Evangelho do dia 20 outubro terça feira 2026
20 outubro - Benditas sejam até as trevas quando as adensa a mão do Senhor. Caminharemos cheios de confiança no escuro, pensando que os anjos cuidam de nós para não deixar que tropecemos. (L 272). São Jose Marello
Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 12,35-38
Naquele tempo, disse
Jesus aos seus discípulos: 35Que vossos rins estejam
cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como
homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para
lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os
empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, eu vos
digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os
servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou à três da madrugada, felizes
serão, se assim os encontrar!
Meditação:
O
evangelho deste dia poderia ser resumido na frase “vivam acordados”. Passamos
nossos dias atormentados por uma enxurrada de imagens e todo tipo de
informação: televisão, rádio, computador.
Algumas
dessas informações são úteis e outras inúteis. A quantidade de ideologias e
valores viciados pelo consumo e alienação é tão grande que, a duras penas, nos
reconhecemos quando nos contemplamos no espelho.
O
afã e as preocupações inúteis consomem nossos dias sem que tenhamos espaço para
cultivar nosso espírito. Mas a voz do Senhor nos chama a fazer uma parada no
caminho.
Convida-nos
a romper com a rotina e a orientá-la para o cultivo do reino. Com a ajuda do
evangelho conseguimos dizer não ao consumo. Não ao culto ao prazer. Não à
alienação. Devemos dizer “sim” a uma vida plena de significado e a uma
existência digna.
Para
conquistar isso necessitamos “despertar”, abandonar o engodo que os meios de
comunicação nos sugerem todos os dias. Necessitamos recuperar o que é realmente
valioso para nós: a própria vida, a de nossa comunidade e nosso povo.
Estamos
em festa com Jesus e, ainda que não nos demos conta, estando nessa festa não
podemos dormir impunemente, porque podemos ficar do lado de fora.
O
tema da vigilância, que é o núcleo do Evangelho de hoje, era próprio das
primeiras comunidades cristãs, entre as quais havia a expectativa de uma volta
em breve de Jesus, morto e ressuscitado, seguindo-se o julgamento final.
Os
três Evangelhos sinóticos (Mt, Mc, Lc) apresentam sinais desta expectativa. Era
a Parusia, expectativa escatológica e apocalíptica. Com o passar do tempo, as
comunidades começaram a perceber que a "volta" de Jesus tinha outro
sentido.
No
Evangelho de João, escrito na última década do primeiro século, não há
referências a esta Parusia. Em João as palavras de Jesus revelam a sua
presença, junto com o Pai, já, entre os homens e mulheres que praticam a
vontade de Deus, no amor fraterno e universal.
Concluindo: Os discípulos devem estar vigilantes e preparados para a vinda de
Jesus, cuja hora ninguém conhece. Uma imagem de tal disposição se encontra
nesse criado que aguarda seu senhor que há de voltar de um banquete de bodas a
qualquer hora da noite. Quando o senhor chamar, o criado deverá estar já à
porta para abri-la, deixá-lo passar e conduzi-lo a sua casa. É para isso que
está ali o criado e por isso usa a túnica apropriada.
Isto,
aplicado ao discípulo significa que deve estar equipado moralmente em cada
momento, de tal forma que possa acudir imediatamente à chamada do Senhor quando
vier julgar; que deve ser claro e luminoso como o sol sem tropeço moral;
carregado de frutos de justiça por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus
(Fl 1,10ss.).
O
discípulo que está pronto é felicitado, chamado de ditoso por Jesus. Entre duas
bem-aventuranças se expressam os bens que aguardam ao servo que está sempre
vigiando, incansável e fiel: o Senhor o servirá à mesa.
Neste
Evangelho de Lucas, os servos que estão de prontidão, esperando o seu senhor,
são proclamados bem-aventurados. São os que estão atentos, empenhados em fazer
a vontade de Deus, que é o serviço à vida, na construção de um mundo novo.
Nesta
parábola, é admirável como o próprio Senhor arregaçará sua veste e se porá a
servir àqueles que encontrar vigilantes, como Jesus na última ceia, no
Evangelho de João (Jo 13,2-15).
Mudança
completa da situação: o servo passa a ser senhor, e o senhor se faz servo.
Porque Deus faz participar de sua glória os que velam. A glória do reino de
Deus se compara com frequência a um banquete de bodas que Deus prepara para os
que acolhe em seu reino. Deus honra os convidados, servindo-os, e lhes abre as
alegrias de sua glória.
Reflexão Apostólica:
Diante
da correria diária, trabalho, serviços, estudos e outras atividades que fazem
parte de nossas vidas, ficam às vezes impossíveis ou esquecidos nosso momento
de intimidade com o Senhor.
Intimidade,
aqui não queremos que entendas somente o ouvir uma música religiosa, fazer
leitura bíblica. Mas sim, viver a regra beneditina que consiste no rezar e
trabalhar: ora et labora, pois,
o Senhor nos diz: felizes os
empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar.
Esse
manter-se acordado estende-se ao serviço, seja na sua Paróquia, na comunidade
dentro da sua pastoral ou ministério. Servir e trabalhar naquilo para o qual o
Senhor nos chamou. Você já descobriu o seu lugar na Paróquia, na comunidade? É
fundamental que vocêu saiba qual o seu lugar e função aí para que Deus lhe fale
ao coração.
O
Senhor nos pede que fiquemos os rins cingidos e as lâmpadas acesas. Como estão
os teus rins e os teus olhos espirituais?
A
virtude da vigilância é por si mesma, uma atitude escatológica a aguardar
constantemente o retorno do Senhor. Os serviços vigilantes, a representar
os membros da comunidade eclesial, são felizes porque o próprio Senhor, por
ocasião de seu advento, fará a função de servo, cingindo-os e colocando-os à
mesa.
A
vigilância escatológica é a virtude de quem aguarda o fato derradeiro.
Por isso, o Filho do Homem que há de vir sobre as nuvens dos céus (Dn 7,13),
por ocasião da parusia, assemelha-se ao ladrão que não avisa a hora do
assalto.
A
vigilância supõe e exige um estado constante de preparação para juízo
escatológico, colocando os fiéis de Cristo em estado permanente de crise, de
modo especial, aqueles que têm a missão de anunciar o Reino à semelhança do
administrador fiel e prudente. Neste caso, a escatologia possui uma
dimensão presente e eclesial, pois o juízo definitivo supõe a avaliação das
atividades atuais dos fiéis, mediante as penas impostas pelo Senhor.
A
provação dos últimos tempos acentua a responsabilidade histórica do cristão,
sobremaneira agradecido pelos bens messiânicos: a quem muito se deu e foi
confiado, muito será pedido e reclamado.
Por
tudo quanto refletimos o importante é não se desviar, não se distrair. É
manter-se sempre alerta, acordado, e esperar até final pela segunda vinda
gloriosa do nosso Senhor Jesus Cristo.
"Feliz
és tu se assim estás procedendo. Porque o próprio Senhor passando te servirá,
como fez na Última Ceia, com seus Apóstolos."
Temos
que ficar sempre atento sempre servindo à Deus no nosso trabalho, na nossa
comunidade, nossa paróquia e durante o tempo todo, pois, o Senhor não
avisa o momento da sua volta.
Nós
não podemos ficar em cima do muro, temos que ser fiel a nosso Pai, pois, servindo
à Deus estamos retribuindo um a pequena parte do amor que Ele tem por nós, que
é imenso.
Por
isso, temos que nos esmerar na preparação da vinda do Senhor, seja qual for o
tempo da mesma. A referida vinda tem que estar precedida pela utopia libertadora
e esperançosa de nos reconhecermos como uma comunidade de iguais em dignidade
que luta, não pelo despotismo, a preguiça, a mediocridade nem o abuso, mas sim
pelo exercício da autoridade que é essencialmente serviço. Temos que ser
peregrinos alegres do reino e não fugitivos da história.
Propósito:
Pai,
somente em ti quero centrar as minhas opções mais profundas, para não permitir
que o egoísmo tome conta do meu coração e me afaste de ti.
Dia 20
No dia de
hoje, você está convidado a refletir sobre esta mensagem de Martin Luther King:
“Se eu puder ajudar alguém a seguir adiante, se eu puder animar alguém com uma
canção, se eu puder mostrar a alguém o caminho certo, se eu conseguir cumprir
meu dever de cristão, se eu puder levar a salvação para alguém, se eu puder
divulgar a mensagem que o Senhor deixou, então minha vida não terá sido em
vão”.
Se
conseguir ajudar alguém, então sua existência não terá sido em vão.
“Maravilhas
o Senhor fez por nós, encheu-nos de alegria”.
(Sl
126[125],3).
alma e
espírito, articulações e medulas.
Julga os
pensamentos e as intenções do coração”.
(Hb 4,12).

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