15 - Um bom livro espiritual, um bom
diretor de consciência (e este Deus pode suscitá-lo, conforme a necessidade, no
mais humilde capelão do interior), e avante: fechar os ouvidos para as vozes do
demônio e escutar apenas as vozes de Deus, que fala de mil
maneiras aos
seus fiéis. (L 19). SÃO JOSE MARELLO
Evangelho:
Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 11,20-24
Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 11,20-24
"Então Jesus começou a censurar as cidades nas
quais tinha sido realizada a maior parte de seus milagres, porque não se
converteram. "Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Se em Tiro e Sidônia
se tivessem realizado os milagres feitos no meio de vós, há muito tempo teriam
demonstrado arrependimento... Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro
e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. E tu, Cafarnaum! Acaso
serás elevada até o céu? Até o inferno serás rebaixada! Pois se os milagres
realizados no meio de ti se tivessem produzido em Sodoma, ela existiria até
hoje! Eu, porém, te digo: no dia do juízo, Sodoma terá uma sentença menos dura
do que tu!""
Meditação:
Ai de ti
Corazim, ai de ti Betsaida! Assim começou o duro sermão do Senhor Jesus Cristo
para aqueles que não O aceitaram, nem mesmo diante de tantos prodígios
realizados. As cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum foram comparadas a
Tiro, Sidom e Sodoma, respectivamente. E, por terem recusado a Palavra Viva de
Deus, aquela geração terá um julgamento no dia do juízo final mais duro do que
haverá para as cidades pagãs as quais foram comparadas.Meditação:
Recusaram
porque queriam um Cristo que fosse conforme o que haviam imaginado. Um que
seria de acordo com as suas leis, que os atendesse segundo os seus pedidos, que
fizesse as suas vontades. Um Cristo que não incomodaria a sua maneira de viver,
o seu proceder, que não os alertasse para o seu modo de vida. Não queriam um
Cristo que pregasse arrependimento, nem um que pregasse um reino que não é
desse mundo. Queriam a restauração de Israel ao modo deles, para serem
dominadores do mundo, e que Deus os deixasse em paz e tomando conta da terra.
Queriam e até hoje muitos querem o que desejam em seu íntimo, um deus conforme
as suas necessidades: o anticristo!
O
Evangelho de hoje é de grande riqueza, pois possui muitos pontos de reflexão. O
nosso destino é parcialmente traçado por Deus. Ele não é totalmente planejado
ou traçado, porque Deus respeita o nosso livre arbítrio, ou seja, ele nos dá o
direito de aceitar ou não o seu chamado. Betsaida era uma das cidades que
entristeceram Jesus. Porque a pesar de ter sido a terra natal de Pedro, André e
Felipe, de ter sido o lugar onde Jesus fez a maior parte dos milagres, Corazim
e Betsaida eram cidades totalmente corrompidas, incrédulas e interesseiras.
Nas
nossas convivências com o ambiente corrompido pelos que têm poder, os grandes,
os sábios e inteligentes se não vigiarmos também nós seremos alvos de censura.
Senão veja se por falta de vigilância o poder não corrompe o homem? Lance o seu
olhar na nossa política brasileira ou de todos os países. Quantos homens bons e
honestos se corrompem ao entrar na política? Quantos jovens crentes não mudam
suas atitudes cristãs ao entrarem na universidade? Quantos homens e mulheres
cristãos não mudam suas aparências e seus atos ao entrarem em certos empregos
ou quando sobem seu poder aquisitivo? Quantos servos de Deus, comprometidos com
o evangelho têm esfriado, ou têm deixado Jesus porque assimilaram a corrupção
do mundo, o pecado do mundo? Assimilaram os prazeres do mundo.
E
tu que não estás com os pés e as mãos lançados na política também podes ser
sujeito da censura do Mestre por causa da tua indiferença. E por isso também
poderás ser excluído do reino de Deus.
E
para que isto não aconteça Jesus levanta a sua voz e diz: Ai de ti, pai, ai de
ti mãe, ai de ti jovem, ai de ti professor, ai de ti chefe! Porque, se em Tiro
e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se
teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos
rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. Tiro e Sidom eram
cidades pagãs da Fenícia – atual Líbano, cidades que não viram os milagres e
tudo o que Jesus fez. Portanto, presumi-se que por ignorância agiam e
praticavam a maldade. Que o diz é o Próprio Jesus: Porque, se os milagres que
foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até
hoje. Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de
Sodoma do que de ti.
Não
sejamos mornos ou indiferentes com o poder de Deus. Saiamos da lama, do barro
que suja nossa alma, nosso espírito.
Deixemo-nos permanecer
mergulhados no mundanismo. Nós podemos ser a Betsaida de hoje quando nos
mantemos indiferentes ante o sofrimento e a depravação dos nossos ambientes.
Deus
está falando e conversando conosco e nós fora de nós mesmos ou longe dos
pensamentos deles e, às vezes dentro da própria Igreja ou na celebração
litúrgica.
Somos
indiferentes quando sabemos da necessidade do irmão e não damos à mínima
atenção. Somos indiferentes quando não andamos no caminho estreito, preferindo
agir conforme a nossa vontade. Somos indiferentes quando achamos que Jesus irá
tardar em voltar e que teremos muito tempo para desfrutar os prazeres da vida.
Somos indiferentes quando conhecemos a Palavra de Deus, sabemos o que é do seu
agrado e o que não é, conhecemos as profecias e relegamos tudo isso para o terceiro
plano.
A
nossa indiferença com Jesus poderá nos custar o preço de Corazim e Cafarnaum ou
o preço das virgens néscias. O preço de ser deixados para trás. Quantos não vêm
para Jesus por causa de problemas com os filhos ou com os pais?
Muitas
vezes é a perda trágica de um parente que nos faz sair da aldeia e buscar
Jesus. Vivemos no nosso mundo egoísta, na nossa aldeia, no nosso conformismo,
na nossa preguiça espiritual e muitas vezes não deixamos Jesus entrar nela.
Colocamos muitas vezes nossos negócios, nossos alvos
na frente de Jesus e não o reino de Deus em primeiro lugar. Muitas vezes
estamos presos a religiões, culturas, idéias, traumas antigos, conceitos e
preconceitos. E então, Jesus dirigindo-se a nós diz: Ai de ti Corazim! Ai de ti
Betsaida! Converta-te para Deus e terás a vida eterna.
Reflexão Apostólica:
Após censurar "esta
geração", referindo-se aos chefes do judaísmo, Jesus passa a
censurar algumas cidades. Na menção a "cidades"
temos uma alusão aos centros de poder, que na sua auto-suficiência não se
sensibilizam com os milagres de Jesus.
Um parêntese: Observemos uma coisa: Esse canal de
evangelização via Internet: "Escuta da Palavra e Meditação", não se
destina a converter ninguém a um credo, a uma identidade, a crer num dogma, mas
sim oportunizar que filhos de Deus, como nós, todos nós, tenhamos momentos de
reflexão e de reavivamento das forças.
Portanto, sinta-se sempre convidado a ler, partilhar,
comentar e em especial refletir. Somos sim católicos, mas quem não professa
essa identidade, sinta-se em casa.
Voltando… Temos retribuído a Deus à altura os benefícios
recebidos? Temos, de fato, correspondido a esse amor que recebemos todas as
manhãs? Insistimos em levantar quando o mundo deseja que permaneçamos de
joelhos, pois Deus quer nos ver de pé? Diminuímos as nossas lamentações,
murmúrios, auto-piedade em beneficio daqueles que realmente precisam da atenção
de Deus?
Temos um hábito estranho: Confiamos no que vemos! Se
vemos alguém sarar de uma doença física, nós cremos; se presenciamos um
milagre, uma mudança de comportamento ou de postura, nos assombramos; se algo
acontece de extraordinário como a aquisição de um bem, uma oportunidade de
emprego, uma promoção, (…) nossa, são tantos pulos que "são longuinho"
teria ciúmes!
Aquilo que não vemos, que não notamos ou que acontece
todo dia, temos dado o devido valor? Ao levantar pela manha ou após um dia
cansativo de trabalho, paramos um instante para agradecer a Deus?
Estamos vivos, doentes ou sãos, andando ou mancando,
trabalhando ou não, ganhando ou perdendo, (…) levantamos as mãos para o céu e
dizemos obrigado?
“(…) Porque
vossa graça me é mais preciosa do que a vida, meus lábios entoarão vossos
louvores. Assim vos bendirei em toda a minha vida, com minhas mãos erguidas
vosso nome adorarei. Minha alma saciada como de fino manjar, com exultante
alegria meus lábios vos louvarão. Quando, no leito, me vem vossa lembrança,
passo a noite toda pensando em vós. Porque vós sois o meu apoio, exulto de
alegria, à sombra de vossas asas. Minha alma está unida a vós, sustenta-me a
vossa destra”. (Sl 62, 4-9)
Temos relances de egoísmo, momentos de vaidade, agendas assoberbadas de compromissos, (…) Somos às vezes tão felizes com o que fazemos, ou pela importância do que fazemos ou pela forma que somos tratados que nos falta tempo de intimidade com Aquele que tudo faz em nossa vida.
Temos relances de egoísmo, momentos de vaidade, agendas assoberbadas de compromissos, (…) Somos às vezes tão felizes com o que fazemos, ou pela importância do que fazemos ou pela forma que somos tratados que nos falta tempo de intimidade com Aquele que tudo faz em nossa vida.
Somos injustos com nossos pais, que assim que saímos de
casa e assumimos nossas vidas, começamos a ter pouco tempo para ouvi-los e
quiçá ligar ou visitá-los. Temos que nos manter, por o “leite na mesa”, (…)
Graças a Deus são tantos compromissos…
Quando é que procuramos a Deus? Quando o vento muda de direção; quando o barco ameaça virar; quando temo perder algo; quando sou perseguido; quando estou prestes a perder o ano; nas dívidas; na doença; na angustia; (…). Somos assim, mas definitivamente, não precisa continuar assim. Nosso mundo cercado em mim mesmo nos priva do amor de Deus.
“(…) Deus, porém, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem”. (Atos 17, 30)
Tantas oportunidades nos foram dadas, agradeci? Quantas vezes nos levantou? Lembrei? No dia que chorei e somente o travesseiro sabia o porquê, Ele estava lá! Dos que crêem ou não e diferente dos amigos “comuns” ele também estava presente nos momentos tristes e ouviu quando o culpei pelo que acontecia. Somos assim.
O “chato” é que Ele insiste em nos querer de volta, do jeito que estamos. Só precisamos reconhecer que Ele é o Senhor da nossa vida. Que nada que fazemos vai fazê-lo desistir de nós. Que a única coisa que verdadeiramente nos afasta, é a nossa vontade em ficar longe.
A nossa indiferença com Jesus poderá nos custar o preço de Corazim e Cafarnaum ou o preço das virgens néscias. O preço de ser deixados para trás.
Quantos não vêm para Jesus por causa de problemas com os filhos ou com os pais? Muitas vezes é a perda trágica de um parente que nos faz sair da aldeia e buscar Jesus. Vivemos no nosso mundo egoísta, na nossa aldeia, no nosso conformismo, na nossa preguiça espiritual e muitas vezes não deixamos Jesus entrar nela.
Colocamos muitas vezes nossos negócios, nossos alvos na frente de Jesus e não o reino de Deus em primeiro lugar. Muitas vezes estamos (ou pensamos que estamos) presos a religiões, culturas, idéias, traumas antigos, conceitos e preconceitos. E então, Jesus dirigindo-se à nós diz: Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida!
Quando é que procuramos a Deus? Quando o vento muda de direção; quando o barco ameaça virar; quando temo perder algo; quando sou perseguido; quando estou prestes a perder o ano; nas dívidas; na doença; na angustia; (…). Somos assim, mas definitivamente, não precisa continuar assim. Nosso mundo cercado em mim mesmo nos priva do amor de Deus.
“(…) Deus, porém, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem”. (Atos 17, 30)
Tantas oportunidades nos foram dadas, agradeci? Quantas vezes nos levantou? Lembrei? No dia que chorei e somente o travesseiro sabia o porquê, Ele estava lá! Dos que crêem ou não e diferente dos amigos “comuns” ele também estava presente nos momentos tristes e ouviu quando o culpei pelo que acontecia. Somos assim.
O “chato” é que Ele insiste em nos querer de volta, do jeito que estamos. Só precisamos reconhecer que Ele é o Senhor da nossa vida. Que nada que fazemos vai fazê-lo desistir de nós. Que a única coisa que verdadeiramente nos afasta, é a nossa vontade em ficar longe.
A nossa indiferença com Jesus poderá nos custar o preço de Corazim e Cafarnaum ou o preço das virgens néscias. O preço de ser deixados para trás.
Quantos não vêm para Jesus por causa de problemas com os filhos ou com os pais? Muitas vezes é a perda trágica de um parente que nos faz sair da aldeia e buscar Jesus. Vivemos no nosso mundo egoísta, na nossa aldeia, no nosso conformismo, na nossa preguiça espiritual e muitas vezes não deixamos Jesus entrar nela.
Colocamos muitas vezes nossos negócios, nossos alvos na frente de Jesus e não o reino de Deus em primeiro lugar. Muitas vezes estamos (ou pensamos que estamos) presos a religiões, culturas, idéias, traumas antigos, conceitos e preconceitos. E então, Jesus dirigindo-se à nós diz: Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida!
Deus nos ama! Voltemos pra casa!
Propósito:
Pai, que eu seja movido à conversão e à penitência pelo testemunho de Jesus, o qual me atrai para ti.
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