Evangelho do dia 24 junho quarta feira 2026
24 jun - Quando se trata de defender a religião, podemos muito bem falar com força e vivacidade, sem por isso faltar com o respeito a ninguém. (S 233). São José Marello
Lucas 1,57-66.80 - Solenidade da Natividade de São João Batista
Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 1,57-66
"Chegou o tempo de Isabel ter a
criança, e ela deu à luz um menino. Os vizinhos e parentes ouviram falar da
grande bondade do Senhor para com Isabel, e todos ficaram alegres com ela.
Quando o menino estava com oito dias, vieram circuncidá-lo e queriam lhe dar o
nome do pai, isto é, Zacarias. Mas a sua mãe disse:
- Não. O nome dele
vai ser João.
Então disseram:
- Mas você não tem
nenhum parente com esse nome!
Aí fizeram sinais ao
pai, perguntando que nome ele queria pôr no menino. Zacarias pediu uma tabuinha
de escrever e escreveu: "O nome dele é João." E todos ficaram muito
admirados. Nesse momento Zacarias pôde falar novamente e começou a louvar a
Deus. Os vizinhos ficaram com muito medo, e as notícias dessas coisas se
espalharam por toda a região montanhosa da Judéia. Todos os que ouviam essas
coisas e pensavam nelas perguntavam:
- O que será que esse
menino vai ser?
Pois, de fato, o
poder do Senhor estava com ele."
Reflexão para a Solenidade da
Natividade de São João Batista – Lucas 1,57-66.80
Hoje, a liturgia contempla a solenidade da
natividade de São João Batista, ao invés de celebrar o décimo segundo domingo
do tempo comum. O texto evangélico proposto é Lc 1,57-66.80, relato que
contempla o nascimento, a circuncisão e a imposição do nome do santo precursor
de Jesus Cristo. Depois de Jesus, João Batista é o personagem com mais dados
biográficos oferecidos pelo Novo Testamento, o que evidencia a importância e a
grandeza da sua missão. Quem mais contribuiu para isso foi o evangelista Lucas,
como percebemos no Evangelho de hoje. Até quando os apóstolos consolidaram a
pregação sobre Jesus, fizeram questão de recordar o Batista: “Jesus de
Nazaré, começando pela Galileia, depois do batismo proclamado por João” (cf.
At. 10,37).
A figura de João é central na história da
salvação: “A lei e os profetas até João” (Lc 16,16a). Portanto, se
trata de um personagem que não pode ser esquecido. Liturgicamente, a Igreja
compreendeu bem isso, reservando-lhe duas datas no calendário: a sua
natividade, celebrada hoje (24 de junho), e o seu martírio, celebrado em 29 de
agosto. O primeiro evento narrado por Lucas em seu evangelho é o anúncio do
nascimento de João (cf. 1,5-23), apresentando-o desde o início com as
características de profeta e como um prodígio de Deus para a humanidade,
recordando que seus pais, Zacarias e Isabel, era anciãos e estéreis, já inaptos
à procriação. Nesse casal, descrito como justo (cf. 1,6) o evangelista viu a
situação de Israel: mesmo observando minuciosamente os preceitos da lei, faltava
alegria e sinal de vida neles!
Aquela esterilidade significava o esgotamento da
lei e da religião por eles observada, o judaísmo do segundo templo. Por mais
que se esforçassem, os condicionamentos sociais, culturais e religiosos não
permitiam que vida nova brotasse daquela situação. Somente uma intervenção de
Deus poderia mudar o rumo daquela história. Fiel às suas promessas, Deus
intervém, inaugurando uma nova fase na história da salvação, fazendo surgir
um “profeta do altíssimo” (cf. 1,76). Assim como os profetas
do A.T. previam um “resto de Israel” fiel e justo, o evangelista Lucas
identificou esse resto em nos personagens que ilustram o chamado “evangelho da
infância” (capítulos 1 e 2 de Lucas): Zacarias e Isabel, Maria e José, Simeão e
Ana. Neles, as promessas de Deus, desde os patriarcas, chegam ao cumprimento.
Por mais que Israel estivesse esgotado e estéril, era dele que a salvação
brotaria. Lucas compôs a sua dupla obra (Evangelho e Atos dos Apóstolos)
segundo a dinâmica promessa-cumprimento. O nascimento de João é o início do
cumprimento.
Olhemos, para o texto: “Completou-se o
tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho” (v. 57). Com a
clássica e conhecida expressão bíblica “completou-se o tempo”, o evangelista
associa o nascimento de João às promessas de Deus. Não se trata apenas de uma
gravidez concluída e uma criança a mais no mundo; significa a conclusão de uma
etapa na história da salvação, e abertura de uma nova. O nascimento de João tem
uma dimensão comunitária, pública; por isso, “os vizinhos e parentes
ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e
alegraram-se com ela” (v. 58). Aqui, o evangelista introduz dois temas
centrais da sua grande obra (Evangelho e Atos): a misericórdia e a alegria. Os
parentes e amigos representam a abertura da salvação que, aos poucos, Lucas vai
mostrando. O nascimento de João é recebido como uma ação favorável de Deus.
Sendo Isabel e Zacarias, “justos e
irrepreensíveis observantes da lei” (cf. 1,6), “no oitavo dia,
foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai,
Zacarias” (v. 59). Querendo simplificar a história, o
evangelista faz uma pequena confusão: o nome da criança era dado logo no
nascimento, e não no momento da circuncisão, ao oitavo dia. Também não era costume
dar o nome do pai, e sim o nome do avô da criança. Mais uma vez, o evangelista
ressalta a dimensão comunitária do nascimento de João: a comunidade, parentes e
amigos, participam da sua vida, assim como o seu ministério profético estará a
serviço de todo o povo.
Dar o nome à criança era atributo exclusivo do pai,
de acordo com a tradição bíblica e com as tradições de outros povos da
antiguidade. É importante perceber o papel inovador da mãe, ressaltado por
Lucas: “A mãe, porém, disse: ‘Não! Ele vai chamar-se João!” (v.
60). Desde o início do seu evangelho, Lucas pensa a mulher como sujeito com voz
e poder de decisão, rompendo com as tradições e condicionamentos da
época: “Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse
nome!” (v. 61). Os outros aqui, são os parentes e vizinhos; apegados à
lei, não aceitam a novidade que começa a se configurar; querem que as coisas
permaneçam como sempre, incluindo a mulher sem direito de opinar. É o Israel
necessitado de conversão, a quem João se dirigirá em seu ministério e,
posteriormente, Jesus. A imposição do nome João já tinha sido indicada pelo
anjo no anúncio a Zacarias (cf. 1,13). João é um nome hebraico que significa
“Deus é favorável” (significados correlatos: Deus é clemente; Deus é
misericordioso; agraciado por Deus).
Com a mentalidade ainda fechada, os parentes e
vizinhos não admitem o protagonismo da mulher; por isso, recorrem à autoridade
masculina: “Então fizeram sinais ao pai, perguntando como queria que o
menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: ‘João é o seu
nome’. E todos ficaram admirados” (vv. 62-63). Zacarias tinha ficado
sem poder falar, por não crer no anúncio do anjo (cf. 1,20), por isso se
comunicava por meio de sinais. Ao escrever como o menino será chamado, ele ratifica
a decisão de Isabel, e ambos confirmam a promessa de Deus através do anjo.
Todos ficaram admirados por contemplar Deus agindo na história, cumprindo as
antigas promessas de um jeito novo e com novos sujeitos.
Como o anjo tinha afirmado que Zacarias só voltaria
a falar quando o menino nascesse, a promessa foi cumprida e, “no mesmo
instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a
louvar a Deus” (v. 64). O ápice do louvor a Deus proclamado por
Zacarias é o seu cântico, o Benedictus, o qual a liturgia de hoje omite, mas é
bastante conhecido. A transformação de Zacarias, da incredulidade ao louvor a
Deus, é a passagem que, inicialmente, Israel e depois a humanidade inteira,
devem fazer: reconhecer e aceitar a ação misericordiosa de Deus em seu favor e
abrir-se à conversão. Zacarias se torna, assim, o primeiro convertido pelo
Batista.
“Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu
com esse nome!” (v. 61). Os outros aqui, são os parentes e vizinhos; apegados à
lei, não aceitam a novidade que começa a se configurar; querem que as coisas
permaneçam como sempre, incluindo a mulher sem direito de opinar. É o Israel
necessitado de conversão, a quem João se dirigirá em seu ministério e,
posteriormente, Jesus. A imposição do nome João já tinha sido indicada pelo
anjo no anúncio a Zacarias (cf. 1,13). João é um nome hebraico que significa
“Deus é favorável” (significados correlatos: Deus é clemente; Deus é
misericordioso; agraciado por Deus).
Com
a mentalidade ainda fechada, os parentes e vizinhos não admitem o protagonismo
da mulher; por isso, recorrem à autoridade masculina: “Então fizeram
sinais ao pai, perguntando como queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu
uma tabuinha, e escreveu: ‘João é o seu nome’. E todos ficaram admirados” (vv.
62-63). Zacarias tinha ficado sem poder falar, por não crer no anúncio do anjo
(cf. 1,20), por isso se comunicava por meio de sinais. Ao escrever como o
menino será chamado, ele ratifica a decisão de Isabel, e ambos confirmam a
promessa de Deus através do anjo. Todos ficaram admirados por contemplar Deus
agindo na história, cumprindo as antigas promessas de um jeito novo e com novos
sujeitos.
Como o anjo tinha afirmado que Zacarias só voltaria
a falar quando o menino nascesse, a promessa foi cumprida e, “no mesmo
instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a
louvar a Deus” (v. 64). O ápice do louvor a Deus proclamado por
Zacarias é o seu cântico, o Benedictus, o qual a liturgia de hoje omite, mas é
bastante conhecido. A transformação de Zacarias, da incredulidade ao louvor a
Deus, é a passagem que, inicialmente, Israel e depois a humanidade inteira,
devem fazer: reconhecer e aceitar a ação misericordiosa de Deus em seu favor e
abrir-se à conversão. Zacarias se torna, assim, o primeiro convertido pelo
Batista.
Diante de tudo isso, a reação dos vizinhos não
poderia ser outra, senão de espanto: “E todos os vizinhos ficaram com
medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia” (v.
65). A tradução litúrgica deixa a desejar optando pelo medo ao invés de temor.
Na verdade, a reação de quem contempla uma intervenção de Deus é de temor, que
significa mais admiração e respeito do que medo, propriamente. Lucas não perde
a oportunidade de mostrar a publicidade e difusão da ação de Deus na história;
por isso, diz que a notícia do nascimento de João “espalhou-se por toda
a região montanhosa”. Faz parte de suas estratégias literárias e teológicas
mostrar a repercussão dos eventos narrados. Aqui ele já antecipa o propósito de
suas duas obras (Evangelho e Atos): apresentar a salvação rompendo limites e
barreiras para um dia, atingir até os confins da terra.
Além de mencionar o espalhar-se da notícia, como
antecipação da “Boa-Notícia” por excelência, o evangelista destaca o seu
efeito: “E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: ‘O que virá a
ser este menino?’ De fato, a mão do Senhor estava com ele” (v. 66). As
notícias das maravilhas de Deus geram repercussão em quem escuta, não são
notícias vagas; causam efeitos porque carregam em si a força inerente à
Palavra. O questionamento sobre o futuro do menino reforça o
superdimensionamento da sua missão. Se seus pais, anciãos e estéreis, desejavam
um filho simplesmente para “deixarem de passar vergonha perante os homens” (cf.
1,25) – a falta de um filho era sinal de humilhação para um casal – eis que
Deus fez muito mais por eles. O menino recém-nascido tinha pela frente uma
missão inconfundível na história, a ponto de ser difícil de cataloga-lo e
identifica-lo. Até mesmo no auge da sua pregação, era difícil saber quem era
João Batista; até com o messias ele foi confundido (cf. 3,15). Com a
expressão “a mão do Senhor estava com ele”, o evangelista reforça a
escolha e origem divina de sua futura missão de profeta.
Na conclusão do texto, é apresentada uma síntese da
vida de João, da infância ao início da vida pública: “E o menino
crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia
em que se apresentou publicamente a Israel” (v. 80). Aqui está a prova
de que a mão do Senhor estava realmente com ele. O evangelista está preparando
o leitor para apresentar, posteriormente, o seu ministério de precursor do
messias. Paralelo ao crescimento natural, ele se preparava para a missão. A
vida no deserto, embora marcada pelas dificuldades, é ideal para a relação com
Deus. Seu pai era sacerdote do templo e, por isso, o ambiente familiar não
seria favorável a uma educação ascética e crítica em relação às instituições de
Israel. O deserto significa o lugar da obediência a Deus, do diálogo, da
oração; enfim, viver no deserto é ser educado por Deus, resgatando o verdadeiro
sentido da lei: instrução para o povo.
Mais do que recordar um grande personagem, o evangelho de hoje constitui
um verdadeiro convite para retornar ao que, de fato, é essencial na vivência da
fé, procurando compreender os sinais de Deus na história e a necessidade de
aderir aos seus propósitos. A fidelidade a Jesus e seu Evangelho implica
aceitar os seus valores, acolher a sua misericórdia e a coragem de romper com
todos os possíveis entraves à difusão do seu amor. A ousadia de Isabel,
apresentada por Lucas, junto com a vida e o ministério do Batista, são sinais
autênticos da necessidade contínua de conversão para acolher o Evangelho com suas
exigências. Se a missão do Batista foi preparar os caminhos do Senhor, só tem
sentido celebrá-lo com disposição para seguir esses caminhos!
Dia 24
Aproveite
os bons momentos da vida junto com familiares e amigos; isso vai tornar sua
vida mais prazerosa.
Após
um estressante dia de trabalho, é preciso relaxar, descontrair.
É
importante aproveitar cada momento de lazer.
No
perfeito equilíbrio, está a fonte do bem-estar pessoal.
O
lazer e o descanso devem fazer parte da vida de todos.
“Ensina-me
o bom senso e a sabedoria, pois tenho confiança nos teus mandamentos”. (Sl
119[118],66).


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