14 janeiro - Quem está preocupado e cheio de ansiedade para agir, comete injúria a Deus e não reza com o coração o “Pater noster” Pai-Nosso. Aceitemos pura e simplesmente o que Deus nos manda, sem aflição e sem tristeza. (L 23). São Jose Marello
Marcos 1,29-39
Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com
Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão
estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se
aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu;
e ela começou a servi-los.
32À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram
a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade
inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de
diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios
falassem, pois sabiam quem ele era.
35De madrugada, quando ainda estava
escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e
seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram,
disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a
outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para
isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas
sinagogas e expulsando os demônios.
Meditação:
Jesus
procurava não se apegar aos lugares. Ele tinha como objetivo cumprir a Missão
que o Pai lhe confiara, porém Ele cuidava de todos, escutava a todos, atendia a
todos. Tudo fazia com amor. Não menosprezava os velhos, nem as crianças. Todos
tinham vez na sua trajetória. Ele curava as pessoas para que elas fossem úteis
e tivessem uma vida eficaz.
Jesus
andou por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, anunciando a boa notícia do
Reino e curando as enfermidades e as doenças graves do povo. As notícias a
respeito dele se espalharam por toda a região da Síria. Por isso o povo levava
a Jesus pessoas que sofriam de várias doenças e de todos os tipos de males,
isto é, epiléticos, paralíticos e pessoas dominadas por demônios; e ele curava
todos. Grandes multidões o seguiam; eram gente da Galiléia, das Dez Cidades, de
Jerusalém, da Judéia e das regiões que ficam no lado leste do rio Jordão.
No
Evangelho de hoje vemos Jesus com a concisa precisão se dirige para uma casa.”
logo que saíram da sinagoga, foram… para a casa de Simão…”, o evangelista
Marcos indica que Jesus descarta a sinagoga e afirma seu ministério no espaço
da “casa”. É a casa o lugar onde se reúne a nova comunidade e que se torna o
centro de irradiação da missão. Na “casa”, a mulher, libertada de sua exclusão,
exerce a prática essencial das novas comunidades, que é o serviço. E é à porta
da casa que se reúne a cidade inteira.
Jesus
não se deixa reter por uma comunidade particular. Seu ministério missionário é
dirigido amplamente a toda a Galiléia e aos territórios vizinhos.
A
ação salvífica de Deus também se faz presente no interior do grupo de
discípulos. É uma ação que se caracteriza pela familiaridade, solidariedade e,
em especial, pela cura dos que padecem de algum mal. Os gestos de cura da sogra
de Pedro expressam a maneira como os discípulos e, em geral, a comunidade
cristã deve comunicar o amor de Deus à humanidade.
Aproximar-se, tocar e levantar aquele que sofre é a missão de Jesus e de todo
cristão; são os sinais mais evidentes da proximidade do Reino. Por outro lado,
o estar sadio, sem enfermidade, significa que se está em condições para servir,
para continuar a obra salvífica iniciada por Jesus.
A tarefa atual de toda Igreja é se aproximar das diferentes situações de
pobreza e exclusão que “enfermam” a milhões de seres humanos em todo o mundo, tocar
esta realidade, fazê-la própria, sentir solidariamente a dor e o sofrimento,
pegá-los pela mão e levantá-los através de atitudes e ações alternativas que
devolvam a dignidade e a saúde. Por isso, o serviço é a única maneira para
conseguir um mundo mais humano e justo.
Reflexão Apostólica:
A sogra de Simão estava com febre. Identificada à doença
Jesus se aproxima dela e a cura. O que falta para que Ele cure também a tua?
Identifique a tua doença, procure saber qual é e clame por Jesus. Se é o
pecado, lembre-se de que não precisa explicação. Se você quer ser curado do
pecado, ele só precisa ser reconhecido. Por favor, não jogue a culpa nos
outros: Ah, eu pequei porque estava muito sozinho, porque meu marido me abandonou
ou porque minha mulher me abandonou ou porque o meu pai não me compreende; eu
estou nas drogas porque ninguém gosta de mim; ou eu bebo porque a sociedade é
injusta; ou, sou homossexual por isso; ou eu faço isso por aquilo.
Enquanto você estiver tentando explicar, você não deu o primeiro
passo. Se você quer ser curado, verdadeiramente curado, transformado,
verdadeiramente transformado, só tem que dar um passo: dizer como o ladrão na
cruz: Este não fez nada, mas nós sim, nós merecemos porque nós somos ladrões,
nós fizemos mal.
Você já reconheceu qual é o seu problema? Talvez o seu problema
não seja o dinheiro, não seja a saúde, nem o marido, nem a mulher, nem o filho,
nem o pai. Talvez seu problema não seja o chefe, nem a inflação.
Talvez todas essas coisas sejam pretextos para esconder seu
verdadeiro problema que tem raízes mais profundas.
Se você tomar consciência de sua situação, se a reconhecer e a
aceitar, já deu o primeiro grande passo na recuperação. Mas existe muita gente
que apesar de dar este primeiro passo, sente que nada muda. Por quê?
Em algum momento temos que parar, reconhecer nossa situação e
clamar pedindo ajuda. Fale aí em seu coração com Deus. Fale: Senhor, o meu
problema sou eu, o meu temperamento, o meu caráter, não tenho paciência,
explodo por qualquer coisa. Não tenho sabido dominar meu temperamento. Este é
meu problema. Meu problema não é meu patrão, nem que os outros tenham
oportunidades; meu problema é o meu temperamento. Sou impontual, desorganizado.
Este é o meu problema. E eu não tenho forças para sair desta situação sozinho,
preciso de tua ajuda.
Vejamos agora a resposta de Jesus a este ladrão. Ele disse: “Em
verdade, em verdade te digo. Estarás comigo no paraíso.” Percebam queridos, o
ladrão somente pede: Lembra-te de mim, nada mais. Mas Jesus lhe diz: Eu te
prometo que estarás comigo no paraíso. Nunca mais estarás sozinho, nunca mais
abandonado, rejeitado, nunca mais passarás fome, nunca mais um ser querido
morrerá. Você estará comigo para sempre, por toda a eternidade.
Propósito:
Senhor Jesus, eu te procuro com sinceridade, na certeza
de encontrar, em ti, palavras que façam reviver a esperança no meu coração.
Dia 14
Hoje, você
é convidado a refletir sobre o poema “Começar a entender”, de Kahlil Gibran:
“Queria de
sua alma ser um pacificador
e
transformar a discórdia e a rivalidade
de seus
princípios em unidade e harmonia.
Mas, como
posso fazê-lo,
se não
está você mesmo a apaziguar, ou por conta,
a amar
todos os seus elementos?
O mundo
que se agita dentro de você
é seu
coração; é ele o próprio mundo.
Se um ser
humano aceita a si mesmo,
deixa de
ser seu próprio obstáculo.
Ninguém
pode me amar se não sou eu mesmo”.
Aperfeiçoe
sua capacidade de amar a Deus e aos irmãos.
Assim, vai
descobrir que esses sentimentos acabam com o temor e o aproxima mais de Deus.
“No amor
não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor
implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor.” (1Jo 4,18)


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