Evangelho do dia 08 junho segunda feira 2026
08 junho - Quando se deve corrigir alguém, é preciso antes invocar o Espírito Santo, em seguida dizer com fineza a coisa, de maneira que se saiba que não é o amor próprio que nos motiva, e sim o desejo de que todos sirvam fielmente a Deus. (S 196). São José Marello
Mateus 5, 1-12
Vendo Ele as multidões, subiu ao monte e sentou-Se. Acercaram-se
os discípulos 2e Ele, tomando a palavra, pôs-se a ensiná-los,
dizendo:
3Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino
dos Céus.
4Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles
serão fartos.
7Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão
misericórdia.
8Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
9Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos
de Deus.
10Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, porque deles é
o Reino
dos Céus.
11Bem-aventurados sois, quando, por minha causa, vos injuriarem e
perseguirem e disserem, falsamente, contra vós toda a espécie de mal.
12Alegrai-vos e exultai, porque será grande nos Céus a vossa
recompensa. Foi assim que perseguiram os profetas antes de vós.
Comentário
1-2.
O Sermão da Montanha ocupa integralmente os caps. 5, 6 e 7 de São Mateus.
Trata-se do primeiro dos cinco grandes discursos de Jesus que aparecem neste
Evangelho. Compreende uma considerável parte dos ensinamentos do Senhor.
Não
é fácil de reduzir o discurso a um só tema, mas os diversos ensinamentos podem
comodamente agrupar-se à volta destes cinco pontos: 1) o espírito que se deve
ter para entrar no Reino dos Céus (as Bem-aventuranças, sal da terra e luz do
mundo, Jesus e a Sua doutrina, plenitude da Lei); 2) retidão de intenção nas
práticas de piedade (aqui se inclui a oração do Senhor ou Pai-Nosso); 3)
confiança na Providência paternal de Deus; 4) as relações fraternas dos filhos
de Deus (não julgar o próximo, respeito pelas coisas santas, eficácia da oração
e a regra de oiro da caridade); e 5) condições e fundamento para a entrada no
reino (a porta estreita, os falsos profetas e edificar sobre rocha).
2. «Pôs-se a
ensiná-los»: Refere-se tanto aos discípulos que rodeavam Jesus como às
multidões ali presentes, segundo aparece no fim do Sermão da Montanha (Mt
7,28).
As
Bem-aventuranças (5,3-12) constituem como que o pórtico do Sermão da Montanha.
Para uma reta compreensão das Bem-aventuranças é conveniente ter em conta que
nelas não se promete a salvação a umas determinadas classes de pessoas que aqui
se enumerariam, mas a todos aqueles que alcancem as disposições religiosas e o
comportamento moral que Jesus Cristo exige. Quer dizer, os pobres de espírito,
os mansos, os que choram, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos,
os puros de coração, os pacíficos e os que sofrem perseguição por buscar a
santidade, não indicam pessoas distintas entre si, mas são como que diversas
exigências de santidade dirigidas a quem quer ser discípulo de Cristo.
Pela
mesma razão, também não prometem a salvação a determinados grupos da sociedade,
mas a toda a pessoa que, seja qual for a sua situação no mundo, se esforce por
viver o espírito e as exigências das Bem-aventuranças.
A
todas elas é também comum o sentido escatológico, isto é, é-nos prometida a
salvação definitiva não neste mundo, mas na vida eterna. Mas o espírito das
Bem-aventuranças produz, já na vida presente, a paz no meio das tributações. Na
história da humanidade, as Bem-aventuranças constituem uma mudança completa dos
critérios humanos habituais: desqualificam o horizonte da piedade farisaica,
que via na felicidade terrena a bênção e prêmio de Deus e, na infelicidade e
desgraça, o castigo. Em todos os tempos as Bem-aventuranças põem muito por cima
os bens do espírito sobre os bens materiais. Sãos e doentes, poderosos e
débeis, ricos e pobres… são chamados, por cima das suas circunstâncias, à
felicidade profunda daqueles que alcançam as Bem-aventuranças de Jesus.
É
evidente que as Bem-aventuranças não contêm toda a doutrina evangélica. Não
obstante contêm, como que em germe, todo o programa de perfeição cristã.
3. Neste versículo
exprime-se de modo amplo a relação ida pobreza com o espírito. Este conceito
religioso de pobre tinha já uma longa tradição no AT (cfr, p. ex., Soph 2,3 s).
Mais que a
condição social de pobre, expressa a atitude religiosa ide indigência e de
humildade diante de Deus: é pobre o que corre a Deus sem considerar méritos
próprios e confia só na misericórdia divina para ser salvo. Esta atitude religiosa
da pobreza está muito aparentada com a chamada infância espiritual. O cristão
considera-se diante de Deus como um filho pequeno que não tem nada em
propriedade; tudo é de Deus seu Pai e a Ele o deve. De qualquer modo a pobreza
em espírito, quer dizer, a pobreza cristã, exige o desprendimento dos bens
materiais e austeridade no uso deles. A alguns, os religiosos, Deus pede-lhes o
desprendimento inclusive jurídico das suas propriedades, como testemunho
perante o mundo da condição passageira das coisas terrenas.
4. «Os que choram»:
Chama aqui bem-aventurados Nosso Senhor todos os que estão aflitos por alguma
causa e, de modo particular, aqueles que estão verdadeiramente arrependidos dos
seus pecados, ou aflitos pelas ofensas que outros fazem a Deus, e que levam o
seu sofrimento com amor e desejos de reparação.
«Choras?
— Não te envergonhes. Chora; sim, os homens também choram, como tu, na solidão
e diante de Deus. — Durante a noite, diz o rei David, regarei de lágrimas o meu
leito.
«Com
essas lágrimas, ardentes e viris, podes purificar o teu passado e
sobrenaturalizar a tua vida atual» (Caminho, nº 216).
O
Espírito de Deus consolará com paz e alegria, mesmo neste mundo, os que choram
os pecados, e depois participarão da plenitude da felicidade e da glória do
céu: esses são bem-aventurados.
5. «Mansos»: quer dizer, os que sofrem com paciência as
perseguições injustas; os que nas adversidades mantêm o ânimo sereno, humilde e
firme. e não se deixam levar pela ira ou pelo abatimento. É a virtude da
mansidão muito necessária para a vida cristã. Normalmente as frequentes
manifestações externas de irritabilidade procedem da falta de humildade
e de paz interior.
«A
terra»: Comummente entende-se em sentido transcendente, quer dizer, a pátria
celestial.
6. O conceito de justiça
na Sagrada Escritura é essencialmente
religioso (cfr nota a Mt 1,19). Chama-se justo a quem se esforça sinceramente
por cumprir a Vontade de Deus, que se manifesta nos mandamentos, nos deveres de
estado e na união da alma com Deus. Por isso a justiça, na linguagem da Bíblia,
coincide com o que atualmente costuma chamar-se santidade (lIoh 2,29; 3,7-10;
Apc 22,11; Gen 15,6; Dt 9,4). Como comenta São Jerónimo (Comm. in Matth.5.6). esta
(quarta bem-aventurança de Nosso Senhor exige não um simples desejo vago de
justiça, mas ter fome e sede dela, isto e, amar e buscar com todas as forças
aquilo que torna justo o homem diante de Deus. O que de verdade quer a
santidade cristã tem de amar os meios que a Igreja, instrumento universal de
salvação, oferece e ensina a viver a todos os homens: frequência de
sacramentos, convivência íntima com Deus na oração, fortaleza em cumprir os deveres
familiares, profissionais, sociais.
7. A misericórdia não consiste apenas em dar esmola aos
pobres, mas também em compreender os defeitos que possam ‘ter os outros,
desculpá-los, ajudá-los a superá-los e amá-los mesmo com os defeitos que
tenham. Também faz parte da misericórdia alegrar-se e sofrer com as alegrias e
dores alheias.
A
doutrina de Cristo ensina que a raiz da qualidade dos atos humanos está no
coração, quer dizer, no interior do homem, no fundo do seu espírito: «Quando
falamos de um coração humano, não nos referimos só aos sentimentos: aludimos à
pessoa toda que quer, que ama, que convive com os outros. Ora, na maneira de os
homens se exprimirem, que a Sagrada Escritura utiliza para nos ajudar a
compreender as coisas divinas, o coração é tido por resumo e fonte, expressão e
fundo íntimo dos pensamentos, das palavras, das ações. Um homem vale o que vale
o seu coração — diríamos com palavras bem humanas» (Cristo que passa, nº
164). A pureza de coração é um dom de Deus, que se manifesta na capacidade de
amar, no olhar reto e puro para tudo o que é nobre. Como diz o Apóstolo, «tudo
o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é
puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e
louvável, é o que deveis ter em mente» (Phil 4,8). O cristão, ajudado pela
graça de Deus, deve lutar continuamente para purificar o seu coração e adquirir
essa pureza, em virtude da qual se promete a visão de Deus.
10. Acerca do significado
de «justiça» veja-se o dito em Mt 1,19; 5,6. Assim, pois, o sentido desta
bem-aventurança é o seguinte: bem-aventurados os que sofrem perseguição por ser
santos ou pelo seu empenho em ser santos, porque deles é o Reino dos Céus.
Portanto,
é bem-aventurado o que sofre perseguição por ser fiel a Jesus Cristo, e a
suporta não só com paciência, mas com alegria. Na vida do cristão apresentam-se
circunstâncias heroicas, nas quais não têm lugar meios termos; ou se é fiel a
Jesus Cristo jogando-se a honra, a vida e os bens, ou O renegamos. São Bernardo
(Sermão da Festa de Todos os
Santos) diz que esta oitava bem-aventurança era
como que a prerrogativa dos santos mártires. O cristão que é fiel à doutrina de
Jesus Cristo é de facto também um «mártir» (testemunha) que reflete ou cumpre
esta bem-aventurança, mesmo sem chegar à morte corporal.
11-12. As Bem-aventuranças
são as condições que Cristo pôs para entrar no Reino dos Céus. O versículo, à
maneira de recapitulação, é um convite global a viver estes ensinamentos. A
vida cristã não é, pois, tarefa fácil, mas vale a pena pela plenitude de vida
que o Filho de Deus promete.
Dia 08
Você já
reparou que existem pessoas que falam muito em doenças, dores, tragédias e
morte?
Evite
abordar esses assuntos, para não atrair energias negativas.
Em vez
disso, cultive a saúde, a alegria, uma vida mais saudável.
Confie
sempre no Senhor, que está com você em todas as circunstâncias da vida.
Diariamente,
ouça com amor a Palavra de Deus.
A despeito
de qualquer circunstância que lhe ocorrer, considere somente o lado bom da
vida.
“Por outro
lado, precisais renovar-vos, pela transformação espiritual de vossa mente, e
vestir-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e
santidade”. (Ef 4,23-24).


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