Evangelho do dia 31 agosto segunda feira 2026


31 agosto -
Se Gregório VII, filho de um pobre fabricante de barris, conseguiu revolucionar o mundo e fundar uma civilização nova sobre as ruínas do barbarismo, foi porque sentia o poder da "combinação" diária com o seu Deus, razão pela qual se tornava, de simples que era, homem de uma têmpera divina. (L 9 ). São José Marello

Primeira Leitura (1Cor 2,1-5).

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Evangelho Lucas 4,16-30

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”. Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?” Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Refletindo a Palavra de Deus

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Imaginem-se sentados em uma sinagoga antiga, o ar pesado com o cheiro de pergaminhos antigos e óleo de lâmpadas. O murmúrio das conversas diminui quando um jovem carpinteiro, conhecido por muitos desde a infância, se levanta para ler as Escrituras. Este é o cenário que Lucas nos pinta no Evangelho de hoje, um momento que mudaria para sempre o curso da história humana.

Jesus, retornando à sua cidade natal de Nazaré, entra na sinagoga “conforme seu costume”. Já nesta simples frase, vemos algo profundo: o Filho de Deus, encarnado, participando fielmente nas práticas religiosas de seu povo. Ele não veio para abolir, mas para cumprir.

Quando Jesus desenrola o pergaminho de Isaías e começa a ler, o ar na sinagoga deve ter ficado eletrizado. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e a recuperação da vista aos cegos, para restituir a liberdade aos oprimidos e proclamar um ano aceito da parte do Senhor.”

Estas palavras, tão familiares para os ouvintes, de repente ganham uma nova urgência, uma nova vida. E então, Jesus faz uma declaração que deixa todos atônitos: “Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da Escritura.”

Que afirmação audaciosa! Jesus está essencialmente dizendo: “Eu sou Aquele de quem o profeta falava. A promessa que vocês têm esperado por séculos está se cumprindo agora, diante de seus olhos.”

Inicialmente, a resposta é positiva. As pessoas estão maravilhadas com suas “palavras de graça”. Mas rapidamente, a admiração se transforma em dúvida e então em hostilidade aberta. “Não é este o filho de José?” Eles questionam, incapazes de reconciliar o Jesus que conheciam desde menino com o cumprimento das profecias messiânicas.

Esta cena nos lembra de como é fácil deixar que nossa familiaridade com Jesus nos cegue para Sua verdadeira natureza e missão. Quantas vezes nós, que crescemos na Igreja, que ouvimos as histórias do Evangelho desde a infância, corremos o risco de perder o espanto, o assombro diante do mistério da encarnação e da redenção?

Jesus, percebendo seus pensamentos, os desafia ainda mais. Ele lembra a seus ouvintes que os profetas Elias e Eliseu muitas vezes realizaram milagres para estrangeiros, não para seu próprio povo. É um lembrete penetrante de que a graça de Deus não pode ser confinada por fronteiras nacionais ou étnicas, que o amor de Deus se estende a todos.

Esta mensagem de inclusão radical enfurece a multidão. Eles passam da admiração à violência em questão de minutos, arrastando Jesus para fora da cidade com a intenção de lançá-lo de um penhasco. Que mudança dramática! É um vislumbre perturbador da resistência humana à mensagem do Evangelho, especialmente quando ela desafia nossas noções preconcebidas e nossos preconceitos.

Mas Jesus “passando pelo meio deles, retirou-se”. Este não era o momento de Sua paixão. Sua missão estava apenas começando, e nada poderia impedi-lo de cumpri-la.

Agora, voltemos nossa atenção para a primeira leitura, onde Paulo escreve aos Coríntios sobre sua própria abordagem à pregação do Evangelho. Suas palavras oferecem um contraste fascinante com a cena em Nazaré.

Paulo diz: “Não me apresentei com o prestígio da palavra ou da sabedoria.” Ele não veio com eloquência rebuscada ou argumentos filosóficos complexos. Em vez disso, ele veio na simplicidade e na fraqueza, “com muito temor e tremor”.

Por quê? Porque Paulo entendeu que o poder do Evangelho não está na habilidade do pregador, mas na mensagem em si e no poder do Espírito Santo. Ele não queria que a fé dos Coríntios se baseasse “na sabedoria humana, mas no poder de Deus”.

Que contraste com os habitantes de Nazaré, que ficaram tão presos à sua familiaridade com Jesus que não puderam reconhecer o poder de Deus operando através dele!

Então, o que essas leituras nos dizem hoje? Que lições podemos extrair para nossa própria jornada de fé?

Primeiro, somos lembrados da natureza radical e inclusiva do Evangelho. Jesus veio para todos – pobres e ricos, cativos e livres, judeus e gentios. Seu amor e Sua graça transcendem todas as barreiras que construímos. Somos desafiados a examinar nossos próprios corações: há alguém que consideramos além do alcance do amor de Deus? Há preconceitos que nos impedem de ver Cristo no outro?

Segundo, somos advertidos contra o perigo da familiaridade. É fácil nos tornarmos tão acostumados com as histórias e os ensinamentos de Jesus que perdemos de vista sua natureza radical e transformadora. Como podemos manter vivo o espanto, o assombro diante do mistério da encarnação e da redenção? Como podemos ouvir a Palavra de Deus com ouvidos frescos, permitindo que ela nos desafie e nos transforme continuamente?

Terceiro, somos lembrados de que o poder do Evangelho não depende de nossa eloquência ou sabedoria humana. Como Paulo, somos chamados a confiar não em nossas próprias habilidades, mas no poder de Deus. Isso não significa que não devemos nos preparar ou estudar, mas sim que devemos sempre lembrar que é o Espírito Santo que convence e transforma corações.

Finalmente, vemos em Jesus um modelo de fidelidade à missão, mesmo diante da rejeição e da hostilidade. Ele não permitiu que a reação negativa de sua cidade natal o desviasse de seu propósito. Da mesma forma, somos chamados a permanecer fiéis ao chamado de Deus em nossas vidas, mesmo quando enfrentamos oposição ou incompreensão.

Meus queridos irmãos e irmãs, que possamos, como Jesus, ser cheios do Espírito Santo. Que possamos, como Paulo, confiar não em nossa própria sabedoria, mas no poder de Deus. Que possamos proclamar as boas novas aos pobres, liberdade aos cativos, vista aos cegos e libertação aos oprimidos – não apenas com nossas palavras, mas com nossas vidas.

E que, ao fazermos isso, experimentemos a verdade das palavras de Jesus: “Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da Escritura.” Porque o Reino de Deus não é apenas uma promessa futura, mas uma realidade presente que somos chamados a viver e compartilhar aqui e agora.

Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês. Amém.

Dia 31

Na vida, tudo muda com rapidez impressionante.

Para enfrentar os imprevistos, é importante manter o autocontrole, a serenidade e o pensamento firme.

Quem está mais bem preparado consegue driblar os problemas e se adaptar com facilidade às novas circunstâncias.

Tudo pode servir para o aperfeiçoamento pessoal.

“Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo!

Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo para uma esperança viva”. (1Pd 1,3).

 

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