domingo, 1 de março de 2026

Evangelho do dia 04 março quarta feira 2026


04 março - Tu, ó José, indica-nos o caminho, sustenta-nos a cada passo, conduze-nos aonde a Divina Providência quer que cheguemos. (L 208). São José Marello


Mateus 20,17-28

Naquele tempo, 17enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18“Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”.
20A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “Que queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.
24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.
 
Meditação: 

Por que será que a Igreja nos propõe meditar, outra vez, neste mesmo mês de março, sobre a ânsia de poder dos Doze? Já vimos este texto no dia 2, mas retirado do evangelho de Marcos, que é o original. Mateus é mais cuidadoso que Marcos e envolve a mãe de Tiago e João. É ela que propõe o despropósito.

Os ensinamentos de Jesus geram em seus ouvintes a necessidade de lutar pela realização do reino de Deus, através de uma dinâmica e atitudes completamente contrárias às que moviam a ordem social, política, econômica e religiosa do momento. Jesus diz que o reino de Deus tem como base o amor mutuo, o serviço, a partilha do poder, enfim, sobre a base de uma sociedade justa, solidária e igualitária.

 Certamente Jesus tinha consciência de que sua proposta, anunciada com palavra e realizada através de sinais, iria chocar frontalmente com o projeto de sociedade, com o conceito de Deus vigente, e com os objetivos da política imperante.

 Por causa disso, ele vai padecer nas mãos dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei. Deve-ser enfatizar que é a opção pelo Reino que leva Jesus a prever e a enfrentar o sofrimento e a morte. Assim fica claro que Jesus não veio para morrer como fruto de um obscuro plano de Deus, mas deu a vida em conseqüência de um projeto de vida.

 Jesus anuncia a sua morte como conseqüência de toda a sua vida. Enquanto isso, Tiago e João sonham com poder e honrarias, suscitando discórdia e competição entre os outros discípulos. Jesus mostra que a única coisa importante para o discípulo é seguir o exemplo dele: servir e não ser servido.

 Na nova sociedade que Jesus projeta, a autoridade não é exercício de poder, mas a qualificação para serviço, que se exprime na entrega de si mesmo para os outros e o bem comum.

 Apesar do testemunho de Jesus, os discípulos estavam atrelados aos esquemas mundanos, mostrando-se pouco sensíveis aos ensinamentos do Mestre. O pedido dos filhos de Zebedeu foi uma prova disto.

 Fazendo ouvido de mercador, quando Jesus revelou seu destino de sofrimento e morte, estavam preocupados em garantir para si os melhores lugares no Reino a ser instaurado.

 Bem se vê que estavam longe de sintonizar com o Reino anunciado por Jesus, pois imaginavam um reino onde os chefes se tornam tiranos, e os grandes se tornam opressores, por estarem revestidos de autoridade.

 No Reino almejado por Jesus, a grandeza consiste em pôr-se ao serviço do semelhante, de maneira despretensiosa, e o primeiro lugar será ocupado por quem se dispusera a assumir a condição de servo. A tirania cede lugar ao serviço, e a opressão transforma-se em amor eficaz em benefício do próximo.

 Bastava contemplar o modo de proceder do Mestre Jesus que se autodenomina “Filho do Homem”. Jamais buscara ser servido, como se a sua condição de enviado do Pai lhe desse este direito; tampouco teve a arrogância de se considerar superior a quem quer que seja.

 Jesus sempre manteve sua postura de servo, consciente da missão recebida do Pai, a ponto de entregar a sua própria vida para que toda a humanidade obtivesse salvação. Dera o exemplo no qual os discípulos deveriam inspirar-se.

 O mundo atual é testemunha da tirania, da corrupção e da opressão gerada pelos chefes de nações, sistemas totalitários e injustos que se estabeleceram para dirigir nossos povos.

 O desafio é claro: nós que somos seguidores de Jesus de Nazaré não podemos cair na tentação perversa do poder para oprimir ou ser superiores aos outros.

 O projeto cristão é de solidariedade e serviço desinteressado, como princípio ministerial básico que cruze as estruturas sociais e eclesiais e as faça mais próximas do plano de Deus.

 Para Jesus a autoridade e o primeiro lugar no reino estão intimamente associados à capacidade de servir: “o maior de vocês deve ser aquele que serve” (Mt 23,11).

 Esta atitude fundamental do discípulo e da discípula configurará o quadro de carismas e ministérios, com a responsabilidade de atuar no mundo para transformar as realidades à luz da Palavra de Deus. Daí algumas intuições que podem contribuir para compreender e assumir a missão da Igreja na ótica do serviço à organização e libertação de todo o Povo de Deus.

 Assim, nós, somente respondemos fielmente à nossa vocação de servir, quando nos tornamos mulheres e homens em profunda sintonia e comunhão com o Deus da Vida, sem esquecer nem deixar à margem, na luta de cada dia, os pobres e excluídos (At 6,1), que precisam e, por isso, devem ser servidos.

 Reflexão Apostólica:

O evangelho de hoje se situa na última subida a Jerusalém, onde Jesus será preso, condenado e executado por causa da radicalidade de seu projeto. Muitos de seus seguidores não entendem em que consiste o reino que ele lhes anunciou, e ainda crêem que consiste numa tomada do poder terreno, com cargos e nomeações que dão prestígio e geram desigualdade.

Jesus subia para Jerusalém a fim de cumprir a missão para a qual Ele viera ao mundo. Com Jesus nós também aprendemos a exercer com determinação a missão que o Pai nos destinou quando nos colocou aqui na terra. Subir para Jerusalém, portanto, significa perseguir a vontade de Deus. Jesus caminhou para cumprir a Sua Missão de Salvador dos homens.

Nós caminhamos quando assumimos a Salvação que Jesus veio nos oferecer dando passos de conversão. Por isso, Ele nos ensina e nos adverte que, também nós deveremos passar por dificuldades, provações e perseguições, mas, no terceiro dia, isto é, no tempo certo, nós também ressuscitaremos com Ele. Esse é o nosso objetivo! Essa é a vontade do Pai para nós, ressuscitar-nos como Ele ressuscitou Jesus!

E é já nesta vida terrena que nós damos os passos para essa conquista: “quem quiser tornar-se grande torne-se vosso servidor”; “quem quiser ser o primeiro seja vosso servo!”

No entanto, por mais que Jesus abrisse os olhos dos seus discípulos e os preparasse para assumirem a missão assim como Ele mesmo fazia, eles não O compreendiam. Eles tinham a mentalidade do mundo! Tinham os apelos do prazer, do possuir do poder! Jesus pacientemente continuava a ensiná-los. Assim também Ele faz conosco! Ele quer nos ensinar a sermos grandes como Ele é.

Aos olhos do mundo ser grande é ser o primeiro, ter poder, fama e glória. No seguimento de Jesus ser grande é saber servir, é ser útil, é viver com sentido até no sofrimento aproveitando as lições que a vida nos dá.

TUDO FAZER POR AMOR! Esta é a nossa grandeza e a nossa glória aqui na terra.

De acordo com os conselhos de Jesus você se considera, grande ou pequeno (a)? Qual é a dificuldade que você encontra em acolher essa maneira de ser grande? Você tem aprendido e praticado o que Jesus tem lhe ensinado? O que você tem feito pelo amor de Deus? 

Quantas vezes nos aproximamos de Jesus, e, sem discernimento, pedimos coisas que não tem sentido? Quantas coisas desnecessárias, e que julgamos ser essencial, pedimos quando oramos? Por isso que, em todo instante, se faz necessário pedir auxílio ao Espírito Santo, para que Ele nos ensine a rezar. Até mesmo para orar necessitamos do auxílio e da misericórdia do Pai. Outro ponto forte desta palavra é o ensinamento de humildade que Jesus vem nos trazer.

Hoje, infelizmente, o mundo nos ensina que devemos sempre estar à frente, sermos os melhores, ter o melhor emprego, receber o mais alto salário, enfim, devemos ter, ter e ter.

Em meio a tudo isso, devemos agir de forma contrária. Jesus nos chama a sermos os menores. não contarmos vantagem do que temos ou de quem somos, porém, devemos agir de forma humilde, sempre procurando mais servir do que ser servido, amar mais do que ser amado, perdoar mais do que ser perdoado.

Peçamos que o Senhor nos dê um coração manso e humilde. Que no dia de hoje passemos a valorizar as coisas do alto e não as coisas terrenas. Nossa meta é o céu. Fomos feitos para sermos cidadãos do céu e o passaporte para lá é o Amor e a humildade e por isso, humildemente e dobrados devemos servir aos nossos irmãos e irmãs. Quem ama, serve. E quem serve se faz pequeno perante os homens e se torna grande perante o Senhor.

coloquemos em suas mãos todos os líderes sociais, os governantes, os animadores eclesiais, para que Deus lhes permita guiar a sociedade e a Igreja para um mundo fraterno e justo.

Que nosso coração possa se abrir mais e mais para Amar a Deus no próximo. Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso!

Propósito: Pai, transforma-me em servidor de meus semelhantes, fazendo-me sempre pronto a doar minha vida para que o teu amor chegue até eles.

Dia 04

Ao ver sua imagem refletida no espelho, você pode levar um susto ao perceber rugas apenas a passagem dos anos e o momento certo de amadurecer.

A vivência humana é feita de acertos e erros, principalmente passados, para não serem repetidos no presente nem no futuro.

À medida que os anos passam, todos são convidados a aprimorar seu interior.

A fonte de toda sabedoria está em Deus.

Ao meditar a Palavra, você adquire sabedoria para sua vida.

“Não digas: ´Por que os tempos passados eram melhores que os de agora?

Pois não é a sabedoria que te inspira essa pergunta. É boa a sabedoria com a riqueza, e é vantajosa para os que veem o sol”. (Ecl 7,10-11).

 


Evangelho do dia 03 março terça feira 2026


03 março - Diremos ao nosso grande Patriarca: Eis-nos todos para ti e tu sê todo para nós. (L 208). São José Marello


Mateus 23,1-12

"Depois, Jesus falou às multidões e aos discípulos: "Os escribas e os fariseus sentaram-se no lugar de Moisés para ensinar. Portanto, tudo o que eles vos disserem, fazei e observai, mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. Amarram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros, usam faixas bem largas com trechos da Lei e põem no manto franjas bem longas. Gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, de serem cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de 'rabi'. Quanto a vós, não vos façais chamar de 'rabi', pois um só é vosso Mestre e todos vós, sóis irmãos. Não chameis a ninguém na terra de 'pai', pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Não deixeis que vos chamem de 'guia', pois um só é o vosso Guia, o Cristo. Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado. "  
Meditação:

O evangelho de hoje traz uma crítica de Jesus contra os escribas e os fariseus de seu tempo. No começo da atividade missionária de Jesus, ou doutores de Jerusalém tinham ido até à Galiléia para observá-lo (Mc 3,22; 7,1).

Incomodados pela pregação de Jesus, tinham apoiado a calúnia que o apontava como endemoninhado (Mc 3,22). Durante três anos aumentou a popularidade de Jesus. Ao mesmo tempo, cresceu o conflito entre ele e as autoridades religiosas. A raiz deste conflito estava na maneira como se relacionava com Deus.

Os fariseus buscavam sua segurança não no amor de Deus para com eles, mas na observância rigorosa da Lei. Diante desta mentalidade, Jesus insiste na prática do amor que relativiza a observância da lei e lhe dá o verdadeiro significado.

A raiz da crítica: "Eles falam, mas não praticam". Jesus reconhece a autoridade dos escribas e dos fariseus. Eles ocupam a cátedra de Moisés e ensinam a lei de Deus, mas eles mesmos não observam o que ensinam.

Eis, portanto, o alerta para o povo: "Deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam". É uma crítica terrível! Imediatamente, como num espelho, Jesus aponta alguns aspectos da incoerência das autoridades religiosas.

Olhar no espelho para fazer uma revisão de vida. Jesus alerta os discípulos para o comportamento incoerente de alguns doutores da lei.

Meditando nestas incoerências, é conveniente pensar não aos fariseus e aos escribas daquele tempo já ultrapassado, mas a nós mesmos e às nossas incoerências: amarram pesados fardos e os colocam sobre os ombros das pessoas, mas eles não os movem; fazem suas ações para serem admirados; amam os lugares de destaque e também serem chamados de doutores. Os escribas gostavam de entrar nas casas das viúvas e rezar longas orações para receber dinheiro em troca! (Mc 12,40)

Todos nós somos irmãos. Jesus pede ter uma atitude bem diferente. Em lugar de usar a religião e a comunidade como meios de autopromoção para se apresentar mais importantes diante dos olhos dos outros, ele pede não usar o título de Mestre, Pai e Guia, porque um só é o Guia, o Cristo; só Deus no céu é Pai, e Jesus é Mestre. Todos vós sois irmãos. É esta a raiz da fraternidade que nasce da certeza que Deus é nosso Pai.

O resumo final: o maior seja o menor. Esta frase é o que caracteriza seja o ensino seja o comportamento de Jesus: "O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado" (Mc 10,43; Lc 14,11; 18,14).

Reflexão Apostólica:

É em Jesus que Deus convoca os homens para uma nova aliança, simbolizada pela festa de casamento. Os que rejeitam o convite são aqueles que se apegam ao sistema religioso que defende seus interesses e, por isso, não aceitam o chamado de Jesus. Estes serão julgados e destruídos juntamente com o sistema que defendem.

O convite é dirigido então aos que não estão comprometidos com tal sistema, mas, ao contrário, são até marginalizados por ele. Começa na história novo povo de Deus, formado de pobres e oprimidos. Porém, mostram que até mesmo estes últimos serão excluídos, se não realizarem a prática da nova justiça (traje da festa)
Jesus compara o reino dos céus com uma festa de casamento na qual foi preparado um grande Banquete e para onde foram convidadas muitas e muitas pessoas de todos os tipos. É o Banquete da Salvação, da participação da mentalidade evangélica!
Este convite para participarmos do reino dos céus e, consequentemente do banquete da salvação que Jesus veio nos oferecer, nos é feito a todo o momento em que vivemos aqui na terra.
No entanto, muitas são as desculpas que nós damos para não nos fazermos presentes. As ocupações, as preocupações, os negócios, as festas, a família, os divertimentos nos roubam de Deus e do Seu reino.
De diversas maneiras o Senhor tem insistido conosco e, se não atendemos ao seu chamado, corremos o risco de que chegue o dia em que talvez nem tenhamos mais chance de sermos convidados. Outros ocuparão o nosso lugar.
Para atender ao convite do Senhor, não nos basta apenas ir e estar presente. Teremos, ao mesmo tempo, de assimilar a mentalidade do Evangelho, vestir a veste branca dos ensinamentos do Senhor, porque do contrário, destoaremos. Precisamos assumir de coração o nosso lugar na festa.
Quantas pessoas nós encontramos no meio da comunidade ou da Igreja que teimam em não acolher os mandamentos de Deus e têm a sua concepção própria servindo muitas vezes de pedra de tropeço para outros que desejam seguir as práticas evangélicas.
Neste caso, apesar de estarmos presentes de “corpo” poderemos ser enxotados e não haver mais lugar para nós dentro do reino.

Quando aceitamos o convite de Jesus para participar do Seu reino precisamos nos desvencilhar de todos os nossos conceitos e preconceitos e nos deixar guiar pelo Espírito Santo que nos vestirá com a veste da santidade de Deus.
Será que você também não é como este homem da veste diferente que a todo momento se posiciona contrário e dá testemunho falso dentro da sua família ou comunidade? Perceba como são as suas reações e veja se você precisa se emendar.

Propósito:

Pai, reveste-me de humildade e simplicidade, para que eu seja disponível para servir o meu próximo, na mais pura gratuidade.

Dia 03

A vida é boa e pode ser cada dia melhor.

Na página branca do tempo, todos são livres para escrever o que quiserem.

Essa liberdade é concedida ao ser humano por Deus.

Cada um é responsável pela construção da própria história.

Acostume-se a pensar de modo positivo.

Ame a todos, indistintamente.

Não permita que os ciúmes, a inveja, a vaidade, o egoísmo e outros

sentimentos negativos entrem em sua vida.

Lembre-se de que não há vida sem Deus, sem amor.

Faça o bem sem olhar a quem.

Quem deixa de amar pára de viver.

Deus é amor e encontra-se no amor.

“Sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos.

Quem não ama permanece na morte”. (1 Jo 3,14).

 


Evangelho do dia 02 março segunda feira 2026


02 março - São José é sempre o “Dirigente de coro” que dá os tons; embora, às vezes, permite alguma nota desafinada. Neste seu querido mês, porém, quer que todos os acordes fluam certos e melodiosos, de modo que arrebatem o nosso espírito para o alto, onde tudo é harmonia. (L 206).  SÃO JOSE MARELLO


Lucas 6,36-38

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. 
Meditação:

Agir com misericórdia. No evangelho de hoje, Jesus nos fala de como deve ser o modo de agir do cristão, quais devem ser nossas atitudes com nossos irmãos. Assim como Deus é misericordioso conosco, também devemos praticar e ser misericordiosos, e solidários com os outros. A prática da misericórdia nos aproxima do Reino de Deus, e ao praticá-la estamos praticando o amor, Deus é amor, o amor que nos salva. Como disse Jesus: "Felizes os misericordiosos, pois alcançarão misericórdia" (Mt 5,7). A misericórdia deverá ser praticada pelo cristão diariamente, de coração e com humildade.

        Deus não nos condenará por não sermos misericordiosos, porque Ele misericórdia de nós. Mas com certeza seria agradável ao Pai, se tentássemos nos aproximar dos sofrem, dos lutam por seus direitos para ter uma vida mais digna, de tal forma que pudéssemos sentir o sofrimento do outro. Assim já estaremos praticando a misericórdia. Deus é misericordioso com todos, não somente com os bons, com os que O amam, e nós cristãos devemos praticar o amor misericordioso de Deus, sem esperar retorno, ganharemos nossa recompensa quando nos encontrarmos com o Pai. Vale a pena tomarmos a iniciativa de perdoar, consolar, ter paciência, orar pelos outros, ouvir, acolher. Tudo o que fizermos aos nossos irmãos necessitados e ao Pai que faremos.

Podemos ser misericordiosos também quando não julgamos, não condenamos, quando perdoamos, quando doamos e partilhamos. Sejamos humildes, não temos o direito de julgar ou condenar, isso cabe ao Pai. Como disse Jesus: "Aquilo que vocês desejam que os outros façam a vocês, vocês devem fazer a eles" ( Mt 7,12). Não julgar, não condenar, perdoar e doar, exige realmente que tenhamos muita ternura, humildade, e evitará que cometamos muitas injustiças, "pois a mesma medida que com medirdes os outros, vós também sereis medidos" (Lc 6, 38)".

Lucas é o evangelista da misericórdia de Deus. Várias e belas são suas parábolas sobre a misericórdia. Enquanto que Mateus, referindo-se a uma sentença de Jesus, escreve: "Sede perfeitos como vosso Pai Celeste é perfeito" (Mt 5,48), em Lucas temos: "Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso".
Lucas prefere destacar a misericórdia como atributo de Deus do que a sua perfeição. O imperativo, "amai vossos inimigos", é repetido por duas vezes, como prática concreta da misericórdia. A figura do "inimigo" é uma presença constante no Primeiro Testamento.

A própria imagem de Deus fica envolvida com o "inimigo" quando se lê no livro do Êxodo (23,2) a mensagem de Javé: "Serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários". Jesus remove a concepção do "inimigo", a qual justifica atitudes excludentes e elitistas, que respaldam a violência e a afirmação do poder.
No imenso tesouro do Evangelho, a misericórdia é como uma gema preciosa: sólida e delicada ao mesmo tempo; verdadeira e transparente na sua simplicidade; brilhante pela vida e alegria que difunde. Compaixão, solidariedade, ternura e perdão são como seus ângulos de polimento, por onde se reflete – em raios coloridos e acessíveis – o amor regenerador de Deus.

Neste tempo da Quaresma, a misericórdia de Deus se traduz em resgate, cura, abrigo, libertação, sustento, proteção, acolhida, generosidade e salvação – tão marcantes na caminhada do Povo de Deus.

No decorrer dos séculos, a comunidade cristã tem atualizado esta experiência em novos contextos, lugares e relacionamentos. A liturgia a celebra; a prece a invoca; a pregação a proclama; os místicos a enfatizam; o magistério a propõe; as obras a cumprem.

Antiga e sempre nova, a misericórdia de Deus se pode entender em outras palavras sob três pontos:  bem-aventurança, profecia e terapia. Como bem-aventurança, a misericórdia aproxima o Reino de Deus das pessoas, e as pessoas do Reino de Deus. É prática que dignifica o ser humano: tanto quem a dá, quanto quem a recebe. Está repleta de gratuidade e alegria, como disse Jesus: “Felizes os misericordiosos, pois alcançarão misericórdia” (Mt 5,7).

As obras de misericórdia são também profecias da justiça do Reino, que supera toda fronteira de raça, credo ou ideologia: diante da humanidade ferida e carente, somos servidores da vida e da esperança, dentro e fora da Igreja, para crentes e não-crentes, afim de que “todos tenham vida e vida em plenitude” (Jo 10,10).

Jesus nos indicou o exemplo do bom samaritano para mostrar a todos que a misericórdia não aceita fronteiras! Enfim, a misericórdia é também terapia: compaixão que restaura, toque que regenera e cuidado que aquece.

As obras de misericórdia têm eficácia curadora: socorrem nossa humanidade ferida pelo pecado e pelo desamor, restaurando em nós a imagem do Cristo glorioso, para que suas feições resplandeçam na nossa face, na face da Igreja, na face de toda a humanidade redimida.

Se a compaixão é um sentir que nos comove na direção do próximo, a misericórdia se caracteriza como gesto que realiza este sentir solidário. Na compaixão temos um sentimento que mobiliza; na misericórdia temos o exercício deste sentimento. Daí os verbos: cumprir, mostrar, fazer e agir – que expressam a eficácia do amor misericordioso humano e, sobretudo, divino (Ex 20,6; Sl 85,8; Lc 1,72 e 10,37).

A misericórdia tem caráter operativo: é amor em exercício de salvação. Se o amor é a qualidade essencial de Deus; a misericórdia é este mesmo amor exercitado para com a criatura humana, revelando a qualidade ativa de Deus.

Assim, a misericórdia se mostra muito mais na experiência do dia a dia, do que na conceituação teológica, catequética ou espiritual. E ainda que tal experiência se revista de beleza, o lar da misericórdia não é o discurso e nem explicações. Porque as crianças abandonadas, os andarilhos e os excluídos da sociedade não comem explicações.

O lar da misericórdia é a solidariedade. Seu órgão vital é o coração e as mãos: erguem o caído, curam o ferido, abraçam o peregrino, alimentam o faminto.

Deus é bondoso para com os ingratos e os maus. Não lhes inflige castigos e sofrimentos para que se arrependam. Conquista-os pelo amor, pela misericórdia e pela mansidão. Contudo, isto não deve impedir o uso do discernimento para reconhecer as responsabilidades diante do mal praticado. Este discernimento, contudo, não deve levar a um julgamento de condenação. Acima de tudo vigora o perdão e a misericórdia que reanimam a vida.
A misericórdia que Deus exige de ti e de mim não é outra senão a evangélica, que consiste em 14 obras: 7 corporais: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, acolher o forasteiro, vestir quem está nu, visitar os doentes e assistir aos prisioneiros e sepultar dignamente os mortos.

Sete obras, centradas na exortação “cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (25,40). E 7 espirituais: dar bom conselho a quem necessita, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as fraquezas do próximo, rogar a Deus pelos vivos e mortos.

 Obras de misericórdia corporais: dar de comer ao faminto, dar de beber ao sedento, vestir os maltrapilhos, abrigar os peregrinos, cuidar dos enfermos, visitar os encarcerados,

Em Emaús e à beira do lago da Galiléia, Jesus toma o pão, abençoa e reparte: os discípulos o reconhecem, por causa de seu tato característico (Lc 24,30; Jo 21,12-13). Que gestos tens feito para que as pessoas te reconheçam como discípulo de Jesus? Os gestos alimentam, curam e restauram! Eles são toques da misericórdia de Deus.

O nosso mandato é a prática da misericórdia para com o irmão: “Vai e faze o mesmo!”

Reflexão Apostólica:

A alegria do perdão é concedida por etapas: primeiro, experimentando a compaixão que é "sentir com o outro" a carência, a necessidade de curar seu interior, no dizer do próprio Evangelho, e Jesus ressalta: "como é compassivo o vosso Pai". O segundo momento que envolve a dádiva do perdão é não julgar, nem condenar, pois, no sentido mais estrito, nem mesmo Deus julga ou condena.

Com freqüência nós manifestamos atitudes de julgar e condenar. Essa atitude não é divina e, portanto, tampouco pode ser nossa; de onde, pois, inventamos que nós temos poder para tal?

Finalmente, seguindo os passos sugeridos por Jesus, perdoar para sermos perdoados. A maior parte de nossa vida gira ao redor dessa necessidade de manter sã a nossa consciência e nossas relações com os demais.

Alguns poderiam dizer que nas relações com os outros, o termômetro que mede o grau de verdade, o grau de crescimento e até de humanização das nossas relações, é a capacidade de perdoar ou a incapacidade de pedir perdão e também de outorgá-lo. Na observação simples e despretensiosa, observa-se que o mais necessitado de perdão é aquele que tem mais problemas para perdoar.

Neste Evangelho Jesus nos ensina a usar a misericórdia como medida para todas as nossas ações. Não julgar, não condenar, perdoar e dar são realidades que nós podemos vivenciar a cada dia da nossa vida e que nos põem em sintonia com a misericórdia do Pai.

Tudo o que praticarmos será a medida para que também o Pai faça conosco. Se usarmos a nossa medida com a misericórdia, receberemos misericórdia, se usarmos a nossa medida com ódio, intolerância, incompreensão, também assim a receberemos de volta, em porção dobrada.

Se não julgarmos, não seremos julgados; se não condenarmos, não seremos condenados, se perdoarmos, seremos perdoados, se dermos, também receberemos. É uma lei natural, a mesma medida de misericórdia que usarmos nos nossos relacionamentos nós a receberemos, “calcada, sacudida, transbordante”, isto é, plena, cheia. Isso vale, tanto para o bem como para o mal. Deus ama a nossa miséria, mas espera que nós também acolhamos a miséria do nosso próximo da mesma forma como Ele acolhe a nossa.

Por isso, não podemos nos confundir! Se apreendermos os conselhos do Mestre, nós estaremos sendo misericordiosos como o Pai é misericordioso.

Você tem agido conforme os conselhos de Jesus? Você se acha uma pessoa misericordiosa? Você faz aos outros o mesmo que você queria que fizessem com você? Com que você tem transbordado a sua medida: com misericórdia ou intolerância? O que você espera receber ainda aqui nesta vida: misericórdia ou intolerância?

Propósito:

Pai, dispõe meu coração para o perdão, pois este é o caminho pelo qual estabeleço minha comunhão contigo.

Dia 02

Quando for preciso corrigir alguém, seja paciente, principalmente com os mais simples e humildes.

Aja com muita caridade, tendo em vista a correção fraterna proposta por Jesus.

Lembre-se de que todas as pessoas são passíveis de erros, pois são criaturas limitadas.

Jamais faça aos outros o que não quer que lhe façam.

Toda e qualquer advertência deve ser feita com muito amor e respeito.

Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles.

Isto é a Lei e os Profetas”. (Mt 7,12).



Evangelho do dia 04 março quarta feira 2026

04 março - Tu, ó José, indica-nos o caminho, sustenta-nos a cada passo, conduze-nos aonde a Divina Providência quer que cheguemos. (L 208)....