Evangelho do dia 08 maio sexta feira 2026
8 MAIO - Tornemo-nos pequenos discípulos de Maria e peçamos a ela a graça de poder imitá- la; imitar não nas virtudes grandes e sublimes, mas nas virtudes humildes e ocultas, que são próprias de Maria e que tão bem se encaixam na vida comum. (S 232). São Jose Marello
João 15,12-17
"Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como
eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos,
porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos
dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes;
fui eu que vos escolhi e vos designei, para dardes fruto e para que o vosso
fruto permaneça. Assim, tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vos dará.
O que eu vos mando é que vos ameis uns aos outros."
Meditação:
Este
texto aparece como corolário do convite de Jesus a permanecer unidos entre si e
a Ele no amor e em obras (cumprindo os mandamentos do Pai). Jesus acerta em uma
espécie de síntese essencial de todo o projeto de Deus para a humanidade:
amai-vos entre vós como eu vos tenho amado. Nada do que podemos dizer sobre o
querer de Deus fica fora do mandamento novo de Jesus.
Buscar a paz, trabalhar com outros e com outras que se sintam convidados a
transformar a realidade injusta, cuidar e defender a ecologia, a vida ameaçada,
etc. nenhum desses compromissos é alheio à proposta de amor radical de Jesus:
“como eu vos tenho amado”, ou seja, até o fim, sem medida, com a vida, com as
entranhas. Jesus diferencia entre ser amigo e ser servo, o servo não escolhe,
obedece.
O amigo é servidor, aceita um convite livremente, opta e assume um estilo de
vida, entra em intimidade com quem o chama e essa identificação produz frutos
que brotam do amor mutuo. Responder ao convite-exigência de Jesus é condição
para sustentar nossa amizade com Ele.
O evangelho reafirma novamente o mandamento do amor. O fundamento do amor entre
os discípulos é que antes foram amados por Jesus. O amor do Mestre a seus
discípulos gera uma relação diferente entre eles: já não são servos ou
escravos, mas verdadeiros amigos. E a amizade consiste em Jesus lhes ter
revelado tudo o que o Pai lhe encomendara.
Ele
escolheu e chamou seus discípulos para que transmitissem uma nova vida fundada
no amor oblativo, que se entrega como oferenda plena aos outros. Esta nova vida
emana da cruz de Jesus.
A
cruz recebe um novo sentido, uma nova dimensão: é a máxima expressão do amor de
Deus à humanidade e do “amor até o extremo” de Jesus aos seus.
Jesus
ensina e realiza sinais mediante os quais o ouvinte pode, imediatamente, ver e
ser consciente de sua própria imagem e, desse modo, gerar a consciência
necessária para que surja espontaneamente a necessidade de se rebelar contra um
modelo social injusto e comece a buscar a forma de organização que convém ao
ser humano: a organização fraterna, igualitária e justa.
Essa é a finalidade do projeto de Jesus: homens e mulheres que se empenhem
juntos na tarefa de construir um modelo de sociedade novo e também um novo
modelo eclesial, onde todos tenhamos lugar. Esse modelo de sociedade somente é
possível se embasado no amor, tal como nos diz hoje o evangelho.
Somente se nos amarmos conseguiremos experimentar profundamente o gozo de
sermos amigos de Jesus; ele é nosso amigo, quer o melhor para nós; não nos olha
como servos, porque já disse: “o servo não sabe o que faz seu senhor”; ele nos
chama de amigos, considera-nos como seus amigos e está disposto a empreender em
nós e conosco a luta por uma sociedade melhor.
Reflexão Apostólica:
Há
uma palavra que nos liberta de todos os fardos, dores da vida e nos faz atingir
o vínculo da perfeição. Essa palavra é amor. João na primeira carta diz que
Deus é amor.
Além
de tudo, o mais que Deus seja e, além do mais que Ele tenha feito, esteja a
fazer ou venha a fazer – tudo é uma manifestação do Seu amor. Este amor é tão
reconfortante como é difícil de compreender.
O
amor de Deus excede em muito aquilo que os seres humanos rotulam normalmente
como amor, o qual é, por vezes, um mero sentimento superficial ou uma paixão
louca temporária, esta tantas vezes misturada de egoísmo e cobiça. Deus não se
limita a ter amor ou a demonstrar amor. Ele é amor.
O
amor de Deus pela humanidade tem-se revelado de numerosas maneiras, sendo a
maior de toda a Cruz. Como seguidores de Jesus, correspondemos ao Seu amor
amando os outros, como Cristo nos amou a nós.
No
Evangelho de João, Jesus não manda amar a Deus. Seu mandamento é que
permaneçamos no amor. É amar o amor, e Deus é amor. O maior amor está em dar a
vida por seus amigos, estar totalmente a seu serviço, a exemplo de Jesus.
Somos
escolhidos para dar frutos que permaneçam para sempre. O fruto é a prática do
amor mútuo originando as comunidades. A vida sem amor é um tipo sub-humano de
existência.
Precisamos
do amor dos pais. Precisamos do amor da família e dos amigos. Precisamos
pertencer a uma comunidade que ama.
Contudo,
assim como precisamos receber amor, também precisamos dar amor. Não somos verdadeiramente
humanos se não conseguirmos amar.
Sejamos,
porém, claros: O verdadeiro amor não tem origem
Assim,
celebrar a Eucaristia é assumir o compromisso de viver a fraternidade não
apenas verbalmente, mas de fato. Assim como Jesus se entrega por nós, que nossa
vida seja toda ela vivida na doação e no serviço em favor dos irmãos e irmãs,
especialmente daqueles que mais sofrem. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos
outros.
A
passagem do evangelho termina reafirmando o mandamento do amor. Sem amor, a
mensagem de Jesus fica vazia.
Somente
o amor até o extremo pode garantir a fecundidade da comunidade discipular. Se
houver verdadeiro amor, serão bem-vindos os conflitos, as perseguições e os
ataques de toda espécie. Mas se faltar o amor, facilmente se cairá ante a
primeira dificuldade.
Propósito:
Pai,
seja o amor de Jesus minha única fonte de inspiração para pôr em prática o
mandamento do amor mútuo. Que eu me esforce por amar, como tu amas!
Dia 08
Todos os
dias, para enfrentar as adversidades da melhor maneira, é bom evitar
pensamentos negativos, que acarretam sentimentos de tristeza, pessimismo e
derrota.
Lembre-se
de que o melhor caminho a seguir é esperar confiante o fruto da boa semente
plantada hoje para ser colhida amanhã.
Cultive um
modo de ser alegre e otimista.
Seja capaz
de visualizar o lado bom de todas as coisas.
“O Senhor
firma os passos do homem, sustenta aquele cujo caminho lhe agrada.
Se ele
cair, não ficará prostrado, pois o Senhor segura sua mão”.
(Sl
37[36],23-24).

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