domingo, 30 de novembro de 2025

Evangelho do dia 5 dezembro sexta feira 2025


05 dezembro - A experiência nos ensina todos os dias: nas obras, ficamos sempre abaixo do que prometemos em palavras. (L 8). São José Marello


Mateus 9,27-31

"Jesus saiu daquele lugar, e no caminho dois cegos começaram a segui-lo, gritando:
- Filho de Davi, tenha pena de nós!
Assim que Jesus entrou em casa, os cegos chegaram perto dele. Então ele perguntou:
- Vocês crêem que eu posso curar vocês?
- Sim, senhor! Nós cremos! - responderam eles.
Jesus tocou nos olhos deles e disse:
- Então que seja feito como vocês crêem!
E os olhos deles ficaram curados. Aí Jesus ordenou com severidade:
- Não contem isso a ninguém!
Porém eles foram embora e espalharam as notícias a respeito de Jesus por toda aquela região.
"
  
Meditação:

A justiça do Reino liberta os homens para o discernimento (ver) e expulsa a alienação (demônio) que impede de dizer a palavra que transforma a realidade.

A justiça libertadora, porém, provoca a oposição daqueles que querem apossar-se da salvação, para restringi-la a pequeno grupo de privilegiados.
Esta narrativa da cura de dois cegos é uma duplicata, com algumas adaptações, da narrativa de Mt 20,29-34.

Aqui, Mateus a insere no bloco de dez milagres, narrados em vista de iluminar e fortalecer a fé dos discípulos, preparando-os para o discurso apostólico, apresentado em seguida.
Os cegos seguem Jesus e pedem-lhe compaixão. Dirigem-se a Jesus como "filho de Davi". A tradição da volta de um descendente de Davi, messias, ou cristo, para restaurar a glória de Israel tem um caráter ideológico e foi elaborada pelas elites do Judaísmo que surgiu a partir do exílio. Vemos, agora, dois pobres cegos impregnados por esta ideologia do poder.
Aí está a sua verdadeira cegueira. Jesus provoca nos cegos sua confissão de fé, tendo resposta afirmativa. Tocando-lhes nos olhos, atende-lhes o pedido feito com fé, e seus olhos se abrem.
Abrir os olhos aos cegos é um dos sinais da chegada da salvação e da libertação, anunciados pelos profetas.

A advertência final para manter segredo, um tanto quanto impossível, sugere a prática de Jesus em não exacerbar a imaginação popular, ansiosa por um messias grandioso e glorioso.
Somos como os cegos que seguiam Jesus! Freqüentamos os lugares onde Ele está e vamos com Ele até a sua casa. Clamamos pela sua piedade, suplicamos e imploramos pela Sua assistência e pelo Seu socorro.
Porém, muitas vezes não temos certeza do que pedimos e, nem mesmo acreditamos que Ele seja capaz de realizar o milagre que nós buscamos.
Os “milagres” que precisam acontecer na nossa vida estão condicionados à convicção que tenhamos de que eles constituem para nós uma necessidade vital.
Quando nos damos conta das nossas carências, da nossa cegueira e da necessidade de “enxergar” as coisas, nós também precisamos ir a busca d'Aquele que é capaz de realizar em nós muito mais do que nós mesmos esperamos.
A partir da nossa fidelidade e da nossa perseverança, da nossa firmeza de propósitos, Deus vai abrindo os nossos olhos e nos conscientizando de que tudo acontece a partir do desejo do nosso coração.
Por isso, também Jesus nos pergunta: “Você crê que Eu posso fazer isso que você deseja?”? Tudo poderá acontecer de acordo com a nossa fé e da necessidade real das coisas que nós pedimos ao Pai.
Como está a sua fé em relação às coisas que você tem clamado ao Senhor? Você sabe do que você está precisando? Isto que você pede lhe é necessário? Você precisa abrir os olhos para enxergar alguma coisa que não está vendo?
Os dois cegos dão prova de uma autêntica fé: confiam no poder que tem Jesus para libertá-los. Mas o Senhor evita curá-los publicamente porque não quer que se confunda a finalidade de sua vinda.

Como o reitera na despedida, uma vez em casa, Jesus repete, como em outras vezes: “que seja feito como vocês crêem!”, ou “vai, sua fé o salvou”, pondo em primeiro lugar nossa fé e confiança no poder salvífico de Deus.

A resposta clara e segura dos cegos é a mesma que nos pede hoje; e temos que entregá-la com a mesma força e segurança: “Sim, Senhor, creio. Creio que és meu Deus e salvador, que me amas e perdoas!” 

Depois desta manifestação de fé, vamos sair pelos caminhos a proclamar que o Senhor é bom, como procedeu o cego.

Reconheçamos, pois, nossa cegueira e entreguemo-nos confiantes nas mãos do Senhor, porque ele é a Luz que nos ilumina; graças à sua luz tudo nos parece claro e transparente.

Reconheçamos também nossa capacidade de ver, para assim poder ajudar aos que ainda andam por diferentes caminhos da escuridão. Digamos, portanto, como os dois cegos: “Tem compaixão de nós, Filho de Davi!”.

Reflexão Apostólica: 

Essa pedagogia de Jesus além de ser intrigante é fascinante. Ele espera o momento certo, o local e a condição certa e age.

Ele poderia realizar mais esse prodígio aos olhos de todos, mas prefere “entrar em casa” e lá, longe dos olhos e dos julgamentos dos fariseus, reabre os olhos dos cegos que insistiram, ou melhor, persistiram em segui-lo.

Jesus reabre os olhos dos que persistem. Talvez seja esse o maior dos milagres ordinários do Senhor. Ninguém que procurou a Jesus deixou de ser visto, tocado, lembrado. Ninguém o confundia, todos sabiam o quanto aquele profeta era repleto de graça.

A própria samaritana do poço teve a nítida impressão que aquele homem que lhe pedia água já lhe conhecia. Talvez sim Jesus já tivesse “entrado em sua casa”. Pode até parecer um trocadilho de mau gosto, mas aqueles dois cegos confiaram “sem ver”.

Uma analogia: Quando pedimos a interseção de algum santo, o pedido vem pelo correio; quando pedimos a interseção de Maria, vem por SEDEX e por fim, como canta Celina Borges, “rasgo o céu com minhas orações” e toco ao Senhor, o pedido, o consolo, a mão amiga vem por DRIVE-THRU. Mal fizemos o pedido, o clamor, o conforto, (…) já temos a resposta.

Quantas vezes o Senhor esperou o pedido puro e verdadeiro antes de realizar o milagre? Assim aconteceu também com os dois cegos: “(…) vocês crêem que eu posso curar vocês?”.

Em nós, o que precisa ser revisto? O que de fato precisa ser feito para reconhecermos a face do Senhor em nossas vidas? O que ainda nos impede de reconhecer seus sinais na nossa vida, no nosso trabalho, na nossa família? Será que precisamos sempre ficar cegos ou chegar ao fundo do poço para encontrar a mão de Deus? Será que o sofrimento é necessário a todos?

Existe um dizer popular que afirma que só encontramos Deus pelo amor ou pela dor, mas um fato é crucial no entendimento do amor de Deus: Todo encontro de DEUS conosco é SEMPRE por AMOR.

Talvez seja por isso que ele prefira um local e momento reservado, onde dois ou três estejam reunidos em Seu nome (…). Reparemos que dessa vez não foram os gritos dos cegos que chamaram a atenção, foi o doce atrevimento.

Rasgar o céu com nossa oração vem precedido de uma vitória, pois só chegam ao céu as orações que saem de um coração puro como de uma criança, sendo assim vitorioso todo aquele que se despoja nos pés do senhor e consegue entrar em sua casa.

Diferentemente do que muitos pensam, nossa qualidade de fé ou oração não é medida pelo quanto conseguimos, mas pelo quanto abrimos nossos olhos e vemos a luz.

Uma pessoa de fé busca a conciliação, a paz e fraternidade. A que tem oração terá paz interior, discernimento, paciência e sabedoria.

Esses são milagres ordinários que às vezes não damos conta. Uma pessoa não muda quando consegue parar de fumar, mas quando RESOLVE parar; o alcoólatra passa a uma nova vida quando DESCOBRE no que se transformou e o que deixou de fazer e PEDE ajuda, pois quando o coração muda, os olhos se abrem.

Notem, por fim e como exemplo, o acontecido com os discípulos de Emaús: (…) neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram. Ele, porém, desapareceu da vista deles. Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, levantaram-se e voltaram para Jerusalém, onde encontraram reunidos os Onze e os outros discípulos. E estes confirmaram: ‘Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão’!” (Lc 24, 31-34)

Dê o primeiro passo… deixe-o falar e os olhos se abrirão!

Propósito:

Pai, cura-me da cegueira que me impede de reconhecer a presença de tua salvação na minha vida, realizada pela ação misericordiosa de teu Filho Jesus.



 

Evangelho do dia 4 dezembro quinta feira 2025


04 dezembro - As contrariedades e os sofrimentos que nos perturbam são como tantas outras cruzes sobre as quais está escrito o nome de Jesus. (S 209). São José Marello


Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 7,21.24-27

 "“Não é toda pessoa que me chama de “Senhor, Senhor” que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu. – Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha. – Quem ouve esses meus ensinamentos e não vive de acordo com eles é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e ficou totalmente destruída.”

Meditação:

 “(…) Somente quem faz a vontade do Pai que está nos céus irá participar plenamente do seu Reino. Jesus veio até nós para nos revelar quem é o Pai, assim como a sua vontade, para que, a partir do seu conhecimento, pudéssemos praticá-la e participar conscientemente do Reino. Por isso, todos os que desejam a vida eterna devem fundamentar a sua existência na palavra de Jesus e procurar viver segundo os valores que ele pregou no Evangelho, colocando em prática a vontade do Pai, que Jesus, ao se fazer homem e vir ao mundo, revelou para todos nós”. (CNBB)

 A liturgia de hoje nos apresenta o final do Sermão da Montanha, no evangelho de Mateus (5-7). Este nos conta que a pregação de Jesus tem muito êxito entre as cidades pobres do norte do país.
Gente de muitas cidades o seguia, então ele decide subir ao monte e expõe num longo discurso, sua lei de vida, o ideal de vida da comunidade. Chama bem-aventurados os pobres e reinterpreta a lei do Antigo Testamento, centrada no cumprimento de regras e preceitos, antepondo a toda a lei o respeito ao ser humano, à sua dignidade. É neste contexto que aparece o evangelho do dia de hoje.
Este evangelho é uma exortação final de todo o discurso: quem escuta estas palavras, quer dizer, quem antepõe a dignidade do homem ante os projetos, normas e leis, edifica firmemente, sobre rocha.
Quem não as escutas, quer dizer, quem nega a dignidade do ser humano e põe sua confiança nas coisas, edifica debilmente, fica só e a primeira dificuldade mostrará que as leis, normas e coisas servem pouco.

 O texto apresenta a relação mais ou menos estreita entre as palavras e as obras na vida, e busca, por conseguinte, afirmar a necessidade da coerência na existência dos seguidores de Jesus.
O v. 21 coloca em primeiro plano o modo como devem ser valoradas duas atitudes opostas. A primeira pertencente exclusivamente à ordem das palavras.
Mesmo que as palavras mencionadas aqui pertençam a uma ordem importante, a da fé, pois proclamam Jesus como Senhor, não basta repeti-las para poder «entrar no Reino». Pelo contrário, a segunda atitude não consiste exclusivamente em dizer, mas se desenvolve no âmbito do «fazer».
Como na parábola dos dois filhos (Mt 21,28-32) e em muitas passagens de Mateus se contrapõem aqui a palavra e a obra, intenção expressa e realização.
Os vv. 24-27 retomam essa oposição falando de duas categorias de pessoas que têm algo em comum, já que ambas são descritas como “os que ouvem” as palavras de Jesus.
A diferença se estabelece a partir de quando se coloca ou não em prática essas palavras. Primeiramente se descreve a atitude dos que se preocupam em transformar em vida essas palavras (vv. 24-25), em seguida aqueles que não são coerentes com a palavra ouvida.
A partir desta opção fundamental se descrevem a natureza de cada uma destas atitudes e as consequências que derivam dessa natureza.
A prudência é própria da primeira categoria, a estupidez é a característica sobressalente da segunda. Graças a uma dupla comparação com a maneira de se construir um edifício, coloca-se o fundamento dessa prudência ou imprudência.
O fundamento escolhido para um e outro edifício é diferente. No primeiro caso, a rocha; no segundo, a areia. Os dois fundamentos distinguem-se entre si por sua firmeza ou fragilidade. E, a partir daí, pode-se vislumbrar a sorte futura das duas construções.
Uma e outra casa estarão sujeitas às mesmas adversidades originadas dos fenômenos climáticos: chuva, inundações e tempestades.
A ação destruidora dos mesmos agentes atmosféricos produz diferentes resultados. No primeiro caso a construção “não caiu”; no segundo, “caiu”.
Nos dois casos se tem o cuidado de mostrar que o resultado teve sua causa no fundamento escolhido: “porque estava edificada sobre a rocha”, “porque estava edificada sobre a areia”.
A prudência ou a sabedoria cristã não deriva do “cálculo ou da justa medida”, mas da adequação da vida aos ensinamentos e vida de Jesus, a seu projeto de justiça sobre o Reino.
Ser sábio é, então, buscar a realização do sermão da montanha na existência humana, comprometer toda a vida, situar todas as ações no âmbito do seguimento, ser “apaixonadamente imprudente” pela causa do Reino e sua justiça.
Essa entrega sem reservas, sem levar em conta as perdas e os danos que possam se dar é a única forma de realização proposta por Jesus a seus seguidores e o critério definitivo da realidade do seguimento.
A felicidade prometida por Jesus, à qual estão diretamente convidados os discípulos, deve tornar-se compreensível para todos os seres humanos graças à vida de cada um e de todos os integrantes de cada comunidade cristã. Com sua atuação se relaciona a sorte do Reino e de toda a história humana.

Reflexão Apostólica:

 Já adentramos dezembro e que reflexão faço da minha casa, ou seja, de mim, esse ano? Quantas vezes caí? Quantas vezes me envergonhei dos meus atos? Sobre o que edifiquei ou me embasei nas minhas decisões? Decidi ou me manifestei no calor de emoções? A quantos feri? Mais pra frente entenderemos o porquê dessas perguntas.
Somos chamados, ano a ano a acompanhar o tempo. Os dias passam e com eles o tempo também. Um fruto, um dia foi semente, foi flor e depois o fruto, uma seqüência natural que também acontece conosco, pois um dia fomos crianças, outrora jovens e agora maduros, mas nesse ano, quantos passos foram dados em busca da maturidade?
(…) Então é natal, e o que você fez? O ano termina, e nasce outra vez…”.
Pergunto isso todos os anos… Responda sem preocupações: Quantos livros eu li? O quanto me aperfeiçoei ou me dediquei em algo? Que conceitos ou pré-conceitos foram revistos? O que era um defeito e agora é um fato controlado ou pelo menos esta mais tênue? A quantos eu estendi a mão (perdão, conforto, paz)? O que plantei? Que projetos idealizei e consegui concluir?
O ano renasce a cada novo amanhecer. Se usarmos uma analogia daquela placa “ESTAMOS EM OBRAS PARA MELHOR ATENDÊ-LO”, descobrimos que passamos mais tempo em obras do que abertos ao público. Que afugentamos mais do que trazemos para perto de nós. Que temos medo de abraçar, pois não sabemos as intenções verdadeiras de quem nos abraça; que damos mais “esmolas” se tivermos algo em troca.
Pergunte-se: A quem mais ajudamos no dia a dia, o malabarista de semáforo que nos pede um trocado pelo show ou ao rapaz, que mora numa casa que lida na recuperação de vítimas do álcool e outras drogas, que entra no ônibus e nos dá duas canetas em “troca” de dois "real"? Ambos estão trabalhando. Poderíamos alegar que o motivo dos meninos da Manasses seja mais nobre, mas como não verificar a dificuldade de reconhecer que até a melhor de nossas intenções pode ser movida por interesses?
Quantas vezes minha decisões foram movidas por meus interesses ou sentimentos particulares? Quantos projetos naufragaram por minha falta de vontade ou por minhas críticas? Quantas vezes fui movido pelas dores dos outros a atacar ou julgar outras? Quantos, que nem mesmo conhecia, mas eu já imaginava como seriam (pré-julgamento)?
A música “Então é Natal” termina com um pedido de paz e uma lembrança a Hiroshima e Nagasaki, cidades destruídas pelo ímpeto humano de estar certo a qualquer custa. Quantos casamentos, noivados, namoros e amizades também foram e são desfeitos também pelo orgulho, por não querer ceder, não aceitar as correções? Por exemplo, o orgulho de homens que não querem ajudar na lida doméstica (lavar, cozinhar, passar) como se fosse “coisas de mulher” ou quando não as deixam estudar, sair de casa, (…)
As reformas do nosso ser não param de acontecer, pois temos um imenso prazer em receber as pessoas, estar perto delas, de nos socializar, cada vez melhor, mais dóceis, amáveis… Quem tem Deus no coração não consegue se isolar, se calar, fugir.
João, o evangelista, era provavelmente o mais novo dos apóstolos e somente na velhice conseguiu sintetizar o que Jesus realmente desejava. É dele fases como “Deus é Amor”, mas algo que ele escreveu, que nesse período tão favorável, me toca:
Daí se sintetiza o evangelho de hoje “(…) Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e de verdade”, pois como Jesus disse “(…) Não é toda pessoa que me chama de “Senhor, Senhor” que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu."

Precisamos crescer com as primaveras que passam.

Dia 04

Diariamente, busque a força e a coragem que vêm de Deus, para que nenhuma dificuldade ou circunstância o derrube.

Além disso, seja um comunicador do bem e da graça de Deus, transmitindo amor, paz, saúde e prosperidade a todos os que encontrar pelo caminho.

Seja simplesmente você.

“De fato, para isto fostes chamados, pois também Cristo sofreu por vós, deixando-vos um exemplo, a fim de que

sigais os seus passos”. (1Pd 2,21).



 

Evangelho do dia 3 dezembro quarta feira 2025


03 dezembro -
Deus faz sempre o que é melhor para nós. (S 176). São Jose Marello


Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 15,29-37
"Jesus saiu daquela região e voltou para perto do mar da Galiléia. Subiu a uma colina e sentou-se ali. 
Então numerosa multidão aproximou-se dele, trazendo consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros enfermos. Puseram-nos aos seus pés e ele os curou, 
de sorte que o povo estava admirado ante o espetáculo dos mudos que falavam, daqueles aleijados curados, de coxos que andavam, dos cegos que viam; e glorificavam ao Deus de Israel. 
Jesus, porém, reuniu os seus discípulos e disse-lhes: “Tenho piedade esta multidão: eis que há três dias está perto de mim e não tem nada para comer. Não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho”. 
Disseram-lhe os discípulos: “De que maneira procuraremos neste lugar deserto pão bastante para saciar tal multidão?’ 
Pergunta-lhes Jesus: “Quantos pães tendes?” “Sete, e alguns peixinhos”, responderam eles. 
Mandou, então, a multidão assentar-se no chão, 
tomou os sete pães e os peixes e abençoou-os. Depois os partiu e os deu aos discípulos, que os distribuíram à multidão. 
Todos comeram e ficaram saciados, e, dos pedaços que restaram, encheram sete cestos.

Meditação:

É difícil acolher quando nosso coração já se encontra cheio de tantas coisas. Neste Tempo do Advento é preciso ter um “coração vazio” de si mesmo, como o de José e o de Maria, como o de João Batista e o dos pobres e simples do evangelho, que acolheram e reconheceram em Jesus o Filho de Deus que veio para nos salvar.

Se outras coisas ocuparam o lugar de Deus em nós, então Deus não tem lugar em nosso coração. Mas, em sua misericórdia, podemos mudar nosso jeito e nosso modo de ser. Agora a decisão é nossa.
O traço marcante da ação de Jesus foi a sua capacidade de acolher a todos. Os pobres e marginalizados foram os que melhor captaram esta predisposição do Messias. Houve quem o hostilizasse, o rejeitasse e assumisse contra ele postura de inimigo. Neste caso, jamais a iniciativa partiu do Mestre. Ele tinha consciência de ter sido enviado para a salvação de todos.
Os coxos, aleijados, cegos, mudos e toda sorte de gente flagelada por doenças e enfermidades, levados a Jesus para serem curados, retratam a imensa misericórdia contida de seu coração, e seu desejo de comunicá-la à humanidade sofredora. Por seu amor eficaz, os mudos começavam a falar, os aleijados, a sarar, os coxos, a andar, os cegos, a enxergar. Nenhuma necessidade humana passava-lhe despercebida.

O Messias Jesus, apesar de sua condição de Filho de Deus, preocupava-se com os problemas materiais do povo, como foi o caso da falta de alimento para os que tinham vindo escutá-lo, numa região bastante afastada.
O episódio da multiplicação dos pães serviu-lhe para ensinar às multidões a lição da solidariedade e da partilha. Este, sem dúvida, foi seu milagre maior: eliminar o egoísmo presente no coração de seus ouvintes, e movê-los a colocar em comum o que cada um possuía para sua própria alimentação, de modo que todos pudessem ser igualmente saciados. Desta forma, a acolhida do Messias estava dando os seus primeiros frutos nos corações dos que o seguiam.
A multidão aproxima-se de Jesus para escutá-lo. Aproximam-se os pobres, os coxos, os aleijados, os abandonados e a todos Ele curava física e espiritualmente.
E de mim se aproximam as pessoas quando abro a minha boca para falar? Minhas palavras salvam, curam, libertam ou matam, oprimem e condenam?
O Deus que vem e permanece entre nós é aquele que traz a vida e liberta. Quando nós cristãos nos tornamos semelhantes a Jesus e bem próximos de sua missão, certamente nos aproximaremos dos mais pobres, dos sofredores e dos marginalizados.
Que a fé verdadeira me desacomode e me leve ao encontro dos que estão à margem de oportunidades e da vida. Pois, louvor maior que agrada a Deus é a misericórdia que faz viver.

Reflexão Apostólica:

Existem ótimos fatos nessa narrativa de hoje, mas em especial temos duas.
(…) primeira
A primeira multiplicação dos pães aconteceu na Galiléia em meio aos judeus e esta segunda multiplicação acontece em uma região próxima ao mar da Galiléia, mas estas terras pertenciam aos gentios, ou seja, povos de outras nações, estrangeiros, não-judeus e lá Jesus opera milagres que pela falta de fé dos seus (nossa), deixou de operar em sua terra.
De certa forma, se não vemos os MILAGRES EXTRAORDINÁRIOS de Deus é por que não temos os olhos e a fé para ver os ORDINÁRIOS, ou seja, aqueles que acontecem no cotidiano, mas não percebemos. O período que vivemos, o advento, é repleto de sinais ordinários, em especial os de mudança de vida, conversão, retorno, retomada, ressurgimento, (…). Conseguimos vê-los em nós?
Vejo na TV e em muitos lugares a preocupação em se ver os milagres extraordinários. As pessoas parecem querer ver cegos voltar a enxergar, paralíticos voltar a andar, mas não mudam uma vírgula de sua própria vida para voltar a enxergar. Não abandonam os próprios interesses, debruçando-se em pedidos e pedidos, mas não param ou pelo menos se propõem a parar de mancar com julgamentos maldosos, falsidades, hipocrisia, dissimulação, (…)
É uma grade verdade, Jesus disse para pedirmos, mas a sabedoria de um monte em Israel explica um fato que esquecemos. Um monte batizado por Abraão, após ter sido poupado seu filho Isaac, de Javé-Yiré, cuja tradução significa “O Senhor dará o que for preciso
Abramos nossa casa como são Francisco ao irmão sol, irmã lua, a irmã vida… As demais coisas serão dadas por acréscimo e realmente será dado o que é preciso.
(…) Segunda…
Entre os seus, na primeira multiplicação ele pegou os pães e os abençoou, como ainda é feito nas nossas missas como memória viva e presente do Cristo.
Em meio aos gentios, não negou quem fosse ou sua missão, mas, talvez preferindo não assoprar o monte de folhas secas (veja reflexão do evangelho de ontem), Jesus dá Graças a Deus, faz o milagre acontecer e partilha o pão.
Quantas pessoas ainda hoje se preocupam em moldar as pessoas a sua forma de pensar, deixando de amá-las, pois são “gentios” que pensam diferentes? Esquecem então de dar Graças a Deus por elas, não se fazem milagre e tão pouco partilham o pão. Esses irmãos são aqueles que se enterram em suas pastorais e movimento, ou só no trabalho, ou só na oração, em modos de pensar onde “quem congrega comigo é irmão, caso contrário pagão”. Esquecem que Jesus também operou milagres nos gentios
Pedimos nessa primeira semana do Advento o perdão pelas vezes que separei e não conciliei; pelas rusgas ou invés do agregar, pelos partidarismos e panelinhas ao invés de viver o Ato dos Apóstolos.

Dia 03

A vida é uma trajetória a ser percorrida, repleta de surpresas, encantos, beleza, dificuldades e riscos.

Lembre-se de que cada pessoa é responsável por traçar o próprio caminho.

Por isso, todos são convidados a lutar por um mundo repleto de amor, paz, justiça e solidariedade.

Viver é enfrentar os obstáculos com coragem e fé.

“Jesus respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim´”. (Jo 14,6).



 

Evangelho do dia 02 dezembro terça feira 2025


02 dezembro -
Humilhemo-nos ao considerar os nossos defeitos, mas por outro lado alegremo-nos com a bondade e a misericórdia de Jesus que nos quer perdoar: alegremo-nos com as dívidas de gratidão que nos unem cada vez mais intimamente a Ele. (S 234). São Jose Marello


Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 10,21-24

” Naquela mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: “Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-te porque assim foi do teu agrado. 
Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 
E voltou-se para os seus discípulos, e disse: “Ditosos os olhos que vêem o que vós vedes, 
pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram”." 

Meditação:

Jesus louvou o Pai e exultou no Espírito quando os Seus discípulos “enxergaram” as maravilhas que sucediam quando eles saíam anunciando o reino.

A ação do Espírito Santo em nós faz com que tenhamos uma compreensão das coisas do alto numa perspectiva espiritual que é completamente diversa daquela que entendemos com a nossa humanidade.

 Só os pequeninos, isto é, os que abrem o coração e não colocam a razão em primeiro lugar, poderão distinguir os prodígios e milagres que acontecem quando o reino de Deus se lhes manifesta pela ação do Espírito Santo.

 Quando nos dispomos a propalar o reino dos céus aqui na terra, é porque ele já está acontecendo na nossa vida e, na medida em que nos abrimos, mais e mais vamos experimentando a alegria e a felicidade interior.

 Assim como exultou no Espírito Santo diante dos Seus discípulos, Jesus também o faz hoje, porque o Pai nos revela as coisas do Seu coração.

 Só os humildes e pequeninos podem “entender” os mistérios do céu. Jesus é a própria revelação de Deus e todos os que aceitam Jesus e nele crêem, são os pequeninos que vêem, ouvem e sentem a felicidade e a paz do Senhor.

 Jesus nos alerta: “Felizes os olhos que vêem o que vós vedes!” O Pai se dá a conhecer por meio da revelação do Filho e quanto mais conhecermos a Jesus, mais teremos comunhão com Deus Pai e poderemos viver a felicidade tão almejada.

 Somos felizes porque os nossos olhos vêem mais além das aparências e podemos, na reflexão da Palavra de Deus, descobrir os Seus segredos, os Seus planos para nós e para a humanidade, por nosso intermédio.

 Somos chamados (as) no tempo atual da nossa vida a ver e ouvir o que o Senhor tem para nos revelar. Não percamos tempo: o Senhor tem muito a nos mostrar e também, a nos falar.

 Você é pequenino (a) ou sábio (a) e inteligente? Você é uma pessoa atenta aos mistérios de Deus? Você enxerga as maravilhas de Deus na sua vida? Quando você medita sobre a Palavra de Deus você se limita ao que está escrito, ou você percebe nas entrelinhas uma mensagem para a sua vida?

Os discípulos foram declarados felizes por terem visto e reconhecido o Messias Jesus. Esta felicidade foi ansiada, ao longo da história de Israel, por "muitos profetas e reis" que nutriam a esperança de vê-lo. O desejo deles, porém, não foi realizado.

Entretanto, a graça de ver o Messias tem dois pressupostos. O primeiro diz respeito à ação divina como propiciadora desta experiência.

Só pode reconhecer o Messias, Filho de Deus, aquele a quem o Pai o quiser revelar. A simples iniciativa ou a curiosidade humana são insuficientes.

Reflexão Apostólica:

Ainda recordo de uma homilia onde o celebrante disse: “(…) quando conhecemos a Deus, Seu amor, caem às escamas dos nossos olhos”. Se observarmos bem o que esse frei diz notaremos que conhecer o amor de Deus denota uma inevitável mudança de comportamento pessoal e individual; e para que ela ocorra pouco interessa quem sabe muito ou pouco, quem fez faculdade ou aquele que nem estudos têm. Mas por que aqueles que sabem muito são os que mais fogem da mudança?

“(…) Ó Pai, Senhor do céu e da terra, eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos. Sim, ó Pai, tu tiveste prazer em fazer isso”.
Mas por onde começar?

1) EVITEMOS PERPETUAR OS PENSAMENTOS PESSIMISTAS SOBRE A VIDA

Ter pensamentos pesados ou pessimistas sobre a vida nos encarcera, nos prendem, (…); eles fecham nossos olhos a grandeza e a beleza construída por Deus e nos dão a sensação de impotência sobre mudar o hoje pensando no amanhã.

Todos sabem que um dia tudo isso que conhecemos poderá vir a terminar, mas por que causar pânico, temor, medo nas pessoas, sabendo que muita delas não tem nem mais motivos para viver? Por que não nos empenhar em levar a boa mensagem do evangelho de domingo?

2) ENCONTRAR MOTIVOS PARA VIVER ESSE DIA…

Algo me fez lembrar Jonas, o personagem bíblico, que insatisfeito pela não destruição da cidade de Nínive (Jonas 4), sentou emburrado embaixo de uma mamoneira.

Essa analogia serve para todos nós quando desistimos do mundo ou quando passamos a agourá-lo, quando nos fazermos de coitado para chamar atenção dos outros e hoje de forma especial quando me revisto de vaidades, arrogância e prepotência, pensando eu ser sabedoria, e na verdade são coisas que evitam que eu cresça como pessoa.

3) BUSCAR A DEUS DE TODO CORAÇÃO E COM TODA NOSSA FORÇA

Todo cristão tem uma missão, seja ele evangélico ou católico, de procurar a Deus com todo coração, com toda sua alma e com toda a força, mas não se ajunta folhas secas assoprando o monte, ou seja, não será fácil juntar em meio a um vendaval pessoal, em meio a tormentas, por isso é crucial que tenhamos empenho também em resolver o que nos aflige por dentro.

4) SER HUMILDE AS CORREÇÕES E ACEITAR AS MUDANÇAS.

Não sei bem se o que temos nos fará chegar ao céu, ou seja, o estudo não nos credencia a sermos mais importantes e sim mais habilidosos em um determinado assunto.

Ter faculdades e conhecimento do mundo de nada valem se não estivermos dispostos a dar, nos empenhar, conduzir e a sermos corrigidos…

Também não posso me valer desse evangelho para justificar parar de estudar, pois o estudo nos oferece mais recursos ao trabalho da messe. Fugir da capacitação é como insistir em lavrar a terra com um boi enquanto outros usam tratores.

 

Estamos no advento, peçamos perdão pelas vezes que me esqueci de ter um coração aberto ao amor; por ter nos achado acima de tudo; por ter mais afastado do que ajuntado; por meu orgulho ter soprado mais forte que minha humildade.

Reflitamos: “Preciso impregnar o mundo com Cristo, a começar em mim!”

Dia 02

Se tiver a proteção de Jesus como Senhor e Salvador da vida, ele jamais vai abandoná-lo, sobretudo nos momentos mais difíceis.

Para manter a serenidade, reze o salmo 27(26),1: “O Senhor é minha luz e salvação; de quem terei medo? O Senhor é quem defende a minha vida; a quem temerei?”.

Em seguida, o salmista continua, com mais confiança: “Se contra mim acampa um exército, meu coração não teme; se contra mim ferve o combate, mesmo então tenho confiança” (Sl 27(26),3).

Confie sempre em Deus, sua rocha segura.

“Espero no Senhor, minha alma espera na tua palavra. Minha alma aguarda o Senhor mais que as sentinelas a aurora”. (Sl 130[129], 5-6).





Evangelho do dia 01 dezembro segunda feira 2025


01 dezembro - Consolemo-nos por nos acharmos na impossibilidade de pagar as muitas dívidas contraídas com Jesus, pois esse pensamento servirá para nos manter na humildade e para nos fazer sentir uma gratidão sempre mais viva para com o celeste Credor. (S
235). São José Marello


Mateus 8,5-11

"Naquele tempo, entrou Jesus em Cafarnaum. Um centurião veio a ele e lhe fez esta súplica:
 "Senhor, meu servo está em casa, de cama, paralítico, e sofre muito".
 Disse-lhe Jesus: "Eu irei e o curarei".
 Respondeu o centurião: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado.
 Pois eu também sou um subordinado e tenho soldados às minhas ordens. Eu digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a outro: ‘Vem’, e ele vem; e a meu servo: ‘Faze isto’, e ele o faz".
 Ouvindo isto, cheio de admiração, disse Jesus aos presentes: "Em verdade vos digo: não encontrei semelhante fé em ninguém de Israel.
 Por isso, eu vos declaro que multidões virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão no Reino dos céus com Abraão, Isaac e Jacó".

Meditação:

Hoje Cafarnaum é a nossa cidade e, a nossa aldeia, onde há pessoas doentes, umas conhecidas, outras anônimas, frequentemente esquecidas por causa do ritmo frenético que caracteriza à vida atual: carregados de trabalho, vamos correndo sem parar e sem pensar naqueles que, por causa da sua doença ou de outra circunstância, ficam à margem e não podem seguir esse ritmo.

Pelo contrário, Jesus nos dirá um dia: «todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!» (Mt 25,40).

O grande pensador Blaise Pascal recolhe esta ideia quando afirma que «Jesus Cristo, nos seus fiéis, encontra-se na agonia de Getsemani até ao final dos tempos».

O centurião de Cafarnaum não se esquece do seu criado prostrado no leito, porque o ama. Apesar de ser mais poderoso e de ter mais autoridade que o seu servo, o centurião agradece todos os seus anos de serviço e tem por ele grande admiração.

Movido pelo amor, dirige-se a Jesus e na presença do Salvador faz uma extraordinária confissão de fé, recolhida pela liturgia Eucarística: «Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado.» (Mt 8,8).

Esta confissão fundamenta-se na esperança; brota da confiança posta em Jesus Cristo e, ao mesmo tempo do seu sentimento de indignidade pessoal que o ajuda a reconhecer a sua própria pobreza.

Só podemos nos aproximar de Jesus Cristo com uma atitude humilde, como a do centurião. Assim poderemos viver a esperança do Advento: esperança de salvação e de vida, de reconciliação e de paz.

Apenas pode esperar aquele que reconhece a sua pobreza e, é capaz de perceber que o sentido da sua vida não está nele próprio, mas sim em Deus, pondo-se nas mãos do Senhor. Aproximemo-nos com confiança a Cristo e, ao mesmo tempo, façamos nossa a oração do centurião.

Reflexão Apostólica:

Estamos no Advento! O que será que aconteceu no mundo das 23h59 de sábado para a zero hora de domingo? O que muda de uma noite para outra em nossas vidas que, para as mais sensíveis, parecem ser impregnados de um tempo de calmaria, paz e perdão…
Parece que estamos imbuídos de realizar uma grande festa de aniversário onde todos são convidados e ao mesmo tempo responsáveis em prepará-la. Faz-nos lembrar aquelas comemorações de criança que precisamos providenciar os convites, o local, o bolo, as atrações, (…). A festa é tão grandiosa que todos se empenham para que ela aconteça com máximo sucesso.
Não sou apenas CONVIDADO a participar da festa e sim também ser COLABORADOR para que ela aconteça, portanto o Natal só acontece em minha vida se entendo que preciso fazer minha parte no duro processo chamado mudança.
Deus sempre será um Pai bom e misericordioso, pois deixa bem claro isso com suas demonstrações físicas, chamadas de alianças com seu povo, mas não posso partindo desse amor incondicional, me apegar à misericórdia de Deus e não ser pelo menos melhor que ontem, ou seja, não somente convidado, mas sim um colaborador.
O centurião do evangelho de hoje consegue tocar o coração de Jesus não somente apelando para usa infinita misericórdia e sim porque demonstra uma fala verdadeira e sincera. Ao ser declarar indigno da presença de Jesus em sua casa, na verdade abre as portas de sua própria salvação.
Quantas vezes nós, em virtude do orgulho, da arrogância, da leviandade, da soberba, nos afastamos de Jesus crendo que estávamos ao seu lado? Quantos irmãos que vivem dentro da igreja, se dizem cristãos, mas na verdade apenas participam da festa sem ter ajudado em nada na sua realização?
Aqui estão aqueles que levantam a bandeira da santidade sem buscá-la. Irmãos que são “santos” aos olhos dos outros, mas no mundo real enganam, sonegam, mentem, maltratam as pessoas. Quantas pessoas ainda acham que coordenações pastorais comunitárias, eletivas (vereadores, deputados…) são uma oportunidade de serem vistos, ganhar status, dinheiro? Quantos por aí andam usando o nome de Deus em programas de TV para poder idolatrar o deus dinheiro por trás de seus “santos Milagres”?
Os preparativos da festa começaram ontem… O que eu tenho que fazer para que a festa aconteça em minha casa?
Oração: Senhor Jesus, dá-me fé e amor profundos para que, rompendo os laços do meu egoísmo, criem, no mais íntimo do meu ser, espaço para acolher-te. "Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e a minha alma será salva."

Dia 01

Aceite seus problemas com serenidade, e saiba tirar deles uma lição positiva para sua vida.

Nas situações imprevisíveis, não exagere, nem seja muito pessimista; lembre-se de que as adversidades fazem parte do crescimento humano.

Siga em frente e de cabeça erguida, e pense que dias melhores virão.

Como dizia Helen Keller: “Mantenha o rosto voltado para o sol, e não poderá ver sua sombra”.

Diante das dificuldades, diga: “Bendito seja Deus!”.

“Louvai o Senhor, pois ele é bom [...] Na nossa humilhação lembrou-se de nós; pois eterno é seu amor”. (Sl 136[135], 1a.23).



 

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

EVANGELHO DO DIA 30 NOVEMBRO 2025 - 1º DOMINGO DO ADVENTO


 30 novembro - Santo André, fazei com que também eu ame a cruz. (E 193). São José Marello


Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 24,37-44

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem.
40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada.
42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.
44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”. 

Reflexão para o 1º domingo do Advento – Mateus 24,37-44 30 nov 2025

Neste domingo, a Igreja inicia mais um ano litúrgico (Ano A), convidando-nos a, mais uma vez, percorrer o caminho de Jesus Cristo e contemplar o mistério da sua vida, morte e ressurreição, desde o seu nascimento. Advento é a palavra que designa a primeira etapa do ano litúrgico, cujo significado literal é “vinda” ou “visita”; trata-se de um tempo especial que a Igreja dedica à preparação para a magnífica celebração do Natal do Senhor. Com o início do novo ano litúrgico, iniciamos também a leitura do Evangelho segundo Mateus, porém, não do início, mas do seu final, exatamente do seu discurso escatológico. Por isso, o texto proposto para hoje é Mateus 24,37-44.

O discurso escatológico está presente nos três evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), porém é mais amplo em Mateus, uma vez que é ele quem faz questão de apresentar o ensinamento de Jesus em forma de discursos mais prolongados; é um discurso sobre as realidades últimas e finais da história, antecedendo as narrativas da paixão, morte e ressurreição de Jesus, na estrutura dos evangelhos mencionados. À primeira vista, parece paradoxal que a preparação para o Natal seja iniciada com palavras sobre as realidades últimas. Porém, é necessário ver o advento como uma oportunidade de preparação para a vinda constante do Senhor na vida de cada pessoa, tornando essa vinda uma presença permanente, ao invés de alimentar uma expectativa futurista e preparar para apenas uma data ou evento.

O primeiro passo para uma compreensão mais adequada do texto é colocá-lo no seu devido contexto, como faremos aqui. Ora, como já adiantamos, trata-se de um trecho do discurso escatológico de Jesus. À nível de contexto literário, ou seja, considerando o texto no conjunto do Evangelho segundo Mateus, Esse discurso nasceu como resposta à indagação dos discípulos a respeito da sentença de Jesus sobre a destruição do templo de Jerusalém. Ora, quando Jesus afirmou que daquela belíssima construção “não restaria pedra sobre pedra” (cf. Mt 24,2), seus discípulos, certamente escandalizados, perguntaram-lhe “como” e “quando” tudo isso aconteceria (cf. Mt 24,3). O amplo discurso escatológico é, portanto, a resposta de Jesus a essa pergunta. A nível de contexto sócio histórico, no entanto, esse discurso nasceu como resposta à situação de perseguição vivida pelas comunidades do evangelista. Perseguidos pelas autoridades romanas e pelo judaísmo oficial, os cristãos sentiam-se sufocados, quase sem forças para suportar o sofrimento, e o evangelista convidava-os à resistência e à perseverança, alimentando a esperança de um mundo novo.

Em relação à dimensão temporal, ao seja, ao “quando”, disse Jesus: “Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu e nem o Filho, mas somente o Pai” (Mt 24,36). Essa confissão de ignorância do Filho parece estranha, uma vez que Ele mesmo já tinha expressado sua intimidade com o Pai: “Tudo me foi entregue por meu Pai” (cf. Mt 11,27a). Acima de tudo, é um alerta para não nos deixarmos levar por falsos anúncios de muitos destinatários de visões e aparições. Quanto ao “como”, também Ele não apresenta muitos detalhes, embora seja menos ambíguo do que na resposta ao “quando”; inclusive, disse que haveria perseguição aos seus seguidores, e que muitos pregadores aproveitariam a ocasião para causar medo nas pessoas, o que exige bastante vigilância e cuidado para não deixar-se enganar (cf. Mt 24,4-14). É, portanto, nesse contexto que o nosso texto de hoje foi construído e inserido no evangelho.

É nítido o interesse de Jesus em ponderar as expectativas e curiosidade dos discípulos. Portanto, melhor que procurar descrever uma realidade desconhecida é estar preparado para acolher a novidade da vinda do Filho do Homem, como Ele mesmo se auto intitula, ao referir-se à sua segunda vinda. E, a melhor forma de preparar-se para tal evento é olhar com atenção para a história e perceber os sinais dos tempos. Por isso, Jesus cita o exemplo do tempo de Noé para apresentar a imprevisibilidade da sua vinda: “A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. Pois nos dias antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca” (vv. 37-38). Assim, Ele mostra que a única coisa a ser feita é prevenir-se a partir do cotidiano, com discernimento e responsabilidade. Por isso, diz que “nos dias antes do dilúvio” (v. 38a), todos levavam uma vida normal, aparentemente, e muitos foram surpreendidos.

O dilúvio, (em grego: κατακλισμός kataklismós), é apresentado como exemplo de como Deus pode surpreender a humanidade e como essa costuma não se prevenir para uma questão tão fundamental como a sua relação com Deus. Ao afirmar que “todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento” (v. 38b), Ele quer dizer que se fazia o que era normal e consumia-se todas as energias em coisas efêmeras, embora necessárias. As atividades de “comer, beber e casar-se” representam o cotidiano, as coisas que sustentam a vida em sua rotina e normalidade. Jesus quer nos chamar a atenção para nãos nos contentarmos com a normalidade das coisas, pois foi por isso que muitos perderam-se na história. Noé é apresentado como exemplo de prudência, aquele que percebeu os sinais dos tempos que são os sinais pelos quais Deus se comunica com a humanidade. Devido à sua prudência, “Noé entrou na arca” (v. 38c), enquanto os outros “nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos” (v. 39a). Mais que um alerta, esse exemplo é um chamado à responsabilidade. Ora, consideremos que o discurso escatológico é direcionado principalmente aos discípulos que viviam situação de perseguição e, portanto, é inadmissível que esses não saibam perceber os sinais dos tempos. Por isso, Jesus não lhes dá respostas prontas, mas convida-os a, inseridos no mundo, perceberem como Deus age na história.

De um exemplo do passado, Jesus parte para o presente e percebe que também no seu tempo as coisas estão acontecendo da mesma forma, ou seja, as atividades do cotidiano continuam distraindo as pessoas. Por isso, Ele cita duas atividades típicas do seu tempo, uma para o homem e outra para a mulher: o trabalho no campo e a atividade doméstica, respectivamente: “Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada” (vv. 40-41). Ao afirmar que um(a) será levado(a) e outro(a) deixado(a), Jesus não está antecipando a condenação e nem a salvação de ninguém, mas está lamentando que, novamente, a humanidade está desperdiçando a oportunidade de renovar-se. O Reino de Deus não é excludente, mas é a própria humanidade que está rejeitando inserir-se nele. Enquanto alguns estão se esforçando para entrar nele, outros simplesmente o ignoram.

As atividades agrária e doméstica nesse contexto representam também o fechamento do homem e da mulher a uma mentalidade antiga. Quem contentar-se somente em fazer estas coisas, sem preocupar-se com nada além disso, obviamente não está interessado no Reino, embora sejam atividades indispensáveis que não podem ser ignoradas. Ao cristão, é necessária uma abertura de horizonte. Estar atento à vinda do Filho do Homem é estar disposto a lutar e trabalhar pela instauração do Reino, e isso não se faz sem uma mudança de mentalidade. O Filho já veio; o discípulo e a discípula são desafiados, hoje, a reconhecer a sua presença e, assim, dar um novo sentido ao seu cotidiano, sobretudo, transformando-o. Por isso, é importante fazer bem-feitas as atividades do dia-a-dia, sem fechar-se nelas.

O último exemplo usado para alertar os discípulos sobre a imprevisibilidade da vinda do Filho do Homem é aquele, tão conhecido, do dono da casa que não sabe a que hora pode ser surpreendido por um ladrão: “Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada” (v. 43). Com certeza, essa imagem ajudou a criar um certo medo e angústia entre os primeiros cristãos, levando-os até a distorcerem o sentido da vigilância. No entanto, o que importa é o convite feito aos discípulos para não desanimaram um único instante, como a exortação do último versículo: “Por isso, ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá” (v. 44). Essa vinda coincide com a destruição da ordem opressora vigente e o estabelecimento do Reino de Deus, por isso, a vigilância é fundamental, pois esse processo exigirá muito empenho dos cristãos e cristãs.

O convite feito por Jesus no Evangelho de hoje é, portanto, que vivamos em estado constante de preparação para o encontro do Senhor, uma vez que Ele já veio e precisa apenas ser reconhecido. Por isso, é preciso fazer do cotidiano uma constante preparação, ou melhor, preparar-se no cotidiano. Longe de ser uma mensagem de medo, o Evangelho é mensagem de salvação e boa-nova para todos. A “Boa Nova” de hoje é que, sem alarde algum, somos chamados a realizarmos nossas tarefas cotidianas já na presença dEle, tendo em vista que já veio, para que o fazer cotidiano já seja direcionado à chegada do Reino de Deus, com a superação de todas as injustiças e violências que continuam ofuscando a presença do Senhor que já é “Deus conosco”, expressão que orienta toda o Evangelho segundo Mateus (cf. Mt 1,23; 18,20; 28,20).

Dia 30

Jamais diga: “Não sou capaz!

Não posso! Não consigo!”.

Em seu interior, existe uma grande força que pode concretizar todos os desejos, desde que os propósitos sejam usados para o bem.

Procure sempre ter presente este princípio: com a graça de Deus, você vai conseguir, e tudo dará certo.

Aos poucos, perceberá que sua vida vai mudar para melhor.

Jesus afirmou que tudo é possível para quem tem fé.

“Enfim, fortalecei-vos no Senhor, no poder de sua força, revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do diabo”.

(Ef 6,10).



Evangelho do dia 13 fevereiro sexta feira 2026

13 fevereiro - Renovemos o espírito a cada instante e repousemos na misericórdia de Deus, que absorve todas as fraquezas da nossa natureza d...