Evangelho do dia 16 abril quinta feira 2026
16 abril - Nossa boca esteja sempre repleta dos louvores de Deus, começando aqui na terra o hino de louvor e de ação de graças que esperamos continuar eternamente no Céu. (S 355). São José Marello
João 3,31-36
"Aquele que vem de cima é o mais importante de todos, e quem vem da terra é da terra e fala das coisas terrenas. Quem vem do céu é o mais importante de todos. Ele fala daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita a sua mensagem. Quem aceita a sua mensagem dá prova de que o que Deus diz é verdade. Aquele que Deus enviou diz as palavras de Deus porque Deus dá do seu Espírito sem medida. O Pai ama o Filho e pôs tudo nas mãos dele. Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna; porém quem desobedece ao Filho nunca terá a vida eterna, mas sofrerá para sempre o castigo de Deus."
Meditação:
Aquele que
vem do céu, Jesus, foi enviado para anunciar as palavras de Deus e dar o
espírito sem medida. Ele está acima de todos. Quem é da terra, sejam profetas,
discípulos ou adversários, só entende segundo suas tradições terrenas.
Embora o evangelho de João tenha, aproximadamente, a mesma extensão que o de
Mateus e de Lucas, o seu vocabulário é bem menor do que o destes dois
evangelhos. Isto porque João costuma repetir as palavras-chave, com retomadas
dos temas fundamentais. João o faz com didática e harmonia, a fim de aprofundar
estes temas.
O evangelho de João sempre usa palavras que se opõem: usa extremos para
ilustrar: luz e trevas, verdade e mentira, coisas da terra e coisas do céu.
Não quer dizer que há duas realidades, uma espiritual e outra material, uma do
corpo e outra do espírito; mas que nesta única história estas realidades
opostas estão presentes e em conflito.
Como dizia um velho cacique falando com seus netos: "Há dentro de nós dois
lobos que lutam. Um quer o bem e o outro quer o mal". Um dos netos
perguntou: "Vovô, qual ganhará?". E o velho respondeu: "Aquele
que você alimentar".
Nós temos que optar por uma dessas realidades. A partir do momento em que o pai
colocou todas as coisas nas mãos de Jesus, somente há a vida diante de nós.
Da parte de Deus só há um sim à vida. Somente quem se nega a crer em tanto amor
e generosidade da parte de Deus fica sem vida. Claro que crer nessa imensa
generosidade significa converter-se e mudar de vida. Sair das trevas e renascer
para a luz.
No relato que meditamos hoje existe um elemento que é fundamental na hora de
viver com pertença a experiência de fé em Jesus de Nazaré, este elemento é a
liberdade.
João enfatiza que crer ou não crer não depende de circunstancias externas à
pessoa, mas que depende substancialmente do processo de discernimento que cada
homem e mulher realiza, segundo suas opções e princípios de vida.
Portanto, é preciso compreender o “juízo de Deus” não como ação que procede do
mesmo Deus, mas como um fato que nasce no interior de cada um, pois está claro
que o projeto do Pai é uma proposta e não uma obrigação.
Fica a mercê do ser humano se vincular ou não a esta proposta; se o faz,
significa entrar em uma relação com Deus que conduzirá a uma plena participação
em sua vida e em sua promessa; não fazê-lo equivale a depreciar uma oferta de
amor, a se auto excluir da vida e se auto julgar como um ser que aborrece a
luz.
Como cristão, é importante para nós discernir as razões pelas quais escolhemos
o caminho da luz e, obviamente, expressar essas razões por meio do amor que
recebemos de Deus.
Reflexão Apostólica:
No
evangelho de hoje, João, a partir das oposições céu e terra, crer e não crer,
afirma a originalidade e a autenticidade do testemunho de Jesus em revelar a
Boa-Nova de Deus.
Jesus,
enviado por Deus, fala das coisas do céu. Porém, Ele dá o espírito sem medida,
que inspira a fé e a compreensão das coisas do alto.
O auge da
revelação é o dom da vida eterna a todo aquele que crê em Jesus, Filho de Deus.
E a vida eterna é conhecer a Deus (Jo 17,3), no amor fraterno vivido na
comunidade acolhedora e aberta ao mundo.
Quem tem acompanhado notou que nessa semana estamos enfatizando o poder do
livre arbítrio e as conseqüências dele em nosso dia-a-dia. Hoje o evangelho nos
convida a responder: O que é mais importante? Quem é mais importante?
Deus sempre será o mais importante em nossas vidas. Seu projeto deverá ser o
filtro de nossas decisões, principalmente nas que se referem ao coletivo, às
pessoas, à comunidade.
Seu projeto, apresentado por Jesus, tem como foco a ovelha perdida, o filho
desgarrado, o que perdeu a fé, o desmotivado, o perseguido, o injustiçado, o
pobre, (…). E como isso acontece? Na fidelidade a sua mensagem.
Quem prega ou leva a Palavra de Deus não pode resumir sua fidelidade em apenas
palavras. Quem prega deve se convencer primeiro da mensagem para com
propriedade anunciá-la.
Aqueles que participam, em especial os que coordenam pastorais ou movimentos,
devem abandonar a vaidade e o orgulho. Precisam ver o projeto de Deus sobre o
seu querer individualista. “(…) Aquele que vem de cima é o mais importante
de todos, e quem vem da terra é da terra e fala das coisas terrenas. Quem vem
do céu é o mais importante de todos”.
Precisamos parar de apoiar pessoas ou lideranças que segregam outras pessoas,
não as elegendo, para que o tempo as amadureça; não admitir
pseudo-coordenadores, ligados a esse ou aquele partido político, usarem as
pessoas, principalmente jovens para levantar a sua identidade partidária.
Desaprovar
e fraternalmente corrigir pessoas que se declaram “donos da igreja” que pelo
nosso silêncio fazem com que pessoas boas e empenhadas se afastem do serviço,
das nossas comunidades, do nosso convívio.
“(…)
Nesta hora, o Senhor interpela-nos: vives tu, através da fé, em comunhão comigo
e, deste modo, em comunhão com Deus? Ou não estarás porventura a viver mais
para ti mesmo, afastando-te assim da fé? E, por isto, não serás talvez culpado
da divisão que obscurece a minha missão no mundo, que fecha aos homens o acesso
ao amor de Deus?”
(Papa Bento XVI)
Precisamos também parar de correr de responsabilidades, pois como diria padre
Zezinho, quando o padre termina missa começa o nosso trabalho. “Vamos em paz e que o
Senhor os alcance e os encontre”
tem sido o lema de muitos católicos.
Nós não
avançamos mais, pois nos falta coragem. Somos bons em criticar, mas fracos em
dinâmicas de acolhimento; reclamamos da falta de operários, mas não abrimos as
portas da obra. Reclamamos dos atuais coordenadores, mas não damos nossa cara à
tapa para fazer melhor…
Alguns pra tudo usam “no meu tempo era assim”, "no começo era
assim" esquecendo que o tempo passa. Sabemos que algumas coisas
ficam e precisam ficar, mas outras devem ser renovadas. Não podemos temer mexer
com computador, e-mail. Não podemos fugir da informação, da internet, (…).
Ano
passado, uma polêmica foi levantada sobre pulseirinhas multicoloridas nos
braços dos jovens e tem gente que diz não saber por se negar a assistir jornal.
Precisamos levar informação para as pessoas, precisamos nos empenhar em
apresentar o projeto de Deus…
Quem é o pobre? É toda criatura que hoje vive longe ou afastado do Senhor e que
ainda não sabe o valor que tem.
Deus nos convida a abrir nosso horizonte de compreensão e ter amor e zelo pelos
peixes que estão hoje fora do aquário – os que estão no mar, no mundo, no
trabalho, em casa, na comunidade… Zelemos do aquário, mas saiamos para pescar!
“(…)
Então Jesus chegou perto deles e disse: Deus me deu todo o poder no céu e na
terra Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus
seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem
disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28, 18-20)
Propósito: Olhar
para Jesus, acolher as Suas palavras e transformá-las
Dia 16
“Bem-aventurados
os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus” (cf.Mt 5,9)
Trabalhar
pela paz é estabelecer condições de vida que tornem cada ser humano mais feliz,
seguro de si mesmo
e
do futuro. Significa suavizar os relacionamentos humanos, solucionar problemas,
promover a compreensão entre as pessoas.
É
dar a cada um o que lhe pertence, respeitando o direito de todos.
Os
que trabalham pela paz serão chamados filhos de Deus, porque ele e o Senhor da
paz, não da guerra.
Faça
hoje a experiência de ser uma pessoa que transmite a paz.
“Do
céu o Senhor está olhando, ele vê a humanidade inteira.
Do
lugar onde mora observa todos os habitantes da terra”.
(Sl
33[32],13-14).



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