Evangelho do dia 21 julho terça feira 2026
21 julho - A experiência ensina: onde a obediência não reina com a plenitude de seus poderes, de nada adiantam os regulamentos e os cuidados mais rigorosos! (L 76). SÃO JOSE MARELLO
Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 12,46-50
"Enquanto Jesus estava falando às multidões, sua
mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele.. Alguém
lhe disse: "Olha! Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar
contigo". Ele respondeu àquele que lhe falou: "Quem é minha mãe, e
quem são meus irmãos?" E, estendendo a mão para os discípulos,
acrescentou: "Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a
vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha
mãe"."
Meditação:
Encontramos esta narrativa nos três
evangelhos sinóticos. O destaque é a questão dos laços familiares dos
discípulos de Jesus.
A questão fica perfeitamente delineada na frase inicial: "Enquanto
Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do
lado de fora". As multidões são aqueles que, curiosos e
esperançosos, estão buscando algo de novo, atentos a Jesus. Porém ainda não se
definiram.
Mateus destaca, então, dentre a multidão, a presença dos discípulos, em direção
aos quais Jesus estende a mão. Discípulos são aqueles que, dentre a multidão,
já deram o passo decisivo no seguimento de Jesus.
A família fica de fora. Aí, a palavra decisiva de Jesus: "... todo
aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha
irmã e minha mãe."
É característico de Mateus destacar a paternidade de Deus: "a vontade
do meu Pai, que está nos céus".. Vamos reencontrá-la na oração
do Pai-Nosso.
Fazer a vontade de Deus é o requisito
que Jesus nos apresenta para também sermos considerados da Sua família.
Portanto, não é difícil para nós imaginarmo-nos membros da linhagem de Jesus.
Ele mesmo o diz e aponta para nós, como fez quando distinguiu os Seus
discípulos: "Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade
do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
Jesus não perdia tempo, por isso, ele aproveitava todos os momentos para
dirigir ao povo, mensagens de vida e conversão.
A Mãe de Jesus, em tudo fez a vontade
do Pai, desde a encarnação até a morte e ressurreição de Jesus.
Soube confiar no Plano de Deus e, por isso, é chamada de co-Redentora, pois
contribuiu para que tudo se realizasse.
Está feita uma advertência à família consangüínea, em geral conservadora, no
sentido de abrir-se na acolhida a Jesus, empenhando-se em fazer a vontade do Pai.
Mateus salienta que a família de Jesus são os seus discípulos, isto é, a
comunidade que já se dispõe a segui-lo.
Os discípulos superando os limites da família, abandonam-se à vontade do Pai e
unem-se em uma grande família em torno de Jesus.
São eles que aprendem os ensinamentos
de Jesus, para levá-los aos outros; são eles que trilham o caminho da vontade
do Pai, isto é, a obediência à radicalização da Lei proposta por Jesus. Desse
modo, começa nova geração, diferente da geração má dos fariseus.
Maria fez a vontade de Deus! José foi
um homem ajustado ao Plano de Deus, e você? Você se considera da família de
Jesus? Jesus aponta para você também quando pronuncia estas palavras? Você é um
(a) discípulo (a) fiel?
Reflexão Apostólica:
Bem à frente desse
momento, outra situação obrigou a Jesus ter “um mesmo peso”. Todos devem
lembrar quando dois dos seus discípulos pediram para sentar-se um a sua direita
e outro a sua esquerda e o Senhor pacientemente os exortou a respeitar a divina
escolha e ao divino tempo.
Humano e ao mesmo
divino, Jesus poderia privilegiar os seus, mas deixava claro que sociedade
esperava que nascesse após a divulgação pública da Boa Nova: Uma sociedade
justa e longe das prevaricações.
Essa talvez tenha
sido uma das “bandeiras” defendidas por Jesus que mais incomodavam aos doutores
da lei: OS PRIVILÉGIOS!
Sem dúvida que o
maior dos privilégios (ou quereres) a ser enfrentado era o individual, pois por
instinto, precisamos antes de tudo pensar primeiro em nós e em seguida nos
outros.
Esse ato humano e
natural vem à tona no sofrimento do Senhor no horto das oliveiras, mas a Sua
missão divina o move a continuar no caminho.
Quem de nós
pensaria primeiro nos outros em detrimento ao meu querer? Jesus descarta o seu
privilégio divino e se oferece por sua criatura.
Estudiosos, inclusive os mais céticos, afirmam que Jesus era divino visto que
andava na “contramão” do raciocínio lógico que possuímos.
Nosso raciocínio
lógico também se mostra convincente quando ao sermos perseguidos, desistimos.
Ninguém é
obrigado a sofrer, mas de que vale desistir sem lutar? Quais são os verdadeiros
motivos que me fazem continuar? Será que os motivos são os melhores pequenos ao
ponto de serem descartáveis?
Muitos dos que desistem
de algo foi por que entrou na luta pelos motivos errados. Por exemplo, quando
luto pra ser chefe, por uma promoção E NÃO TENHO TER LASTRO OU CONHECIMENTO
PARA TAL FUNÇÃO; quando quero ser reconhecido numa função que fica por detrás
das cortinas e não no palco; quando quero aplausos pelo meu lindo canto ou por
minha linda palestra, se na verdade minha verdadeira função era passar
desapercebido para deixar que as pessoas vissem o Cristo e não a mim…
Motivos justos
nos motivam a perseverar, os “quereres” são descartáveis. É claro que existe
aquilo que esta além das nossas forças, mas isso é um tema para outra reflexão.
Quem por ventura
exerce uma liderança profissional, social ou comunitária, quais os motivos que
o levaram a assumir essa função? Quem há muitos anos “NÃO LARGA O OSSO” e não
treina substitutos, o que desejas com isso? Perpetuar-se? Isso se chama tirania
e não democracia.
Em meio ao
sofrimento do horto, das confusões, dos desentendimentos, optaríamos em
continuar? Na semana que Jesus fala dos “fardos” Ele nos convida a refletir:
quantas coisas abracei apenas por vaidade?
Outra coisa que
precisamos repensar é o tratamento desigual que damos as pessoas em troca de
interesses.
Por que temos a
triste mania de tratar bem aqueles que tenho algum interesse? Será que a
copeira não deve ter o mesmo tratamento do diretor?
Por estarmos num
ambiente chamado igreja, deveríamos entender que lá seria um dos poucos lugares
no mundo onde não deveriam ter diferenças de tratamento, pois para Deus somos
todos iguais.
O que doou cerveja e refrigerante para a festa do padroeiro deveria ter o mesmo
tratamento gentil daquele que doa suas duas moedinhas no ofertório, pois o
motivo que trouxe o simples de coração a aquele local foi idêntico a mulher que
enxugava os pés de Jesus com os cabelos.
“(…) O olhar de Cristo esconde nas entrelinhas complexos fenômenos intelectuais
e uma delicadeza emocional.
Mesmo no extremo
da sua dor ele se preocupava com a angústia dos outros, sendo capaz de romper o
instinto de preservação da vida e acolher e encorajar as pessoas, ainda que
fosse com um olhar…
Quem é capaz de
se preocupar com a dor dos outros no ápice da sua própria dor? Se muitas vezes
queremos que o mundo gravite em torno de nossas necessidades quando estamos
emocionalmente tranqüilos, imagine quando estamos sofrendo, ameaçados,
desesperados”. (Augusto Cury – Mestre dos mestres)
“(…) Jesus não quer que nós sejamos seus servos, pois o amor que ele tem por
nós não permite isso.
O apóstolo João
nos diz no seu Evangelho que Jesus não chama os seus seguidores de servos, mas
de amigos, porque lhes revelou tudo o que o Pai lhe deu a conhecer.
No Evangelho de
hoje, Jesus vai mais além, ele nos mostra que quer que todos os que ele ama e o
amam sejam membros da sua família, participem da sua vida divina.
Para demonstrar o
amor que temos por Jesus, não basta apenas afirmar o amor que se sente por ele,
é preciso ir além, é preciso conhecer e realizar a vontade do Pai.
Somente quem faz
a vontade do Pai ama verdadeiramente a Jesus, torna-se membro da sua família e
participa da sua vida”.
Propósito:
Pai, reforça os laços que me ligam aos meus irmãos
e irmãs de fé, de forma a testemunhar que formamos uma grande família, cujo pai
és tu.
Dia 21
Não queira
sempre ter razão.
Procure
respeitar e ouvir a opinião alheia, pois ninguém é dono da verdade para querer
impô-la aos outros.
Pilatos
perguntou a Jesus: “Mas o que é a verdade?” (Jo 18,38).
Lembre-se
de que a verdade nos libertará e fará de cada um de nós pessoas livres.
Defenda
seu ponto de vista, mas respeite a opinião alheia.
Lembre-se
sempre de que a única verdade está em Deus.
“Saberás,
pois, que o Senhor teu Deus é o único Deus, um Deus fiel, que guarda a aliança
e a misericórdia até mil gerações para aqueles que o amam e observam seus
mandamentos”. (Dt 7,9).
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