Evangelho do dia 10 abril sexta feira 2026
10 abril - Plantemos, reguemos, mas sobretudo tenhamos os olhos constantemente fixos no grande Astro divino, do qual desce o calor benéfico da fecundação sobrenatural. (L 29). José Marello
EVANGELHO:
João 21,1-14
Naquele tempo, 1Jesus
apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi
assim: 2Estavam
juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os
filhos de Zebedeu e outros discípulos de Jesus.
3Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também
vamos contigo”. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela
noite. 4Já
tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam
que era Jesus. 5Então
Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”.
6Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e
achareis”. Lançaram, pois, a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa
da quantidade de peixes. 7Então,
o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo
dizer que era o Senhor, vestiu uma roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar.
8Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com
os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem
metros. 9Logo
que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 10Jesus disse-lhes:
“Trazei alguns dos peixes que apanhastes”.
11Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra.
Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de tantos
peixes, a rede não se rompeu. 12Jesus
disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem
era ele, pois sabiam que era o Senhor.
13Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a
mesma coisa com o peixe. 14Esta
foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.
O
Ressuscitado aparece a seus discípulos num dia comum e eles não o reconhecem
apesar de Jesus ter-lhes falado. Alguns dos apóstolos estiveram pescando
durante toda a noite, como fazem tantos pescadores mundo afora, e voltam com as
redes vazias. Entre a bruma do amanhecer, já perto da praia, ouvem e vêem um
desconhecido que lhes pergunta pela pesca. Tendo dado uma resposta desanimada,
recebem a sugestão de novamente lançar as redes ao outro lado da barca, com
tanto êxito que quase não podiam arrastá-las, depois de apanhar uma enorme
quantidade de peixes. É a pesca milagrosa que são Lucas havia relatado como um
episódio pré-pascal, no contexto da vocação dos primeiros discípulos (Lc
5,1-11), e que aqui, no 4o. evangelho, aparece como um milagre pós-pascal num
contexto também vocacional: os apóstolos na barca, as redes, a pesca abundante,
são símbolos tradicionais da tarefa evangelizadora da igreja ao longo de todos
os séculos.
Quando
o desconhecido da praia é identificado pelos apóstolos, e quando se reúnem com
ele, encontram já a comida preparada: o fogo, o pão, o peixe assado. Jesus lhes
convidou para comer dos peixes, cuja pesca havia sido muito abundante.
Posteriormente, os gestos e as palavras pronunciadas dão a sensação de que
estivesse fazendo alusão à eucaristia, pela forma de partilhar a refeição
unidos: Jesus tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o
peixe. O Ressuscitado reitera os gestos da eucaristia: partir o pão e
reparti-lo. Acontece que a igreja se reúne ao redor do Senhor ressuscitado, a
sua eucaristia, para ser enviada a pescar nos mares do mundo. Pescar filhos e
filhas de Deus, que queiram servir aos demais como a irmãos, que queiram dar
testemunho do amor de Deus a todos os seres humanos.
A
metáfora da pesca foi sempre na comunidade cristã um motivo continuo de
reflexão. Lembra a primeira experiência da Galiléia quando os primeiros
discípulos receberam o chamado e se começou a formar o primeiro grupo de discípulos
e discípulas. Após a ressurreição Jesus convoca a comunidade e a alimenta,
dando-lhe força para prosseguir com a tarefa apostólica. A tarefa que nessa
época lhes havia encomendado continua crescendo sob a direção e apoio do
Mestre. Eles o reconhecem ao compartilhar a refeição do trabalho diário.
Deste
modo, o evangelho de João junta dois motivos que, apesar de sua distância no
tempo, concentram todas as verdades que os cristãos haviam compreendido por sua
experiência pessoal e comunitária no ressuscitado. João não se contenta com
esta lembrança e faz uma segunda referência à época quando foi escrito o
evangelho ao nomear o peixe e o pão. O peixe havia se convertido no símbolo do
cristianismo no final do primeiro século. Os cristãos viviam em pequenas
comunidades quase no anonimato. A cruz ainda não havia ganhado seu lugar como
símbolo da redenção. Os cristãos, então, apelavam aos símbolos do evangelho
como o pastor de ovelhas, o pescador e o peixe. A palavra peixe na língua grega
era utilizada como acróstico do anúncio fundamental dos primeiros cristãos. Com
esta palavra comunicavam os aspectos essenciais do mistério de salvação.
Para
renascer, a comunidade cristã haverá de ser animada por Jesus e seu Espírito,
que se tornarão manifestos em cada ato comunitário. Jesus, a pedra fundamental,
rejeitada por muitos e aceita por tantos, continua caminhando com sua
comunidade nas tarefas do dia-a-dia e realizando gestos de partilha e
solidariedade. O renascimento da Igreja deixa de ser então um capricho ou um
simples esforço humano: é uma obra de Deus mesmo, que nos tira da vida
ordinária em que estamos, nos sacode, para fazer-nos entender e assumir nosso
papel no plano de Deus, o projeto que Jesus nos apresentou. A Igreja é fruto do
querer de Deus que contradiz os interesses humanos para colocar o Ressuscitado
na alma daqueles que o seguem, fazendo com que se sintam irmãos de verdade.
Estas
festas pascais que estamos celebrando não podem ficar só nas aleluias. Devem
despertar em nós um intenso desejo de comunicar a outros a nossa fé, nossa
alegria, o gozo de saber que fomos salvos em nome de Jesus e convocados ao
redor da ceia fraterna para testemunhar no mundo a possibilidade de todos
poderem viver como irmãos. Por isso, sabendo que não há outro nome debaixo do
céu pelo qual podemos ser salvos, invoquemos o nome do Senhor Jesus sobre cada
um dos nossos irmãos que luta pela vida.
Oração: Senhor
Jesus, nossa única esperança, também nós, muitas vezes, nos descobrimos de mãos
vazias; recebei o pouco que temos e somos e, em troca, dai-nos a vossa própria
vida. Que a Sua presença reforce a comunhão com nossos irmãos e irmãs de fé, a
fim de podermos atrair para Vós muitas outras pessoas de boa vontade. A Vós o
louvor e a bênção pelos séculos dos séculos. Amém.
Dia 10
Você
possui complexo de inferioridade?
Por
que pensa que os demais são superiores?
Todos
têm qualidades, habilidades e limitações.
Nunca
se julgue inferior aos outros, se em seu interior existem amor e força de
vontade capazes de conduzi-lo
à
conquista dos seus ideais.
Com
a força do pensamento e a confiança em Deus, você conseguirá realizar todos os
seus projetos.
Somente
Deus é perfeito.
“Graças
sejam dadas a Deus que nos dá a vitória por Nosso Senhor, Jesus Cristo”. (1Cor
15,57).



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