Evangelho do dia 11 agosto terça feira 2026
11 ago - Quando estivermos angustiados, procuremos fazer aquilo que aconselharíamos aos outros. (S 193). São José Marello
Mateus 18,1-5.10.12-14
"Naquele momento os
discípulos chegaram perto de Jesus e perguntaram:
- Quem é o mais importante no Reino do Céu?
Jesus chamou uma criança, colocou-a na frente deles e disse:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não mudarem de vida e não ficarem
iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu. A pessoa mais importante no
Reino do Céu é aquela que se humilha e fica igual a esta criança. E aquele que,
por ser meu seguidor, receber uma criança como esta estará recebendo a mim.
- Cuidado, não desprezem nenhum destes pequeninos! Eu afirmo a vocês que os
anjos deles estão sempre na presença do meu Pai, que está no céu. [Porque o
Filho do Homem veio salvar quem está perdido.]
- O que é que vocês acham que faz um homem que tem cem ovelhas, e uma delas se
perde? Será que não deixa as noventa e nove pastando no monte e vai procurar a
ovelha perdida? Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando ele a encontrar,
ficará muito mais contente por causa dessa ovelha do que pelas noventa e nove
que não se perderam. Assim também o Pai de vocês, que está no céu, não quer que
nenhum destes pequeninos se perca. "
Meditação:
Mateus, no capítulo dezoito de seu evangelho, apresenta um
conjunto de textos que orientam os discípulos para assumirem disposições e
práticas de bom convívio comunitário e eclesial.
O conjunto é introduzido pelo debate dos discípulos sobre quem seria o maior.
Removendo a ideologia de poder que os inspira, Jesus apresenta-lhes o modelo a
ser seguido: uma criança.
Quem é o mais importante no Reino do Céu? Ante a pergunta do discípulo, em três
partes Jesus divide o seu discurso. Primeira: Desmonta as grandezas dos
pensamentos dos seus discípulos. Pois o Reino não é para aqueles que se fazem
grandes mas sim para os pequeninos. Depois Ele ameaça a quem fizer qualquer mal
a um pequenino. E, por fim, fala como Deus se agrada de reaver um pequenino que
estava perdido. Isso leva os discípulos de uma posição de superiores, para uma
posição de igualdade aos pequeninos. Ao invés de valorizarem o poder, a
vaidade, são levados a se colocarem à disposição. E Jesus faz tudo isso porque
percebe a grande vontade deles em participar do Reino dos Céus!
O Evangelho conclui falando ainda que Deus se agrada mais de um pequenino que é
resgatado, do que de 99 que não precisaram ser resgatados. Eis uma boa pista
para quem quer agradar a Deus e garantir um bom lugar no Reino dos Céus. Ir ao
encontro do irmão, da irmã, do filho, da filha, do marido ou esposa que qual
ovelha perdida anda longe do rebanho e até mesmo fora de si mesmo.
Jesus dividiu o seu discurso em três partes bem claras. Primeiramente Ele tira
a vontade dos discípulos serem grandes. A razão é simples. É que o Reino dos
Céus é daqueles que se fazem pequeninos. Assim, todo o atentado contra eles não
se deixará impune, ao ofensor. E, por fim, Deus manifesta a grande alegria que
sente ao reencontrar um pequenino que estava perdido, um filho que estava morto
e que agora ressuscitou, vive. Esta mensagem é para mim e para ti que somos os
discípulos de hoje.
Temos de nos mover dos conceitos que formamos sobre nós mesmos criados pelas
posições que ocupamos dentro da Igreja, que muitas vezes nos leva a nos
considerarmos os melhores de todos e por isso merecedores de um lugar de
destaque e consequentemente superiores, para uma posição de igualdade aos
pequeninos. Ao invés de valorizarmos o poder, a vaidade, Jesus leva a nos
colocarmos à disposição como servidores dos outros.
É preciso que, por exemplo, eu que tomei como meu lema sacerdotal “em tudo
servir para a maior glória de Deus”, realmente me dobre e com a toalha à
cintura lave os pés dos homens e mulheres despidos de sua dignidade. Jesus nos
dirige estas palavras, porque percebe a grande vontade dos discípulos (e hoje
nossa) em participar do Reino dos Céus!
Portanto, a lição prática que podemos levar conosco para a nossa vida hoje e
sempre:
1) A humildade e simplicidade, ingenuidade no pecado e pureza do coração
representados pela criança símbolo dos órfãos, excluídos, pobres e
marginalizados pela sociedade; 2) A acolhida que se deve dar a estes excluídos
condenados à comer o pão que o diabo amassou ou seja acolhida aos pequeninos;
3) E, por último, não só acolher mas (e sobretudo) sair em busca dos pequeninos
que se perderam e resgatá-los.
Reflexão Apostólica:
Dizem que quando envelhecemos
nos tornamos crianças. De certa forma, sim. Dificuldade de locomoção que nos
dificulta tomar um banho, dependência dos outros para quase tudo, fraqueza da
memória, acaba a sexualidade, ouvimos, entendemos, e escutamos mal. Em certos
aspectos até que parecemos uma criança, mais em outros, nem pensar.
Na inocência, não. Carregamos conosco o peso de todas as nossas aventuras da
juventude, o peso dos pecados os quais não nos arrependemos, pelo contrário,
até nos vangloriamos quando estamos entre amigos e nos esquecemos que somos
cristãos.
Mas Jesus hoje está nos dizendo que "se não vos transformardes e vos
tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus."
Isso é o mesmo que dizer: Temos que nos tornar humildes, Inocentes, de coração
puro sem mágoas e sem rancores, sem desejos de vingança, sem apego aos bens
materiais, sem nenhuma maldade para com o próximo, sem pecar contra a
castidade, em fim, como uma criança. Será que vamos conseguir este estado
de espírito? Talvez fosse melhor a gente começar agora uma espécie de
preparação, de treinamento, de conversão, mesmo porque não sabemos a hora que
vamos dessa vida para a última fase da nossa existência.
Começar neste exato momento a mudar o nosso esquema mental, convencidos de que
não somos deste mundo.
Estamos aqui de passagem, somos como que acampados em um lugar qualquer deste
mundo, e um dia sem menos esperar, partiremos, sem estar preparados para a
outra fase da nossa existência, que é o Reino dos céus.
Vamos por a mão consciência. Cedo ou tarde teremos de enfrentar a realidade da
outra vida. E é bom estarmos preparados para ela.
Na verdade não a merecemos. Pela graça de Deus, poderemos estar salvos, e fazer
parte das maravilhas eternas. Portanto, vamos fazer de tudo para estar menos
indignos de receber o perdão de Deus.
Propósito: Não me
permitirei sentimentos de competição ou juízos sobre as pessoas.
Dia 11
A
conversão à qual fomos chamados é um processo que, em primeiro lugar, implica
amar o próximo como a nós mesmos.
Saiba que
Deus chama todos à conversão e ao amor, pois ela é amor.
A missão
de Jesus é resgatar os que estão nas trevas e mostrar-lhes a luz de Deus.
Deus não
chama à conversão só os justos e perfeitos, mas todos aqueles que se abrem ao
seu amor.
“Pois
agora, então – oráculo do Senhor - voltai para mim de todo o coração, fazendo
jejuns, chorando e batendo no peito!
Rasgai
vossos corações, não as roupas!
Voltai
para o Senhor vosso Deus,
pois ele é
bom e cheio de misericórdia!
É manso na
raiva, cheio de carinho e retira a ameaça!” (Jl 2,12-13).


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