15 março -
Façamos os pedidos ao nosso bom papai São José, que é o Patriarca das pessoas atrapalhadas (ele que passou por tantas atrapalhações!). (L 78). São José Marello
João 9:1-41
1Ao
passar, Jesus viu um cego de nascença.
2Seus
discípulos lhe perguntaram: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais,
para que ele nascesse cego?"
3Disse
Jesus: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra
de Deus se manifestasse na vida dele.
4Enquanto
é dia, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima,
quando ninguém pode trabalhar.
5Enquanto
estou no mundo, sou a luz do mundo".
6Tendo
dito isso, cuspiu no chão, misturou terra com saliva e aplicou-a aos olhos do
homem.
7Então
disse-lhe: "Vá lavar-se no tanque de Siloé" (que significa
"enviado"). O homem foi, lavou-se e voltou vendo.
8Seus
vizinhos e os que anteriormente o tinham visto mendigando perguntaram:
"Não é este o mesmo homem que costumava ficar sentado, mendigando?"
9Alguns
afirmavam que era ele.
Outros diziam: "Não, apenas se parece com ele".
Mas ele próprio insistia: "Sou eu mesmo".
10"Então,
como foram abertos os seus olhos?", interrogaram-no eles.
11Ele
respondeu: "O homem chamado Jesus misturou terra com saliva, colocou-a nos
meus olhos e me disse que fosse lavar-me em Siloé. Fui, lavei-me, e agora
vejo".
12Eles
lhe perguntaram: "Onde está esse homem?"
"Não sei", disse ele.
13Levaram
aos fariseus o homem que fora cego.
14Era
sábado o dia em que Jesus havia misturado terra com saliva e aberto os olhos
daquele homem.
15Então
os fariseus também lhe perguntaram como ele recuperara a vista. O homem
respondeu: "Ele colocou uma mistura de terra e saliva em meus olhos, eu me
lavei e agora vejo".
16Alguns
dos fariseus disseram: "Esse homem não é de Deus, pois não guarda o
sábado".
Mas outros perguntavam: "Como pode um pecador fazer tais sinais
milagrosos?" E houve divisão entre eles.
17Tornaram,
pois, a perguntar ao cego: "Que diz você a respeito dele? Foram os seus
olhos que ele abriu".
O homem respondeu: "Ele é um profeta".
18Os
judeus não acreditaram que ele fora cego e havia sido curado enquanto não
mandaram buscar os seus pais.
19Então
perguntaram: "É este o seu filho, o qual vocês dizem que nasceu cego? Como
ele pode ver agora?"
20Responderam
os pais: "Sabemos que ele é nosso filho e que nasceu cego.
21Mas não
sabemos como ele pode ver agora ou quem lhe abriu os olhos. Perguntem a ele.
Idade ele tem; falará por si mesmo".
22Seus
pais disseram isso porque tinham medo dos judeus, pois estes já haviam decidido
que, se alguém confessasse que Jesus era o Cristo, seria expulso da sinagoga.
23Foi por
isso que seus pais disseram: "Idade ele tem; perguntem a ele".
24Pela
segunda vez, chamaram o homem que fora cego e lhe disseram: "Para a glória
de Deus, diga a verdade. Sabemos que esse homem é pecador".
25Ele
respondeu: "Não sei se ele é pecador ou não. Uma coisa sei: eu era cego e
agora vejo!"
26Então
lhe perguntaram: "O que fez ele a você? Como abriu os seus olhos?"
27Ele
respondeu: "Eu já disse, e vocês não me deram ouvidos. Por que querem
ouvir outra vez? Acaso vocês também querem ser discípulos dele?"
28Então,
eles o insultaram e disseram: "Discípulo dele é você! Nós somos discípulos
de Moisés!
29Sabemos
que Deus falou a Moisés, mas, quanto a esse, nem sabemos de onde ele vem".
30O homem
respondeu: "Ora, isso é extraordinário! Vocês não sabem de onde ele vem,
contudo ele me abriu os olhos.
31Sabemos
que Deus não ouve pecadores, mas ouve o homem que o teme e pratica a sua
vontade.
32"Ninguém
jamais ouviu que os olhos de um cego de nascença tivessem sido abertos.
33Se esse
homem não fosse de Deus, não poderia fazer coisa alguma".
34Diante
disso, eles responderam: "Você nasceu cheio de pecado; como tem a ousadia
de nos ensinar?" E o expulsaram.
35Jesus
ouviu que o haviam expulsado e, ao encontrá-lo, disse: "Você crê no Filho
do homem?"
36Perguntou
o homem: "Quem é ele, Senhor, para que eu nele creia?"
37Disse
Jesus: "Você já o tem visto. É aquele que está falando com você".
38Então o
homem disse: "Senhor, eu creio". E o adorou.
39Disse
Jesus: "Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e
os que veem se tornem cegos".
40Alguns
fariseus que estavam com ele ouviram-no dizer isso e perguntaram: "Acaso
nós também somos cegos?"
41Disse
Jesus: "Se vocês fossem cegos, não seriam culpados de pecado; mas agora
que dizem que podem ver, a culpa de vocês permanece.
4° Domingo da Quaresma - João 9, 1-41
(Ano A) 15 março 2026
Neste quarto domingo da quaresma, continuamos a
sequência da leitura de textos do Quarto Evangelho, iniciada no domingo passado
com o episódio do encontro de Jesus com a mulher samaritana. Para hoje, a
liturgia propõe o relato da cura do cego de nascença (Jo 9,1-41), um episódio
exclusivo do Evangelho segundo João, e detentor de uma grande riqueza literária
e teológica. Convém recordar que os evangelhos sinóticos também trazem relatos
de cura de cegos (cf. Mt 12,22-23; Mc 8,22-26; 10,46-52; Lc 18,35-43), mas em
nenhum deles há uma riqueza de detalhes tão grande como este de João. Pela
extensão do texto, quarenta e um versículos, não comentaremos versículo por
versículo, mas procuraremos colher a mensagem central e enfatizar alguns
aspectos e trechos mais importantes.
Antes de adentrarmos diretamente no conteúdo do texto,
é importante fazer uma breve contextualização. O cenário do relato é a cidade
de Jerusalém. Ora, Jesus tinha ido à “cidade santa” para a festa das tendas
(cf. Jo 7,1-2.14), uma das três grandes festas de peregrinação dos judeus,
juntamente com a páscoa e pentecostes; foi com receio, certamente, uma vez que
já estava “jurado de morte” (cf. Jo 7,1) pelas autoridades judaicas, devido à
fama que se tinha propagado em decorrências de sua mensagem e, principalmente,
por causa dos sinais que estava cumprindo. Por falar em sinais, a cura do cego
de nascença, relatada no evangelho de hoje, é o sexto dos sete sinais que Jesus
realiza no Quarto Evangelho, a saber: 1) a mudança da água em vinho – Jo
2,1-12; 2) a cura do funcionário real – Jo 4,46-54; 3) a cura do enfermo
(paralítico) de Betesda – Jo 5,1-18; 4) a multiplicação dos pães – Jo 6,1-15;
5) a caminhada sobre o mar – Jo 6,16-21; 6) a cura do cego de nascença – Jo
9,1-41; 7) a ressurreição de Lázaro (reanimação) – Jo 11,1-44.
Ao realizar os sinais, Jesus manifestava a glória
de Deus, ganhava adesão ao seu projeto e confirmava ser o Cristo, o Filho de
Deus (cf. Jo 2,1; 21,30-31). Com isso, o poder religioso o via cada vez mais
como uma ameaça e, por isso, queria eliminá-lo. Os sinais de Jesus mostravam
que Deus não se deixava manipular pela instituição religiosa. As autoridades
religiosas viam desmoronar seus poderes e privilégios; queriam eliminar Jesus
porque ele era uma pessoa perigosa para o sistema. Durante a festa das tendas,
Ele tinha passado dos limites ao se autoproclamar a “luz do mundo” (cf. Jo
8,12) e o “Filho eterno do Pai” (cf. 8,54-58). Por essa sua ousadia, as
autoridades religiosas o consideraram “um samaritano e endemoniado” (cf. Jo
8,48) e, por isso, queriam apedrejá-lo. É, portanto, recordando o último
versículo do capítulo anterior que devemos ler o texto de hoje: “Eles pegaram,
então, pedras para atirar em Jesus. Mas Jesus se escondeu e saiu do templo” (Jo
8,59).
Uma vez contextualizados, voltemos a atenção para o
texto de hoje, o qual começa assim: “Ao passar, Jesus viu um homem cego de
nascença” (v. 1). Mesmo apressado, pois estava fugindo da tentativa de
apedrejamento, Jesus vê a necessidade do outro e age com solidariedade e
compaixão. Para a mentalidade da época, todo tipo de doença e deficiência era
sinal de maldição e castigo, pois tudo isso era considerado consequência do
pecado, ou da pessoa mesmo ou dos antepassados. Acreditava-se também que uma
criança pudesse pecar ainda no ventre materno. Inclusive, os próprios
discípulos de Jesus comungavam dessa mentalidade: “Os discípulos perguntaram a
Jesus: ‘Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?” (v.
2). A cegueira se destacava entre todas as deficiências, pois impedia que a
pessoa pudesse estudar e conhecer a Lei. Teologicamente, a cegueira era pior
até do que a lepra. Ora, o leproso devia isolar-se completamente da sociedade,
mas devido às aparências e a exposição das feridas; porém, um leproso poderia
ter conhecido a Lei antes de contrair a lepra; já um cego de nascença, não.
Como o homem visto por Jesus era cego de nascença, significa que ele nunca
tinha tido contado com a Lei, portanto, era um condenado; não vivia, mas apenas
vegetava, mesmo não sendo necessário o isolamento do convívio social, por não
ter feridas expostas, como os leprosos.
É claro que Jesus não concordava com a mentalidade
vigente. Por isso, corrige seus discípulos e expressa a sua pressa em sanar a
situação de marginalização vivida pelo homem cego (vv. 3-4). A cegueira não é
vontade de Deus e nem punição a possíveis pecados cometidos. Também não é
condição para que a glória de Deus se manifeste, como poderia ser interpretada
sua afirmação no v. 3. No entanto, onde a vida é escassa, quer dizer, onde a
criação não encontrou sua plenitude, há espaço para que a glória de Deus se
manifeste sanando a deficiência. Para isso, é necessário que toda a comunidade
participe, juntando forças. Por isso, Jesus compartilha com os discípulos a sua
responsabilidade de trabalhar para realizar as obras do Pai que o enviou (v.
4), aprimorando a criação. E isso deve ser feito com urgência, ou seja,
“enquanto é dia” (v. 4). Considerando que seus dias estavam praticamente
contados, depois de tantas ameaças, já não havia mais tempo a perder. A
“chegada da noite” (v. 4) significa a sua morte que se tornava cada vez mais
próxima. Quando está em questão a liberdade e a dignidade do ser humano, os
discípulos de Jesus devem agir com pressa, como Ele mesmo agia, mesmo tendo que
contrariar códigos e regras morais, sejam civis ou religiosos.
Destaca-se neste episódio, especialmente, a bondade
e a compaixão de Jesus: o cego não pede nada, não lhe faz nenhuma súplica, ao
contrário de outras curas em que as pessoas necessitadas lhe suplicam a cura.
Para João, o olhar de Jesus já é suficiente para perceber a necessidade do
outro, sentir compaixão e intervir, como faz aqui: “Jesus cuspiu no chão, fez
lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego, e disse-lhe: ‘Vai
lavar-te na piscina de Siloé (que quer dizer: enviado). O cego foi, lavou-se e
voltou enxergando” (vv. 6-7). O gesto de cuspir no chão e fazer lama com a
saliva é carregado de um forte simbolismo: o barro alude à criação, é a matéria
prima do ser humano, conforme a mentalidade bíblica. De acordo com essa mesma
mentalidade, a saliva é gerada pelo hálito, e esse é o sopro, o espírito. Com
isso, o evangelista quer dizer que Jesus repete o gesto criador de Deus (cf. Gn
2,7), ou seja, aperfeiçoa a criação do Pai. O homem que até então vegetava,
passou a viver de verdade a partir do encontro com Jesus que lhe deu vida. A
ordem para o homem lavar-se na piscina de Siloé significa a participação e a
responsabilidade humana na criação e na salvação. Deus não quer o ser humano
passivo, mas participante ativo de sua obra. Como “luz do mundo” (v. 5), Jesus
aponta o caminho e quem o segue encontra a luz, como o cego “voltou enxergando”
da piscina ao cumprir a sua ordem. Quem segue a palavra de Jesus encontra luz e
sentido para a vida. Ao ir à piscina, conforme a ordem de Jesus, o cego demonstrou
adesão ao Evangelho; por isso, passou a enxergar. O relato poderia ser
encerrado aqui, mas o evangelista pretende muito mais.
Entre aqueles que conheciam o cego, o espanto é
geral: ao invés de um homem miserável e considerado amaldiçoado, eles passam a
ver um homem novo, restaurado e íntegro (vv. 8-12). A admiração começa entre os
vizinhos, passa pelos que o viam mendigando, até chegar nos fariseus e
autoridades religiosas. O motivo de tamanho espanto é compreensível,
considerando a afirmação do próprio homem ao defender-se das acusações: “Jamais
se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença” (v. 32).
De fato, em toda a Bíblia, não há registro de nenhum outro milagre de um cego
de nascença. Há curas de cegos, sim, mas não com essa indicação. Os fariseus,
como representantes do sistema de dominação, reagem com rigor e até com
violência, porque veem que a luz de Deus, que eles e todo o sistema ofuscavam,
brilha em Jesus e em quem cumpre a sua palavra. A face de Deus, que a religião tinha
ofuscado e transformado em mercadoria, é restituída gratuitamente ao povo por
Jesus. Por isso, inconformados, os líderes religiosos judeus submetem o homem
curado a um longo interrogatório, sem aceitar nenhuma das respostas. E, tudo
isso, por causa da rejeição a Jesus e o medo que o seu projeto libertador
representava para as elites.
O fato de Jesus ter curado em dia de sábado já era,
por si só, motivo de escândalo, ainda mais da forma como fez: “era sábado, o
dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego” (v. 14). Ao tocar
na terra para fazer lama, Jesus realizou um trabalho braçal em dia de sábado,
um pecado abominável para os judeus. Esse foi o principal motivo do cerco
contra o homem e contra o próprio Jesus. Os judeus consideravam o mandamento do
sábado como o maior de todos, pois é o único que até mesmo Deus observou (cf.
Ex 20,110); era assim que eles ensinavam sobre a sacralidade do sábado. Com
isso, eles passaram a ter ainda mais motivos para rejeitar Jesus e o seu
programa. É importante recordar que João usa o termo “judeus” referindo-se às
autoridades religiosas, e não a todo o povo. Neste episódio ele varia entre
judeus e fariseus (vv. 13; 15; 16; 18; 22; 24; 34; 40), mas sempre em
referência às lideranças, e não a todo o povo.
O ex-cego é literalmente encurralado pelos líderes
religiosos porque deixou de ser um dominado; tornou-se um sujeito autônomo, um
homem livre. A situação chega ao ponto de ser necessário o depoimento dos seus
pais (vv. 18-23). Com medo da repressão, os pais passam a responsabilidade para
o filho: é ele quem tem que responder por seus atos (v. 21). Reconhecendo-se
incapazes de convencer com argumentos e testemunho, os chefes judeus apelam
para a violência, como acontece com todos os sistemas opressores. Por isso,
“expulsaram-no da comunidade” (v. 34b), ou seja, o baniram da sinagoga. É a
religião agindo com tirania, banindo a vida, ao invés de protege-la. É claro
que não havia espaço para Jesus e seu projeto libertador numa religião como
aquela. Na verdade, esse conflito reflete o ambiente das comunidades joaninas,
e não propriamente o tempo de Jesus. Escrito no final dos anos 90 d.C., o
Evangelho segundo João testemunha a separação das comunidades cristãs da
sinagoga. Os cristãos foram, de fato, expulsos da sinagoga ao declararem Jesus
como o Messias (v. 22). E esse episódio foi a melhor oportunidade que João
encontrou para retratar essa realidade, uma vez que “dar vista aos cegos” era
um dos principais sinais messiânicos anunciados pelos profetas (cf. Is 29,18;
42,7).
Jesus se manifesta novamente, ao saber que o homem
tinha sido expulso da comunidade sinagogal e vem ao seu encontro (v. 35).
Embora a versão litúrgica afirme que Jesus “encontrou” o homem, a tradução
correta seria “foi encontrá-lo” (v. 35), o que significa que Jesus foi
procura-lo. Como sempre, Jesus resgata o que a religião descartou. A religião
exclui e Jesus inclui; os sistemas dominantes separam e Jesus junta; a religião
do templo oprime e Jesus liberta. No final da discussão, Jesus mostra a grande
inversão de valores e de papéis: os verdadeiros cegos são os fundamentalistas
que, apegados à Lei e aos mais diversos códigos de conduta, sufocam a vida do
ser humano, privando-o da liberdade e da dignidade. Para esse tipo de cegueira,
não há justificativa (v. 41).
Assim como João escreveu pensando na sua
comunidade, também devemos pensar nas comunidades de hoje em dia: se essas não
promovem a vida e a liberdade do ser humano, estão distantes da proposta de
Jesus. Se prevalece a norma sobre a caridade, o Evangelho é esquecido. Se o
conhecimento continua concentrado em um pequeno grupo que controla tudo, está
mais para a sinagoga do que para a comunidade cristã. Se há imposição de
ideias, decisões e normas, continua-se a gerar cegos, ao invés de pessoas
conscientes e iluminadas.
Do fundo do coração, faça esta prece:
“Eu o agradeço, Senhor, por mais um dia.
Concedei-me os dons da fé, esperança e
caridade.
Que sua presença seja força em minha
caminhada.
Que eu seja fiel, amando-lhe realmente
acima de tudo.
Obrigado(a), Senhor, por minha
família, meu trabalho, meus amigos e por tudo o que recebi.
Que eu possa ser testemunha de seu
amor com gratidão e alegria. Amém!”.
É preciso cultivar no coração um
profundo sentimento de gratidão a Deus.
“Nossa alma espera pelo Senhor, é ele
o nosso auxílio e o nosso escudo.
Nele se alegra o nosso coração e
confiamos no seu santo nome”.
(Sl 33[32],20-21).



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