quinta-feira, 26 de março de 2026

EVANGELHO DO DIA 29 MARÇO 2026 - DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR


29 março - É necessário pedir a São José a tranquilidade e a igualdade de espírito; ele era sempre igual a si mesmo, tanto quando dava ordens a Jesus, a Sabedoria do Pai, como quando exercia a sua profissão, ocupando-se com os trabalhos mais humildes e grosseiros. (S 173). São José Marello


"Este era verdadeiramente Filho de Deus!” - Mateus 26,14–27,66
29 março 2026

[...]. Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”. Com ele também crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro, à esquerda. Os que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: “Tu que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!” Do mesmo modo zombavam de Jesus os sumos sacerdotes, junto com os escribas e os anciãos, dizendo: “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel: desça agora da cruz, e acreditaremos nele. Confiou em Deus; que o livre agora, se é que o ama! Pois ele disse: ‘Eu sou Filho de Deus’”. Do mesmo modo, também o insultavam os dois ladrões que foram crucificados com ele. Desde o meio-dia, uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde. Pelas três da tarde, Jesus deu um forte grito: “Eli, Eli, lamá sabactâni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o disseram: “Ele está chamando por Elias!” E logo um deles correndo, pegou uma esponja, ensopou-a com vinagre, colocou-a numa vara e lhe deu de beber. Outros, porém, disseram: “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!” Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. Nisso, o véu do Santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitas pessoas. O centurião e os que com ele montavam a guarda junto de Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: “Este era verdadeiramente Filho de Deus!” [...].

Reflexão para o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor - Mateus 26,14 – 27,66 (Ano A)

Todos os anos, na liturgia do domingo de ramos, faz-se a leitura de uma das narrativas da paixão de Jesus. Neste ano, temos a oportunidade de ler e refletir a partir do relato de Mateus. Pela sua extensão, a liturgia salta alguns versículos, propondo a leitura já à partir da traição de Judas, e terminando com o sepultamento: Mt 26,14 – 27,66; mesmo assim, a leitura proposta continua longa, totalizando 128 versículos; essa longa extensão, obviamente, nos impede de fazer um comentário mais pormenorizado. Por isso, procuraremos colher a mensagem global do texto e, na medida do possível, enfatizar os aspectos mais relevantes, destacando alguns detalhes que pertencem exclusivamente ao relato de Mateus.

Os relatos da paixão e morte de Jesus constituem o núcleo de base da redação dos evangelhos. Embora o nosso foco nesse ano seja especificamente o relato de Mateus, os aspectos introdutórios que abordamos aqui valem também para os demais evangelhos. Ora, as primeiras páginas escritas dos livros que hoje conhecemos como evangelhos, foram exatamente as narrativas da paixão e morte de Jesus. Como a catequese e a vida litúrgica das primeiras comunidades giravam em torno do anúncio do Cristo Ressuscitado, aos poucos, surgiram muitas dúvidas a seu respeito, tipo: “Como ele viveu? Como foi a morte daquele que ressuscitou?”. Diante de tais questionamentos, a primeira necessidade foi contar como se deu a morte de Jesus, pois só ressuscita quem passa pela morte. Logo, era necessário contar como Jesus morreu.

Com as primeiras perseguições, tanto das autoridades romanas quanto dos líderes religiosos judeus, a morte se tornava cada vez mais presente nas comunidades, e o anúncio e a adesão ao nome de Jesus passava a ser sinal de perigo. Para quem não tinha convivido com Jesus, tornava-se cada vez mais difícil perseverar na fé, acreditar no seu nome e na sua ressurreição. E, para animar e fortalecer uma comunidade ameaçada pela perseguição, nada melhor do que reconstruir a história da perseguição e morte de Jesus, enaltecendo sua fidelidade aos propósitos do Pai e sua resistência. Os evangelhos, enquanto livros, surgiram, portanto, como resposta às dúvidas e crises vividas pelas primeiras comunidades. É claro que toda a vida de Jesus, desde o início com a pregação do Batista, é edificante para as comunidades cristãs. Mas, a memória da sua paixão foi a primeira necessidade para dar credibilidade ao anúncio da ressurreição. Ao ler o relato da paixão, portanto, estamos lendo o ponto de partida do evangelho escrito.

Tendo acesso hoje aos textos inteiros dos evangelhos, percebemos que o relato da paixão que estamos lendo mostra a conclusão de uma vida que não poderia ter um fim diferente. Ora, desde o início, a mensagem de Jesus foi uma alternativa aos sistemas vigentes, político e religioso. Logo, seu desfecho final foi o rechaço por parte desses sistemas. Durante a sua trajetória terrena, Jesus praticou e pregou o que a religião e o sistema político da época não aceitavam: o amor incondicional ao próximo, a justiça, a gratuidade nas relações, o perdão ilimitado, o cuidado com os mais necessitados, a solidariedade, a acolhida aos excluídos e marginalizados, e o bem acima de tudo. Uma vida marcada por estas características não poderia ter outro fim, senão a condenação e morte precoces, pelos sistemas que não compactuavam com essa mensagem. É importante perceber que a cruz, a pior das penas aplicadas na época, não foi predestinação e nem acidente, mas consequência de uma trajetória marcada pelo inconformismo diante das atrocidades do sistema. Jesus não se adequou aos padrões de comportamento da época: não foi um cidadão exemplar, como exigia o poder romano, nem um devoto fiel, como exigia a religião judaica, pois sua obediência e fidelidade estava toda voltada para o Pai do céu.

O relato é situado em Jerusalém, onde Jesus já se encontrava com seus discípulos para a celebração da páscoa, a festa dos judeus por excelência. Ao entrar em Jerusalém, Jesus foi acolhido triunfantemente como o profeta de Nazaré da Galileia (cf. Mt 21,1-11). Ali, desenvolveu o seu ministério por alguns dias em meio à tensões e conflitos com os comerciantes do tempo (cf. Mt 21,12-14) com os grupos e autoridades religiosas, especialmente os fariseus, saduceus, sacerdotes e escribas (cf. Mt 21,23-27,45; 22,23-33; 23,13-36), como preparação para o confronto final. Foi, portanto, na cidade santa que Jesus foi condenado, o que não lhe surpreendera, pois ele mesmo já tinha alertado: “Jerusalém, Jerusalém, que matas profetas e apedrejas os que te são enviados” (Mt 23,37a). Inclusive, ele mesmo tinha prevenido os seus discípulos com os três anúncios da paixão, que seria condenado e morto em Jerusalém, pelos sumos sacerdotes e escribas (cf. Mt 16,21; 17,22-23; 20,17-19).

Assim, a morte trágica de Jesus, foi consequência de uma inteira existência marcada por uma opção radical pelas causas do seu Pai, a quem foi fiel e obediente até às últimas consequências. Durante seu ministério na Galileia, houve conflitos doutrinais com os fariseus e outros grupos; mas é em Jerusalém que as disputas passam do campo doutrinal para a esfera do poder. A páscoa, como sabemos, é a festa em que os judeus faziam memória da libertação da escravidão do Egito, tinha como ponto alto a ceia pascal, na qual comia-se o cordeiro imolado, símbolo da festa. Ciente de que era a sua última, estando à mesa com os discípulos, Jesus mesmo se apresenta como cordeiro, doando a sua existência (Mt 26,26-30).

Como um relato edificante para a comunidade, a narrativa da paixão serve de alerta e denúncia, não apenas às autoridades que executaram Jesus, mas também às incoerências da comunidade. Por isso, recordamos um dado bastante negativo que, certamente, levou a comunidade do evangelista a refletir e ponderar quando sofria perseguição, que é a dispersão e abandono dos discípulos no momento da sua prisão: “Então, todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram” (Mt 26,56). Os discípulos ficam com medo e sentem-se frustrados ao perceber que o projeto de Jesus não corresponde às suas expectativas. São os mesmos que, no início do Evangelho, deixaram barco, família, redes e até coletoria de impostos para segui-lo (cf. Mt 4,20.22; 9,9). Agora, é a Jesus que eles abandonam. É uma advertência à comunidade e, ao mesmo tempo, um consolo: deve haver resistência e força para não desistir, mas sendo composta de seres humanos, a comunidade será sempre passível de medos e incoerências.

O duplo julgamento de Jesus, um religioso e outro político, ou seja, diante do sinédrio (26,57-68) e de Pilatos (27,11-26), mostra a covardia e a hipocrisia da união das forças hostis quando tem um inimigo em comum, pois os poderes romano e judaico não se suportavam. O sinédrio, órgão jurídico máximo do judaísmo, o acusa de blasfêmia, e ao poder romano ele será denunciado como subversivo e agitador, alguém que pretende ser rei. Esses dois poderes estavam viciados na corrupção, no suborno e na mentira; mantinham um relacionamento de conveniência, tendo o povo pobre como alvo de suas cobiças. O movimento de Jesus surgiu como alternativa a tudo isso; logo, a repressão seria inevitável. Aqui, é importante recordar um detalhe: como a comunidade de Mateus vivia mais tensões com o judaísmo do que qualquer outra, ele enfatiza mais a culpa do sinédrio do que a do poder romano. Um dado do texto que enfatiza isso é o fato de ser somente o seu evangelho a mencionar Pilatos lavando as mãos, querendo, com isso, isentar-se de culpa pela condenação de Jesus (27,24).

A cruz é decretada como pena exemplar para Jesus (27,26.35). Em plena páscoa, sua festa máxima, a religião oficial não hesita em ser conivente com a condenação de um inocente e justo. Os líderes religiosos, mais do que nunca, colocaram a Lei e a doutrina acima da vida. Não obstante tanto sofrimento, Jesus manteve-se firme em seus propósitos e na confiança no Pai. Não hesitou, mesmo não escondendo a sua humanidade. Gritou de dor, lamentou-se, mas não abriu mão de suas convicções (27,46-48). Em meio ao suplício e ao abandono dos seus, Jesus faz prevalecer as convicções de seguir até o fim. Aquele projeto de vida nova, com justiça, igualdade e amor sem distinção não poderia ser jogado fora de repente. O rosto amoroso do Pai que ele veio revelar não poderia ser escondido.

A cruz veio, portanto, como consequência de uma vida toda marcada pelo amor. E, nele, ao invés de ser simplesmente sinal de condenação, a cruz se tornou sinal de salvação e de reconhecimento do seu amor e de sua pertença a Deus. Na cruz ele foi escarnecido e humilhado, mas também reconhecido em sua mais profunda identidade: “Ele era mesmo era o mesmo Filho de Deus!” (27,54). Surpreende que essa declaração não saiu de nenhum discípulo, mas daqueles que executaram a pena: o oficial e os soldados. Isso é significativo em dois aspectos, principalmente: primeiro, porque é na morte de cruz que a identidade de Jesus é plenamente revelada; segundo, porque daquele momento em diante, todos, independentemente da etnia e da religião, puderam conhecer o rosto verdadeiro de Deus revelado no seu filho amado.

O reconhecimento do oficial e dos soldados é mencionado logo após o evangelista dizer que “a cortina do santuário se rasgou de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se abriram” (27,51). O rasgar-se do véu do santuário é um dado comum aos três sinóticos (cf. Mt 27,51; Mc 15,38; Lc 23,45); já o sucessivo terremoto, cuja descrição continua nos versículos seguintes (cf. Mt 27,51-53), é exclusividade de Mateus. Esse dado simbólico significa a falência completa da religião e do sistema político que tinham acabado de matar Jesus. A cortina ou véu do santuário marcava a divisória do espaço sagrado do templo: somente os sacerdotes podiam ultrapassar a divisória demarcada pelo véu. Jesus, mesmo morrendo, mostra sua força; consegue abolir as divisões e rótulos impostos pela religião. De agora em diante, conhece a Deus quem segue o seu filho até as últimas consequências, quem vê na cruz instrumento de libertação e não mais quem frequenta o templo e pratica a Lei. A imagem do terremoto, exclusiva de Mateus, simboliza a instauração de uma nova ordem no mundo; significa a renovação completa da humanidade, compreendendo a destruição das antigas estruturas e o surgimento de um mundo novo, fundado no amor de Deus revelado por Jesus.

Compreendendo a fidelidade com que Jesus abraçou o projeto de tornar o Reino de Deus acessível a todos, é possível perceber que a morte não é capaz de destruir a vida de quem se dedica dessa maneira ao bem de todos. Em meio ao suplício e ao abandono dos seus, Jesus faz prevalecer as convicções de seguir até o fim. Aquele projeto de vida nova, com justiça, igualdade e amor sem distinção não poderia ser jogado fora de repente. O rosto amoroso do Pai que ele veio revelar não poderia ser escondido. A cruz veio, portanto, como consequência de uma vida toda marcada pelo amor. E, nele, ao invés de ser simplesmente sinal de condenação, a cruz se tornou sinal de salvação e de reconhecimento do seu amor e de sua pertença a Deus.

Dia 29

Qual é o real significado da oração?

Talvez pareça que é somente recitar, repetir as preces decoradas na infância.

No entanto, significa muito mais que isso.

É falar, dialogar com o Senhor, apresentar-lhe tudo o que existe no coração.

Por isso, reze, peça e insista.

Mesmo que não possa ir a uma igreja, reze sozinho no quarto, em casa ou em qualquer lugar.

Ore em todas as circunstâncias e em todo lugar.

“Pedi e vos será dado!

Procurai e vos encontrareis!

Batei e a porta vos será aberta!

Pois todo aquele que pede recebe, quem procura encontra, e a quem bate, a porta será aberta”. (Mt 7-8).

 


Evangelho do dia 28 março sábado 2026

28 - São José não desejava nada, não queria nada a não ser agradar a Deus; por isso vivia sempre inalterável, mesmo nas contrariedades. Espelhemo-nos nesse sublime modelo e aprendamos a nos manter calmos e serenos em todas as circunstâncias da vida. (L 228). São Jose Marello


João 11,45-56

"Muitas pessoas que tinham ido visitar Maria viram o que Jesus tinha feito e creram nele. Mas algumas pessoas voltaram e contaram aos fariseus o que ele havia feito. Então os fariseus e os chefes dos sacerdotes se reuniram com o Conselho Superior e disseram: - O que é que nós vamos fazer? Esse homem está fazendo muitos milagres! Se deixarmos que ele continue fazendo essas coisas, todos vão crer nele. Aí as autoridades romanas agirão contra nós e destruirão o Templo e o nosso país. Então Caifás, que naquele ano era o Grande Sacerdote, disse: - Vocês não sabem nada! Será que não entendem que para vocês é melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído? Naquele momento Caifás não estava falando por si mesmo. Mas, como ele era o Grande Sacerdote naquele ano, estava profetizando que Jesus ia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo todos os filhos de Deus que estão espalhados por toda parte.
Então, daquele dia em diante, os líderes judeus fizeram planos para matar Jesus. Por isso ele já não andava publicamente na Judéia, mas foi para uma região perto do deserto, a uma cidade chamada Efraim, e ficou ali com os seus discípulos. Faltava pouco tempo para a Festa da Páscoa. Muitos judeus foram a Jerusalém antes da festa para tomar parte na cerimônia de purificação. Eles procuravam Jesus e, no pátio do Templo, perguntavam uns aos outros:
- O que é que vocês acham? Será que ele vem à festa?"

Meditação

Nestes últimos dias da Quaresma, preparando a Semana Santa e a Páscoa, a liturgia destacou, no evangelho de João, as perseguições dos chefes judeus a Jesus, com a decisão firmada de matá-lo.
Jesus caminhava, e os sinais eram evidentes e isso era motivo para que os pontífices e os fariseus pensassem em liquidar com Ele.
Os sinais que Jesus realizava chamavam a atenção dos fariseus que temiam que Ele fosse aclamado Rei e atraísse a fúria dos romanos que desejavam reinar sobre os judeus.
Eles não percebiam, porém, que Jesus viera ao mundo não para tornar-se Rei, mas, vítima entregue em holocausto para a salvação da humanidade.
O Plano de Deus se realizava e o próprio sumo-sacerdote Caifás profetizou quando disse: “
Será que não entendem que para vocês é melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído?” Caifás prognosticou que a missão de Jesus era salvar a humanidade.
De fato, sem saber ele decretou a sentença de morte para Jesus como redenção para os homens. Deus age de acordo com o Seu Plano e nos faz Seus instrumentos de salvação, mesmo que às vezes, nem nós percebamos como foi o caso de Caifás.
Muitas vezes, apenas uma palavra que nós pronunciamos é um sinal que Deus dá ao mundo para que a sua vontade se realize.
Nada acontece por acaso, os sinais de Deus na nossa história também são evidentes. São muitas as ocasiões em que nos encontramos num emaranhado de situações e não entendemos o que está atrás de tudo, mas a confiança de que o Plano de Deus se realiza, mesmo que nem saibamos, é a nossa única arma para nos mantermos firmes na luta esperando a vitória final.
No evangelho de hoje, temos a continuidade da narrativa em que Jesus, em casa de Maria, ressuscitara seu irmão Lázaro. Esta ressurreição marca o fim do ministério de Jesus.
A ressurreição de Lázaro é o sétimo sinal que Jesus realiza. Muitos dos judeus acreditaram Nele e outros contaram aos fariseus o que Jesus havia realizado.
Mais uma vez os que seguiam Jesus tiveram que optar, acreditar ou não acredita Nele, acolher ou rejeitar sua ação que devolve a vida e vence a morte.
A ressurreição de Lázaro foi a "gota d'água", para que a morte de Jesus fosse decretada. Teriam que fazer alguma coisa, os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o conselho e decidem pela morte de Jesus, o argumento que usaram não era verdadeiro, a blasfêmia, por Jesus dizer ser Ele o Filho de Deus.
A verdade é que Jesus fora condenado a morte, porque incomodava os chefes da lei, a elite, os fariseus, ou seja, os poderosos da época. Jesus fazia o bem a todos, e não podiam mais permitir que ele continuasse com sua ação libertadora, de bondade e de vida.
Morto o cachorro, acabou-se a raiva. Assim pensavam os dirigentes do povo ao ver que cada vez mais pessoas seguiam Jesus, enquanto Ele lhes pregava duras verdades. Tampouco poderiam tratá-lo como rebelde, porque atuava sempre pacificamente. Fariseus, escribas e autoridades religiosas firmaram a sentença de morte de Jesus.
Identificam a sobrevivência do povo com a sua sobrevivência. Assim justificam seu oportunismo político e a injustiça que cometem.
A atividade de Jesus em favor dos marginalizados e excluídos os interpela seriamente. A denúncia é feita pelo próprio Deus que trabalha na história. Eles afastam o questionamento matando o enviado de Deus.
Esta maneira de argumentar dos poderosos para justificar a opressão que realizam se repete uma e outra vez na grande história.
Entretanto, erraram os cálculos. Mataram Jesus, porém sua causa continuou viva no meio daqueles que buscam liberdade e justiça. Nossos mártires a gritam com seu sangue
Reflexão Apostólica: 
Quantas vezes, por ciúmes ou inveja, julgamos ou tentamos denegrir a imagem de alguém que nos incomoda?
Nós, muitas vezes, condenamos e até mesmo "queimamos" os nossos concorrentes, arrumando um jeito de diminuir as suas qualidades: sejam no emprego, por ciúmes daqueles colegas que são mais capazes que nós, seja aquela garota que é mais bonita, do professor, ou aquele cara forte que arrasa quando chega na área...
Semana passada, conversando com um amigo,  ele disse-me: "Trabalhei muitos anos como bancário, e, como eu não conseguia nivelar-me aos demais, quase sempre era chamado de 'estrela' e era muito perseguido, acho que não necessariamente pela minha inteligência ou pelo meu destaque, pois não sou pessoa  que gosta de  aparecer, mas pelo meu esforço. E o pior foi quando tive por chefe, um coordenador que sabia menos do que todos nós..."
A psicologia diz que quando cruzamos com outra pessoa na rua, na nossa mente fazemos um pequeno julgamento, ao comparar-nos com aquela criatura de Deus.
Olhamos discretamente e pensamos: "será que esse(a) aí já leu os livros que li? Será que tem as mesmas propriedades que tenho? Não me parece que já visitou os mesmos lugares que eu!...
Não podemos culpar ou condenar alguém por sua competência e capacidade. Devemos admitir que essa está mais preparada do que nós, que ele se empenha e é mais dedicada. Não é mais interessante se nos juntarmos a ela e somar forças?
Enquanto isso, vamos correr atrás, tentar melhorar, crescer, buscar de mais conhecimento, sem ter que conviver com medo diário de perder o nosso lugar ou o nosso espaço.
Essa é uma das lições que o evangelho nos dá hoje: "
Não julguem e não serão julgados! Não condenem e não serão condenados!"
Não podemos permitir que esses sentimentos ruins dominem nossos pensamentos, nosso coração, e não condenar alguém por fazer bem coisas que se quer tentamos fazer.
É tempo de buscarmos e orarmos pela nossa transformação, conversão, para sermos felizes e procurar fazer sempre o bem.
Precisamos tomar mais cuidado para não fazer como os líderes judaicos. Ter mais cuidado com os nossos pensamentos e palavras. Lembrar, acima de tudo, o que nos disse o Ressuscitado: "
Não julguem e não serão julgados! Não condenem e não serão condenados!"

Oração: Pai, ajuda-me a compreender, sempre mais profundamente, o caminho para encontrar-me contigo, que Jesus nos ensinou. Livra-me, também, do apego aos esquemas já superados.

Dia 28

Em vez de criticar a família, a religião, as pessoas, mude, perdoe, recicle seu modo de ser e pensar.

Procure ser diferente, perdoando a todos e começando um novo dia com amor e novas esperanças.

Jamais se envergonhe de ser bom e viver a fé!

Acredite em Deus e em si mesmo e não se deixe influenciar por pessoas negativas ou maus pensamentos.

Não tente mudar as pessoas.

Em primeiro lugar, modifique seu modo de agir e pensar.

“Eu sou a videira e vós, os ramos.

Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer”. (Jo 15,5).

 


quarta-feira, 25 de março de 2026

Evangelho do dia 27 março sexta feira 2026


27 março - São José praticava as virtudes humildes e obscuras, mantendo-se sempre calmo, sereno e tranquilo, observando em tudo perfeita conformidade com a Vontade Divina. (S 228).
São Jose Marello


João 10,31-42
"
Então eles tornaram a pegar pedras para matar Jesus. E ele disse: - Eu fiz diante de vocês muitas coisas boas que o Pai me mandou fazer. Por causa de qual delas vocês querem me matar? Eles responderam: - Não é por causa de nenhuma coisa boa que queremos matá-lo, mas porque, ao dizer isso, você está blasfemando contra Deus. Pois você, que é apenas um ser humano, está se fazendo de Deus. Então Jesus afirmou: - Na Lei de vocês está escrito que Deus disse: "Vocês são deuses." Sabemos que as Escrituras Sagradas sempre dizem a verdade, e sabemos que, de fato, Deus chamou de deuses aqueles que receberam a sua mensagem. Quanto a mim, o Pai me escolheu e me enviou ao mundo. Então por que vocês dizem que blasfemo contra Deus quando afirmo que sou Filho dele? Se não faço o que o meu Pai manda, não creiam em mim. Mas, se eu faço, e vocês não crêem em mim, então creiam pelo menos nas coisas que faço. E isso para que vocês fiquem sabendo de uma vez por todas que o Pai vive em mim e que eu vivo no Pai. A essa altura tentaram novamente prendê-lo, mas Jesus escapou das mãos deles. Ele voltou de novo para o lado leste do rio Jordão, foi para o lugar onde João Batista tinha batizado antes e ficou lá. E muita gente ia vê-lo, dizendo: - João não fez nenhum milagre, mas tudo o que ele disse sobre Jesus é verdade. E naquele lugar muita gente creu em Jesus."

Meditação:

Estamos próximos da Semana Santa, em que comemoraremos e atualizaremos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

 Nos capítulos 8 a 11 de seu evangelho, João narra exacerbados conflitos entre os judeus e seus chefes e Jesus. É destacada no texto, de maneira repetida, a decisão de matarem Jesus.

Desde a quarta semana da Quaresma, os textos dos evangelhos diários são tirados exclusivamente do Evangelho de João, dois capítulos que sublinham a tensão dramática entre revelação progressiva, de um lado, que Jesus apresenta do mistério do Pai que o preenche completamente, e do outro o fechamento progressivo por parte dos judeus que se tornam cada vez mais impenetráveis à mensagem de Jesus.
Ante o interrogatório oficial, Jesus define a si mesmo como Filho de Deus, consagrado pelo Pai por meio do Espírito para uma missão salvadora.

Ele cumpre a missão salvadora de Deus; por isso sua atividade é igual ao Pai. As mãos de Jesus, que curam, levantam, perdoam, acariciam, são as do Pai, cujo amor comunica vida ao ser humano. Jesus não ensina doutrinas sobre Deus, mas mostra com gestos concretos quem é através de sua ação libertadora.

O aspecto trágico deste fechamento é que é feito em nome da fidelidade a Deus. Eles rejeitam Jesus em nome de Deus. 

Esta maneira que João tem de apresentar o conflito entre Jesus e as autoridades religiosas não é só algo que aconteceu no passado.
É também um espelho que reflete o que acontece também hoje. Em nome de Deus, algumas pessoas se transformam em bombas e matam outras pessoas.

Em nome de Deus nós membros das três religiões do Deus de Abraão, judeus, cristãos e muçulmanos, nos condenamos mutuamente, lutamos entre nós, ao longo da história.
Entre nós o ecumenismo é difícil, e ao mesmo tempo necessário. Em nome de Deus foram cometidos muitos erros e continuamos a cometê-los ainda hoje. A Quaresma é um tempo importante para parar e se perguntar: que imagem de Deus mora em meu ser?
Os judeus preparam pedras para matar Jesus e Jesus pergunta:"
Eu fiz diante de vocês muitas coisas boas que o Pai me mandou fazer. Por causa de qual delas vocês querem me matar? Eles responderam: - Não é por causa de nenhuma coisa boa que queremos matá-lo, mas porque, ao dizer isso, você está blasfemando contra Deus." Querem matar Jesus porque blasfema. A lei ordenava apedrejar estas pessoas.
A Bíblia chama todos Filho de Deus. Eles querem matar Jesus porque afirma ser Deus. Jesus responde citando a mesma lei de Deus: "
Na Lei de vocês está escrito que Deus disse: "Vocês são deuses." Sabemos que as Escrituras Sagradas sempre dizem a verdade, e sabemos que, de fato, Deus chamou de deuses aqueles que receberam a sua mensagem. Quanto a mim, o Pai me escolheu e me enviou ao mundo. Então por que vocês dizem que blasfemo contra Deus quando afirmo que sou Filho dele?"
Estranhamente Jesus afirma: "
na lei de vocês". Deveria ter afirmado: "na nossa lei". Por que fala deste modo? Aqui aparece novamente a trágica divisão entre judeus e cristãos, irmãos, filhos do mesmo pai Abraão, que se tornaram inimigos irremediáveis até ao ponto que os cristãos afirmam "a lei de vocês", como se não fosse a nossa lei. 

Os dirigentes judaicos respeitam Deus da boca para fora, mas na realidade são opressores do povo. Há dois projetos opostos: o da vida e o da morte.

O projeto do Deus-amor que produz vida e o dos dirigentes cuja atividade, o ódio, produz morte. Jesus não tem outro certificado para mostrar que é Filho de Deus além de suas obras.
Jesus fala novamente das obras que realiza e que são a revelação do Pai. "
Se não faço o que o meu Pai manda, não creiam em mim. Mas, se eu faço, e vocês não crêem em mim, então creiam pelo menos nas coisas que faço. E isso para que vocês fiquem sabendo de uma vez por todas que o Pai vive em mim e que eu vivo no Pai. " As mesmas palavras que disse na última Ceia (Jo 14,10-11). 

"A essa altura tentaram novamente prendê-lo, mas Jesus escapou das mãos deles." Ninguém tirará sua vida antes que Ele tenha decidido livremente entregá-la.

Não houve nenhum sinal de conversão. Eles continuam a dizer que Jesus blasfema e insistem em matá-lo. Não existe nenhum futuro para Jesus.

A morte dele já foi decidida, mas ainda não chegou sua hora. "Ele voltou de novo para o lado leste do rio Jordão, foi para o lugar onde João Batista tinha batizado antes e ficou lá. "

Aponta, assim, a continuidade de sua missão com a missão de João. Ajuda as pessoas a tomarem consciência da linha de ação de Deus na história. As pessoas reconhecem em Jesus aquele que João tinha anunciado. 
Os judeus condenam Jesus em nome de Deus, em nome da imagem que tem de Deus. Condenei alguma vez alguém em nome de Deus e depois descobri que eu estava errado? Jesus se problema "Filho de Deus". Quando professo no Creio que Jesus é o Filho de Deus, qual é o conteúdo que dou a esta minha profissão de fé?

Reflexão Apostólica: 
A Igreja dá muita ênfase à missão evangelizadora do cristão, à necessidade e obrigação que temos de levar a Palavra de Deus até onde nos for possível.
O acolhimento da Palavra é essencial para desenvolvermos nossa fé. "
Deus chamou de deuses aqueles que receberam a sua mensagem."
O sinal efetivo de nossa fé se reflete nas obras que realizamos, que brotam segundo os critérios divinos, nos identificando como criaturas semelhantes a Deus. "
Na Lei de vocês está escrito que Deus disse: 'Vocês são deuses.' "
A verdadeira fé nos induz à disponibilidade a Deus, semelhante a de Maria na Anunciação do Anjo, tornando-nos instrumentos para Sua ação junto aos nossos irmãos.
Deus sempre age através dos homens, mas nós só teremos méritos quando nos colocamos conscientemente disponíveis à sua ação.
Creio que, ao final de tudo, o que fazemos ou despendíamos em prol da construção do Reino de Deus deve se resumir em fazer que outros creiam e também conheçam a verdade que liberta.
Se isso for a síntese do que é ser um discípulo missionário devemos, portanto, ter em mente que se fizermos o que for possível, sem medir esforços para que aconteça, o Espírito Santo que habita em nós e que da testemunho que tudo isso é verdade, se manifestará e fará assim resplandecer Deus de nós para o irmão.
Em outras palavras: Somente refletindo Jesus conseguiremos convencer da verdade. “(…) Ele voltou de novo para o lado leste do rio Jordão, foi para o lugar onde João Batista tinha batizado antes e ficou lá. E muita gente ia vê-lo, dizendo: – ‘João não fez nenhum milagre, mas tudo o que ele disse sobre Jesus é verdade’“.
Quando aceitamos o chamado trino (profeta, rei e sacerdote) em prol do irmão estamos cientes que estaremos pondo nossa “cara à tapa” para os julgamentos, acusações e também aos elogios das pessoas.
Também é um fato que passaremos a ser também tentados no limite das forças para que também o reneguemos três vezes ou mais.

Teremos que enfrentar a nossa própria falta de fé, nossos questionamentos e pouca confiança ao não perceber ou receber de volta os testemunhos confirmando tudo o que aconteceu. Mas nada disso deve nos esmorecer. Não é motivo para se perder a fé.
Toda essa fala inicial vem de encontro com a mensagem implícita no evangelho de hoje. Jesus sendo Deus e mesmo declarando abertamente essa divindade é ameaçado de apedrejamento. Se com Jesus isso foi possível, por que não acontecia o mesmo conosco?
Vivemos hoje um tempo em que a falta de fé em alguns segmentos talvez seja ainda maior que no tempo de Jesus. Vemos jovens cada vez mais distantes de Deus e de suas famílias; cada vez mais pais temem exercer a paternidade ou a maternidade responsável e em virtude disso e de outros fatores quantos se voltam contra a igreja, contra a fé, contra Deus.
Deus, em sua infinita sabedoria, nos convida a fazer “propaganda” do seu amor para que outros também ganhem a vida, mas essa missão como já falamos, só tem efeito se a pedagogia do amor de Jesus conseguir MUDAR A NÓS MESMOS. Não dá pra convencer ninguém se a própria pessoa não conseguir acreditar.
Equivocamo-nos quando nos apegamos aos milagres e curas como “cabos eleitorais” de Deus, pois como o próprio texto narra, João Batista não operou milagres, mas tudo que falou de Jesus convenceu que era verdade. Lembre-se que leprosos foram curados e quantos voltaram?
Novamente enfatizo: Já que nossa missão é buscar quem se perdeu, ALGO PRIMEIRAMENTE DEVE MUDAR EM MIM. Preciso deixar essa posição cômoda que minha fé se encontra e abraçar o bem por opção. Essa ação vale apena.
Cada um de nós, criado à imagem e semelhança de Deus, tem como sentido de vida fazer obras e viver de acordo com esta condição de criaturas perfeitas, porém seres humanos.
Errar é um direito que o homem tem pela sua própria condição frágil, e aceitar esse erro é um dever, pois só Deus não erra.
Jesus foi o único Homem e também Deus. Ele não errou nunca, nunca pecou e nem cometeu faltas, mas só Ele teve esta condição.

Precisamos ter consciência de que somos frágeis, fracos e que podemos errar sim.

Assumir o próprio erro é a virtude da humildade. O orgulho de achar que somos perfeitos e que não erramos nunca nos deixa cegos e, então, tropeçamos e caímos.
Jesus, que é Deus, quando estava carregando o peso do orgulho da humanidade na Cruz, caiu para não permitir que o último tropeço dos homens fosse eterno! Neste momento, a queda de Deus Homem é transformada no único degrau para o homem chegar a Deus.

Edifique, construa, cuide, agregue, projete, coordene, levante, (…). Gestos concretos atraem mais que apenas palavras.
As boas obras decorrentes de nossa fé são elementos importantes de evangelização, servindo de testemunho às nossas palavras, o que levou os contemporâneos de Jesus a afirmarem convictamente: "
João não fez nenhum milagre, mas tudo o que ele disse sobre Jesus é verdade."

Propósito: Tornar presente o evangelho de Jesus, como forma de demonstrar que O sigo. 

Dia 27

Saiba que o fato de investir no ter mais que no ser é uma tendência natural do ser humano.

Possuir bens materiais é a meta principal de todos, objetivando a segurança no futuro.

Muitas vezes, as pessoas prendem-se tanto à aparência externa, que até conseguem ocultar suas limitações.

Lembre-se de que o mais importante é viver o essencial.

Mais que ter, é preciso ser.

“Mandaram os seus discípulos, junto com alguns partidários de Herodes, para perguntar: ´Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. Não te deixas influenciar por ninguém, pois não olhas a aparência das pessoas´”. (Mt 22,16).

 


domingo, 22 de março de 2026

Evangelho do dia 26 março quinta feira 2026


26 março - São José foi sempre tão humilde que quis ser considerado sem valor algum, mantendo-se sempre silencioso e oculto, atribuindo todo merecimento a Maria, a sua Esposa imaculada e santíssima. (S 327). São Jose Marello


João 8,51-59

"
Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem obedecer aos meus ensinamentos não morrerá nunca. Então eles disseram: - Agora temos a certeza de que você está dominado por um demônio! Abraão e todos os profetas morreram, mas você diz: "Quem obedecer aos meus ensinamentos não morrerá nunca." Será que você é mais importante do que Abraão, o nosso pai, que morreu? E os profetas também morreram! Quem você pensa que é?
Ele respondeu:- Se eu elogiasse a mim mesmo, os meus elogios não valeriam nada. Quem me elogia é o meu Pai, o mesmo que vocês dizem que é o Deus de vocês. Vocês nunca conheceram a Deus, mas eu o conheço. Se eu disser que não o conheço, serei mentiroso como vocês; mas eu o conheço e obedeço ao que ele manda. Abraão, o pai de vocês, ficou alegre ao ver o tempo da minha vinda. Ele viu esse tempo e ficou feliz. - Você não tem nem cinqüenta anos e viu Abraão? - perguntaram eles. - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: antes de Abraão nascer, "EU SOU"! - respondeu Jesus. Então eles pegaram pedras para atirar em Jesus, mas ele se escondeu e saiu do pátio do Templo."

Meditação:

O capítulo 8 parece uma exposição de obras de arte, onde é possível admirar e contemplar quatros famosos, um ao lado do outro.

 O evangelho de hoje nos apresenta um quadro, e um diálogo entre Jesus e os judeus. Não existe muito nexo entre um e outro quadro.

É o expectador que graças à sua observação atenta e orante, consegue descobrir o fio invisível que une os vários quadros, os diálogos. Assim, penetramos o mistério divino que envolve a pessoa de Jesus. Este texto de João é a conclusão, de modo contundente, do conflitante diálogo entre Jesus e os dirigentes judeus. 
Jesus faz uma solene afirmação. Os profetas diziam: Oráculo do Senhor! Jesus diz: “EM verdade, em verdade vos digo!” E a afirmação solene é esta: “Quem guarda a minha palavra, jamais verá a morte!”
Em muitos momentos este mesmo tema aparece e reaparece no evangelho de João. São palavras de grande profundidade. • João 8,52-53: Abraão e os profetas morreram. A reação dos judeus é imediata:
Agora sabemos que está fora de si. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte’. Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes tu ser?” Eles não entendiam a dimensão da afirmação de Jesus. Diálogo de surdos.
Como sempre, Jesus insiste na mesma tecla: está tão unido ao Pai que nada daquilo que diz e faz é dele. Tudo é do Pai. E ele afirma: “
Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus!  No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia; e ele o viu e alegrou-se
Estas palavras de Jesus devem ter sido como uma espada que fere a auto-estima dos judeus. Dizer às autoridades religiosas: “
Vós não conheceis o Deus que dizeis conhecer. Eu o conheço e vós não o conheceis!”, é como acusá-las de ignorância total, exatamente sobre o tema sobre o qual pensavam serem doutores especialistas.

A palavra final aumenta a medida: “Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia; e ele o viu e alegrou-se”.  Não tens cinqüenta anos e viste Abraão? Pegavam tudo literalmente, mostrando assim que não entendiam nada daquilo que Jesus estava dizendo. 

 Jesus faz uma nova afirmação solene: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, EU SOU”. Para os que acreditam em Jesus, eis que se chega aqui ao coração do mistério da história. Novamente pedras para matar Jesus. Mas nem desta vez conseguiram, porque ainda não tinha chegado a hora.

 Quem determina a hora é o próprio Jesus. Para uma avaliação pessoal • Diálogo de surdos entre Jesus e os judeus. Já fizeste a experiência de falar com uma pessoa que pensa exatamente o contrário de ti e não se dá conta? • Como entender esta frase: “Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia; e ele o viu e alegrou-se”?
O conflito de Jesus com seus adversários cresce e se agrava. Os ouvintes de Jesus não entendem sua linguagem. São dois níveis de linguagem que não encontram coincidências.

Jesus fala com uma linguagem profunda, simbólica, transcendente. Seus adversários se movem no nível da linguagem convencional, formal, superficial.
Por isso é impossível que se entendam. Também nós podemos cair no erro de ficarmos no superficial e convencional e não abrir a mente e o coração à linguagem profunda, existencial e sobrenatural de Jesus.
Trata-se de reconhecer que Jesus não é um líder a mais na história, mas a figura visível do mesmo Deus Pai. Portanto, para compreendê-lo temos que contemplá-lo como rosto de Deus.

Ele se revela para nos abrir caminho para a vida plena, a paz e a comunhão com ele. De alguma maneira, nós também somos chamados a viver essa profunda experiência de comunhão vital com Deus para mostrar seu rosto à humanidade.
A missão evangelizadora, portanto, não consiste em elaborar e pronunciar discursos a respeito de Deus, mas de mostrar nas atitudes humanas a ação salvadora e libertadora de Deus.

Reflexão Apostólica: 
Se existia alguma coisa ou frase que irritava aos doutores da lei era dizer “EU SOU”. Parece uma frase simples, mas era uma declaração, na visão deles, herética, ou seja, uma mentira mortal.
Era mortal, pois esta era a frase que Deus sempre usava ao aparecer aos patriarcas. Dizer, portanto, “EU SOU” era dizer que era Deus. Oh rapaz peitudo esse Jesus de Nazaré!

Adoro ver aqueles debates em que as pessoas ficam batendo numa tecla só para tentar “mostrar serviço” ou conhecimento.
Aqueles debates que começam assim: “Segundo a corrente filosófica tal não podemos contextualizar essa forma assim, mas conforme a visão da linguagem neurolinguística, a percepção de mundo pode ser alterada (…) risos! Entendeu? Nem eu!
Note a situação: Alguém pergunta nossa religião ai respondemos – “EU SOU CATÓLICO”! Lembre que dizer “eu sou” é dizer ESTAR COM DEUS, é atestar que Ele anda comigo, que eu o sigo; que comungo dessa opção que fiz e como Abraão, eu também tenho uma aliança de amor com Ele.
Vejam a primeira leitura de hoje: “
(…) naqueles dias: Abrão prostrou-se com o rosto por terra. E Deus lhe disse: ‘Eis a minha aliança contigo: tu serás pai de uma multidão de nações. Já não te chamarás Abrão, mas o teu nome será Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de nações. Farei crescer tua descendência infinitamente. Farei nascer de ti nações, e reis sairão de ti. ESTABELECEREI MINHA ALIANÇA ENTRE MIM E TI E TEUS DESCENDENTES PARA SEMPRE; UMA ALIANÇA ETERNA, PARA QUE EU SEJA TEU DEUS E O DEUS DE TEUS DESCENDENTES”. (Gn 17, 3-7)
Temos então um choque… quem nunca ouviu: “Eu sou católico, mas não vou à missa, pois posso rezar em casa”! “Sou católico, mas não praticante”; “Eu sou católico, mas não concordo com isso e isso (…)?
Somos humanos! Discordar faz parte da nossa natureza humana, mas às vezes nossas discordâncias são mais confusas que o próprio texto que citei. Você consegue entender por que agimos assim?
Muitas vezes, por necessidade, pagamos (consultas, cursos, palestras) para que pessoas nos digam o que já sabemos! Não é estranho?
Psicólogos, analistas, terapeutas, (…) empenham-se nos estudos pra no fim dizer o que muitas vezes sabemos e não queremos ouvir.
Temos problemas, sabemos o motivo, causa e conseqüência, mas não conseguimos resolver. Pagamos pessoas para nos ensinar a dizer: EU SOU feliz; EU SOU uma pessoa que precisa mudar; EU SOU forte…
Não esqueçamos o peso da frase EU SOU

Creio que há naus de 2000 anos, Jesus, ao ver o coração do povo vazio e sedento por uma resposta de conforto, dizia: “(…) Quem obedecer aos meus ensinamentos não morrerá nunca”; (…) Conhecerão a verdade, e a verdade os libertará (Jo 8, 32); “(…) Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei " (Mt 11, 28).
Jesus era o único especialista, nesse tratamento, que atendia pelo SUS, no entanto, mesmo gratuito e de qualidade, o povo se recusava ouvir ou esperar.
Acredite nisso e professe: “EU SOU filho adotivo de Deus”!
Apodere-se disso nesse momento e veja o poder dessas palavras! Observe como “EU SOU” soa diferente! Quando estamos com problemas, angustiados, sem esperanças ou horizontes, poderíamos dizer mais vezes isso e também ler com mais atenção a “apólice” da aliança.
Devemos aprender a ter atitudes pró-ativas e dentre elas, definir no que acredito, em quem busco meu refúgio e a solução para minhas angústias e como já afirmei anteriormente, o duro é que a gente sabe quem é que nunca nos abandona, mas somos temerosos em afirmar isso, principalmente em público!
Creia em Deus, pois Ele nunca deixou de crer em você!
Comece hoje: EU SOU uma nova criatura quando estou perto de Deus! Descobri e reconheço que o Ele me ama!

Propósito: Ter a Palavra de Deus como ensinamento para do dia a dia

Dia 26

Procure agir com naturalidade, analisando minuciosamente cada ação praticada.

Ponha a razão e a lógica na frente de seus impulsos inconseqüentes, que, muitas vezes, causam aborrecimentos e decepções.

Lembre-se de que a maneira de se comportar vai determinar como será seu futuro.

Reflita quantas vezes refez sua vida por causa de erros passados; por isso, seja o mais sensato possível.

Peça que Deus lhe conceda o discernimento entre o que é certo e errado.

As experiências adquiridas com os erros cometidos são as maiores aliadas das pessoas, para que suas atitudes sejam sensatas.

“Jesus respondeu: ´Acaso não estais errado, por que não compreendeis as Escrituras, nem o poder de Deus ?´” (Mc 12,24).

 


Evangelho do dia 25 março quarta feira 2026

25 - Festa de Nossa Senhora da Anunciação e, por participação, também de São José, que recebeu de Deus muitas graças em comum com sua Esposa, mesmo não conhecendo o grande mistério. (L 185).


EVANGELHO

Lucas 1,26-38 25 de março de 2026

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”

29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.

34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

MEDITAÇÃO

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28)

Nove meses antes do Natal, celebramos, hoje, a solenidade da Anunciação do Senhor – o dia em que a iniciativa de Deus se encontra com a adesão de sua humilde servidora. É o mistério da encarnação do Verbo.

Primeiro, Maria ficou assustada. De repente, o anjo com uma saudação estranha. “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo”. O que está acontecendo? O que isso significa? ‘Não tenha medo, Maria. Deus está muito feliz com você. Você vai conceber e gerar o filho dele, o filho que vai herdar o trono de Davi’. Maria ainda estava assustada, mas já tinha uma resposta. Deus estava feliz com ela e comunicando-lhe uma grande missão.

Depois do susto, veio a dúvida. ‘Não é possível uma coisa dessas... eu nem casada sou. Como é que uma virgem pode ser mãe?’ E o anjo: ‘Para Deus não tem isso não, Maria, tudo é possível para ele. Quer um exemplo? Izabel. Estéril, idosa, agora está grávida de seis meses’. ‘Como Deus é grande, como ele é bom’, pensou Maria. Desvaneceu-se a dúvida. Ele é o todo-poderoso. Ele faz maravilhas.

Passado o susto, ela dialogou responsavelmente para ver o alcance do que lhe estava sendo comunicado. A dúvida foi esclarecida. Vem agora a entrega. “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. Entrega-se ao cumprimento da vontade do Senhor manifestada na palavra do anjo. Realizará a sua vontade, como serva. Entrega humilde, generosa, total.

É, Deus sempre nos surpreende. Manda-nos seus recados. Ele nos pega de surpresa. Suas propostas alteram profundamente a normalidade do nosso caminho, de nossa vida. Ele tem planos diferentes dos nossos. Mas, não é uma ordem do dia, uma distribuição aleatória de tarefas que se dá a qualquer um. É, antes de tudo, uma escolha amorosa. É um voto de confiança de quem ama a quem ele cumulou de toda graça, de toda bênção. A escolha é antes de tudo um sinal distintivo do seu amor. “Não foram vocês que me escolheram, fui eu que escolhi vocês”, afirmou Jesus.

O “sim” de Maria foi muito especial. Depois do susto, ela procurou saber o alcance daquele convite tão especial da parte de Deus. Convenceu-se de que ele pode tudo e que, com ele, ela poderia vencer qualquer obstáculo, começando por fazer fecunda a sua virgindade. Teve fé. Izabel fez-lhe um elogio por sua fé: “Bem-aventurada a que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor se cumprirá”. A primeira reação à entrada surpreendente de Deus em nossa vida, integrando-nos ao seu projeto de salvação, é o susto, a surpresa. Depois vem a dúvida. E por fim, a resposta. Às vezes, ela não é como a de Maria, a de entrega generosa e humilde. Às vezes, é presunçosa e egoísta. É, muitas vezes, Deus tem recebido um “não”. ‘Não vou, porque já tenho o meu projeto, vou cuidar da minha vida ao meu modo’... Mas, hoje, dia da Anunciação do Senhor, não é dia de ‘não’, hoje é dia de ‘sim’, do ‘sim’ de Maria e do seu ‘sim’ generoso e fiel, meu irmão, meu irmã.

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28)

Nesta data, o Papa Francisco fez a consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria.

 

Rezamos agora um trecho deste ato de consagração:

ó Mãe, acolhei esta nossa súplica: Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra; Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação; 

Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus; Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão; Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear; Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar; Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade; Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo. 

Podendo, reze, hoje, o Terço Mariano, elevando preces a Deus, pelas mãos de Maria, pelo fim da guerra. Não sendo possível, recite, pelo menos, uma dezena do terço (1 pai nosso, 10 ave-marias e a glória ao Pai).

Dia 25

Existe a solidão construtiva e a não construtiva.

Tudo depende de como é encarada.

Se pensar que estar sozinho vai lhe causar tristeza, você se sentirá deprimido; ao contrário, se aproveitar o tempo disponível para ler um livro, ouvir músicas, escrever ou dormir, terá uma sensação de bem-estar.

Nesse momento, pergunte-se de que maneira está aproveitando os momentos dedicados a si mesmo.

Nos momentos de solidão, é possível chegar ao autoconhecimento e ao enriquecimento existencial.

“Tudo tem seu tempo.

Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu”.

(Ecl 3,1).

 


Evangelho do dia 24 março terça feira 2026


24 março -
É preciso procurar em São José as próprias inspirações, ele que foi na terra o primeiro a cuidar dos interesses de Jesus; tratou dele quando criança, protegeu-o menino, fez-lhe papel de pai nos primeiros trinta anos de sua vida na terra. (L 76). São José Marello


João 8,21-30

"Jesus disse outra vez: Eu vou embora, e vocês vão me procurar, porém morrerão sem o perdão dos seus pecados. Para onde eu vou vocês não podem ir. Os líderes judeus disseram: Ele diz que nós não podemos ir para onde ele vai! Será que ele vai se matar? Jesus continuou: Vocês são daqui debaixo, e eu sou lá de cima. Vocês são deste mundo, mas eu não sou deste mundo. Por isso eu disse que vocês vão morrer sem o perdão dos seus pecados. De fato, morrerão sem o perdão dos seus pecados se não crerem que "EU SOU QUEM SOU". Quem é você? Perguntaram a Jesus. Ele respondeu: Desde o começo eu disse quem sou. Existem muitas coisas a respeito de vocês das quais eu preciso falar e as quais eu preciso julgar. Porém quem me enviou é verdadeiro, e eu digo ao mundo somente o que ele me disse. Eles não entenderam que ele estava falando a respeito do Pai. Por isso Jesus disse: Quando vocês levantarem o Filho do Homem, saberão que "EU SOU QUEM SOU". E saberão também que não faço nada por minha conta, mas falo somente o que o meu Pai me ensinou. Quem me enviou está comigo e não me deixou sozinho, pois faço sempre o que lhe agrada. Quando Jesus disse isso, muitos creram nele."

Meditação:

Na semana passada, a liturgia nos levou a meditar o capítulo 5 do evangelho de João. Esta semana nos apresenta o capítulo 8 do mesmo evangelho. Como o capítulo 5, também o capítulo 8 traz profundas reflexões sobre o mistério de Deus que envolve a pessoas de Jesus.
O evangelho usa a linguagem cifrada, polêmica e simbólica. Deste texto ressaltamos alguns aspectos que chamam a atenção: em primeiro lugar, a oposição que estabelece o autor entre acima e abaixo; Jesus pertence ao mundo de cima, quer dizer, ao mundo de Deus; os judeus e seguidores de Jesus pertencem ao mundo de baixo, mundo limitado, temporal e imperfeito.
Por isso, os do mundo de baixo não podem entender a mensagem que Jesus anuncia, porque este pertence ao mundo de cima. Em segundo lugar, Jesus se declara como “Eu Sou” que nos remete ao livro do Êxodo 3, onde Deus revela seu nome a Moisés “Eu sou o que sou”. Desta maneira, Jesus se identifica com o próprio Deus.
Aparentemente, trata-se de diálogos entre Jesus e os fariseus (Jo 8,13). Os fariseus querem saber quem é Jesus. Eles o criticam porque dá testemunho de si sem nenhuma prova ou outro testemunho para se legitimar diante do povo (Jo 8,13). Jesus responde que não fala por si mesmo, mas sempre pelo Pai e em nome do Pai (Jo 8,14-19).
Na realidade, os diálogos são sempre a expressão de como era feita a transmissão catequética da fé nas comunidades do discípulo amado nos últimos anos do primeiro século da nossa era. Espelham a leitura orante que os cristãos faziam das palavras de Jesus, considerando-as expressão da Palavra de Deus.
O método de pergunta e resposta ajudava a encontrar a resposta aos problemas que, no final do século, os judeus levantavam aos cristãos. Era uma maneira concreta de ajudar a comunidade a aprofundar sua fé em Jesus e em sua mensagem.
João enfrenta um tema novo ou outro aspecto que interessa a pessoa de Jesus. Jesus fala de sua partida e afirma que aí onde ele for os fariseus não poderão segui-lo. "Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado".
Eles procurarão Jesus, mas não o encontrarão, porque não o conhecem e os procuram com critérios errados. Eles vivem no pecado e morrerão no pecado.
Viver no pecado é viver longe de Deus. Eles imaginam deus de um modo, mas Deus é diferente daquilo que eles imaginam.
Por isso não são capazes de reconhecer a presença de deus em Jesus. Os fariseus não entendem o que Jesus quer dizer e entendem tudo à letra: "Por acaso, vai-se matar?"
Os fariseus se orientam em tudo pelos critérios deste mundo. "Vós sois de baixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo!" O que orienta Jesus em suas palavras e gestos é p mundo alto, isto é, Deus, o Pai, e a missão que recebeu do Pai.
A referência dos fariseus é o mundo daqui, sem abertura, fechado em seus critérios. Por isso vivem no pecado. Viver no pecado é não ter o olhar de Jesus sobre a vida.
O olhar de Jesus é totalmente aberto a Deus até ao ponto de Deus estar todo nele com toda sua plenitude (cfr. Cl 1,19). Nós afirmamos: "Jesus é Deus". João nos convida a dizer: "Deus é Jesus!"
Por isso, Jesus afirma: "Se não acreditais que EU SOU, morrereis nos vossos pecados". EU SOU é a afirmação com a qual Deus se apresenta a Moisés na hora de libertar seu povo da opressão do Egito (Ex 3,13-14).
É a máxima expressão da certeza absoluta do fato que Deus está em nosso meio na pessoa de Jesus. Jesus é a prova definitiva do fato que Deus está conosco, o Emanuel.
O mistério de Deus em Jesus não entra nos critérios com os quais os fariseus olham Jesus. Novamente perguntam: "Quem tu és?" Não entendem porque não entendem a linguagem de Jesus.
Jesus fazia questão de lhes falar tudo o que experimentava e vivia em contato com o Pai e pela consciência que ele tinha de sua missão.

Jesus não faz autopromoção. Simplesmente afirma e expressa o que ouve do Pai. Ele é a pura revelação porque é pura e total obediência.
Os fariseus não entendem Jesus; em tudo o que ele faz e afirma, é a expressão do Pai. O entenderão só depois que o Filho do Homem for levantado. "Então sabereis que EU SOU". A palavra levantar tem um duplo sentido de levantar sobre a Cruz e ser elevado à direita do Pai.
A Boa Nova da morte e ressurreição revela quem é Jesus, e eles saberão que Jesus é a presença de Deus no meio deles.
O fundamento desta certeza da nossa fé é duplo: de um lado, a certeza que o Pai está sempre com Jesus e ele jamais ficar sozinho e, do outro, a radical e total obediência de Jesus ao Pai, que se torna abertura total e total transparência do pai para nós.
Quem se fecha em seus critérios e pensa saber já tudo, jamais poderá entender o outros. Assim eram os fariseus diante de Jesus. E eu como me comporto diante do outros? Jesus é obediência radical ao Pai e por isso é revelação total do Pai. E qual é a imagem que eu transmito de Deus?

Reflexão Apostólica: 
O Pai é quem revelou todas as coisas ao Filho; por isso, se não acreditarem em Jesus, tampouco podem crer em Deus. A alegria de Jesus está em fazer totalmente a vontade do Pai.
Quem é este Homem cujo nome é o mais procurado nas mídias virtuais, cujo tempo cronológico corre antes e depois do seu nascimento?
Quem é Ele que é o alfa e o ômega, o princípio e o fim, o servo e o Senhor?
Jesus é o Filho do Homem, Aquele cuja divindade de Deus está presente na sua humanidade. Ele é Deus e é Homem. Não é meio Deus e nem meio Homem. É Deus por inteiro no Homem por inteiro, totalmente humano e totalmente divino. É Aquele pelo qual Deus se dá a conhecer.
O homem é imanente e somente Deus é transcendente, e Jesus é tanto um quanto outro. A humanidade imanente busca a Deus transcendente, mas a transcendência não cabe na imanência, e é aqui que mora o mistério que não consegue ser revelado, porque Deus não cabe na compreensão do homem.
Jesus, o Filho do Deus vivo, é aquele que sempre existiu como Deus, mas que nasceu Homem, gerado no ventre de uma mulher pela vontade do Seu Pai, e isso é mistério.

Ele não é deste mundo, Ele é do alto, é o próprio Deus que se encarnou para nos ensinar a viver a plenitude do Amor e abrir os céus para nossa morada eterna.
Se Ele é Deus, Deus está nele como Homem, e Ele não está nunca sozinho e faz tudo o que é do agrado do Pai.
Chegar à comunhão com Deus através de Jesus é a missão principal de todo cristão. Quem chega a essa comunhão plena buscará sua felicidade na realização da vontade de Deus.

Você O conhece?

Propósito: Responder e também perguntar a outras pessoas: "quem é Jesus para você?

Dia 24

Você já reparou que existem pessoas que falam muito em doenças, dores, tragédias e morte?

Evite abordar esses assuntos, para não atrair energias negativas.

Em vez disso, cultive a saúde, a alegria, uma vida mais saudável.

Confie sempre no Senhor, que está com você em todas as circunstâncias da vida.

Diariamente, ouça com amor a Palavra de Deus.

A despeito de qualquer circunstância que lhe ocorrer, considere somente o lado bom da vida.

“Por outro lado, precisais renovar-vos, pela transformação espiritual de vossa mente, e vestir-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade”. (Ef 4,23-24).

 

 

EVANGELHO DO DIA 29 MARÇO 2026 - DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR

29 março - É necessário pedir a São José a tranquilidade e a igualdade de espírito; ele era sempre igual a si mesmo, tanto quando dava orden...