Evangelho do dia 01 julho quarta feira 2026
Desapego Leituras Obediência
01 Jul – Vós estareis no mundo, mas vossos olhos não o verão e,
passando além das coisas desta terra, contemplarão o Paraíso que vos espera; e,
embora tenham que ver o mundo, será através do Coração de Jesus e somente para implorar
misericórdia para ele. (S 354). São
José marello
Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 8,28-34
"Quando Jesus chegou à outra margem do lago,
à região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois possessos, saindo dos
túmulos. Eram tão violentos que ninguém podia passar por aquele caminho. Eles
então gritaram: "Que queres de nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos
atormentar antes do tempo?" Ora, acerta distância deles estava pastando
uma manada de muitos porcos. Os demônios suplicavam-lhe: "Se nos expulsas,
manda-nos à manada de porcos". Ele disse: "Ide". Os demônios
saíram, e foram para os porcos. E todos os porcos se precipitaram, pelo
despenhadeiro, para dentro do mar, morrendo nas águas. Os que cuidavam dos
porcos fugiram e foram à cidade contar tudo, também o que houve com os
possessos. A cidade inteira saiu ao encontro de Jesus. E logo que o viram,
pediram-lhe que fosse embora da região."
Meditação:
Mateus reproduz aqui uma narrativa de
milagre que Marcos já incluíra em seu evangelho, alguns anos antes. Embora
mencione dois possessos, e não um, Mateus resume a narrativa de Marcos e a
inclui no bloco de dez milagres, em seguida ao milagre da tempestade no mar
acalmada. Com estes milagres, Mateus prepara o envio dos doze e o discurso missionário.
Enquanto em Marcos a narrativa destaca a dimensão amorosa e libertadora de
Jesus em face dos vários sistemas opressores, tanto na área de influência
judaica como em território gentílico, em Mateus o destaque é o grande poder de
Jesus. O seu poder é sobre a natureza e sobre os demônios. Assim revestido de
poder, Jesus é apresentado com os traços do messias esperado pelo judaísmo.
Percebem-se, assim, as diferenças de enfoques sob os quais é visto Jesus: por
um lado, Jesus libertador e amoroso, por outro lado, Jesus poderoso.
Esta narrativa da expulsão dos demônios é um dos milagres mais misteriosos dos
evangelhos. Na época de Jesus, muitas enfermidades eram interpretadas como
obras do maligno. O povo, que esperava o messias, acreditava que uma das virtudes
do futuro messias deveria ser a capacidade de expulsar as forças do mal, que
oprimiam o mundo.
A cura acontece em território pagão. Isto significa que a pregação do
Evangelho, desde o começo, estava chegando a todos os povos. Jesus manifesta
seu poder, em terra pagã, expulsando a Satanás. A cura em terra pagã significa
que Deus quer que a liberdade e a justiça cheguem em todos os corações e em
todas as noções. Jesus liberta a todos aqueles que precisam de libertação.
Outro aspecto do evangelho é: Jesus não encontra dificuldade em vencer os
demônios, que acabam se precipitando ladeira abaixo e se afogam na água da
morte. O mais difícil foi convencer os habitantes do lugar. O episódio acaba de
forma dramática: Jesus é expulso do lugar pelos habitantes: as pessoas não
reconheceram o seu Salvador.
Preferem o comodismo de uma vida pacata e sem problemas. O caminho para Deus
está aberto, porque os demônios não conseguem colocar obstáculo; porém, há uma
recusa das pessoas em comprometer-se com ele; antes vêm nele um obstáculo
aos seus projetos de vida.
Quantas vezes damos mais importância a
costumes absurdos e não damos valor às pessoas, sobretudo se são necessitadas e
excluídas. Em nossa vida cotidiana o peso dos costumes pode ser maior que a
liberdade do evangelho. Que isto não aconteça conosco.
Reflexão Apostólica:
Não nos enganemos, o mundo ainda se
incomoda com a presença de Jesus. Talvez não por alguns serem cristãos, outros
mulçumanos, outros hindus, (…), o que de fato incomoda é a mensagem que Ele deixou.
Na concepção daquele povo, Jesus não
conhecia a situação dos dois rapazes, Esse pensamento entra em conflito quando
ao chegar no local demonstra tamanha autoridade e segurança sobre o que
acontecia.
É comum ver no nosso dia-a-dia pessoas
atormentadas ou que sofrem de distúrbios mentais, como também é comum ver
pessoas que ao beber ou drogar-se perdem a noção de coerência passando a ficar
“aos berros” para que todos as ouçam. Quem nunca viu um bêbado contado ou
partilhando a vida com alguém?
Tanto os distúrbios de sanidade como os de
sobriedade (bebida e drogas) tendem a revelar uma face de verdade por mais que
esteja oculta. Seria um breve momento de lucidez em meio à loucura? Quantas
pessoas por influência desses agentes ao invés da loucura acabam por revelar a
verdade que ninguém quer ouvir?
Para aquele tempo, toda moléstia
psiquiátrica era vista como ação de demônios ou espíritos. Essa também poderia
ser vista assim, pois não temos dados concretos, no entanto é diferenciada pela
presença de um diálogo que acontece entre o mal e Jesus. É preciso reparar que
no meio de toda aquela confusão que viviam, há um momento de lucidez que se
revela “(…) Filho de Deus, o que o senhor quer de nós? O senhor veio aqui para
nos castigar antes do tempo?”.
Será que cremos em Deus e em seu poder mais
que a crença que o próprio mal tem Nele? Os espíritos retirados dos dois homens
conheciam a natureza divina de Jesus. Esse fato por si só já colocaria a prova
a teoria dos céticos.
A mensagem de Jesus ainda incomoda os descrentes,
pois temem a mudança de pensamento e ter que enfrentar o que não podem
entender, o que não conseguem ver. A maior dificuldade de um cético é
reconhecer que não tem explicação racional para algo ou uma resposta “a altura”
de um questionamento. Como é difícil desmentir um bêbado!??
Consegue imaginar se Jesus voltasse seu
olhar, embebido do Espírito Santo, para aqueles que pediram que fosse embora e
começasse a revelar a verdade em suas vidas? Estamos preparados para que Jesus
também mude as nossas vidas? Quantas vezes ao sermos visitados também pedimos
que parta?
O mundo tem medo dessa mensagem, pois em
alguns momentos são análogos a água e óleo. Parecem que não vão existir juntos.
Acredito que o maior dos descrentes
tenha feito um dia a opção de trocar a fé pela razão. Se então, não acredita
totalmente, por que teme ouvir? Por que evita ver? Qual é o problema de se
colocar um crucifixo numa repartição pública? Por que a educação religiosa
precisou ser retirada da grade escolar?
Deixo aqui um ponto de interrogação. Como
diria padre Zezinho: o mundo ainda tem medo de Jesus.
Dia 01
Errar é
humano; no entanto, reconhecer a própria fragilidade é um dom de Deus.
Só não
erra quem não faz nada nem se envolve com novos projetos.
Por isso,
tenha coragem de tentar, mesmo que, algumas vezes, isso lhe custe caro.
Siga em
frente, enfrentando novos desafios e situações, que serão boas oportunidades de
crescimento.
Se errar,
você precisa ter a humildade de reconhecer sua falta perante Deus e as pessoas.
“Antes de
ser humilhado, saí do bom caminho, mas agora guardo tua promessa”. (Sl
119[118],67).



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