Evangelho do dia 15 junho segunda feira 2026
15 jun - O triunfo de luz, de cantos, de perfumes e de mil coisas lindas que envolvem, por uma hora, o Rei da glória, simboliza as festas triunfais com que Jesus é glorificado continuamente por uma alma eleita. (L 190). SÃO JOSE MARELLO
Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 5,38-42
""Ouvistes
que foi dito: 'Olho por olho e dente por dente!' Ora, eu vos digo: não
ofereçais resistência ao malvado! Pelo contrário, se alguém te bater na face
direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um processo para
tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a acompanhá-lo
por um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir, e não vires as
costas a quem te pede emprestado."
Meditação:
O
elemento fundamental do projeto cristão é apresentado neste texto do evangelho
de Mateus: o amor. Este amor proposto por Jesus supera o mandamento antigo (Lv
19,18) que permite implicitamente o ódio ao inimigo.
Supera-o
porque é um amor que não se limita a um grupo reservado de pessoas, aos do meu
grupo, aos da minha etnia, ou a meus patriotas, ou aos que me amam, mas alcança
os inimigos, o que poderiam não merecer meu amor, ou inclusive poderiam merecer
meu desamor.
É um amor para todos, um amor universal, expressão própria do amor de Deus que
é infinito, que não distingue entre bons e maus. Ser perfeito, como Deus Pai é
perfeito, significa viver uma experiência de amor sem limites, é poder
construir uma sociedade distinta, não fundada na lei antiga de Talião (“olho
por olho, dente por dente”, que já era uma maneira primitiva de limitar o mal
da vingança), mas na justiça, na misericórdia, na solidariedade; todos esses
valores fundamentados no amor.
Continuamos
na Montanha, ouvindo, silenciosamente, o Sermão de Jesus. Novas orientações
estão sendo passadas. Estamos atentos, acolhendo a Palavra que vai nos
conformando. Jesus fala do abandono da antiga lei e nos pede uma atitude
diferente se queremos ser seus discípulos. Fala do Perdão, superação do orgulho
e a caridade mútua.
Perdoar,
não é fácil, a pessoa que não perdoa, fica angustiada, se remoendo por dentro,
às vezes até adoece. Não é fácil esta proposta de Jesus: “se alguém te ferir,
ofereça a outra face”. Rezamos diariamente a oração do Pai Nosso, e em
determinado momento da oração rezamos: “assim como nós perdoamos a quem nos tem
ofendido”. Se rezamos a oração com a afirmação que “perdoamos”, como agir de
forma contrária? – O cristão deve ser consciente, não querer perdoar a outro é
condenar-se a si mesmo, é ser orgulhoso.
Nos
v. 40-42, Mateus narra as palavras de Jesus, que fala sobre a “caridade mútua”,
que deve haver entre os cristãos. Dentro do Movimento, Pastoral, Serviço que
participo há esta comunhão? Será que o orgulho está em mim? Sei perdoar?
Mateus
continua fiel a narração. No v. 43, escreve a citação de Jesus, que está em Lv
19,18: “ama o teu próximo”, mas a segunda parte “odeia o teu inimigo”, não está
na Lei de Moisés.
Esta
segunda parte foi um acréscimo feito pelos rabinos da época de Jesus, os quais
entendiam por próximo só os Israelitas. Jesus quer corrigir esta interpretação.
Pois para ser Seu discípulo, não se pode ter inimigos.
O
único inimigo do cristão é o pecado, mas não o pecador. Jesus deu-nos o
exemplo, por Sua própria crucificação. Esta dificuldade precisamos enfrentar,
se buscamos a perfeição cristã: amar e rezar pelos que nos perseguem e nos
caluniam. Este é o verdadeiro distintivo dos cristãos.
Ao
final, Jesus anuncia aos discípulos de ontem e de hoje: “sede perfeitos, como
perfeito é vosso Pai”. Estas palavras são um resumo de tudo o que Jesus vem nos
falando desde o 4º Domingo do Tempo Comum.
Devemos
tender a perfeição divina. Esta perfeição deve ser nosso modelo, apesar da
distância infinita que temos Criador. Devemos buscar o MAGIS, ou seja, ser mais
afetivo e generoso com o próximo, como foi Jesus.
Ter
o coração mais aberto ao mundo e ao próximo, como foi o coração de Jesus. Que a
nossa resposta seja como a de Maria: Mais generosa e disponível. E assim,
continuamos para o mais, buscando à perfeição que havemos de imitar, sobretudo
deixando transparecer em nossas vidas: Seu amor, Sua misericórdia.
Como vimos, neste evangelho de Mateus, temos as duas últimas
contraposições que mostram a novidade de Jesus em confronto com a tradição da
antiga Lei.
O
"que foi dito" é substituído, agora, pela revelação de Jesus através
de sua prática e de suas palavras. Na primeira contraposição, Jesus remove o
mau espírito de vingança pela prática da bem-aventurança da mansidão.
Com
estas propostas Mateus busca a conversão plena de sua comunidade originária do
judaísmo. A lei do talião, na tradição de Israel, incitava à vingança, no caso
de uma violência sofrida: "vida por vida, olho por olho, dente por dente,
pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe"
(Ex 21,23-25).
A
Lei configurava, assim, uma cultura marcada por um espírito vingativo e cruel.
Perpetuava-se a violência que, na tradição de Israel, é exemplar na memória
perene que se faz do Êxodo, com o extermínio dos primogênitos dos egípcios oprimidos
pelo faraó e no sequente extermínio dos sete povos de Canaã.
O
preceito de Jesus de não oferecer resistência ao malvado, vem romper com o
ciclo contínuo da violência. Contudo, embora não se responda à violência com
violência, cabe, contudo, questionar e denunciar os agentes da violência.
Em
uma sociedade onde a violência é praticada pela ambição, em particular por
parte dos poderosos grupos de enriquecidos, cabem os movimentos sociais em
defesa dos oprimidos, e o empenho no estabelecimento de estruturas
sócio-econômicas mais justas.
Na
última contraposição, com a novidade do amor aos inimigos, insistentemente
anunciada por Jesus, é removida a antiga imagem de Deus apresentada no Primeiro
Testamento como aquele é inimigo dos inimigos do "povo eleito", e os
destrói.
As
concepções de povo eleito e de terra prometida fundamentavam a histórica
segregação e conflito de Israel com os demais povos. Assim justificavam a sua
violência:
"Deus
parte a cabeça dos seus inimigos e o cabeludo crânio do que anda nos seus
próprios delitos" (Sl 68,21).
Jesus revela o Deus de misericórdia sem limites.
O
apelo de Jesus à conversão tem o sentido tanto de mudança das referências
religiosas da antiga tradição de Israel como dos sentimentos pessoais. A
revelação do Deus Amor abre o caminho da perfeição a todos.
A
compreensão de que somos todos filhos do Deus Pai e Mãe e a percepção de que
seu amor é sem limites leva à fraternidade universal, à solidariedade e à
partilha, vivendo-se com alegria tendo como meta a união e a Paz.
Somos seres simbólicos e não podemos viver nossa vida isoladamente. Ao
contrario, para chegar a ser necessitamos da convivência, da companhia, do
diálogo a dimensão moral é uma abordagem inevitável. Não podemos conviver sem
alimentar e suavizar continuamente os limites de nossas relações. Não há
sociedade humana sem moral, sem direito, sem lei, sem normas de convivência.
Por sua parte, a dimensão religiosa deve incluir essa dimensão essencial. No
Antigo Testamento vemos que a maior parte dos mandamentos são negativos,
ressaltando o que não se podia fazer, os limites que não deviam ser
transpostos. É o primeiro estagio da moral.
O
Evangelho dá um salto para diante. Parece não estar tão preocupado com os
limites, quanto pelo “poço sem fundo” que é preciso encher, a perfeição do amor
que é preciso alcançar.
Este objetivo não pode ser alcançado simplesmente evitando o mal, mas
praticando o bem. Com o Evangelho na mão, não estaríamos conseguindo o bem
moral supremo, a santidade, simplesmente omitindo o mal, porque poderíamos
estar pecando “por omissão do bem”.
E, como disse santo Tomás, o mandamento do amor sempre resulta inexeqüível na
sua plenitude, pois nunca podemos dar conta plena dele; sempre se pode amar com
mais entrega, com mais generosidade e com mais radicalidade. É típica a
proposta do Evangelho do amor aos inimigos, o amor humanamente mais inexeqüível
e racionalmente mais dificilmente justificável.
Não obstante, à proposta desta Palavra, de uma santidade à qual se chega
pelo amor, quase como em um acesso privilegiado ou quase único, teríamos de
adicionar-lhe algum complemento. À santidade cristã não se chega somente por
amor prático, pela prática moral ou ética.
É certo que na história das religiões o cristianismo fez fama como sendo a religião
que mais organizou a prática do amor, e pelo fato de sua presença ser
acompanhada sempre com as “obras de caridade” (hospitais, escolas, centros de
promoção humana, leprosários, atenção aos pobres, aos excluídos...) que lhe são
características.
Porém, bastará o amor? E a dimensão espiritual? A espiritualidade, a
contemplação, a mística... onde andam? Obviamente, não estamos diante de uma
alternativa amor-caridade/espiritualidade-mística. Os grandes santos da
caridade foram também grandes místicos. Não se trata de uma alternativa (ou uma
coisa ou outra), mas de uma conjunção necessária: as duas coisas. Porque as
duas realidades se interpenetram perfeitamente.
De fato, o santo também é um “contemplativus in caritate”, vive a contemplação
no exercício da caridade. A Espiritualidade da libertação cunhou a famosa fórmula:
“contemplativus in liberatione” como uma perfeita harmonia entre ação e
contemplação, prática moral e mística. Na realidade, quando se vive a mística,
a moral brota espontaneamente.
Sem
dúvida, o cristianismo está desafiado a mudar seu modo de alcançar a moral, que
deve ser, não tanto um acesso direto, “moralizante”, insistindo nos preceitos e
ameaças ou castigos, mas em um acesso indireto, pela via da mística, da
experiência mística, que não deixa de ser a experiência mesma do amor.
O concílio Vaticano II abriu um panorama até então inusitado, o do “chamado
universal à santidade”, uma santidade que anteriormente muitos cristãos
consideravam reservada aos “profissionais” da santidade (os monges, os
religiosos, o clero, porém não o comum dos fiéis).
Reflexão Apostólica:
O Evangelho é o próprio Deus falando a nós na
pessoa de se Filho Jesus. Ele nos diz o como devemos ser, o que não devemos fazer
e o que precisamos fazer para ser feliz nesta vida e alcançar a felicidade
eterna.
E apesar de Jesus ter dito que não veio para
abolir a Lei de Moisés, O Mestre faz algumas correções: "Vós ouvistes o
que foi dito: 'Olho por olho e dente por dente! ..."
Só para entender, é bom lembrar aqui,
que no Antigo Testamento, se alguém arrancasse um dedo de um menino por
exemplo, o pai desse menino arrancaria também um dedo de um filho do
agressor. Se alguém quebrasse o braço da filha de um fazendeiro, este quebraria
também o braço de uma filha ou filho daquele alguém.
Não precisamos ir muito longe. As guerras de
famílias que até um dia desses aconteciam no Nordeste brasileiro e na Sicília
na Itália, é um exemplo do que estamos tentando explicar.
Jesus corrige isso, porque tal prática não
passa de uma vingança. Jesus nos aconselha a não reagir com a mesma forma
de ofensa, pelo contrário, o certo é nem reagir, e até facilitar a ação
ofensiva do agressor.
Nos velhos tempos, era culturalmente comum
odiar os inimigos e amar apenas os amigos, aqueles que eram ao nosso favor, que
concordavam conosco, que nos eram simpáticos. Jesus ao corrigir isso, e nos
ensina a fazer uma coisa que para muitos é um verdadeiro absurdo!
"Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!
Rezar pelos nossos inimigos até dá. Porque
rezemos pedindo que eles não nos façam nenhum mal. Mas amar os nossos inimigos?
Que coisa difícil! Para não dizer impossível!
Não. Não é difícil nem tampouco impossível.
Jesus não nos pede nenhum esforço acima da nossa capacidade. Ele não está
dizendo para a gente abraçar e beijar os nossos inimigos. Não é isso. Mas sim,
está nos dizendo para tratá-los como nós gostaríamos de sermos tratados. Se
fizermos isso, todos vão perceber que somos filhos do nosso Pai que está nos
céus.
Esse Pai que não discrimina ninguém,
que manda o sol e a chuva para todos. Bons e maus. Deus poderia muito bem
tornar impossível a vida dos maus, mas Ele não faz isso. Jesus nos ensina
que devemos ser bons e justos com todos, e não somente com aqueles que nos são
agradáveis.
Temos uma forte tendência a fazer isso?
O professor, a professora, tem uma tendência quase incontrolável de se
aproximar dos bons alunos e conversar sobre outras coisas que não sejam a rotina
do saber, da sala de aula.
É agradável brincar com os alunos
comportados, e estudiosos. Porém, há uma tendência muito forte em IGNORAR os
maus alunos, ou mesmo, de ser duro e ríspido com eles mesmo quando não estão
bagunçando. Por que isso acontece? É porque é muito difícil imitar Jesus. É
difícil porém não é impossível.
Se tivermos seus ensinamentos na mente o dia
e a noite, pelo menos a gente tenta fazer como Ele. E esta tentativa é que vai
pesar no nosso julgamento. A nossa intenção. "Porque, se amais somente
aqueles que vos amam, que recompensa tereis?
Sabemos que existem pessoas que são
incorrigíveis. Mesmo que não sejam malvados ou bandidos, mais simplesmente um
aluno problema, ou um sujeito esquizofrênico, são tipos que às vezes não adianta
nos desgastar tentando corrigi-los ou convertê-los, porque perdemos o nosso
tempo. Nesse caso, fazemos o que podemos, e o resto entregamos para Deus. É só
lembrar aqui, para ilustrar, o caso dos criminosos natos. Nenhum sistema
corretivo consegue dar jeito. Só nos resta rezar.
Jesus nos pede uma coisa que realmente é impossível
para nós. "sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito," .
Quer dizer, isso seria o nosso ideal. Porém, como sabemos, a perfeição é
inatingível por noz.
Quando pensamos que conseguimos um grau de
espiritualidade acima do normal, muito superior, sem menos esperar, entramos em
atrito de interesses, seja combatendo injustiças, seja uma simples correção
fraterna exagerada, e pronto. Lá se foi a nossa tranqüilidade, a nossa paz de
espírito.
Então, só nos resta aguardar a
oportunidade para nos retratar com nosso irmão ou irmã pelo exagero das nossas
palavras, e em seguida procurar um sacerdote para nos perdoar de todos os
nossos pecados.
Vamos continuar tentando
ser cristãos, que é aquele, aquela que procura imitar Jesus Cristo.em nossas
vidas: Seu amor, Sua misericórdia.
Dia 15
Segurança
e amor são valores muito importantes, que precisam ser transmitidos às futuras
gerações.
Na
família, as pessoas adquirem a base para seu futuro; quando existe uma sólida
formação, todos são capazes de reavaliar seu modo de ser e proceder diante de
fatos inesperados do cotidiano.
Os pais
têm um papel fundamental na formação dos filhos.
“Os netos
são a coroa dos anciãos, como os pais são a glória dos filhos”.
(Pr 17,6).



Comentários
Postar um comentário