Evangelho do dia 23 abril quinta feira 2026
23 abril - Rezemos, e rezemos muito! Os tempos se tornam cada vez mais turvos e escabrosos. Os interesses individuais e particulares devem ceder lugar aos interesses gerais da mãe Igreja. (L 31). São José Marello
João 6,44-51
"Ninguém
pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrair. E eu o ressuscitarei no
último dia. Está escrito nos Profetas: 'Todos serão discípulos de Deus'. Ora,
todo aquele que escutou o ensinamento do Pai e o aprendeu vem a mim. Ninguém
jamais viu o Pai, a não ser aquele que vem de junto de Deus: este viu o Pai. Em
verdade, em verdade, vos digo: quem crê, tem a vida eterna. Eu sou o pão da
vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Aqui
está o pão que desce do céu, para que não morra quem dele comer. "Eu sou o
pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que
eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo"."
Meditação:
Continuamos
a nossa meditação de um texto que foi cortado em pedacinhos. Talvez a intenção
seja que nos fixemos bem em cada versículo. Os de hoje estão centrados no Pai
de Jesus, que ele chamava carinhosamente de “Papai”. Como queria Jesus que
conhecêssemos seu Pai, que soubéssemos que ao segui-lo estávamos sendo atraídos
pelo Pai. Profetas, homens e mulheres, transformados em grito, testemunhas do
projeto de Deus, anunciaram desde o passado que “todos serão discípulos de
Deus”. Quer dizer, todos escutarão sua voz e aprenderão e lhe darão atenção.
Jesus reafirma que ele é o pão da vida. Se os antepassados que comeram o maná
no deserto morreram, agora quem come deste novo pão da vida plena participará
da ressurreição. Aqui a ressurreição não se entende com na mentalidade dos
fariseus, um prêmio pelo estrito cumprimento a lei. Com Jesus a vida em
abundância é fruto da configuração com ele e com seu projeto histórico.
Participar
do projeto de Jesus é assimilar os valores de sua mensagem, as razões de sua
luta, a obediência incondicional ao projeto salvador de Deus, os riscos que se
corre como consequência de um compromisso radical. Não se pode ir atrás de
Jesus somente por conveniência ou simples tradição; essa é a característica de
uma fé desencarnada, distante de toda opção autenticamente cristã.
Hoje,
quando a vida no mundo se vê ameaçada e se levantam estruturas injustas que a
maioria das vezes se baseiam na mentira e na morte dos pobres, é necessário
optar abertamente e com radicalidade pela causa de Jesus: O reino de Deus, em
que os seres humanos, especialmente os pobres, tenham vida em abundância.
O que
acontece pois por mais que escutemos não aprendemos nada? Deus deve ser
“acreditado e praticado”. Talvez por isso nossas celebrações religiosas não nos
alimentam para a vida do reino. Escutamos e dizemos crer, mas não “praticamos
Deus”. Somo como o filho daquela parábola que diz que ia, mas não foi.
Ponhamos nas mãos do Senhor tantos milhões de seres humanos que vivem em
condições de miséria extrema, e os que morrem de fome diante da indiferença do
mundo. Eles são o motivo no horizonte para optar pelo compromisso cristão em
favor da vida, a justiça e a paz.
Peçamos ao Senhor que nos faça voltar a ele; que sejamos atraídos pelo Pai,
como pequenas partículas de ferro atraídas pelo poderoso imã de seu amor, pela
fascinação que brota de seu amor sem medida: a mesma experiência vivida por
Jesus.
Reflexão Apostólica:
A Palavra
pregada por Jesus deve ser recebida, acolhida, comida e ruminada pois ela é
Palavra de vida eterna. Assim, a humanidade alimentada pela Palavra viva que é
Jesus, com a alegria e a fé nascida do alimento que Deus lhe deu reconhece que
Ele é o pão da vida, que lhe conduz à comunhão com o Pai e por isso lhe dá a
vida divina. Por sua vez com alegria e entusiasmo deve comprometer-se com ela e
anunciá-la aos seus irmãos fazendo com ela uma única realidade.
Pois assim
como Jesus e o Pai são um só, assim também a humanidade deve ser uma só com
Ele. Este foi, é deverá ser sempre o conteúdo da mensagem de Jesus. É
fundamental que nós cristãos lutemos pela unidade e não pela desunião.
Para nós o
ditado segundo o qual, “cada um por si Deus por todos”, não tem lugar. Mesmo
entre os aqueles que não se conhecem ou são de outras confissões religiosas.
Quando você
se encontra com os que não são católicos qual tem sido o teu comportamento? De
que tem falado ou discutido?
Muitas
vezes nós nos julgamos os melhores e os sabedores de tudo. Mas nos esquecemos
que o nosso Deus também é o Deus daqueles que julgamos ruins.
Hoje Jesus
volta a nos ensinar. Mostra-nos que Ele e o Pai estão unidos pelo mesmo amor. A
mesma união com o Pai deve acontecer com os discípulos que estão unidos a
Jesus. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai.
Viver em
comunhão com Deus e entre nós deve ser nosso desejo e nossa missão de cristãos.
Fomos feitos para a comunhão de irmãos, jamais para a divisão e separação.
Portanto se você estiver vivendo isso, hoje mesmo levante-se vai ter com a
pessoa com quem você não fala, com quem você brigou ou discutiu. Vai pedir
perdão e reconcilie-se com ela.
Este é o
pão do qual Jesus redundantemente quer que comamos: Eu sou o pão vivo que
desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre. E o pão que eu
darei para que o mundo tenha vida é a minha carne.
Estamos
diante da continuação do longo discurso sobre o pão, pronunciado após a
partilha dos pães com a multidão, na montanha.
Um dos
aspectos que Jesus vem salientando é que a iniciativa da salvação vem do Pai.
Ninguém se faz discípulo de Jesus se não for designado por Deus seu Pai. E todo
aquele que escuta a sua palavra e procura fazer a vontade daquele que o enviou
é introduzido na vida que nunca mais terá fim. Visto que: aqui está o pão que
desce do céu; e quem comer desse pão nunca morrerá.
Nos nossos
dias alimentar-se de Jesus é ter vida é contemplá-lo e seguir seus passos. No
serviço, na fraternidade e na solidariedade social, na busca da justiça e da
paz, entra-se em comunhão de vida eterna com Jesus.
Deixemo-nos
tocar pelo convite que Jesus. Vinde convidados do meu Pai, a mesa está posta
vinde. Participemos plena, consciente e ativamente; comamos e bebamos o corpo e
o sangue de Jesus.
Esta mesa
é a mesa da compreensão, do diálogo, do perdão, da reconciliação.
Ninguém deve se aproximar dela se não perdoar de todo o coração a seu
irmão, irmã, marido, esposa, esposo, filhos, colegas amigos e até os seus
inimigos.
"O que
ele (a) me fez foi muito duro e dolorido. Sinto as feridas até
agora." Busquemos em primeiro lugar o Reino dos céus e a sua justiça
e o resto nos será dado por acréscimo! É Jesus quem está dizendo isso para nós.
Corramos
atrás daquilo que chamamos de prejuízo. Deus é maior, Ele pode tudo! Alias
o verdadeiro cristão não deve ser inimigos e a ninguém deve ter dívida senão a
dívida do amor!
Propósito:
Espírito de docilidade ao Pai reforça minha disposição
para acolher os ensinamentos divinos e colocar-me, resolutamente, na busca do
Ressuscitado.
Dia 23
A vida é
imprevisível.
Um dia, as
pessoas estão alegres; no outro, tristes e desanimadas.
Em um dia,
repletas de saúde; no outro, enfermas.
O Pai
enviou seu Filho Jesus para estar no meio da humanidade.
Como dizia
são Paulo, nada pode nos separar de seu amor, nem a morte nem a vida, nem o
presente nem o futuro,
nem as
lutas nem as alegrias, nem criatura alguma.
Nada pode
nos separar do amor de Deus.
“Eu te
amor, Senhor, minha força, Senhor, meu rochedo, minha fortaleza, meu
libertador". (Sl 18,2-3a)

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