Evangelho do dia 25 maio segunda feira 2926
25 - Procuremos colocar tudo nas mãos de Maria para que Ela tudo apresente a Jesus. (S 193). São José Marello
EVANGELHO DO DIA
João 19,25-34
Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.
26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.
28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”.
29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.
32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus.
33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Meditação:
Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu
consigo (Jo 19, 27)
Nesta segunda-feira, estamos celebrando a memória de Maria, Mãe da Igreja. Essa
comemoração é nova na Igreja e se deve à iniciativa do Papa Francisco.
Celebrada após Pentecostes, recordamos como Maria deixou-se habitar pelo
Espírito Santo. Como João a acolheu aos pés da cruz, também nós a acolhamos
como mãe da comunidade dos seguidores de Jesus.
Vamos prestar bem atenção ao texto de hoje, em João capítulo 19. “Perto da
cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e
Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele
amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo:
“Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo”.
Vamos observar com cuidado a cena. Quem estava de pé, perto da cruz de Jesus?
Você disse ‘Maria?’ Acertou. Mas, não disse tudo... Do texto se deduz que
estavam de pé quatro pessoas: Maria, sua mãe; a irmã de sua mãe, Maria de
Cléofas; Maria Madalena; e João, o discípulo amado. O número quatro é um número
simbólico, indicando totalidade, tudo, todos. É a Igreja toda que está aos pés
da cruz do Senhor. Ali é o nosso lugar.
O número quatro também está presente na partilha que os soldados fizeram das
roupas de Jesus. Dividiram suas vestes em quatro partes, uma para cada soldado.
É a sua herança que se espalha pelos quatro cantos do mundo.
Então, aos pés da cruz de Jesus, de pé, estão Maria, sua mãe; a irmã de sua
mãe, Maria de Cléofas; Maria Madalena e João. Nestes quatro, podemos sentir uma
representação da comunidade que nasceu da morte redentora de Jesus. Sua mãe, os
parentes que aderiram ao evangelho representados por sua tia ou parente de sua
mãe, os discípulos libertados do mal representados em Madalena e os discípulos
do seu grupo menor de apóstolos representados por João. Ali, aos pés da cruz
está a Igreja. Igreja unida a Jesus, no seu sacrifício. Igreja que nasce do seu
sacrifício redentor. Igreja de pé, em atitude oferente e vitoriosa sobre a
morte. Igreja que acolhe a graça que desce da cruz como um rio de água viva, o
Espírito Santo, que escorre do seu coração aberto pela lança. Igreja de
ressuscitados e vitoriosos com Cristo sobre o mal, o pecado e a morte.
Aos pés da cruz, Maria torna-se mãe da comunidade gerada no sacrifício da cruz.
Na anunciação, tinha se tornado mãe de Jesus. No calvário, tornou-se mãe da
Igreja. “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua
mãe”. Curiosamente, Jesus não a chama de mãe, mas de ‘mulher’. Ela é a
nova Eva, mãe da nova humanidade redimida na cruz.
A memória de Maria, Mãe da Igreja é a celebração da
maternidade de Maria, mãe da nova comunidade nascida do sacrifício redentor de
Jesus e da efusão do seu Espírito, derramado como água viva do seu coração. Ela
está aos pés da cruz, unida ao sacrifício redentor do Filho, oferecendo-se com
ele, em completa obediência ao Pai, fazendo-se assim mãe da comunidade redimida
pelo sangue redentor. Suas dores são as dores do parto da nova humanidade que
nasce aos pés da cruz. Os quatro, ali no Calvário, nos representam. Somos a
Igreja do Senhor, com Maria. Ela é nossa mãe.
Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo (Jo 19, 27)
Senhor Jesus,
hoje, contemplamos tua Mãe aos pés da cruz. Tu a entregaste como mãe a João, o
discípulo amado. Ele nos representa, nós somos os teus discípulos amados.
Obrigado pela boa mãe que nos deste. Igualmente entregaste à tua mãe o teu
discípulo João como seu filho. Queremos ser bons filhos de tua santa Mãe. Ela
nos guie, nos conforte, nos sustente no caminho da fidelidade ao teu evangelho.
Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Dia 25
Existe a
solidão construtiva e a não construtiva.
Tudo
depende de como é encarada.
Se pensar
que estar sozinho vai lhe causar tristeza, você se sentirá deprimido; ao
contrário, se aproveitar o tempo disponível para ler um livro, ouvir músicas,
escrever ou dormir, terá uma sensação de bem-estar.
Nesse
momento, pergunte-se de que maneira está aproveitando os momentos dedicados a
si mesmo.
Nos
momentos de solidão, é possível chegar ao autoconhecimento e ao enriquecimento
existencial.
“Tudo tem
seu tempo.
Há um
momento oportuno para cada coisa debaixo do céu”.
(Ecl 3,1).



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