Evangelho do dia 20 maio quarta feira 2026
20 - Maria! Sem vós, Mãe amantíssima, como teremos nós, pobres infantes, coragem de nos aventurar por caminhos desconhecidos? Jesus, Maria, José, Anjos e Santos nossos Protetores, queremos caminhar convosco. Qual é a estrada mais segura? (L 24). São Jose Marello
João 17,11b-19
"Pai
Santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um, como
nós somos um. Quando estava com eles, eu os guardava em teu nome... Eu os
guardei, e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir
a Escritura. Agora, porém, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas estando
ainda no mundo, para que tenham em si a minha alegria
Meditação:
Jesus
não poupa seus discípulos das tribulações que o mundo lhes prepara. Melhor
dizendo: o Mestre não lhes reserva um lugar especial, geograficamente separado,
onde estejam imunes de tentações. Não peço que os tires do mundo, mas que os
guardes do Maligno. Mas que permanecendo no mundo sejam firmes porque não são
do mundo.
É
pelo fogo que se prova o ouro. A prova de sua fé acontece no confronto com o
Maligno. É então que podem dar mostras da solidez ou da fragilidade de sua
adesão ao Senhor.
E diante do futuro confronto com o príncipe deste mundo, Jesus se coloca em
oração já aqui na terra por eles e os consagra a Deus. Pai santo, pelo poder do
teu nome, o nome que me deste, guarda-os para que sejam um, assim como tu e eu
somos um.
No
colóquio com o Pai, Jesus alude ao fato da deserção de um discípulo, seduzido
pelo Maligno: “Nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição“.
Jesus pede a graça da unidade para os seus discípulos. Ele é Um com o pai, e
veio ao mundo para revelar aos homens o Pai, para que os homens comunguem na
própria vida do Pai, junto de quem Ele é representante.
A
unidade é, por isso, a comunhão de vida que existe entre o Pai e o Filho, e
que, pelo Filho, vem até aos homens. Os que chegarem ao conhecimento do Pai
pela palavra do Filho entrarão na unidade com Deus, se se deixarem consagrar
por essa palavra de verdade que o Filho lhes revela.
Todo o seu ministério foi marcado por uma dedicação exemplar àqueles que o Pai
lhe confiara. Guardava-os, com desvelo, para não se desviarem do caminho.
Falava-lhes do Pai, revelando-lhes a sua face amorosa. Consagrou-os na verdade
e os enviou para serem continuadores de sua missão.
A vida do Espírito Santo sobre os discípulos enviados para a missão é a
segurança que eles esperam de Deus que os consagra no amor e na alegria. Assim
como Deus consagrou o seu Filho, assim também Jesus os consagra à Deus seu Pai
e os envia em missão, ao mundo, para serem testemunhos e testemunhas da
Verdade, que é a realização da vontade de Deus: justiça, paz e vida sobre a
terra.
O tema dominante da oração é o dom da vida eterna aos discípulos que permanecem
em comunhão com Jesus, no que se manifesta a glória do Pai. Esta comunhão é mantida
pelo vínculo da unidade, que Jesus pede ao Pai: "...que eles sejam um,
como nós somos um".
Enquanto presente entre os discípulos, Jesus os guardava, com a sua palavra,
mantendo esta unidade. Agora pede ao Pai que, na sua ausência, os guarde também
no mundo.
Os discípulos foram escolhidos no mundo e foram libertados do mundo aprisionado
por seu chefe maligno. Mas devem aí permanecer enviados para libertar o mundo
pelo anúncio da verdade e pela prática do amor que comunica a vida que dura
para sempre.
Jesus continua sua oração pelos discípulos. Agora pede ao Pai que sejam um
“como nós”; não utiliza a noção de unidade de modo abstrato, mas unidade que
provém de estar unidos pelo amor mutuo, que é o amor de Jesus e do pai. Se os
discípulos são enviados por Jesus ao mundo é porque Jesus também foi enviado ao
mundo, para desafiá-lo.
Esta comunidade dos cristãos sofrerá o ódio do mundo, mas não é desejo de Jesus
que seja preservada dessa hostilidade. Jesus pede a Deus que proteja os
discípulos, que sejam consagrados e enviados ao mundo, em ordem à sua missão.
Consagrados na Palavra de Deus que é a Verdade.
Os discípulos aceitaram e guardaram a palavra que Jesus lhes transmitiu da
parte de Deus; esta palavra os purificou; agora os elege para uma missão que
consiste em transmitir essa mesma palavra a outros, para que todos tenham vida.
Jesus se consagra em relação com a consagração e a missão dos apóstolos, missão
que terá lugar depois da morte e ressurreição de Jesus; até nossos dias, onde
nos é recomendado transmitir a Palavra aos outros.
Reflexão Apostólica:
Nesta
passagem, Jesus anuncia sua partida imediata à presença do Pai: “Agora vou
voltar para ti”. Mas não nos deixa abandonados: deixa seus ensinamentos e a
alegria de sermos parte de seu projeto de vida, o Reino. Já não somos do mundo,
assim como ele não foi do mundo.
Mas a petição do Senhor é explícita: “não te peço que os tire do mundo”, mas
sim que os livre de todo mal. A verdade nos consagra ao Senhor e somos
consagrados pela verdade, e essa verdade é a Palavra de Deus que devemos
proclamar. Que o Senhor nos mantenha sempre na verdade e nos faça partícipes de
seu Reino.
Jesus
roga ao Pai pelos Seus discípulos, e estende a Sua súplica por todos nós que
haveríamos de crer Nele, para que sejamos um assim como Ele e o Pai; para que a
Sua alegria seja plenamente realizada em nós; e para que sejamos consagrados na
verdade que é a Sua Palavra que o mundo rejeita.
Na
carteira de identidade do cristão devem, portanto, constar três dados importantíssimos:
a unidade, a alegria e a verdade.
Jesus
pede ao Pai a unidade de mentalidade e de coração. Ele nos distingue daqueles
que são do mundo, isto é, daqueles que não o têm como Salvador porque não
acreditam que Ele foi enviado pelo Pai.
Sabendo
que ia para junto do Pai, Jesus pede por todos nós que ficamos aqui a mercê do
maligno, que é o príncipe do mundo.
Precisamos
refletir nisso: nós estamos no mundo, porém não somos do mundo, porque fomos
consagrados a Deus pela Sua Palavra que é a verdade e o mundo prega a mentira.
Quem
vive a Palavra de Deus vive separado do mundo, embora esteja no mundo.
Entretanto, mesmo estando no mundo, nós cristãos, podemos ver a alegria de
Cristo realizada na nossa vida.
A
alegria de Jesus está expressa na Palavra que Ele nos deixou e que nos revela a
Face do Pai que é amor, paz, providência, perdão, coisas que o Mundo rejeita
porque não compreende.
Quem
segue os ensinamentos de Jesus não pode considerar-se propriedade do mundo. Por
isso, ele nos envia ao mundo para que todos O conheçam e cheguem a usufruir de
tudo quanto nós recebemos.
Precisamos
ser fiéis ao pedido que Jesus fez ao Pai e nos conservarmos unidos para que
sejamos um com Jesus e o Pai.
Como
é o seu modo de pensar: de acordo com o mundo ou como Jesus ensinou? Você
se considera uma pessoa consagrada a Deus? Você tem alguma dúvida em
relação ao que Jesus veio ensinar? Você luta pela unidade da sua família?
Propósito:
Pai, reforça minha fidelidade a Jesus, de maneira que o
Maligno não prevaleça sobre mim. Protege-me contra a maldade do mundo,
consagrando-me na verdade.
Reflexão:
Todo
mundo já sofreu alguma desilusão amorosa.
De repente, alguém surgiu, preenchendo sua existência de luz.
Foi um encontro marcante, que abriu seus olhos para o amor, a beleza, a paixão.
Naquele momento, aquela pessoa especial se tornou indispensável à sua vida.
No entanto, subitamente, esse encantamento se rompeu.
Agora, é preciso recomeçar com muita coragem.
Para não esmorecer, converse com amigos e familiares e, principalmente,
entregue-se à oração.
Dia 20
A partir
do nosso batismo nos tornamos membros da grande família de Deus.
No
entanto, muitos pensam que, para ser filhos de Deus, é suficiente frequentar a
igreja e participar da missa.
De acordo
com são Tiago, lembre-se de que o amor sem obras não vale nada.
Temer ao
Senhor significa ter respeito, obediência a Deus e amor concreto.
Quem ama a
Deus procura agradar-lhe, fazendo sua vontade e vivendo seus mandamentos.
Praticar a
justiça quer dizer viver na fraternidade, na caridade e no amor, lutando para
implantar o Reino de Deus na terra.
“Os que
temem o Senhor procuram o que lhe agrada, os que o amam saciam-se com a sua
lei”. (Eclo 2,19).


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