconheceram. De todos os povoados, muitos correram pela margem e chegaram lá antes deles. Quando Jesus desceu do barco, viu a multidão e teve pena daquela gente porque pareciam ovelhas sem pastor. E começou a ensinar muitas coisas.

Meditação:

Todos nós, cada qual a sua maneira, somos chamados a dar uma resposta frente a uma pergunta fundamental: Quem é Jesus? Marcos também se depara com este questionamento. Sua comunidade, que vivia um momento difícil e conturbado da história de Israel - o período anterior à grande guerra de 70 - esperava um Jesus glorioso, revestido de poder. Acreditavam que Ele logo viria e acabaria com as suas dificuldades. Para isto, era necessário que apenas orassem.

O evangelho de hoje nos dá uma boa pista de como respondermos à inquietação apresentada. Vamos ao texto:

Lembremo-nos de que esta narração deve estar ligada aos textos anteriores e posteriores, para que possamos compreender melhor seu sentido. Antes dela, Mc 6,6-13, já se diz que Jesus havia enviado os discípulos à missão para fazer o que Ele faz, trazendo vida e esperança aos pobres e marginalizados.

A ação dos discípulos faz com que aqueles que viviam afastados da sociedade, discriminados e excluídos por esta, devido a uma lógica de poder e de pureza, sejam novamente trazidos ao centro (curam enfermos).

Para aqueles que se encontram divididos ou em situação de divisão, eles trazem a unidade possibilitadora de voltar a ser criativo (expulsam demônios), fazendo-os o centro do projeto de Deus, tornando-se eles também discípulos e profetas do mestre, que denunciam estas mesmas situações de corrupção, injustiça e marginalização. Devolvesse-lhes o direito a ser gente, ter esperanças e serem protagonistas da história (Mc 6,13).

Em contraste a este panorama Mc 6,14-29, apresenta um banquete do poder. Este banquete, que alimenta alguns sobre a fome de muitos, traz a morte e a injustiça. Mata-se um dos líderes do povo tentando matar sua esperança: João Batista. E agora, quem será o novo líder?

A pericote seguinte começa a delimitar o modelo da liderança de Jesus e a maneira como podemos identificá-lo. O versículo 30 começa nos informando que os discípulos contam a Jesus o que haviam realizado (Mc 6,13).

Pegando a frase do Evangelho: "viu a multidão e teve pena daquela gente porque pareciam ovelhas sem pastor", Jesus atrai para si o título de pastor. Este atributo a Jesus, recebe a sua justificação na observação do evangelista ao interpretar os sentimentos do coração do Senhor vendo as multidões que O seguiam, Jesus se compadeceu delas, teve pena.

Mestre desde o início da Sua missão convida os discípulos, a todos manifestarem aos homens o amor de Deus por eles. E, em poucas linhas, podemos ter o quadro da vida de Jesus com os Apóstolos e a multidão do povo: a intimidade do Senhor com o grupo dos Doze em ordem à formação dos mesmos, a atividade intensa da vida pública de Jesus e dos Apóstolos, o entusiasmo do povo pelo Senhor, a sua disponibilidade apesar da fadiga, por fim, os sentimentos profundos de Jesus perante esse povo, errante e faminto.

É assim que Deus olha para mim e para ti bem como para toda a tua família e os homens no mundo inteiro. Deus deseja e quer que todos O procuremos: Havia ali tanta gente, chegando e saindo.

Embora com o desejo e a vontade de atender a todos, Jesus com os apóstolos ele ressalta a sua necessidade de descanso, depois as tarefas apostólicas. Para dize que também o missionário precisa de descanso.

Um tempo de retiro, de recuperação das energias, de intimidade com Deus. Foi por isso que quando voltam empolgados com os resultados da missão, a primeira reação do Mestre é convidá-los para uma retirada, para que possam refazer as forças. Jesus tem critérios que não correspondem com o grande critério da sociedade nossa – o da eficácia!

Para ele, os apóstolos não eram máquinas, mas em primeiro lugar pessoas humanas, que necessitavam de ser tratados como tais. O trabalho – mesmo o trabalho missionário – não é o absoluto. Jesus reconhece a necessidade dum equilíbrio entre todos os aspectos da vivência humana.

Aqui há uma lição para muitos cristãos engajados hoje – embora devamos nos dedicar ao máximo pelo apostolado, não devemos descuidar das nossas vidas particulares, da nossa saúde, do cultivo de valores espirituais, da saúde e do relacionamento afetivo com os outros.

Caso contrário, estaremos esgotados em pouco tempo, meras máquinas ou funcionários do sagrado, que não mostram ao mundo o rosto compassivo do Pai, mas que por dentro seremos ocos.

A missão de Jesus deve ser continuada nos discípulos. A primeira impressão que se tem é a de que se findou a missão. Faz-se necessário, agora, descansar. Porém, diante de um povo necessitado e marginalizado pelas autoridades, que estão mais interessadas e preocupadas com suas leis injustas e ineficazes, com seus rituais sem vida, do que com a miséria deste povo. Jesus utiliza justamente esta necessidade do povo como critério de julgamento para o que "pode" ou "não pode" ser feito. Jesus assume a tarefa de acolhê-los e alimentá-los.

Frente à situação latente de um deserto em que não se pode viver ou estar só, por estar repleto das necessidades do povo, Jesus muda de atitude: tem compaixão. Aproxima-se e sente com este povo sua miséria e desejo. Compreende e rechaça a lógica que o explora e sacrifica, fazendo abrir os olhos para uma nova possibilidade: a partilha que advém da nova organização social (Mc 6,35-44).

Fazendo isso Jesus, se mostra como pastor para um povo sem líder e sem rumo. Esta perspectiva tem valor fundamental para Marcos: o pastor é aquele que defende a vida de suas ovelhas, está com elas e as dá identidade própria. Frente a um povo sofrido, oprimido e marginalizado por falsas lideranças, Jesus se mostra como o verdadeiro líder: aquele que tem por projeto a igualdade. Como Deus é o bom pastor de Israel, Jesus é o Deus que caminha conosco.

Nota-se, ainda, que Marcos diz que Jesus ensina (v. 34), porém não nos relata tais ensinamentos. Isto parece indicar que descobriremos os ensinamentos de Jesus ao olharmos para sua prática: ensinou a partilhar o pão, para que todos sejam saciados e possa sobrar.... A lógica atual do mercado prega o comprar, guardar para saciar. A lógica cristã do Reino deve basear-se justamente no contrário: doar para sobrar.

O banquete da vida é aprendido no encontro com o mais necessitado, tirando-o desta situação rumo à fraternidade. Não mais exclusão, injustiça ou marginalização, mas a justiça de Deus: a cada um conforme a sua necessidade.

Quem come o banquete com Jesus jamais vai querer sentar-se à mesa com Herodes... Em qual mesa estamos?

Reflexão Apostólica:

Os discípulos de Jesus voltaram da missão para a qual haviam sido enviados e reuniram-se com Ele para contar tudo que lhes havia acontecido. Com certeza deviam estar cansados, pois Jesus convidou-os a descansar com Ele em um lugar deserto. No entanto, a multidão sedenta os seguia em busca de ajuda.

Jesus teve compaixão deles pois eram como “ovelhas sem pastor e começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.” Apesar de todo cansaço e da hora avançada Jesus motivava os Seus discípulos a perceberem a necessidade daquele povo que buscava cura, libertação e paz

Hoje também, a multidão precisa de ajuda e, mesmo sem saber, ela busca alguma coisa que possa preencher o vazio do seu coração. Somos chamados a enxergar as necessidades dessa multidão e para isso, Jesus também nos forma.

Assim como fez com os Seus discípulos Ele também nos atrai a um lugar deserto a fim de nos preparar para que sejamos pastores (as) das pessoas desanimadas e sem esperança que estão ao nosso redor.

Com Jesus nós encontramos refrigério para a nossa alma e aprendemos muitas coisas que nos são úteis, tanto para a nossa felicidade pessoal como também, comunitária e familiar. Ele nos ensina a arte de viver melhor em qualquer circunstância enfrentando todas as dificuldades.

Desse modo nós poderemos ajudar aquelas pessoas que ainda não O conhecem e não têm ainda intimidade para ficarem a sós com Ele. Os melhores ensinamentos da nossa vida nós os recebemos quando passamos por experiências de dor e de sofrimento, com Jesus!

Ser pastor é saber dar testemunho de fé, de confiança no plano de Deus e, assim, ser luz para o irmão que também passa por necessidade. Jesus também, hoje, nos leva a descansar, refrigera as nossas dores e nos consola para que também, possamos ser pastores que aliviam e que amparam as ovelhas transviadas. 

Você se sente pastor (a) de alguém ou espera que alguém venha pastoreá-lo (a)? Você tem testemunhado as suas experiências de dor para ajudar a alguém? Jesus já o (a) levou para o deserto? O que você tem aprendido com Jesus?

Todos os momentos são bons para evangelizar, Jesus não os desperdiça e inclusive muda o programado para ensinar, tudo porque se deixa interpelar pela condição das pessoas e por saber o motivo pelo qual veio. Serve-nos como modelo. O pastoreio era para o povo de Israel um tema muito importante. Desde Abraão até o rei Davi, muitos dos grandes personagens tinham sido pastores.
E a imagem do bom pastor estava introduzida na mentalidade do povo. O próprio Deus era considerado o "pastor de Israel". Pelo descuido de muitos sacerdotes do templo, de falsos profetas e de mestres que só exploravam o povo e viviam às custas dos pobres, Deus promete enviar um pastor, como Davi, que apascentará o povo segundo o coração de Deus.
Esse é Jesus! Como bom pastor, é toda ternura para com seus cordeiros e suas ovelhas (não tem tempo nem para comer ou descansar), e vai até o extremo quando se trata de defender o rebanho, pelo qual entrega sua vida. Ser como Jesus, ter seu perfil e atitudes fez muitas pessoas serem generosas e valentes a ponto de se lançaram ao mundo para trabalhar pelos que estavam sozinhos, tristes e abandonados, imitando Jesus e os apóstolos, não tendo tempo sequer para comer ou descansar. Somos assim?

Como vimos, o texto ressalta a compaixão de Jesus para com o povo com uma característica específica: era um povo muito sofrido, rejeitado e desprezado pelos chefes político-religiosos de então, que nem tinha tempo para comer. E quando ele se retirava, o povo ia atrás dele. O que atraía tanta gente?

Com certeza não foi em primeiro lugar a doutrina, nem os milagres, mas o fato de irradiar compaixão, de demonstrar duma maneira concreta o amor compassivo de Deus. Jesus não teve “pena” do povo, não teve “dó” dos sofridos. Teve “compaixão”, literalmente, sofria junto, e tinha uma empatia com os sofredores, que se transformava numa solidariedade afetiva e efetiva.

Este traço da personalidade de Jesus desafia as Igrejas e os seus ministros hoje, para que não sejam burocratas do sagrado, mas irradiadores da compaixão do Pai.

Infelizmente, muitas vezes as nossas igrejas mais parecem repartições públicas do que lugares do encontro com a comunidade que acredita no amor misericordioso de Deus e na compaixão de Jesus!

A frieza humana freqüentemente marca as nossas atitudes, pregações e cuidado pastoral. Num mundo que exclui que marginaliza e que só valoriza quem consome e produz o texto de hoje nos desafia para que nos assemelhemos cada vez mais a Jesus, irradiando compaixão diante das multidões que hoje como nunca estão como ovelhas sem pastor.

Propósito:

Pai, dá-me as disposições necessárias para eu realizar bem a missão recebida de Jesus, tendo-o sempre como modelo.

Dia 07

Saber calar e falar quando é preciso é um princípio de sabedoria.

Falar quando se deve calar pode piorar a situação. De acordo com o ditado: “Falar é prata, calar é ouro”.

Quando proferidas para ajudar os irmãos, as palavras são úteis e dão frutos; no entanto, quando prejudicam os semelhantes, são impróprias.

Falar e calar... é necessário moderar e praticar esse princípio.

Os verdadeiros sentimentos se manifestam mais por atos que por palavras.

“Quem é sadio mantém-se calado até certo tempo, mas o leviano e o imprudente não esperam a ocasião.

Quem usa de muitas palavras será detestado; da mesma forma, quem arroga o poder para si injustamente.” (Eclo 20,7-8).

 


EVANGELHO DO DIA 11 FEVEREIRO QUARTA FEIRA 2026 - NOSSA SENHORA DE LOURDES - PADROEIRA DE APUCARANA - PARANÁ

  11 fevereiro - - Nossa Senhora de Lourdes. A humildade de Maria Santíssima é quase infinita e não podemos sequer imaginá-la. Ela se reb...