Evangelho do dia 15 julho quarta feira 2026
15 julho - Um bom livro espiritual, um bom diretor de consciência (e este Deus pode suscitá-lo, conforme a necessidade, no mais humilde capelão do interior), e avante: fechar os ouvidos para as vozes do demônio e escutar apenas as vozes de Deus, que fala de mil maneiras aos seus fiéis. (L 19). São Jose Marello
Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 11,25-27
"Naquela ocasião, Jesus pronunciou estas palavras:
"Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas
coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, assim
foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho,
senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o
quiser revelar."
Meditação:
“(…) Aos ‘puros de coração’ é prometido que verão
a Deus face a face e serão semelhantes a Ele . A pureza do coração é condição
prévia para a visão.”. (Catecismo da Igreja Católica § 2519)
Após o “discurso da missão” e o envio dos
discípulos ao mundo para continuarem a obra libertadora de Jesus, Mateus coloca
no seu esquema de Evangelho uma seção sobre as reações e as atitudes que as
várias pessoas e grupos tomam frente a Jesus e à sua proposta de “Reino”.
Nos versículos anteriores ao texto que nos é hoje
proposto, Jesus havia dirigido uma veemente crítica aos habitantes de algumas
cidades situadas à volta do lago de Tiberíades, porque foram testemunhas da sua
proposta de salvação e mantiveram-se indiferentes.
Estavam demasiado cheios de si próprios,
instalados nas suas certezas, calcificados nos seus preconceitos e não
aceitavam questionar-se, a fim de abrir o coração à novidade de Deus. Agora,
Jesus manifesta-se convicto de que essa proposta rejeitada pelos habitantes das
cidades do lago, encontrará acolhimento entre os pobres e marginalizados,
desiludidos com a religião “oficial” e que anseiam pela libertação que Deus tem
para lhes oferecer.
Hoje estamos diante de duas “sentenças” que,
provavelmente, foram pronunciados em ambientes diversos deste que Mateus nos
apresenta. A primeira sentença é uma oração de louvor que Jesus dirige ao Pai,
porque Ele escondeu estas coisas aos sábios e inteligentes e as
revelou aos pequeninos.
Os “sábios e inteligentes” são certamente esses
“fariseus” e “doutores da Lei”, que absolutizavam a Lei, que se consideravam
justos e dignos de salvação porque cumpriam escrupulosamente a Lei, que não
estavam dispostos a deixar pôr em causa esse sistema religioso em que se tinham
instalado e que – na sua perspectiva – lhes garantia automaticamente a salvação.
Os “pequeninos” são os discípulos, os primeiros a
responder positivamente à oferta do “Reino”; e são também esses pobres e
marginalizados, ou seja, os doentes, os publicanos, as mulheres de má vida, o
“povo da terra” que Jesus encontrava todos os dias pelos caminhos da Galiléia,
considerados malditos pela Lei, mas que acolhiam, com alegria e entusiasmo, a
proposta libertadora de Jesus.
A segunda sentença relaciona-se com a anterior e
explica o que é que foi escondido aos “sábios e inteligentes” e revelado aos “pequeninos”.
Trata-se, duma “experiência profunda e íntima” de
Deus. Os “sábios e inteligentes” estavam convencidos de que o conhecimento da
Lei lhes dava o conhecimento de Deus. A Lei era uma espécie de “linha direta”
para Deus, através da qual eles ficavam a conhecer Deus, a sua vontade, os seus
projetos para o mundo a para os homens; por isso, apresentavam-se como detentores
da verdade, representantes legítimos de Deus, capazes de interpretar a vontade
e os planos divinos.
Jesus deixa claro que quem quiser fazer uma
experiência profunda e íntima de Deus tem de aceitar Jesus e segui-lO. Ele é “o
Filho” e só Ele tem uma experiência profunda de intimidade e de comunhão com o
Pai. Quem rejeitar Jesus não poderá “conhecer” Deus: quando muito, encontrará
imagens distorcidas de Deus e aplicá-las-á depois para julgar o mundo e os
homens. Mas quem aceitar Jesus e O seguir, aprenderá a viver em comunhão com
Deus, na obediência total aos seus projetos e na aceitação incondicional dos
seus planos.
Na verdade, os critérios de Deus são bem
estranhos, vistos de cá de baixo, com as lentes do mundo. Nós, homens,
admiramos e incensamos os sábios, os inteligentes, os intelectuais, os ricos,
os poderosos, os bonitos e queremos que sejam eles a dirigir o mundo, a fazer
as leis que nos governam, a ditar a moda ou as idéias, a definir o que é
correto ou não é correto.
Deus diz que as coisas essenciais são muito mais
depressa percebidas pelo “pequeninos”: são eles que estão sempre disponíveis
para acolher Deus e os seus valores e para arriscar nos desafios do “Reino”.
Quantas vezes os pobres, os pequenos, os humildes são ridicularizados, tratados
como incapazes, pelos nossos “iluminados” fazedores de opinião, que tudo sabem
e que procuram impor ao mundo e aos outros as suas visões pessoais e os seus
pseudo-valores.
A Palavra de Deus ensina: a sabedoria e a
inteligência não garantem a posse da verdade; o que garante a posse da verdade
é ter um coração aberto a Deus e às suas propostas.
Como é que chegamos a Deus? Como percebemos o seu
“rosto”? Como fazemos uma experiência íntima e profunda de Deus? É através da
Filosofia? É através de um discurso racional coerente? É passando todo o tempo
disponível na igreja a mudar as toalhas dos altares? O Evangelho responde: “conhecemos”
Deus através de Jesus. Jesus é “o Filho” que “conhece” o Pai; só quem segue
Jesus e procura viver como Ele pode chegar à comunhão com o Pai.
Há católicos que, por serem Padres como eu, por
terem feito catequese, por irem à missa ao domingo e por fazerem parte do
conselho pastoral da paróquia, acham que conhecem Deus.
Atenção: só “conhece” Deus quem é simples e
humilde e está disposto a seguir Jesus no caminho da entrega a Deus e da doação
da vida aos homens. É no seguimento de Jesus – e só aí – que nos tornamos
“filhos” de Deus.
Reflexão Apostólica:
Era uma
vez...
Certa vez, em uma
manha de inverno, o tempo pouco a pouco tomava novas atitudes. Árvores
balançando, galhos e folhas se desprendiam, poeira e terra começavam a circular
com o vento, (…) Uma pessoa olhando de sua janela imaginou: O frio estava
chegando! Aos poucos o vento aumentava e consigo também o número de folhas secas.
Não tardou muito e a chuva começou a cair. Não era uma chuva muito forte, mas
os ventos a fazia robustecer. Antenas balançavam, telhas voavam, (…)
incrivelmente uma criança, não preocupada com os chuviscos, via naquele tempo
uma oportunidade de soltar sua pipa nova. Enquanto alguns lamentavam as percas,
ele permanecia soberano no meio do vendaval. Amarrou a linha da pipa na grade
da sua casa, correu para dentro de casa e voltou com uma vassoura e mesmo
contra o vento, tentava varrer as folhas que enchiam a calçada.
- Guri bobo! Vai
trabalhar dobrado! Pensou o homem de sua janela!
O vento passou e
com ele a chuva também.
- Nossa quanta
folha na frente de casa! – disse o homem.
E lá estava ele
em frente a sua casa varrendo as folhas que o vento trouxe. Reclamando e
resmungando ia varrendo aquelas folhas, mas algo não estava por todo perdido.
Ele via aquele menino do vendaval ainda varrendo as folhas. E com uma vontade
de sair vitorioso do acontecido, o homem seguiu até o menino e perguntou com
tom de deboche:
- É guri (…), não
adiantou varrer sua casa durante o vendaval, não é? Ainda tem folhas na frente
de sua casa! Se seu desejo era economizar tempo, não deu certo!
- Não moço! Eu
não estava varrendo lá em casa não! Eu estava tentando evitar que elas fossem
pra sua casa, pois ao vê-lo na janela, imaginei que estava preocupado com isso
e de lá o senhor não podia ver o que eu estava vendo. A corrente de ar girava e
levava tudo da rua na direção da sua porta (…) – e continuou:
-Mas isso não
importa agora, pois já acabei! Que ajuda? Disse o menino.
Envergonhado
disse que não era necessário e agradeceu com um sorriso amarelo.
O menino deixou a
vassoura dentro de casa, desamarrou a linha da pipa e voltou a brincar. O homem
virou-se para o garoto e perguntou:
- Porque você não
recolheu a pipa? Você podia tê-la perdido! O menino prontamente respondeu:
- Senhor! Eu
tenho 12 anos e ouço muito os conselhos dos meus pais. Meu pai disse que quando
abandonamos o que gostamos em beneficio do outro, Deus nos recompensa! Eu poderia
até perder a pipa, mas não pagaria o bem que fiz; Já minha mãe, que não estudou
muito, diz que mesmo que surja um furação, um vendaval, (…), não podemos
desistir ou abandonar o que gostamos; meu irmão mais velho, diz que eu me
tornaria um bom “soltador” de pipa no dia que conseguisse mantê-la no ar
durante uma chuva (…).
O homem
resignou-se com a sabedoria do menino e disse:
-Quero conhecer
sua família menino, pois tenho 50 e ainda não aprendi nada sobre a vida!
Essa estória deve
penetrar em nosso coração, alem dos nossos ouvidos. Ela tem um
destino certo, ou seja, alguém alguém precise ler ou ouvir isso.
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Dia 15 Quando fala do sofrimento e da força
que a Palavra de Deus exerceu em sua vida, são Paulo escreve ao amigo
Timóteo: “Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de Davi, ressuscitou
dentre os mortos, segundo o meu Evangelho. Por ele, eu tenho sofrido até ser acorrentado
como um malfeitor. Mas a Palavra de Deus não está acorrentada. Portanto, é
por isto que tudo suporto, por causa dos eleitos, para que eles também
alcancem a salvação que está no Cristo Jesus com a glória eterna” (2Tm
2,8-10). Deposite sua confiança no Deus da vida
e da ressurreição. “Se já morremos com ele, também com ele
viveremos; se resistimos com ele, também com ele reinaremos; se o negamos,
ele também nos negará; se lhe somos infiéis, ele, no entanto, permanece fiel,
pois não pode negar-se a si mesmo”. (2Tm 2,11b-13). |
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