segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Evangelho do dia 06 fevereiro sexta feira 2026


06 fevereiro - Os cavaleiros da Idade Média estavam sempre alerta para que a covardia de um instante não os fizesse perder a glória conquistada durante longos anos de luta. Nós também nos devemos vigiar constantemente, de armas em punho e com os olhos fitos em Cristo. (L 11). SÃO JOSE MARELLO


Marcos 6,14-29

"O rei Herodes ouviu falar de tudo isso porque a fama de Jesus se havia espalhado por toda parte. Alguns diziam:
- Esse homem é João Batista, que foi ressuscitado! Por isso esse homem tem poder para fazer milagres.
Outros diziam que ele era Elias. Mas alguns afirmavam:
- Ele é profeta, como um daqueles profetas antigos.
Quando Herodes ouviu isso, disse:
- Ele é João Batista! Eu mandei cortar a cabeça dele, e agora ele foi ressuscitado!
Pois tinha sido Herodes mesmo quem havia mandado prender João, amarrar as suas mãos e jogá-lo na cadeia. Ele havia feito isso por causa de Herodias, com quem havia casado, embora ela fosse esposa do seu irmão Filipe. Por isso João tinha dito muitas vezes a Herodes: "Pela nossa Lei você é proibido de casar com a esposa do seu irmão!"
Herodias estava furiosa com João e queria matá-lo. Mas não podia porque Herodes tinha medo dele, pois sabia que ele era um homem bom e dedicado a Deus. Por isso Herodes protegia João. E, quando o ouvia falar, ficava sem saber o que fazer, mas mesmo assim gostava de escutá-lo.
Porém no dia do aniversário de Herodes apareceu a ocasião que Herodias estava esperando. Nesse dia Herodes deu um banquete para as pessoas importantes do seu governo: altos funcionários, chefes militares e autoridades da Galiléia. Durante o banquete a filha de Herodias entrou no salão e dançou. Herodes e os seus convidados gostaram muito da dança. Então o rei disse à moça:
- Peça o que quiser, e eu lhe darei.
E jurou:
- Prometo que darei o que você pedir, mesmo que seja a metade do meu reino!
Ela foi perguntar à sua mãe o que devia pedir. E a mãe respondeu:
- Peça a cabeça de João Batista.
No mesmo instante a moça voltou depressa aonde estava o rei e pediu:
- Quero a cabeça de João Batista num prato, agora mesmo!
Herodes ficou muito triste, mas, por causa do juramento que havia feito na frente dos convidados, não pôde deixar de atender o pedido da moça. Mandou imediatamente um soldado da guarda trazer a cabeça de João. O soldado foi à cadeia, cortou a cabeça de João, pôs num prato e deu à moça. E ela a entregou à sua mãe. Quando os discípulos de João souberam disso, vieram, levaram o corpo dele e o sepultaram.
"

Meditação:

Nesta narrativa de Marcos podemos ver a importância de João Batista na tradição das primeiras comunidades. Percebe-se uma ironia sobre o ridículo das motivações de Herodes e os grupos de poder que o cercam.
Em forte contraste, um banquete de aniversário para comemorar a vida termina com a morte: uma cabeça degolada servida em um prato.

Na verdade, quem articulou a morte de João, foram os poderosos da Galiléia. Eles usaram Herodíades e sua mãe para executar o plano assassino. Trata-se da repressão do poder local contra as ações denunciadoras e libertadoras.

A execução de João tem três significados: Primeiro, ironizar um rei que apesar de toda sua pompa, no fundo não passava de um fraco.

Também significou uma advertência aos discípulos de Jesus que estavam preparados para o apresentar como O messias, O filho de Deus, ou o próprio Deus.

Em terceiro lugar, o martírio de João serviria para avisar, para assustar a todos, no sentido de que tomassem consciência de que tanto de João como de Jesus, ninguém deveria esperar glória nem poder, mas um serviço humilde e divino, seguido de martírio.
Marcos começou o capitulo 6 falando das maravilhas de Jesus (v. 2), as quais, aliadas às expulsões de demônios e curas feitas por Seus discípulos na primeira viagem missionária, trouxeram “notoriedade do nome de Jesus” (v. 14) e provocaram três reações básicas sobre a identidade de Jesus: é João Batista ressurreto (v. 14, 16) – é o veredicto de quem tinha a consciência culpada por ter promovido a sua morte; é Elias (v. 15) é o veredicto dos nacionalistas – esperavam um messias político que os livrasse do poderio romano e, segundo criam, seria precedido pela volta de Elias; é profeta (v. 15) – é o veredicto de quem viu nele não o messias mas apenas a volta do ministério profético que estava interrompido a mais de 300 anos em Israel.
Como Jesus trouxe na mente de Herodes a lembrança do assassinato de João Batista, Marcos interrompeu temporariamente sua narrativa sobre Jesus e focou a atenção na recordação deste episódio singular, o qual traz-nos hoje importantes lições sobre a postura da Igreja em relação aos governantes da nossa nação.
Este ano, devemos escolher aqueles que estarão à frente dos destinos dos nossos municípios, nos próximos quatro anos, como vereadores e prefeitos. E a lição que João Batista nos deixa é de que precisamos de UMA IGREJA INDEPENDENTE DO PALÁCIO... UMA IGREJA OUSADA: CONFRONTA OS ERROS DOS GOVERNANTES (v. 18-19)
João Batista, percebendo o adultério de Herodes, colocou o dedo na sua ferida de forma ousada e destemida, consciente de que sua postura atrairia o ódio mortal da adúltera Herodias (v. 19) e a prisão por ordem de Herodes (v. 17).
Lucas acrescentou que ele também repreendeu Herodes “por todas as maldades que ele havia feito” (Lc 3,19). A igreja hoje, igualmente, não foi chamada para “fazer média” com os governantes, mas para conscientizá-los de seus desvios éticos.
Como comunidade profética, ela não tem compromisso com o erro, esteja onde ele estiver; seu único compromisso é com a verdade de Jesus, que não teve medo de tratar o mesmo Herodes de “raposa” (Lc 13,31-32).
João Batista, ao confrontar Herodes, colocou-o em total desconforto. E o que mais inquietava Herodes não era só o seu erro, mas a constatação de que João Batista tinha, do ponto de vista ético, autoridade total para confrontá-lo pois era “justo e santo”, razão porque, foi constrangido a deixá-lo em segurança.
Jesus reconheceu também está integridade afirmando que “dentre os nascidos de mulher não houve ninguém como João Batista...” (Lc 7,28).
O profeta, como representante do Rei dos Reis de toda a terra, precisa ser eticamente diferente de todos os governantes. Se ele tem o mesmo comportamento do Rei que autoridade terá para confrontá-lo?
Ao longo das campanhas políticas desfilam diante de nós candidatos que afirmam ter como objetivo serem profetas de Deus no palácio dos homens, contudo, quando assumem seus cargos se tornam tão incoerentes ou até mais incoerente do que os governantes que antes contestavam...
“E, quando o ouvia falar, ficava sem saber o que fazer, mas mesmo assim gostava de escutá-lo.”. João não estava comprometido com o discurso político palaciano, mas apenas com a mensagem do arrependimento (Lc 3,1-14). Por isso, entregou-a de forma tão impactante que Herodes não teve como ignorá-la nos limites de seu coração.
A igreja deve ser cobeligerante, apoiando todas as causas sociais legitimadas por Deus e que tragam efetivamente o bem estar do povo. Porém, sua mensagem vai além da mensagem política que oferece mais educação, segurança, saúde e emprego: ela denuncia a corrupção do coração humano e a necessidade de um arrependimento acompanhado de fé no Cristo do Calvário....
Herodes Antipas, o Herodes de nossa passagem recebeu de seu pai Herodes, o Grande, uma herança de violência. Foi de seu pai a idéia de matar todas os meninos de dois anos para baixo da cidade de Belém e região, para assim eliminar também o recém-nascido Jesus que os magos afirmavam ser o rei dos judeus (Mt 2,1-18).
Diz a história que Herodes o Grande se casou várias vezes e mandou assassinar vários membros de sua própria família. Portanto, mandar matar ou permitir a morte de críticos do Reino não era um procedimento novo no palácio de Herodes.
Marcos nos afirma que a independência profética de João Batista custou a sua própria vida. Na trama de sua morte está uma mulher adúltera (v. 16-17), violenta (v. 19), oportunista (v. 22-25) e indiferente (v. 28) e um governante que se tornou escravo de uma promessa impensada – dar a sua enteada o que ela quisesse (v.22).
Assim, o profeta que se recusara a usufruir das benesses dos manjares reais, tem sua própria cabeça colocada num prato palaciano.
A história do mártir João Batista nos remete às palavras de Jesus dita à igreja de Esmirna: “não temas as coisas que tens de sofrer; eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, par serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias; sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2,10).
Este é um desafio imenso: para João Batista e para muitos cristãos, ao longo da história, a independência do palácio e a dependência completa de Jesus custou o derramamento de sangue. Será que estamos prontos, se necessário, vivenciar nossa fé com tamanha intensidade?
Em conclusão, podemos dizer que uma igreja OUSADA - usa a autoridade de Seu cabeça para confrontar os desvios e desmandos dos governantes É uma igreja que procura manter um canal de comunicação com o palácio, procurando ver nas oportunidades de aproximação com os governantes um espaço para, em amor, fazer críticas construtivas...
Uma igreja ÍNTEGRA - credibiliza-se pela semelhança com Seu cabeça É uma igreja que “dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” – reconhece e respeita a ordem política, mas coloca a ordem espiritual acima da política, por isso não se deixa atrair pelos caminhos diabólicos da corrupção, mentira, desonestidade, falcatrua e nem fecha alianças com partidos políticos.
 Uma igreja PROCLAMADORA: que vai ao palácio para testemunhar do Seu cabeça e não para comprar benesses Uma igreja que está presente no palácio orando, orientando, sugerindo, interagindo como embaixadora do Rei dos Reis, proclamando sua mensagem, sem usar esta proximidade para vender seu apoio. Uma igreja que não mistura púlpito com palanque, investimento financeiro no Reino com investimento financeiro em campanhas políticas...
Uma igreja SACRIFICAL pronta para morrer por Seu cabeça se necessário for uma igreja que olha para o poder público como consumidora de benesses mas como parceira de alternativas que promovam a transformação da sociedade.
Antes de votar: ore, informe-se, avalie.... Depois de votar: registre os nomes dos escolhidos, acompanhe o trabalho, sugira, elogie, confronte, interaja: PARTICIPE.

Reflexão Apostólica

O poder resiste e mata aqueles que se levantam, comunicando liberdade e vida.
Esse evangelho é um dos mais vistos durante o ano. Pelo menos três vezes ele é inserido na liturgia semanal e cada vez que o leio, alguma coisa diferente me salta aos olhos, algo além do direcionamento da exegese aplicada a esse profundo texto.

 Sim, João Batista morreu por denunciar a verdade. Apresentava a todos que deveriam mudar seu comportamento. Poderosos o temiam, os simples o admiravam. Era um homem santo e profundamente focado na sua missão, mas isso nós já conhecemos, mas foi uma seqüência de palavras que hoje me chamam a atenção: “(…) Pois tinha sido Herodes mesmo quem havia mandado prender João, AMARRAR AS SUAS MÃOS E JOGÁ-LO NA CADEIA”.

Quantas vezes, no trabalho, na igreja, em um grupo de estudo (…), também fomos amarrados e jogados num canto? Quando estamos repletos de energia, idéias, propostas ai vem alguém, às vezes por inveja, ou má compreensão, ou por não sabermos nos expressar ou esperar, tomamos um chá de cadeira? Mas mesmo na cadeia, João Batista ainda incomodava sem nada dizer.

Conheço irmãos que vivem e outros tantos que já assim viveram. Indivíduos que nada fizeram além de querer viver honestamente, no entanto nunca, pois foram reconhecidas; irmãos e irmãs que trabalhavam enquanto outros nada faziam e, no momento oportuno, foram também exiladas, afastadas, descredenciadas simplesmente por conseguir fazer.

Quem já passou por isso sabe bem: como o próprio João, ainda que amarrados, incomodamos e incomodaremos!

 Um conforto: Se João azucrinava sem fazer milagres ou desafiá-los publicamente, imaginemos o quanto Jesus devia ser visto e “adorado” pelos mestres da Lei? Consegue imaginar o quanto crescia naqueles corações o ódio ao ponto de declarar que o profeta de Nazaré deveria perecer numa Cruz, a pior morte possível na época?

Os Evangelhos dessa semana, mesmo o da apresentação do Senhor, nos trazem uma idéia concreta que, mesmo abatidos, em Deus seremos fortes; que mesmo que tudo se oponha ou derrotas a nós forem impostas, sairemos no fim, vitoriosos. O que está nos faltando é: “tomar posse e acreditar”.

 “(…) Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! BEM-AVENTURADOS SEREIS QUANDO VOS CALUNIAREM, QUANDO VOS PERSEGUIREM E DISSEREM FALSAMENTE TODO O MAL CONTRA VÓS POR CAUSA DE MIM. ALEGRAI-VOS E EXULTAI, PORQUE SERÁ GRANDE A VOSSA RECOMPENSA NOS CÉUS, POIS ASSIM PERSEGUIRAM OS PROFETAS QUE VIERAM ANTES DE VÓS“. (Mt 5, 7-12)

João nada mais falava na prisão, mas o silêncio abraçado a sua fé e a consciência que já havia realizado sua tarefa o fazia um vencedor mesmo no mais profundo dos calabouços. Quantos colegas idealizaram projetos de uma vida inteira e veio alguém e os jogou no lixo ou se declarou como seu criador? Quantos viram sua vida ir embora num desastre, numa enchente? Móveis, carros, casas, sonhos, vidas foram, mas a fé na reconstrução permanece.

Como cai bem a canção do padre Fábio de Melo “viver pra mim é Cristo”, nesse momento:

(…) SE CALAREM o som da MINHA VOZ; Em silêncio ESTAREI A ORAR. Se numa prisão me colocar, Eu VOU TE ADORAR… Se minha família me trair, Eu vou sonhar com Deus; Viver seus planos isso é parte, De uma carreira de cristãos

Nunca pense que lhe calaram ou lhe desvalorizaram… É difícil lidar com a inveja que é inerente a nós seres humanos.

Davi caiu tantas vezes, mas a cada nova e corajosa tentativa de permanecer de pé, saiu um salmo que nos conforta e nos alegra.

Você conhece casos de pessoas mortas vítimas da corrupção e da tirania dos poderosos? Conhece, na nossa comunidade e na nossa igreja pessoas vítimas do autoritarismo e de um excesso de poder?  Superstição, covardia e corrupção eram as marcas do exercício do poder nas mãos de Herodes. Como se comportam aqueles que hoje exercem seu poder sobre os outros?

Propósito:

 Viver cada momento do dia de hoje, de forma transparente, em coerência com a Palavra: "Diga apenas "sim" quando é "sim"; e "não", quando é "não". O que você disser além disso, vem do Maligno" (Mt 5,37)

Dia 06

Ao dar-nos a vida, Deus concedeu aos seres humanos a própria vida.

No batismo, foi feita nossa consagração; com isso, todos se tornaram templos vivos da Santíssima Trindade, feitos à imagem e semelhança de Deus.

Quem tem o Filho de Deus possui a vida.

No entanto, aquele que não tem o Filho de Deus não possui a vida.

Lembre-se de que, para ter a verdadeira vida, é preciso crer no nome de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Ter fé significa possuir esperança na vida eterna.

“Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê, tem a vida eterna.”

(Jô 6,47).

 

Evangelho do dia 05 fevereiro quinta feira 2026


05 fevereiro - No entusiasmo do nosso zelo, devemos pensar em não perder a coragem se nos defrontarmos com os obstáculos repentinos que nos fazem recordar, num instante, o quanto somos miseráveis. (L 31). São Jose Marello


Marcos 6,7-13

Naquele tempo, Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

Meditação:

No Evangelho de hoje, temos um claro chamado de Jesus às Missões: Ele chamou os doze discípulos e os enviou dois a dois. Enviou para quê? Para curar, para anunciar a boa nova, para que se arrependessem de seus pecados.

É esta a Missão de todo Cristão, espalhar ao mundo o Amor de Cristo por nós, é dizer a todos que seus pecados têm perdão, bastam se arrepender. Jesus deu AUTORIDADE para que eles saíssem e "expulsassem os espíritos maus" e Ele nos dá autoridade para expulsá-los também, e entendamos como maus espíritos todos os sentimentos de tristeza, ódio, mágoa, pecado, ou seja, tudo aquilo que nos leva a morte espiritual.

Para tanto, faz-se necessário que sejamos despojados, que não tenhamos apego à matéria, status, conforto, ao contrário, sejamos livres no Amor, para que a mensagem seja passada inteiramente. A missão não nos leva ao desapego, mas antes exige isto de nós, pois se não for desta forma não vamos conseguir levar a Cristo verdadeiramente.
Os discípulos são enviados para continuar a missão de Jesus: pedir mudança radical da orientação de vida (conversão), desalienar as pessoas (libertar dos demônios), restaurar a vida humana(curas). Os discípulos devem estar livres, ter bom senso e estar conscientes de que a missão vai provocar choque com os que não querem transformações.

O chamado e conseqüentemente o envio é uma tarefa que não se pode realizar no individualismo. O chamado é pessoal, a resposta também, mas o ministério, o serviço deve ser entendido numa dimensão comunitária. Pois a igreja é mistério de comunhão. E para que os apóstolos entendessem isso, Ele os envia em missão, dois a dois, colocando como centro vida em comunidade na ação missionária. Este foi o espírito do Concílio Vaticano II: A missão na Igreja-comunhão.

A comunhão entre os fiéis em seus vários estados e estilos de vida faz com que a Igreja se sinta por dentro da missão de Jesus.

Para Marcos no Evangelho de hoje a missão dos Doze, portanto da Igreja hoje, é a mesma missão de Jesus. Cristo nos envia a pregar o Evangelho, a penitência, expulsar os demônios e a curar todas as enfermidades.

Em São Tiago, em lugar dos Doze estão os presbíteros que são os cooperadores na missão dos Doze e em lugar do envio direto de Jesus temos a unção em nome do Senhor, isto é, de Cristo glorioso no Céu. Em nossos dias os cooperadores, os enviados em missão somos todos nós. Leigos ou clérigos. Cristo nos unge e envia em missão para que todos os homens conheçam a verdade e se salvem.

Ele nos pede ao nos enviar, a comunhão, simbolizada pelo envio de dois em dois. Que sejamos despojados de riquezas, ganância, orgulho, avareza e vaidade: nada tomar para o caminho, exceto um bastão, a coerência em uma conduta simples e humilde: não andeis de casa em casa, em uma conduta regida pela liberdade de espírito se em algum lugar não os receberem, sair e sacudir o pó dos vossos pés.

Ele ainda nos adverte: Assim como as palavras de Jesus não foram bem acolhidas até pelos próprios parentes, assim também os Doze na missão encontrarão dificuldades. Como não acolheram nem escutaram a Jesus, assim algumas vezes também não escutarão aos Doze. Os doze somos nós. Mas é preciso não perder o fôlego. É preciso que tenhamos bem presente que com Cristo e em Cristo nós somos mais do que vencedores.

Segundo João Paulo II na Exortação Apostólica Redemptoris Missio, a missão confiada à Igreja está muito longe de ser atingida. Estas palavras podem ser pronunciadas em cada geração e em cada época histórica, porque é necessário estar sempre começando.

A única coisa que nesta hora de Deus não podemos fazer é cruzarmos os braços, estar sem fazer nada. Seria uma postura irresponsável e indigna de um bom cristão!

Livres para a missão. Para sermos “missionários” precisamos ser livres. Livres para aceitar esta dimensão própria da vocação cristã. Livres para responder a Deus com generosidade, sem laços de instintos e paixões egoístas; livres para seguir docilmente as luzes e os movimentos do Espírito Santo dentro de nós mesmos.

Precisamos ser livres de todo apego aos bens e meios materiais, para nos apresentarmos com o evangelho puro, sem alterações, livres de todo orgulho e ânsia de poder, com a consciência clara de que somos servidores do homem.

Precisamos estar equipados somente com um grande amor a Jesus Cristo, nosso modelo; equipados com o Evangelho feito vida; equipados com a confiança em Deus e com a esperança na ação do Espírito Santo no coração dos homens.

Como cristãos somos chamados a abrir caminhos que para, pelo e por amor rompam as cercas levantadas pelo sistema do poder, que gera ódio, vingança, injustiças, fome e morte de todos os homens e mulheres. E nesta luta não temos dia nem horas.

O nosso Guia nos disse: Meu Pai trabalha todos os dias e eu também trabalho. Assim, sendo, não temos que procurar descanso, a não saber que fazemos a santa vontade de Deus.

Reflexão Apostólica:

Para o evangelista Marcos, Jesus tem perfeita consciência de sua missão, mas, ao contrário dos mestres de seu tempo, que se cercavam de alguns discípulos no seio de uma escola ou às portas de uma cidade, ele quis ser itinerante (v.6), com a finalidade de chegar à maior quantidade de pessoas em seu próprio ambiente de vida.

Se admite discípulos não o faz para estar com eles à maneira dos rabinos judeus de seu tempo, mas para associá-los a seus trajetos missionários e assim multiplicar sua missão.

O conteúdo da pregação dos discípulos é ainda, por uma parte, o que Jesus recebeu de João Batista: a conversão e o arrependimento (v. 12, específico de Marcos).

Mas João Batista se limita a predizer a proximidade do reino; os discípulos de Jesus são enviados para torná-lo visível e atual: expulsam os demônios e curam as enfermidades, convencem as pessoas de sua libertação das forças do mal e de sua incorporação a uma nova soberania.

Esta atenção para com os pobres e doentes diferencia igualmente Jesus e seus discípulos dos fariseus e dos demais mestres da sabedoria, pouco atentos às classes indigentes. Diferencia igualmente nossa forma de evangelização?

Jesus chamou os Seus doze apóstolos e enviou-os dois a dois para levar ao mundo a sua paz. Antes que fossem, porém, Ele lhes deu instruções valiosas que para nós, cristãos, são importantes observar. Jesus veio instaurar no mundo uma nova maneira de ser e de viver, no amor e na fraternidade sem dependência das coisas materiais que nos escravizam.

Por isto, Ele nos ensina a caminhar em unidade com os irmãos, nunca seguindo sozinhos (as) e a nos desapossar de coisas que não são as essenciais para a nossa trajetória.

Quando nos despojamos da nossa humanidade, dos nossos interesses e das nossas motivações e levamos ao mundo a boa notícia da salvação de Jesus, nós estamos também renunciando à segurança da nossa capacidade intelectual, financeira, material para dar verdadeiro testemunho dos bens espirituais que Jesus nos manda espalhar.

Para pregar o reino de Deus o Senhor nos manda levar somente o Cajado que é a Sua Palavra que nos guia, nos orienta e ilumina os nossos passos e sandálias aos pés, isto é, a oração e a vivência dos sacramentos que nos dão respaldo e firmeza para caminhar sem machucar os pés.

Para levar a paz nós não precisamos de pão, de sacola, de dinheiro, mas sim de confiança na providência e na misericórdia do Senhor e no poder do Seu Espírito. Não precisamos também ficar mudando de lugar a todo instante.

Jesus nos recomenda para que tenhamos perseverança. Ele não nos envia para longe, Ele quer nos ensinar essa nova mentalidade a partir dos nossos relacionamentos familiares.

Você acha que precisa de muitas coisas para dar testemunho de Jesus? Quais as armas que você está usando para conquistar a sua família? Qual a impressão que você está deixando dentro da sua casa em relação à influência do Evangelho na sua vida? Você está sendo coerente com o ser um (a) evangelizador (a)?

Precisamos ter consciência que esta vida que temos nada mais é que uma passagem para a vida eterna, e depois que morremos nada levamos a não ser nossas ações, sejam elas de amor ou não.

Isso não significa que não devemos ter nada, nenhum sucesso, de forma alguma, mas quer dizer que essas coisas não podem ser maiores que a própria Missão ou Vocação, não podem pesar mais que a minha obrigação, enquanto Cristão, de anunciar ao Reino dos Céus.

Quando Jesus diz que não levem comida, ou dinheiro, Ele mostra claramente que acredita na providência de Deus e que sabe que existem pessoas que vão acolher aqueles missionários.

É preciso confiança para acreditar que Deus recompensará nosso Serviço e que precisamos, sim, ir além, sair e evangelizar na Igreja, em casa, mas principalmente pelo mundo para abrir o coração dos que ainda não conhecem a Jesus.

Peçamos essa graça de sermos missionários, desapegados, humildes e confiantes na Providência Divina.

Dia 05

Quantas vezes as pessoas se preocupam demasiadamente com o excesso de atividades.

É melhor viver intensamente o momento presente e não se angustiar com o futuro, pois ninguém sabe nem como, nem quando, nem se virá.

Viva o presente em todos os pormenores, com toda retidão e justiça.

Na hora da morte, e somente isso que vai pesar.

Que tal pensar nisso hoje?

Quando morrem, as pessoas deixam o que possuem e levam somente o que são.

“Quem de vós pode, com sua preocupação, acrescentar um só dia à duração de sua vida? E por ficar tão preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo. Não trabalham, nem fiam. No entanto, eu vos digo, nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um só dentre eles. (Mt 6,27-29).

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Evangelho do dia 04 fevereiro quarta feira 2026

SANTA JOANA DE VALOIS

04 fevereiro - Os músculos se retesam, o coração pulsa, o espírito se (eleva) expande nas asas da oração, no horizonte do futuro; combateremos, arrastando esta pobre carne na luta sanguinolenta, sem que a boca pronuncie palavras de lamúria ou o pé se arrede minimamente do caminho do martírio! (L 23). São José Marello


Marcos 6,1-6

Jesus voltou com os seus discípulos para a cidade de Nazaré, onde ele tinha morado. No sábado começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o estavam escutando ficaram admirados e perguntaram:
– De onde é que este homem consegue tudo isso? De onde vem a sabedoria dele? Como é que faz esses milagres? Por acaso ele não é o carpinteiro, filho de Maria? Não é irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não moram aqui?
Por isso ficaram desiludidos com ele. Mas Jesus disse:
– Um profeta é respeitado em toda parte, menos na sua terra, entre os seus parentes e na sua própria casa.
Ele não pôde fazer milagres em Nazaré, a não ser curar alguns doentes, pondo as mãos sobre eles. E ficou admirado com a falta de fé que havia ali.

 Meditação:

 Os estudiosos costumam dizer que a primeira parte do Evangelho de Marcos (que termina da “Confissão de Pedro”) se divide em várias partes menores; cada uma destas partes começa com um resumo – normalmente chamado “sumario” – da vida de Jesus; depois de cada uma delas vem uma referência aos apóstolos. Nesse esquema, o evangelho de hoje é o fim da segunda das três pequenas partes que se caracterizam por um aumento progressivo no conflito que Jesus provoca ao encontrar-se com ele.

 O texto marca o ponto chave: Jesus – que é apresentado aqui como profeta – se encontra com a absoluta falta de fé dos seus amigos e parentes. O “fracasso” de Jesus vai se acentuando: na terceira parte já começa a pressentir a “derrota” do Senhor antecipada na morte do Batista. É característica do Evangelho de Marcos apresentar a seus destinatários o aparente fracasso, a solidão, o escândalo da cruz de Jesus. Essa cruz é partilhada com todos os perseguidos por causa do seu nome, como o é a comunidade de Marcos.

 Em toda a segunda parte do Evangelho encontramos Jesus tratando – a sós com os seus – de revelar-lhes o sentido de um “Messias crucificado” que será plenamente descoberto pelo centurião – na ausência de qualquer sinal exterior que o justifique – como o “Filho de Deus”. Os habitantes de Nazaré não dão crédito a seus ouvidos: de onde lhe vem isso que ensina na sinagoga? “A este nós o conhecemos e também a seus parentes”. A sabedoria com a qual fala, os sinais do Reino que saem de sua vida, não parecem coerentes com o que eles conhecem. Aí está o problema: “com o que ele s conhecem”.

 É que a novidade de Deus sempre está mais além do conhecido, sempre mais além do aparentemente “sabido”; porém, não um mais além do “celestial”, mas um “mais além” do que esperávamos, porém “mais aqui” do que imaginávamos; não estamos longe da alegria de Jesus porque “Deus ocultou estas coisas aos sábios e prudentes e as revelou aos simples”, não estamos longe da incompreensão das parábolas: não por serem difíceis, mas precisamente ao contrário, por serem simples.

O “Seus sempre maior” desconcerta e isto leva a que falte a fé se não estamos abertos à gratuidade e à eterna novidade de Deus, à sua proximidade. Por isso, pela falta de fé, Jesus não pode fazer ali muitos milagres. Quem não descobre nele os sinais do Reino, não poderão crescer em sua fé e não descobrirão então, que Jesus é o enviado de Deus, o profeta que vem anunciar um Reino de Boas notícias. Isto é escândalo para quem não pode aceitar Jesus porque nenhum profeta é bem recebido em sua própria pátria.

 Talvez também a nós nos escandalize. Jesus é olhado com os olhos dos seus conterrâneos como uma pessoa a mais. Não souberam ver nele um profeta. Um profeta é alguém que fala em nome de Deus. Custa muito reconhecer em quem é visto como um de nós: é difícil reconhecer nele alguém que Deus escolheu e enviou. Custa pensar que estes tempo em que vivemos são tempos especiais e preparados por Deus (kairós) desde sempre. Porém, nesse momento específico, Deus escolheu um homem específico, para que pronuncie sua palavra de Boas Notícias para o povo, cansado e abatido por tantas notícias más.

 Não é fácil reconhecer a passagem de Deus pela nossa vida, especialmente quando essa passagem se reveste de roupagem comum, como um de nós. Às vezes gostaríamos que Deus se manifestasse de maneira espetacular, tipo “Hollywood”, porém o enviado de Deus, seu próprio Filho, participa de nossas mesas, caminha nossos passos e veste nossas roupas. É alguém que conhecemos, porém não o reconhecemos. Sua palavra é uma palavra que Deus pronuncia e com a qual Deus mesmo nos fala. Suas mãos de trabalhador comum são mãos que realizam sinais, porém com muita frequência nossos olhos não estão preparados para ver nesses sinais a presença da passagem de Deus em nossa história.

 Muitas vezes não conseguimos perceber a passagem de Deus em nossa história, não conseguimos reconhecer nossos profetas. É sempre mais fácil esperar os casos extraordinários e espetaculares ou olhar alguém de fora. É muito mais “espetacular” olhar um testemunho em Calcutá do que cem mil irmãos e irmãs pelas terras da América Latina que trabalham, se gastam e se desgastam trabalhando pela vida, ainda que lhes custe a vida.

É muito mais maravilhoso olhar os milagres anunciados pelos pregadores itinerantes e televisivos, que aceitar o sinal cotidiano da solidariedade e a fraternidade. É muito mais fácil esperar e escapara para uma manhã que talvez venha, do que ver a passagem de Deus em nosso tempo e semear a semente de vida e esperança no topo e no espaço de nossa própria história. Tudo isso será mais fácil, porém, não estaríamos deixando Jesus passar longe?

Reflexão Apostólica:

Sempre é importante enaltecer e convidar-nos a eterna vigilância. Não somente a vigilância da oração, mas das coisas que saem da boca. Jesus um dia mencionava que pior são os males que saem da boca e não aqueles que entram. É um fato: quantos desistem de caminhar sucumbindo pela inveja e pela maldade dos que nos cercam?

Não sei bem se serve de conforto, mas notem a situação de Jesus no evangelho de hoje: Ele incomoda por fazer o bem. Seria mesmo por que ele fazia o bem ou por que fazia?

 Como vemos isso no nosso dia a dia! Quando menos percebemos, já falamos… É contra isso e tantas outras que devemos nos monitorar, pois sem perceber ela nos arrasta a uma série de outros problemas e complicações. Essa inveja, disfarçada de “ciúme” esta dentre as coisas que devem ser banidas do nosso coração está a inveja (CIC §2538).

 Vamos iniciar nossa reflexão de hoje desejando muita paz para você conterrânea e conterrâneo amigo. Conterrâneo... essa palavra é bastante utilizada no norte e nordeste do Brasil e tem o mesmo significado de concidadão, compatriota ou patrício. São pessoas nascidas na mesma terra, na mesma cidade.
No evangelho de hoje, Jesus aparece entre seus amigos de infância. Rodeado por pessoas, de todas as idades, que o conheciam desde pequeno. Muitos dos presentes devem ter frequentado a mesma escola e partilhado, com Ele, dos mesmos brinquedos.
Sabendo de tudo isso, não conseguiam aceitar que um "conterrâneo", alguém nascido e criado ali, pudesse demonstrar tanta sabedoria e realizar milagres. É muito difícil de aceitar que as virtudes possam estar presentes nas pessoas humildes ou num simples carpinteiro da região.
Assim como eu, você também já deve ter comprado eletro-eletrônicos, eletrodomésticos, roupas, relógios, brinquedos e outras centenas de produtos importados, crente que eles nunca iriam quebrar. Infelizmente é assim que pensamos. O simples fato de serem importados traz a sensação de serem superiores em qualidade e resistência.
Parecem até mais bonitos e bem acabados que os nossos. Chega a ser desleal a concorrência quando comparamos esses produtos com os nacionais. Por mais que se queira disfarçar, existe um grande preconceito quanto aos produtos fabricados internamente em relação aos importados.

O mesmo acontece com as pessoas, profissões e entidades. Não vamos contestar os recursos técnicos e a capacidade de alguns profissionais, mas a verdade é que esperamos verdadeiros milagres dos médicos do exterior e, diante de uma simples dor de cabeça, não acreditamos no poder de cura do analgésico, só porque foi receitado pelo médico do Posto de Saúde.
Os mais abastados fretam avião, hospedam-se em hotéis luxuosos e pagam "fortunas" por uma consulta médica no exterior, enquanto em sua terra estão excelentes profissionais, muito conhecidos e afamados lá fora.
Mas, pelo visto, não é novidade esse modo de pensar e agir. Jesus também foi rejeitado, teve que exercer seu ministério longe da sua terra.
O evangelista diz que: "Ficaram escandalizados por causa dele". Seus amigos e vizinhos se escandalizaram com a sabedoria, com as palavras e com os milagres que estava fazendo um simples jovem, filho daquela terra.
Também não é novidade que o profeta não é bem aceito, pois suas palavras incomodam, machucam. Geralmente, não é bem-vindo quem diz verdades, quem luta por igualdade e prega honestidade e amor. Generalizando: esse nos afastamos, ou dele nos afastamos.
Não quero parecer maldoso, mas quantas vezes recebemos como verdadeiro herói aquele mau caráter de colarinho branco, aquela “ficha suja” comprovado e confesso. Cheios de admiração enaltecemos aquele que lesa pessoas e o patrimônio público (vejam a "turminha" da Comissão de Ética do Senado e de certos integrantes da CPMI). Batemos palmas quando os ouvimos falar. Não raro, até banda de música está presente na recepção.
Jesus fica admirado com a falta de fé que encontra ali e, diante da incompreensão do povo, deve ter dito para si próprio: “Só mesmo tentando nos povoados da redondeza, pois em lugar como este, não dá para fazer milagres!”

 Sejamos vigilantes para podermos admirar no irmão coisas que vem de Deus e denunciar a bandidagem que circula livremente entre nós.

Dia 04

Certos dias, talvez você sinta uma angústia profunda no coração.

Nesses momentos, tem a impressão de que tudo fica mais difícil e as adversidades parecem não ter fim.

Até que um dia tudo melhora.

Por isso, nos momentos difíceis, é fundamental manter a calma.

De nada adianta perder a paciência.

Enfrente as adversidades com paciência e amor.

“Com efeito, a insignificância de uma tribulação momentânea acarreta para nós um volume incomensurável e eterno de glória. Isto acontece porque miramos as coisas invisíveis e não as visíveis. Pois o que é visível é passageiro, mas o que é invisível é eterno” (2 Cor 4,17-18).



Evangelho do dia 03 fevereiro terça feira 2026


03 fevereiro -
No entusiasmo do nosso zelo, devemos pensar em não perder a coragem se nos defrontarmos com os obstáculos repentinos que nos fazem recordar, num instante, o quanto somos miseráveis. (L 31). São Jose Marello


Marcos 5,21-43
"Jesus voltou para o lado oeste do lago, e muitas pessoas foram se encontrar com ele na praia. Um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga, foi e se jogou aos pés de Jesus, pedindo com muita insistência:
- A minha filha está morrendo! Venha comigo e ponha as mãos sobre ela para que sare e viva!
E Jesus foi com ele. Uma grande multidão foi junto e o apertava de todos os lados.
Chegou ali uma mulher que fazia doze anos que estava com uma hemorragia. Havia gastado tudo o que tinha, tratando-se com muitos médicos. Estes a fizeram sofrer muito; mas, em vez de melhorar, ela havia piorado cada vez mais. Ela havia escutado falar de Jesus; então entrou no meio da multidão e, chegando por trás dele, tocou na sua capa, pois pensava assim: "Se eu apenas tocar na capa dele, ficarei curada." Logo o sangue parou de escorrer, e ela teve certeza de que estava curada. No mesmo instante Jesus sentiu que dele havia saído poder. Então virou-se no meio da multidão e perguntou:
- Quem foi que tocou na minha capa?
Os discípulos responderam:
- O senhor está vendo como esta gente o está apertando de todos os lados e ainda pergunta isso?
Mas Jesus ficou olhando em volta para ver quem tinha feito aquilo. Então a mulher, sabendo o que lhe havia acontecido, atirou-se aos pés dele, tremendo de medo, e contou tudo. E Jesus disse:
- Minha filha, você sarou porque teve fé. Vá em paz; você está livre do seu sofrimento.
Jesus ainda estava falando, quando chegaram alguns empregados da casa de Jairo e disseram:
- Seu Jairo, a menina já morreu. Não aborreça mais o Mestre.
Mas Jesus não se importou com a notícia e disse a Jairo:
- Não tenha medo; tenha fé!
Jesus deixou que fossem com ele Pedro e os irmãos Tiago e João, e ninguém mais. Quando entraram na casa de Jairo, Jesus encontrou ali uma confusão geral, com todos chorando alto e gritando. Então ele disse:
- Por que tanto choro e tanta confusão? A menina não morreu; ela está dormindo.
Então eles começaram a caçoar dele. Mas Jesus mandou que todos saíssem e, junto com os três discípulos e os pais da menina, entrou no quarto onde ela estava. Pegou-a pela mão e disse:
- "Talitá cumi!" (Isto quer dizer: "Menina, eu digo a você: Levante-se!")
No mesmo instante, a menina, que tinha doze anos, levantou-se e começou a andar. E todos ficaram muito admirados. Então Jesus ordenou que de jeito nenhum espalhassem a notícia dessa cura. E mandou que dessem comida à menina.
"

Meditação:

O evangelho de Marcos tem uma extraordinária força, porque narra detalhes extremamente significativos da ação de Jesus. Um dos mais interessantes é o protesto dos discípulos no evangelho de hoje.

Eles não entendem o motivo que leva Jesus a se deter para conversar com uma determinada mulher no afã de ir curar a filha do chefe da sinagoga.
Jesus compreende que a enfermidade predispôs essa mulher para ir a seu encontro. Ela busca uma esperança de cura e a encontra em Jesus.

A incompreensão dos discípulos, que se manifestou no episódio da barca, agora se torna evidente na repreensão que dirigem a Jesus.

Nós, como os discípulos, também buscamos Jesus, mas com freqüência nos detemos pelo caminho para abraçar as pessoas que o buscam.
Pode ser que não compreendamos as atitudes de pessoas simples quando, desprovidas de preconceitos doutrinais ou teológicos, agarram-se ao manto de Jesus com a esperança da salvação. Nós acreditamos que o cristianismo não é uma religião de doutrinas, mas uma esperança de libertação e salvação.
Reflexão Apostólica: 
Aqui se trata de um encontro com Cristo que é uma experiência pessoal, única e irrepetível que cada pessoa pode fazer.

Um encontro que acontece na vida cotidiana, em um lugar, um momento, um dia, uma hora. Pessoas que o encontram e são transformadas por Jesus.

A hemorroísa era uma mulher que reconhecia o poder que Cristo podia exercer nela. O exemplo que nos transmite nesta passagem do Evangelho é para ser levado em consideração. Em meio aos empurrões ela tem um objetivo: tocar Jesus. Sabe que tocando-o ficará curada. Nós também deveríamos tocar Deus cada vez que rezamos. Neste momento de intimidade com Ele a alma se encontra com seu Criador, com seu Senhor. Se apenas acrescentássemos nossa fé neste diálogo cordial com Deus, sairíamos mais fortalecidos e com o desejo de continuar nos encontrando com Ele. A alma não pode ficar indiferente ao toque de Deus.

Uma vida tocada por Cristo significa uma profunda mudança na própria história. Quando Cristo passa pela vida de alguém, provoca inquietude na consciência; é semelhante a uma regeneração: dá origem a uma nova criatura. Como condição Jesus exige a fé, com a qual a pessoa se abandona plenamente em Deus, que atua nele. De fato, a mulher que padecia de fluxo de sangue teve como resposta: “Tua fé te salvou”.

A fé não é um mero sentimento da presença de Deus ou da vontade de Deus na vida. Crer é dar-se, oferecer-se a Deus, entregar-se a Ele sem condicionamentos nem atenuantes. A pessoa de fé é aquela que acolhe a revelação divina e responde de forma positiva aos seus apelos.

Quando a pessoa acolhe Jesus como sendo o Filho de Deus e procura responder de forma positiva a esta presença de Deus em sua vida, ela é constantemente movida ao encontro de Deus e passa a se beneficiar de suas graças e bênçãos.
Quem não acolhe a revelação, não reconhece Jesus como o verdadeiro Deus presente no meio de nós, não vai ao seu encontro, não participa da sua vida e do seu projeto de amor e, conseqüentemente, não se beneficia de tudo aquilo que ele nos concede.

Cristo continua caminhando junto conosco, está presente através da sua Palavra, e além disso na Eucaristia, fonte de amor e de salvação.

Minha oração é um encontro pessoal com Cristo ou se reduz a uma simples reflexão piedosa? Aproximemo-nos d´Ele e deixemos ser tocados por Ele através da fé.

Propósito:

Aplicar minha fé em Deus em todas as circunstâncias, aproximar-me d´Ele na oração, especialmente na Eucaristia.

Dia 05

Quantas vezes as pessoas se preocupam demasiadamente com o excesso de atividades.

É melhor viver intensamente o momento presente e não se angustiar com o futuro, pois ninguém sabe nem como, nem quando, nem se virá.

Viva o presente em todos os pormenores, com toda retidão e justiça.

Na hora da morte, e somente isso que vai pesar.

Que tal pensar nisso hoje?

Quando morrem, as pessoas deixam o que possuem e levam somente o que são.

“Quem de vós pode, com sua preocupação, acrescentar um só dia à duração de sua vida? E por ficar tão preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo. Não trabalham, nem fiam. No entanto, eu vos digo, nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um só dentre eles. (Mt 6,27-29).

 


Evangelho do dia 02 fevereiro segunda feira 2026


02 de fevereiro - Aprendamos a nos desprender inteiramente de nós mesmos, de nossos gostos, de nossa vontade, de nosso ponto de vista. Em todas as nossas ações não visemos senão fazer a santa vontade de Deus do modo mais perfeito possível. (S 359). São Jose Marello

2 Fevereiro 2026

Esta festa já era celebrada em Jerusalém, no século IV. Chamava-se festa do encontro, hypapántè , em grego. Em 534, a festa estendeu-se a Constantinopla e, no tempo do Papa Sérgio, chegou a Roma e ao Ocidente. Em Roma, a festa incluía uma procissão até à Basílica de S. Maria Maior. No século X, começaram a benzer-se as velas.

José e Maria levam o Menino Jesus ao templo, oferecendo-o ao Pai. Como toda a oferta implica renúncia, a Apresentação do Senhor é já o começo do mistério do sofrimento redentor de Jesus, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário. Maria e José unem-se à oferta do seu divino Filho estando a seu lado e colaborando, cada um a seu modo, na obra da Redenção.

 


EVANGELHO DO DIA

Lucas 2,22-40

"Chegou o dia de Maria e José cumprirem a cerimônia da purificação, conforme manda a Lei de Moisés. Então eles levaram a criança para Jerusalém a fim de apresentá-la ao Senhor. Pois está escrito na Lei do Senhor: "Todo primeiro filho será separado e dedicado ao Senhor." Eles foram lá também para oferecer em sacrifício duas rolinhas ou dois pombinhos, como a Lei do Senhor manda.
Em Jerusalém morava um homem chamado Simeão. Ele era bom e piedoso e esperava a salvação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele, e o próprio Espírito lhe tinha prometido que, antes de morrer, ele iria ver o Messias enviado pelo Senhor. Guiado pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais levaram o menino Jesus ao Templo para fazer o que a Lei manda, Simeão pegou o menino no colo e louvou a Deus. Ele disse:
- Agora, Senhor, cumpriste a promessa que fizeste e já podes deixar este teu servo partir em paz.
Pois
eu já vi com os meus próprios olhos a tua salvação, que preparaste na presença de todos os povos: uma luz para mostrar o teu caminho a todos os que não são judeus e para dar glória ao teu povo de Israel.

O pai e a mãe do menino ficaram admirados com o que Simeão disse a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus:
- Este menino foi escolhido por Deus tanto para a destruição como para a salvação de muita gente em Israel. Ele vai ser um sinal de Deus; muitas pessoas falarão contra ele, e assim os pensamentos secretos delas serão conhecidos. E a tristeza, como uma espada afiada, cortará o seu coração, Maria.
Havia ali também uma profetisa chamada Ana, que era viúva e muito idosa. Ela era filha de Fanuel, da tribo de Aser. Sete anos depois que ela havia casado, o seu marido morreu. Agora ela estava com oitenta e quatro anos de idade. Nunca saía do pátio do Templo e adorava a Deus dia e noite, jejuando e fazendo orações. Naquele momento ela chegou e começou a louvar a Deus e a falar a respeito do menino para todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Quando terminaram de fazer tudo o que a Lei do Senhor manda, José e Maria voltaram para a Galiléia, para a casa deles na cidade de Nazaré.
O menino crescia e ficava forte; tinha muita sabedoria e era abençoado por Deus."
  
Meditação:

Hoje, a Palavra de Deus nos convida a contemplar a vida familiar. Vivemos em um mundo em que todas as instituições estão sendo relativizadas. Também a família, como lugar da vida digna, passa por uma séria crise de identidade e de sentido.

No evangelho, vemos toda a família de Nazaré no cumprimento dos preceitos religiosos; mas o mais importante é ver a família unida, realizando o plano de Deus.
Ontem vimos o ancião Simeão bendizendo a Deus pela presença do Salvador. Hoje, no mesmo ato da apresentação, a família encontra-se com Ana, uma profetisa. Ela, assim como Simeão, envelheceu esperando ver a glória de Deus. Em Jesus ocorre algo especial: o menino é a vida nova, o cumprimento da promessa libertadora de Deus.
Ana é uma mulher excluída por ser mulher, por ser viúva e por ser anciã; como Simeão, perseverou muitos anos esperando o Salvador para conhecê-lo antes de morrer.

Ela sabe ler os sinais dos tempos, descobrindo a ação de Deus na história e na realidade cotidiana. Jesus é o Messias esperado e desejado por muitos que estão em condições de pobreza, para que surja uma nova ordem social.
Ana, cujo significado é "graça", que assim como Simeão personifica a espera do Senhor e a libertação de seu povo. A dupla formada por Simeão e Ana se relaciona com a formada por Zacarias e Isabel, os pais de João Batista; demonstrando o interesse de Lucas em destacar a importância do homem e da mulher no projeto de Deus.
O evangelho conclui dizendo que Jesus, o menino antes apresentado no Templo, de quem falavam o profeta Simeão e a profetisa Ana, que nos veio do pobre, do humilde, do simples, de quem não conta, "ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele".

Ele crescia integralmente no seio familiar; algo que vale a pena ressaltar hoje. Jesus configura seu ser no lar, com sua família, é ali onde aprende a amar, servir, trabalhar e lutar por justiça.

Assim como Jesus ia crescendo em sabedoria e graça de Deus, nós, como seus seguidores, também somos chamados a continuar nosso crescimento como cristãos autênticos.

Crescer em autenticidade cristã é viver plenamente em Cristo; e este viver se concretiza na aplicação de seu projeto de vida para que todos tenham vida em abundancia. Que nossa espiritualidade se fundamente no Espírito de Jesus e este nos inspire a cantar as maravilhas do Senhor, a exemplo de Maria.
Agora, já crescidos e encaminhados na fé, com nossos próprios passos e nossa própria palavra, apresentemo-nos a Deus, a cada dia, comprometendo-nos em dar um santo testemunho de vida e fé.
Sejamos sempre luz, cumpramos sempre a promessa de Deus, buscando o Amor. Viver com Deus, para Deus e por Deus. Sejamos espelho para que o próximo nos veja como sinais de Deus. E busquemos também esses sinais nas pessoas que nos cercam.
Por fim, que Deus nos dê o discernimento para entender as Suas promessas nas nossas vidas.
 A palavra de Deus se fez carne para satisfazer a esperança de um povo oprimido por dimensões políticas, econômicas, culturais e religiosas.
Ao final do relato, termina a vigem que José e Maria fizeram em terras da Judéia, e regressam a Nazaré na Galiléia. É nesse último contexto, em um lugar simples, pobre e solitário, onde Jesus crescia e se fortalecia em sabedoria e onde o favor de Deus o acompanhava.
Oremos hoje por todas as famílias do mundo, para que sejam verdadeiras escolas de vida nas quais o amor, a escuta e a compreensão sejam as principais características.

Estou descobrindo a ação de Deus nos sinais dos tempos? Em que rostos estou reconhecendo a chegada de Jesus? Com que feitos concretos o estou recebendo e quais são meus compromissos reais para com os que esperam libertação de todo tipo de morte, de injustiça e desigualdade (não confundir isto com aberrações do tipo "casamento" entre pessoas do mesmo sexo)?
 
Reflexão Apostólica: 

Como não admirar a Sagrada Família?! Portadores da graça, mas simples adoradores a servir e obedecer às leis. Num momento tão ímpar de suas vidas, se preocupavam primeiramente em cumprir, passo-a-passo as tradições de sua lei.
E hoje, temos o mesmo zelo? Nossos filhos vão a catequese, à crisma? E melhor que isso, os acompanho? O que adianta catequizar os filhos se não vou à missa, as reuniões periódicas, se não participo (…)?
Diz um ditado popular que o exemplo arrasta, sendo assim, pouco adianta o esmero dos mais talentosos catequistas em duas ou três horas semanais se o restante do tempo os pais não se empenham e regar a semente plantada. É uma dura e injusta luta: educar e ensinar duas horas e nas outras 22 horas deseducar. Não extingamos o Espírito Santo pela omissão.
O corre-corre nos fez um tanto omisso com a criação dos nossos filhos. Queremos o melhor para eles, mas esse melhor não podemos dar, pois trabalhamos o dia inteiro.
Tão cedo os colocamos na escola, para os ensinar o que é segundo a pedagogia, obrigação nossa. É um testemunho pessoal, pois apesar de escrever todo dia, quem ensinou o sinal da cruz para meu filho foi minha esposa.
Sim, graças a Deus, Ele sempre zela pelos nossos, mas isso não nos credencia a fugir de nossas responsabilidades. É tão fácil acender a lareira, mas é preciso ter uma motivação diária em buscar lenha para manter o fogo aceso.
É duro dizer isso, mas dá-se impressão que muitos pais acham que as obrigações pela fé pelos costumes e hábitos são dos professores e catequistas e não nossas.
Terrível é imaginar que a condição de eu ir a missa é que não me contrariem, não me cobrem, não me digam verdades. Que ao primeiro sinal de cobrança paro de ir, fico em casa, troco de religião…
O engraçado é que muitos que trocam de religião justificadas pelo excesso de regras e zelo da igreja acabam se rendendo a regras ainda mais severas em outras igrejas. Passam a não cortar os cabelos, saias cumpridas.
Graças a Deus nossa igreja não se rende a vontade das pessoas, pois se isso acontecesse imagino o que seria, pois temos a ingrata mania de escolher as regras e convicções que melhor nos agradam.
Descobri recentemente que durante o ofertório e comunhão não fazemos “filas” e sim procissões. Parece ser a mesma coisa, mais “procissão” denota de vontade própria, espontânea, que aguardará a espera, pois algo importante está a frente, (…).
Nossa fé e dos nossos filhos não pode ser encarada uma fila e sim uma procissão. Se temos pouco tempo, planejemos então novas estratégias. Apesar de toda vontade de Deus em se revelar a nós é preciso que Ele não precise mendigar pelo nosso amor, nosso interesse…
Como a Sagrada Família, temos algumas obrigações a serem cumpridas: “(…) E vós, pais, não provoqueis revolta nos vossos filhos; antes, educai-os com uma pedagogia inspirada no Senhor “. (Ef 6, 4)

Propósito:

Pai, a exemplo de Simeão e de Ana, faze-me penetrar no mais profundo do mistério de teu Filho Jesus, e torna-me proclamador da salvação presente na nossa história. Senhor Jesus Cristo, tu restauraste a família humana, restabelecendo a primitiva unidade, vivendo com Maria, tua Mãe, e são José, o pai adotivo, durante 30 anos em Nazaré. Afaste das famílias do mundo os males que as ameaçam. Ajude-me a promover em minha família, os sentimentos e os propósitos de união indissolúvel, amor generoso, fidelidade permanente, preservação dos valores morais e perseverança constante na tua graça.

Dia 02

Cada pessoa recebe de acordo com o que oferece.

Se der atenção e carinho, receberá o mesmo.

Se for atencioso, colherá bondade e amor.

Quando espalhar amor, alegria e bondade, todos se sentirão bem perto de você.

Lembre-se de que ninguém se aproxima do espinheiro por causa dos espinhos, mas todos apreciam e gostam de ficar perto das flores, porque exalam beleza e perfume.

Cada pessoa recebe de acordo com o que oferece.

“O Senhor mantém-se longe dos ímpios, mas ouve as orações dos justos.”

(Pr 15,29).

 


Evangelho do dia 06 fevereiro sexta feira 2026

06 fevereiro - Os cavaleiros da Idade Média estavam sempre alerta para que a covardia de um instante não os fizesse perder a glória conquis...