santto ildefonso
23 janeiro – Falando de coisas boas e úteis, sinto em mim uma força que me conduz ao alto, a uma região mais pura e serena do que esta nossa terra; sinto um instinto, que chamaria de progressão, um desejo de aperfeiçoamento, uma forte aspiração pelo Céu. (L 5). São Jose Marello
Marcos 3,13-19
Naquele tempo, 13Jesus
subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então
Jesus designou doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com
autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze:
Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu,
aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; 18André,
Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o
cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.
Meditação:
Dentre a multidão e os discípulos Jesus escolhe
doze. Um pequeno grupo que será o começo de novo povo. A missão desse grupo
compreende três atitudes: comprometer-se com Jesus (estar com ele) para anunciar
o Reino(pregar), libertando os homens de tudo aquilo que os escraviza e aliena (expulsar
os demônios).
A lista dos doze apóstolos parece ter surgido como
tradição das primeiras comunidades de judeus convertidos, e os evangelistas
sinóticos incorporaram-na em seus evangelhos.
O número "doze" sugere a continuidade do
novo movimento cristão às doze tribos de Israel. Jesus é apresentado como novo
Moisés, constituindo um povo novo sobre a terra, sob a égide dos Doze
escolhidos.
Moisés recebera na montanha (Sinai) a Lei e do alto
da montanha (monte Nebo) vislumbra a terra na qual serão instaladas as doze
tribos. Alguns dos nomes citados só aparecem nessa lista.
Ao longo dos evangelhos sinóticos, só serão
mencionados Pedro, André, Tiago, João, Mateus (só em Mateus) e Judas
Iscariotes; e no evangelho de João, apenas Pedro, André, Filipe, Natanael
(Bartolomeu?), Tomé, Judas (Tadeu?) e Judas Iscariotes.
Também no evangelho joanino não há a lista dos Doze
nem referência a "apóstolos", aparecendo sempre o termo "discípulos",
o que sugere uma visão diferenciada do movimento de Jesus, mais como uma
novidade surgida a partir da Galileia do que uma continuidade do Judaísmo que
desponta na esteira do antigo Israel.
A multidão e o apóstolo são realidades antagônicas.
A multidão, por sua simples realidade de conglomerado humano, sem projeto, sem
forma, sem organização, é anônima; cada pessoa dentro dela é uma ficha a mais no
grande tabuleiro de xadrez que é a história humana, de onde o poder se exerce
desde o mais forte, levando o anonimato aos seres humanos.
Ser apostolo, porém, é uma realidade totalmente diferente: implica ter rosto e
nome diante de Deus e em meio à comunidade. O Senhor Jesus chamou com nome
próprio homens e mulheres que viviam no anonimato, olhou seus rostos e os
convidou a vivenciar novas realidades junto com ele.
Essas pessoas transformaram suas vidas e, fiéis ao Senhor, formaram uma
comunidade que daria origem à Igreja. A comunidade cristã tem a tarefa de
seguir convocando a humanidade para consolidar a grande família de Deus. Temos
que abandonar toda atitude colonialista no anúncio do Evangelho.
Deus continua chamando hoje, respeita nossa forma particular de ser. Demos
graças ao Senhor, que como os apóstolos, nos chama a cada um de nós, pelo nome,
para que vivamos a experiência do Reino.
O tema da vocação é apresentado por Marcos de
maneira geral. A finalidade é que Jesus não chamou apenas os Doze, mas os
instituiu para fazer deles companheiros seus e para “enviá-los” a pregar e
expulsar os demônios. Se a Escritura tem predileção pelo número doze é porque
evoca para os judeus a ideia da primeira iniciativa de Deus na escolha.
As tribos dos hebreus estavam inicialmente
separadas umas das outras e ele teve que recorrer à organização de centros de culto
para que se fossem acostumando a viver como uma unidade de doze ao serviço do
Deus a quem veneravam.
Ao escolher este número simbólico de companheiros
para associá-los à fundação do novo povo, Jesus se mantém fiel àquele conceito,
que tem a vantagem de garantir a transcendência da iniciativa de Deus.
Cada apóstolo tem seu próprio nome e, portanto, uma
identidade específica. Cada um com suas fortalezas e suas fraquezas, que tem de
ir descobrindo para um maior e melhor serviço ao chamado de seguimento de Jesus.
A vocação se concretiza à medida que se vai
patenteando a realidade de Jesus e de seu ministério: as primeiras motivações
não são sempre as mais decisivas; somente ao cabo de uma longa aventura se
descobre finalmente que a morte e a soberania de Jesus constituem os únicos
motivos reais de um chamamento ao ministério.
Reflexão Apostólica:
Para as escolhas
de Deus não há lógica humana. O chamado de Deus para nós é irrevogável! Ele vê
o coração e faz as Suas escolhas dentro do que é justo e não de acordo com as
nossas razões humanas, por isso, Ele escolhe pessoas que aos nossos olhos são
incapazes, sem gabarito, despreparadas.
Sabemos, porém,
que Ele capacita os que não têm capacidade. No trabalho do reino vale mil vezes
mais o que temos dentro do nosso coração do que a capacidade intelectual que
nós possuímos.
As escolhas do
Senhor se dão naturalmente, sem grandes alardes, assim como fez Jesus quando
chamou os doze. Jesus aproximou-se de cada um deles, conheceu a sua realidade,
a sua história e chamou até quem mais tarde iria traí-lo.
Ele não fazia nada
para impressionar nem provocar elogios, Ele tinha somente um objetivo: fazer a
vontade do Pai para que não se perdesse ninguém. Se Jesus tivesse chamado muita
gente, para agradar, ou para fazer justiça aos olhos do mundo, o trabalho do
reino não teria sido eficaz. Portanto, Ele chamou aqueles que Ele quis para
subir o monte com Ele. Nem todos poderiam subir.
A metodologia de
Jesus é muito simples e profunda, Ele chamou aqueles que poderiam ficar muito perto
de si, gozando da sua intimidade, recebendo um ensinamento partilhado
concretamente para que fosse frutuoso e depois eles pudessem lançar sementes em
terra boa.
Jesus sabia que na
Sua Missão Ele teria que enfrentar dificuldades também com os Seus escolhidos.
Sabia que estaria lidando com homens cheios de defeitos, mas mesmo assim não
desistiu e foi com eles, até o fim. Esse é um valioso ensinamento para nós
quando tivermos que fazer opções e usar critérios de escolha nos nossos
empreendimentos.
Nós também precisamos
examinar como é que estamos fazendo as nossas escolhas, principalmente entre as
pessoas que caminham junto de nós; quais os critérios que nós usamos quando nos
aproximamos de alguém para fazer parte do nosso círculo de amizade; se estamos
fazendo algum cálculo racional ou se temos idéias formadas a respeito deles.
As nossas amizades
são conseqüência dos encontros da nossa vida por isso, precisamos também
prestar atenção aonde é que estamos encontrando os “nossos amigos”. Precisamos
procurar descobrir com Jesus, na sua Palavra e em oração, qual é a vontade de
Deus nas diversas circunstâncias da nossa vida.
Como é o seu
critério quando tem que escolher alguém para uma missão específica? Você
quer agradar alguém ou ser agradado na sua escolha? Você se revolta quando
não é escolhido (a) para um lugar importante ou espera a hora de Deus para
você? Como e aonde você tem encontrado “amigos”? Você é capaz de
acolher no seu círculo de amizade aqueles (as) que aparentemente não têm nenhum
brilho?
Eram muitos os que
seguiam a Jesus, porém Ele chamou somente doze para o seguirem. Por que será
que tudo começou assim? Jesus não fazia nada para impressionar nem provocar
elogios, Ele tinha somente um objetivo: fazer a vontade do Pai para que não se
perdesse ninguém.
Se Jesus tivesse
chamado muita gente, para agradar, ou para fazer justiça aos olhos do mundo, o
trabalho do reino não teria sido eficaz. Portanto, Ele chamou aqueles que Ele
quis para subir o monte com Ele.
Precisamos
procurar descobrir com Jesus, na sua Palavra e em oração, qual é a vontade de
Deus nas diversas circunstâncias da nossa vida. Às vezes nós nos atordoamos e
nos confundimos porque queremos ser agradáveis ou então, seguimos os nossos
sentimentos de afeição e fazemos escolhas erradas.
Precisamos também
nós, estarmos firmes e convictos em tudo quanto nos for revelado pelo Pai,
Não tenhamos medo
de confiar na força do Espírito Santo quando precisarmos de orientação. Jesus é
o nosso modelo, o nosso Mestre e com Ele nós aprendemos a viver, sem temor, o
que Deus nos mandar fazer.
Propósito:
Pai, apesar da minha fraqueza, sei que contas comigo para
o serviço do teu Reino. Vem em meu auxílio, para que eu seja um instrumento
útil em tuas mãos.
Dia 23
Ficar com
raiva das pessoas e circunstâncias da vida não vai resolver nada; ao contrário,
emoções descontroladas só pioram as situações, causando dor em si mesmo e
naqueles que o cercam.
Embora
todos estejam sujeitos a reveses diários, não permita que as adversidades se
tornem crises insuperáveis.
Aja com
calma. Você tem muitos valores, que podem ser estimulados nos momentos
difíceis. Se for preciso,
perdoe
seus ofensores.
Você é
humano, por isso sente necessidade de pedir perdão e perdoar.
“E, quando
estiverdes de pé para a oração, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai,
para que vosso Pai
que está
nos céus também perdoe os vossos pecados.”
(Mc 11,25).


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